sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

HOJE, no programa de rock

"Hoje é sexta-feira... Quase fim de semana... Lua cheia..." Com esta mensagem do guitarrista Ed O'Brien no site oficial, o Radiohead adiantou em um dia o lançamento na Internet de seu oitavo disco, "The King Of Limbs". Os fãs que compraram o disco na pré-venda oficial já podem fazer o download no álbum no site. "Obrigado por esperarem e tenham um ótimo fim de semana", encerra a mensagem do guitarrista.

Na segunda, 14, junto com o início da pré-venda, a banda divulgou que o disco seria lançado no sábado, 19. "The King Of Limbs" continua à venda no site. Os fãs podem escolher entre duas opções: comprar apenas o disco em formato digital ou encomendar também a versão física, que inclui vinil, CD e material gráfico abundante.

Os preços variam. A versão digital custa R$ 15 no formato MP3 (com 320 kbps) e R$ 23 no formato WAV. Já a versão física custa R$ 80 com download em MP3 ou R$ 88 com o download em WAV. O frete de envio do pacote já está incluído.

Antes de liberar o disco para download, o Radiohead divulgou nesta sexta o primeiro clipe de seu novo álbum, "The King Of Limbs". A música escolhida foi "Lotus Flower" e o vídeo pode ser assistido no canal oficial da banda no YouTube.

No clipe, o vocalista Thom Yorke dança de forma desengonçada, lembrando sua performance ao vivo durante a música "Idioteque", do disco "Kid A". O clipe é dirigido por Garth Jennings, responsável pelos vídeos de "Imitation of Life", do R.E.M., e de "Coffe and TV", do Blur, além do filme "O Guia do Mochileiro das Galáxias".

O último disco do Radiohead, "In Rainbows", lançado em 2007, provocou uma revolução na indústria musical ao ser colocado para download pelo preço que o usuário quisesse pagar. Em março de 2009, a banda fez dois shows no Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Fonte: Último segundo

E +

...And you will know us by the Trail of Dead
Peter, Bjorn and John
Cake
Manic Street Preachers
...The Grunge revenge
Cavalera Conspiracy
Firefriend
Rafael Costelo
J. Mascis
pj Harvey
Gang Of Four
Matanza
Nirvana
Lestics
Trimorfia
Slayer
Shades Apart
Iron Maiden
Hatend
Karne Krua
Invasores de cérebro
Melody Monster
Cu Sujo



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tempo bom, “que não volta nunca mais”.

Houve um tempo em que os Titãs, aquela banda horrível que hoje se limita a fazer shows burocráticos para pagar as contas de seus componentes, tinha peso – no sentido literal e no figurado. Depois de uma carreira relativamente bem sucedida flertando com a new wave (sonífera ilha/sossega meus olhos), eles lançaram, sob o impacto das prisões de Arnaldo Antunes e Tony Belotto por posse de heroína em 1985, um disco que se tornou um marco na história do rock nacional: “Cabeça Dinossauro”, de 1986. Eu posso atestar o impacto que esta verdadeira pedrada sonora teve na época, já que era um adolescente começando um flerte que logo viria a se tornar um namoro e, pulando a fase de noivado, um casamento duradouro que persiste até hoje com “esse tal de rock and roll”: foi imenso. Faixas como “Bichos escrotos”, “Estado violência”, “polícia”, “porrada”, “A face do destruidor” e, especialmente, “Igreja”, com sua letra extremamente agressiva para uma banda “mainstrean”, mesmo se vista sob os padrões de hoje (lembro do caso de um indivíduo, lá na cidade onde morava, que tinha o disco mas fez questão de riscar a citada faixa com um prego), iniciaram toda uma geração nas delícias do rock “duro” e contestador – do punk rock, enfim.

E não era só isso: havia também experimentação com poesia concreta (AAUU/o que) e com tambores tribais (a faixa título), além de alguns flertes com ritmos mais acessíveis porém sem perder a verve contestadora, caso de “família”, “dívidas” e “Homem primata”. "Bichos Escrotos" foi um caso a parte, já que se tratava de uma canção que tocavam desde 1982 e que só pôde ser gravada nesta ocasião. Mesmo assim, a censura vetou a faixa nas rádios por conta do verso "vão se foder", o que não desencorajou algumas emissoras a veicularem uma versão sem a tal frase vetada - às vezes até a própria versão original, o que acarretava em um pagamento de multa. A capa, antológica, foi baseada em um esboço do pintor italiano Leonardo Da Vinci intitulado "A expressão de um homem urrando" e ganha muito no formato maior do vinil. Um outro desenho de Da Vinci, "Cabeça grotesca", foi para a contracapa do disco. O mais incrível é que o álbum fez sucesso, e muito: rendeu o primeiro disco de ouro à banda, no final daquele ano. Já a turnê promocional, sob a responsabilidade do megaempresário Manoel Poladian, o mesmo da explosiva “Radio Pirata”, do RPM, percorreu o Brasil e foi igualmente marcante. Não me lembro se chegaram a passar por Aracaju nessa época, mas lembro bem de ter visto um show do Titãs no Ginásio Constancio vieira e ter me emocionado ao poder conferir finalmente, ao vivo, alguns desses verdadeiros clássicos do cancioneiro roqueiro nacional.

Pois bem, “Cabeça dinossauro” e mais dois dos melhores discos da melhor fase dos Titãs, “Jesus não tem dentes no país dos banguelas” e “Õ Blesq blon” (curto muito o defenestado “tudo ao mesmo tempo agora”, também), acabam de ser relançados em gloriosos vinis de 180 gramas pela polyson dentro da série "Clássicos em Vinil", que já tinha nos dado “todos os olhos”, de Tom Zé, e “Nós vamos invadir sua praia”, do ultraje a Rigor. Chega a ser (tristemente) irônico este relançamento sem que eles nunca tenham ganhado reedições decentes em CD, mas é bom constatar que os álbuns resistem bem ao teste do tempo. Acho o “Jesus não tem dentes”, inclusive, ainda melhor que o "cabeça", porque mais coeso e mais “roqueiro”. Já “Õ Blesq Blon” tem algumas pérolas, como “Miséria”, “o pulso” e “Flores”, mas é mais fraquinho. “O Camelo e o dromedário”, especialmente, me irritava muito.

O preço é salgado, mas vale a pena o investimento, especialmente para os colecionadores e/ou para aqueles que viveram aquele tempo bom, “que não volta nunca mais”.

COMPRE AQUI

por Adelvan.

Um lugar do caralho.

Me lembro como hoje a primeira vez em que pisei na Galeria do Rock. Foi em 1991, levado por um primo, infelizmente já falecido. Eu estava em São Paulo com o objetivo principal de ir ao Rock In Rio, na ciudad maravillosa, mas não dispensei, evidentemente, uma visita a este verdadeiro templo roqueiro do qual eu já tinha lido tanto a respeito. Fiquei feito pinto no lixo, como era de se esperar.

Foi assim em todas as vezes que voltei lá - pelo menos enquanto eu ainda não tinha tanto acesso à internet. Hoje em dia tudo está muito mais fácil, à altura de um clique, mas na época era simplesmente surreal ver com estes olhos que a terra há de comer verdadeiras pérolas raras do cancioneiro "rocker". Passava dias inteiros vasculhando as lojas. A que mais impresisonva era a Baratos Afins, do Calanca: pilhas e pilhas e pilhas de vinis, todos lacradinhos em plásticos, muitos raríssimos. Lá completei minha coleção dos mutantes no bom e velho formato da bolacha preta. Em outra loja, não lembro qual, comprei, também em vinil, um dos maiores orgulhos de minha coleção: "kick out the jams", do MC5. Há de se registrar, também, alguns encontros inusitados, como uma vez em que fui surpreendido pela presença de Robério, brother de Aracaju, ex-baixista da Logorréia, então morando em Sampa.

Ao lado havia (creio que ainda há) a chamada "galeria indie", uma espécie de irmã menor da Galeria do rock. Lá, ainda no início dos anos 90, comprei o primeiro disco das Breeders, então ainda um projeto paralelo de Kin Deal do Pixies, e o vendedor, muito gente boa, quis saber de onde eu era. Ao ouvir minha resposta, ele perguntou se tinha bandas de rock por aqui. Eu respondi que sim, inclusive eu fazia vocal em uma, mas nada muito sério, era uma banda de grindcore pornográfico feita só por diversão. Perguntei se ELE tinha alguma banda e obtive como resposta: "tenho sim, mas estamos meio que começando agora, você não deve conhecer não". "Fala o nome", insisti - "Pin Ups", ele respondeu. Lembro que ele ficou muito surpreso de eu conhecer a banda, embora na verdade eu não conhecesse, apenas tinha ouvido falar de uma apresentação deles no extinto programa "Materia Prima", da Rede Cultura, apresentado por serginho Groisman. O nome do vendedor era Zé Antonio.

De outra feita, entrei numa loja bacana, me distraí olhando os discos quando sou surpreendido por uma pergunta do cara por trás do balcão: "você é o Adelvan, de Aracaju?". A loja era a Sensorial Discos, e o dono era meu amigo de fé, meu irmão, camarada, Carlos Rodrigues Costa. Muito legais estes encontros inesperados.

Estou com saudades da Galeria do rock - faz aproximadamente 7 anos que não apareço por lá.

A.

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A Galeria do Rock, conjunto comercial localizado na Avenida São João, em São Paulo, famosa por reunir mais de 450 lojas e adeptos de diversas vertentes culturais, agora pretende se firmar, também, como espaço de eventos, recepcionando mais exposições, intervenções, shows e performances em geral.

A ideia vem acompanhada de um projeto de maior presença virtual. Um blog e contas no Twitter e Facebook foram criados com o intuito de facilitar a interação com as diversas tribos musicais que convivem na Galeria, que recebe cerca de 25 mil pessoas por dia durante a semana e 35 mil aos sábados e domingos.

Para marcar as mudanças, o espaço busca recriar sua identidade visual com a ajuda dos frequentadores. Em sua página no Facebook, é possível escolher em uma das quatro logomarcas que estão em votação. A que os internautas selecionarem, ao final da disputa, irá representar a Galeria a partir de abril.

Fonte: Revista Rolling Stone

* * *

(wikipedia) Galeria do Rock é um centro de compras localizado na cidade de São Paulo[1]. Foi fundada em 1963, com o nome de Shopping Center Grandes Galerias. Localizada entre a Rua 24 de Maio e o Largo do Paysandu, possui cerca de 450 estabelecimentos comerciais, com predominância para o comércio de produtos relacionados ao rock e outros estilos musicais. Bruce Dickinson (vocalista do Iron Maiden), Lily Allen, Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana), Tarja Turunen (ex-vocalista do Nightwish) e bandas como Dream Theater, Rammstein, Paradise Lost e Sepultura já visitaram o local[2].

Dos espaços comerciais, mais de 300 são lojas, divididas em Hip-Hop no Subsolo, Skate e produtos mais populares no térreo, Rock nos Primeiro, Segundo e Terceiro Andares e Silk Screen e estamparias em geral nos terceiro e quarto andares. Possui também salas de tatuagens.

Foi recentemente uma das locações da novela das sete da Rede Globo, Tempos Modernos, o que causou um aumento no fluxo de visitantes segundo os lojistas do centro de compras[3]

História: A Galeria do Rock é um conglomerado de 450 estabelecimentos comerciais, sendo 190 dedicadas ao mundo do rock. São vendidos CDs, discos, vídeos, camisetas, acessórios, bandeiras, pôsteres e itens de decoração. Há também estúdios de piercing e tatuagem e sedes de fã-clubes, como o Magical Mystery Tour (Beatles), Sepultura, e Raul Seixas. Os outros são lojas de roupas, estabelecimentos de serigrafia, salões de cabeleireiros, oculistas, alfaiates, etc.

O prédio onde hoje se encontra a Galeria foi fundado em 1963, com o nome de Shopping Center Grandes Galerias, um centro comercial diversificado com lojas de serigrafia, salões de beleza, locais que realizavam consertos de TVs e outros. No final dos anos 70, passou haver uma “invasão” de lojas de disco voltadas principalmente para o rock, comandada pela loja Baratos Afins, a primeira que se instalou por ali. A cultura de rua e o hip hop também têm seu espaço no térreo e subsolo.

O edifício foi projetado pelo arquiteto Alfredo Mathias, que emprestou seu excepcional talento em cada detalhe arquitetônico. Mathias também foi o responsável pelo projeto do conhecido Shopping Iguatemi, primeiro shopping Construído no Brasil, e do majestoso Palácio Anchieta (onde se aloca a Câmara Municipal da Cidade de São Paulo), Portal do Morumbi e outras dezenas de obras espalhadas pelo País.

A Galeria do Rock chama a atenção pelo seu formato ondulado, inspirado no Copan. Somente no final da década de 70, lojas de disco começaram a se instalar no local. Pelo grande número de estabelecimentos voltados para o público "roqueiro", recebou o apelido pelo qual é, hoje, amplamente conhecida.

Recentemente houve uma progressiva revitalização do espaço, graças principalmente à atuação de seu administrador e presidente do Instituto Cultural Antonio de Souza Neto (conhecido pela alcunha de Toninho da Galeria) que, diante das condições que enfrentou no início de sua gestão, foi qualificado de Santo milagreiro pela imprensa e pelos lojistas. Antonio, que além de ser fotógrafo, jornalista e sociólogo, aplicou-se com obstinação à tarefa de remodelar e emprestar ao lugar o prestígio de que hoje desfruta. Hoje, valorizada pela maravilhosa arquitetura original, 30 mil pessoas circulam por dia entre corredores limpos e com segurança.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

The Baggios no projeto verão

Julico divulgou no Facebook que o show da Baggios no Projeto Verão começaria mais cedo, às 20:00H – putz, ledo engano. Cheguei na hora marcada e nada, vazio demográfico total, só a banda passando o som no palco. Mas pelo que eles mostraram lá, a noite prometia – os metais pareciam se encaixar como uma luva no novo arranjo de “Candango´s Bar”. Deu mais ânimo para ficar e esperar ...

Não precisamos esperar muito, felizmente: Por volta das 21:00H a apresentação começou. Excelente a idéia de colocar a bateria de Perninha no mesmo nível do posicionamento de Julico – afinal, a banda é na verdade uma dupla e havia espaço mais do que suficiente no palco. Aproveito para salientar a excelente estrutura do evento: som, iluminação, decoração, telões, tudo de primeira e de muito bom gosto. Nota 10, mesmo.

Mas voltando ao show: já começou com o volume no talo e o esporro comendo. Ótimo, os caras não aliviam, o som deles é o mesmo, seja no minúsculo Capitão Cook, seja no palco principal de uma das maiores festas promovidas pelo poder publico na cidade. Um alívio ver um rock and roll garageiro encharcado de blues de primeira em meio àquela pasmaceira insossa que costuma imperar nestas ocasiões.

Durante algum tempo foi o de sempre: Julico mandando ver na perfomance vocal e debulhando as seis cordas enquanto Perninha castigava sem piedade seu set de bateria, com destaque para o belo vídeo com imagens clássicas e fotos da snapic que rolava no telão e para o brilhante novo arranjo da emblemática “Baggio sedado”, música feita em homenagem ao “outsider” que deu nome à banda (não, não tem nada a ver com o jogador de futebol italiano). Com direito até a um sambinha lá pelo meio ...

Aos 45 minutos, aproximadamente, entra a dupla convidada responsável pelos metais, e a apresentação ganha ainda mais força. Ficaram excelente e muito bem encaixados os novos arranjos. Além de “candangos bar”, presente na passagem de som, contaram com o auxilio luxuoso do sax e do trompete em mais uma série de músicas, dentre elas algumas inéditas e em inglês, muito legais. Encerraram com chave de ouro, já de volta à formação enxuta e com os dois, Julico e Perninha, endiabrados, provavelmente contagiados pela recepção do público, que a esta altura já comparecia em numero razoável e ovacionava entusiasticamente esta que é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores formações do cenário musical sergipano, atualmente.

Foi excelente, de lavar a alma.

Fotos: Jorge Henrique

Texto por Adelvan

sábado, 12 de fevereiro de 2011

VIVA LA ZONA

Zona Punk é um e-zine que divulga bandas independentes. Site mais acessado da cidade de Guarulhos/SP [dados da consultoria Biz Informação], conta c/ uma equipe de 15 pessoas atuando em diversas áreas: jornalismo, fotografia, vídeo e webdesign. Criado há 12 anos, o ZP hoje atua também em produção de shows e projetos especiais, como a coletânea (Z)PANORAMA 2011.

15º lançamento do site, (Z)P.2011 traz 59 bandas distribuídas em 2 discos virtuais. Nomes como Milhouse, Monstro, A Dama & Os Vagabundos [entre 30 no CD 1], Sexy Pato, Barra Funda Fighters e Big Kahuna Burgers [29 no CD 2]. Todas as faixas estão disponíveis p/ download gratuito na página da coletânea. “Zona Punk tem esse nome pela sua proposta original, a da liberdade do faça-você-mesmo, o do-it-yourself, lema básico e primordial do movimento punk”, diz Wladimir Cruz, CEO e editor do ZP.

Às bandas participantes pedimos que divulguem a coletânea em seus twitter/orkut/facebook etc., pois como temos bandas de todo país, se cada uma divulgar a coleta p/ seu público, todas as outras terão chance de aparecer também. Se você tem banda, sugerimos que confira os discos e use a seção de links p/ trocar informações.Zona Punk surgiu inspirado no site Punk News e na revista Alternative Press, mas hoje apresenta suas próprias soluções originais. Wladimir cita a frase de Mark P., editor do zine Sniffin' Glue, ”Ninguém pode definir o punk rock!”; e a letra de Nazi Punks Fuck Off, de Jello Biafra, ”Punk não é um culto religioso, punk é pensar por si mesmo”.

por Adolfo Sá
vlb

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

кричать Москве

O Iron Maiden inicia HOJE, 11/02/2011, a The Final Frontier World Tour em Moscou, na Rússia. Na véspera da grande estréia Bruce Dickinson conversou com o site russo Kommepcaht sobre os preparativos para o show e deu dicas sobre o setlist. Confira (conforme foi publicado no blog "Flight 666"):

Iniciar a turnê em Moscou foi idéia da banda ou simplesmente foi consequência dos agentes de shows?

Apareceu naturalmente a idéia de começar em algum lugar da Turquia ou do Oriente Médio, mas alguém disse: "Moscou!" E nós decidimos que seria muito legal. Eu entendo está muito frio agora. Bem, vamos começar com um lugar frio e mover-se cada vez mais para climas mais quentes.

Vocês raramente mudam a ordem das músicas ao vivo na mesma turnê. O setlist para você é algo intocável, como uma tragédia grega?

Bem, nesta parte da turnê teremos uma série de alterações em relação aos concertos do verão passado. Começamos a turnê antes do álbum The Final Frontier sair, e nós tocamos apenas uma música dele. Então, nós aumentamos o número de novas canções no show para quatro. Agora vamos acrescentar mais alguma coisa do material antigo, como "The Trooper" e "2 Minutes To Midnight".

Pode falar algumas palavras sobre a banda de abertura do show do Iron Maiden em Moscou?

É uma banda de jovens britânicos. Eles foram a melhor banda estreante de 2010 segundo a revista Kerrang! E melhor banda nova britânica eleita em uma enquete da revista Metal Hammer. Durante a pesquisa da Metal Hammer 400.000 pessoas votaram neles. Atenção: esses caras tem apenas 20 anos! E eles não têm contrato com nenhuma gravadora no momento! Aqui está o que a internet... você sabe? Neste setor tudo se tornou mais democrático. Tudo é decidido pelos fãs. Você simplesmente coloca suas músicas no site, e se você for bom, você está livre de muitos problemas. Você vai ser visto. E ouça como não tocar guitarra! Você vai enlouquecer!

Depois de Moscou vocês terão um longo caminho - Cingapura, em seguida Indonésia. Você está pronto para ele como piloto?

Eu só tenho a dizer que eu não é sempre que eu piloto o avião na turnê. Nós temos três pilotos. Eu não fico no comando, se temos, por exemplo, um show na noite anterior. É necessário tempo também para descansar às vezes.

No filme "Flight 666" em sua turnê anterior vimos que mesmo cavalheiros galantes, como os do Iron Maiden, na América do Sul, por exemplo, precisavam de cilindros de oxigênio nos bastidores...

Se você olhar atentamente para o filme, verá exatamente que eu não precisava de oxigênio.

Bruce Dickinson tem um programa especial de treinamento físico?

Nada sobrenatural. Agora, antes da turnê, exercícios no período da manhã. Apenas o suficiente para ficar em boa forma.

Durante a seu último show em Moscou, tivemos a impressão de que você tem familiaridade com kung fu.

As pessoas confundem, tive aulas de boxe, kung fu, mas - não. Esses são meus movimentos, são sugestivos de kung fu, mas provavelmente foram roubados da esgrima.

Para esta turnê, vocês atualizaram o seu Eddie de alguma forma?

Junto com o nosso velho Eddie, se não surgir outro... Ele é menor, porém mais flexível, com câmeras de vídeo nos olhos, as imagens são transmitidas para os telões. Então você pode assistir o show através dos olhos de Eddie.

Em um programa de TV vimos que você já dominou o tanque T-34 soviético. Quais suas impressões?

Eu sou um fã dos tanques, e desde minha infância. Eu ainda estou estudando fazendo um grande trabalho sobre a história dos tanques. O T-34 é, sem dúvida, um dos maiores, as máquinas mais inspiradoras desde a Segunda Guerra Mundial. O que já consegui, tinha estado em serviço com o exército polonês. Uma máquina soviética típica da época. Um pouco rústica... mas de confiança.

Uma curiosidade, você nunca falou sobre história militar com Lemmy Kilmister do Motörhead? Você e ele devem ter um monte de interesses em comum...

Com Lemmy? Lemmy é obcecado por coisas associadas com ao nazismo. Eu não acho que ele está pronto para compartilhar sua paixão, sob qualquer forma. Eu me recolho aos livros sobre aviação e esgrima... mas não relíquias militares. Eu apenas mantenho minhas medalhas e faço aeromodelos.

Fonte: http://www.kommersant.ru

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MISFITS (E DRI) NO ABRIL PRO ROCK 2011

Ok, ninguém nem sabe mais direito quem são os Misfits, além do baixista, líder e fundador Jerry Only, mas foda-se: vai ser do caralho! Na verdade ainda não foi anunciada a presença deles "oficialmente", mas a data está lá, na página oficial do grupo, então é quase certo. Se apresentarão também em São Paulo, muito provavelmente na virada cultural.

Quem está confirmado oficialmente mesmo é o DRI, pioneiros do crossover.

Está se superando a cada ano, o festival pernambucano.

A.



(Wikipedia) Dirty Rotten Imbeciles, ou simplesmente D.R.I., é uma banda de thrashcore / crossover thrash formada em 1982 nos Estados Unidos da América.

Inicialmente era uma banda de hardcore/punk, e ao longo dos anos foi incorporando elementos do thrash metal no som, sendo considerados um dos pais do Crossover, a fusão do hardcore com o metal.A banda recebeu esse nome (Sujos, Podres e Imbecis em português) por causa do pai dos irmãos Kurt e Eric Brecht, apelidado de The Madman por eles. A banda sempre que ensaiava na casa dos irmãos, Mr. Madman mandava parar com o ensaio insultando-os com o futuro nome da banda. Eles inicialmente chamavam-se U.S.D.R.I mas logo depois simplificaram para D.R.I.

Em 1987, a banda lança o álbum Crossover, com músicas mais longas e elaboradas que os álbuns anteriores, sendo esse álbum o pioneiro, mais importante e influente no estilo crossover thrash.

A banda teve várias formações diferentes, só permanecendo o vocalista Kurt Brecht e o guitarrista Spike Cassidy e lançou 7 álbuns e fez turnês no mundo inteiro com bandas como Dead Kennedys, Slayer (a banda credita o D.R.I como uma das suas maiores influências),Ratos de Porão e chegou a tocar duas vezes no Brasil e faz shows esporadicamente hoje em dia.

Recentemente, o guitarrista Spike Cassidy foi diagnosticado com câncer no colon, interrompendo uma longa turnê que a banda pretendia fazer. Mas agora, o guitarrista está reucuperado e a banda promete novidades.

A banda teve os álbuns Dirty Rotten LP, Crossover e 4 of a Kind lançados no Brasil no formato vinil no final dos anos 80, pelo selo Devil Discos.

O D.R.I se apresenta no Brasil em 2011, Dia 15 abril em Recife, no Abril Pro Rock e dia 17 de abril em SP, Carioca Club. A formação atual é Spike Cassidy na guitarra (desde 1982), Kurt Brecht nos vocais (desde 1982), Rob Rampy na bateria bateria (desde 1990) e Harald Oimoen, no baixo desde 1999.

(Wikipedia) Misfits é uma banda formada por Glenn Danzig em 1977 na cidade de Lodi, Nova Jérsei. Foram os criadores do horror punk[1], um sub gênero do punk rock, e exerceram influência em diversas outras bandas de rock em geral inclusive bandas de metal como Metallica.

O nome da banda foi tirado do último filme da atriz Marilyn Monroe, The Misfits. Os integrantes originais da banda eram Glenn Danzig (Glenn Allen Anzalone) nos vocais e teclados (que mais tarde fundaria uma banda com seu próprio nome), Jerry Only (Gerald Caiafa) no baixo e Manny Martínez na bateria, entrando mais tarde Doyle na guitarra, o irmão caçula de Jerry Only.

Os colegas de escola Glenn Anzalone e Gerald Caiafa resolveram formar uma banda. Glenn adotou o nome artístico de Glenn Danzig e Gerald passou a se chamar Jerry Only. Gravaram um modesto compacto com duas faixa: "Cough Cool" e "She"; no qual Glenn cantava e tocava um piano elétrico e Jerry, o baixo. A experiência deu tão certo que eles recrutaram mais dois amigos da vizinhança, Franché Coma e Mr. Jim para gravar o disco Static Age, no começo de 1978, porém este disco acabaria saindo quase 20 anos depois. O albúm não refletia as características de raiva e revolta da maioria dos discos de punk rock, mas tentavam chocar as pessoas com letras violentas e românticas ao mesmo tempo.

Tocavam maquiados músicas simples e rápidas que logo fizeram com que o The Misfits fosse classificado como uma das bandas precursoras do movimento punk e portanto uma grande influência de bandas que vieram a seguir.

Segundo alguns, Glenn Danzig era grande fã de Elvis Presley e o visual que eles usavam seria a versão zumbi de Elvis com os topetes caídos, maquiagens brancas e esqueléticas, cujo nome criado por Jerry Only era devilock.

Nesse mesmo período somaram-se à banda o guitarrista Bobby Steele e o baterista Arthur Googy, com os quais se repete a mesma história no decorrer de dois anos ,um album feito em vários compactos, também. Neste caso, trata-se do disco "12 Hits From Hell". Seu lançamento estava previsto para 2000, mas desta vez a empreitada da gravadora fora embargada por Glenn Danzig e Jerry Only, pois tanto a mixagem quanto a parte gráfica não satifizeram a ambos.

Apesar de ser uma banda pesada para a época, originalmente não dispunham de guitarrista. O grupo sempre foi polêmico: Segundo diversos sites e publicações especializadas em rock os Misfits poderiam ter alavancado a sua carreira quando foram chamados para abrir um show do The Clash em Londres em novembro de 1979, porem o vocalista Glenn Danzig e o então guitarrista Bobby Steele (que depois formou a banda The Undead, foram ver uma apresentação da banda The Jam em Londres e na entrada arrumaram uma confusão com alguns skinheads, que acabou com a prisão de Danzig e Bobby Steele, impossibilitando-os de fazer a apresentação de abertura. Os dois ficaram dois dias na cela da esquadra de prisão, e foi aliás nesse local que Danzig escreveu a música "London Dungeon", único fruto daquela viagem, que foi inteiramente paga com o cartão de credito do pai de Jerry Only.

Não obstante, Bobby Steele deixa a banda para formar o The Undead, e Paul, o irmão mais novo de Jerry, assume a guitarra e passa a pegar a estrada com a banda. Em estúdio, ajuda a completar as gravações do que já havia sido feito e assim debutar no disco Walk Among Us. Por ser alto, magro e carrancudo, Paul recebe o apelido de Doyle.

De 1977 a 1981 praticamente só gravaram EP’s. Foi em 1982 que começaram a sair os álbuns e compilações da banda.Walk Among Us sai em 1982,acabou sendo o primeiro album da banda,foi o único álbum a ser lançado enquanto a primeira encarnação da banda ainda estava ativa.

Em 1983 veio o último trabalho, Earth A.D./Wolfs Blood, fonte de inspiração para grande parte das bandas de thrash metal da época. Relatos de quem viu a banda ao vivo em seu auge, garantem que a experiência era incomparável. Os shows de halloween realizados pelo grupo nos anos 80, tornaram-se lenda do underground nova-iorquino. Mas o Misfits, mesmo com sua música gravada de forma quase rudimentar e cercado por letras e visual de difícil assimilação, acabaria extrapolando o gueto punk e tornando-se uma das mais cultuadas bandas do rock americano.

Outras características dos Misfits são criar canções violentas e românticas ao mesmo tempo e satirizar discos antigos ou discos de histórias infantis. Os seus vinis eram sempre coloridos e impressos em 7 ou 12 polegadas.

Durante os anos de sua formação mais clássica, a banda não saiu do underground de Nova Iorque. Não venderam muitos discos, não lotaram arenas, não tiveram repercussão na grande imprensa musical e não impressionaram praticamente ninguém com os seus músicos apenas medianos e letras baseadas em filmes de terror classe B (entre outras canções, gravaram "Night of the Living Dead", "Brain Eaters", "Vampira", "Mommy, Can I Go Out and Kill Tonight?", "I Turned Into a Martian" e "Halloween"). Praticamente não chegaram a ser profissionais (todos possuíam empregos paralelos à banda).

A primeira versão dos The Misfits encerrou as suas atividades em 1983, quando Glenn Danzig resolveu seguir uma carreira solo. Com o fim da banda, Glenn Danzig montou a banda uma banda chamada Samhain e, mais tarde, um bem sucedido conjunto batizado apenas de Danzig, que contabiliza milhões de cópias vendidas. Jerry Only e seu irmão Doyle passaram o resto daquela década e a primeira metade dos anos 90 na obscuridade.

Embalados pelo relativo sucesso que as suas músicas estavam a experimentar ao serem gravadas por outras bandas, como os Metallica e Guns N' Roses, os The Misfits resolvem voltar a ativa, Jerry Only que tinha processado Glenn Danzig pelos direitos do nome Misfits desde por volta de 1987, e, a partir de 1 de janeiro de 1995 o nome Misfits passava a ser oficiamente de Jerry Only. Durante o tempo em que não tinha os direitos do nome Jerry e o irmão Doyle Wolfgang von Frankenstein (Paul Caiafa) montaram uma banda chamada Kryst the Conqueror, um projeto cristão que não fazia shows, era apenas um banda de estúdio e que visava sobretudo desenvolver as guitarras criadas por ambos.

Em outubro de 1994 os The Misfits começaram os testes para um novo vocalista, entre os possíveis nomes estavam Peter Steele dos Type O Negative e Dave Vanian do The Damned, mas as escolhas finais acabaram por recair sobre Dave Vanian e um jovem desconhecido de 20 anos chamado Michale Emmanuel. Michale nunca tinha ouvido falar dos The Misfits, apesar de ser da mesma cidade, e ficou a saber da audição do novo vocalista através de um amigo. Para aprender as músicas e as letras Michale comprou o CD Collection vol. 1, e foi justamente esse desconhecimento que fez com que escolhessem Michale, Jerry queria montar um Misfits diferente do idealizado por Glenn Danzig, que queria um Misfits mais maldito, e um vocalista que desconhecia os Misfits originais teria uma interpretação própria da banda. Michale Emmanuel adotou o pseudonimo de Michale Graves na banda.

Além de Michale, os Misfits também contrataram o baterista David Calabrese, que adotou o pseudonimo de Dr. Chud, que são as iniciais de "Cannibalistic Human Underground Drummer". Os novos Misfits fizeram a sua primeira aparição oficial no dia 27 de outubro de 1995. Em 27 de fevereiro de 1996 foi lançado um box set contendo quatro CDs com todas as musicas da formação classica do Misfits, os CDs vinham num caixão e foram feitas poucas unidades. Atualmente esta fora de catálogo.

No dia 13 de maio de 1997 os The Misfits lançaram American Psycho pela gravadora Geffen, um disco que continha dezessete músicas inéditas, e no dia 6 de junho de 1997, os Misfits gravaram as cenas dos clipes "Dig Up Her Bones" e "American Psycho". Ambos os clipes tiveram boa repercussão na televisão e chamaram a atenção do publico e a atenção geral para a banda, os novos Misfits prepararam para o seu regresso uma magnífica estratégia de marketing como nunca haviam feito, Jerry Only e Doyle estavam empenhados em transformar os Misfits numa banda extremamente famosa. A estratégia incluia aparições em programas de televisão (inclusive infantis), empréstimo de músicas para lutadores de luta livre (wrestler), e até participações em alguns desses shows. Clipes (coisa que praticamente nunca fizeram antes) e propaganda em revistas em quadrinhos, de facto a marvel comics transcreveu os versos da música "Braineaters" na última página de todas as suas revistas de um mês de 1996.

No dia 13 de maio de 1998 Michale Graves disse aos outros integrantes que não estava apto a fazer a tournê sul-americana e foi substituido por Myke Hideous, cantor do Empire Hideous e antigo amigo de Jerry, foi ele que fez os shows da turnê brasileira em 1998, mas em 10 de agosto de 1998 Michale Graves voltou em forma para a banda. No dia 14 de outubro de 1998 foi lançado o disco Evilive II, mas só para o fã clube oficial da banda o Fiend Club.

O disco posterior a American Psycho foi lançado em agosto de 1999 pela Roadrunner Records e foi batizado com o nome de Famous Monsters, o disco continha dezoito canções e, como em American Psycho, apresentava uma sonoridade mais rápida e mais pesada do que os Misfits originais. Os Misfits estavam em alta na época e fazendo muito sucesso pelo mundo principalmente no Japão, e no Brasil onde eram uma banda cultuada, mas em 25 de outubro de 2000 Michale Graves e Dr. Chud deixaram a banda por motivos não revelados, pois não se tomou conhecimento de nenhuma briga séria entre os integrantes. Os dois formaram uma banda chamada Lost Boys. Hoje Dr. Chud toca na banda Gorgeous Frankenstein, e Michale Graves na sua banda, Michale Graves.

Em 2001 os Misfits começaram uma turnê de comemoração dos 25 anos da banda que contava com uma nova formação, Jerry Only (baixo e vocais), Dez Cadena ex-Black Flag (guitarra) e Robo (bateria) também ex-Black Flag, e ex-Misfits, o irmão de Jerry, Doyle, deixou a banda por problemas pessoais e, até hoje não retornou, tudo leva a crer que devido a desentendimentos com o irmão, já que ele fazia participações especiais nos shows do Danzig, para tocar antigos clássicos do Misfits. Hoje ele toca no Gorgeous Frankenstein ao lado de Dr. Chud, e Argyle Goolsby (Blitzkid).

Em 2001 Marky Ramone, ex-baterista dos Ramones também entrou na banda para tocar bateria, e a reunião dos Misfits passou a ser também um "revival" dos clássicos dos Ramones, com um repertório meio-Misfits, meio-Ramones.

Em 2003 a banda lança um álbum de covers chamado Project 1950. A partir deste ponto o Misfits tem apenas Jerry Only, da formação original,. Na guitarra aparece Dez Cadena, do Black Flag, e na bateria Marky Ramone Em 2005 Marky saiu da banda de modo amigável e Jerry, Robo e Dez continuam até hoje. Essa formação nunca alcançou o mesmo grande sucesso da formação de 1995 à 2000 que continha Michale Graves e Dr. Chud.

Em 17 de maio de 2008 o Misfits tocou no Brasil no festival paulista Maquinaria Rock Fest, um concerto rápido mas agitado. As canções foram tocadas muito rápidas devido à falta de tempo, incluindo clássicos como "Halloween", "Dig Up Her Bones", "American Psycho" e a intro, "Hybrid Moments", "Die Die My Darling", "Astro Zombies", "Skulls", "Forbidden Zone", "Last Caress", "We Are 138", "Helena", entre outros. A formação foi: Jerry Only no baixo e no vocal, Roberto Valverde na bateria e Dez Cadena na guitarra e no vocal de apoio.

A banda iria tocar em Curitiba, mas no dia do concerto o local do evento recebeu uma fiscalização, sendo confirmado que não possuíam alvará de abertura e cancelando o concerto.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Na praia de Atalaia, mirando as ondas do mar ...

The Baggios apresenta novo disco no Projeto Verão

Surgida em 2004, a The Baggios é uma das maiores revelações do cenário musical sergipano na atualidade. A banda tem a peculiaridade de ser formada por apenas dois integrantes: Júlio Andrade (voz e guitarra) e Gabriel Carvalho (bateria). Eles misturam ritmos tradicionais, como o blues e o rock, criando uma identidade própria.

É essa mistura única que o público vai poder conferir no Projeto Verão 2011. A banda se apresenta no domingo, 13, e promete novidades. "A gente vai apresentar o nosso novo disco, a ser lançado este ano. Vamos tocar todas as músicas novas que estarão nele e algumas antigas", afirmou Júlio Andrade, em entrevista à Agência Aracaju de Notícias.

Já tendo conquistado admiradores em todo o estado, a The Baggios também alcançou reconhecimento nacional após ter participado de festivais de música em alguns estados do Nordeste e ter feito turnê em São Paulo. E é dessa maneira que a banda pretende seguir: mostrando seu trabalho e conquistando cada vez mais espaços.

Agência Aracaju de Notícia (AAN)- Vocês fizeram uma turnê em janeiro por São Paulo. Como foi a experiência?
Júlio Andrade (JA)- Foi perfeito. A gente passou 10 dias por lá trabalhando. Quando não estávamos tocando, era dando entrevista. Foi uma viagem bem proveitosa. Fizemos cinco shows em São Paulo e um show no Rio de Janeiro, dentro da programação da 7° Bienal de Artes da UNE. Essa turnê foi uma prova de que a cada tour as condições dos shows têm melhorado, o público tem aumentado e os lugares das apresentações têm sido mais legais.

AAN- A banda tem algo muito peculiar, que é a formação com apenas dois integrantes. Isso acaba sendo um ponto positivo, um diferencial ou um fator que pode limitar o trabalho em algum momento?
JA- Eu trato isso como um diferencial, mas um dos maiores motivos de manter a banda com essa formação é a liberdade que tenho nas composições e apresentações ao vivo. Nós já temos nossa maneira de compor, e as músicas fluem tranquilamente, assim como as Jams ao vivo. Limitações existem, mas não vejo isso como um contratempo.

AAN- O que vocês estão preparando para o Projeto Verão?
JA- A gente vai apresentar nosso novo disco no show, tocar todas as músicas novas que estarão nele, e algumas antigas, incluindo "Candangos Bar" que lançamos no EP Hard Times. Ela aparecerá no show com arranjo de sopros, assim como em outras três músicas novas, ou terão arranjos de sax e trompete. Vai ser um show com bastante coisa nova, fazemos questão de sempre estar apresentando canções novas ou novas versões, mas com certeza não vamos de deixar de tocar músicas dos dois EPs.

AAN- Durante esses seis anos da banda, vocês já têm um grande reconhecimento no Estado e fora dele. O que vocês ainda pretendem alcançar?
JA- A gente precisa explorar mais o Brasil, como o Sul e o Centro- Oeste, regiões que ainda não exploramos direito. Assim que lançarmos o disco, faremos duas turnês este ano, uma pelo Nordeste e outra por essas regiões. Temos muito para explorar ainda.

AAN- Qual é a expectativa da The Baggios para o ano de 2011? A banda tem algum projeto novo?
JA- Além do disco novo, a gente quer circular ainda mais pelo Brasil e tentar participar desses festivais de música que têm rolado por aí.

AAN- Como é a relação da banda com os fãs? Qual é o público que admira o trabalho de vocês?
JA- Nós estamos na maioria das redes sociais, então temos um contato direto com os fãs. Somos nós que respondemos o twitter, facebook, emails. Somos bem atenciosos quanto a isso. Sobre o público da Baggios, há uma diversidade. Já ouvimos elogios de crianças a idosos. Várias pessoas já chegaram para dizer "não sou muito de ouvir rock n' roll, mas adorei vocês". Isso me deixa bastante feliz. Existe uma fórmula nessa jogada que preciso colocar no papel para nunca perder a admiração de um público tão distinto.

AAN- O Projeto Verão contribui com a nova cena da música sergipana? Como vocês avaliam o evento?
JA- Contribui sim. É um evento que tem atrações nacionais e leva o público em massa para festa, muita gente vai para ver Alceu Valença, Kid Abelha, Os Loucomotivos e acabam curtindo Cabedal, Plástico Lunar, Naurêa. Eu acho uma oportunidade bacana de mostrar nosso trabalho para um público que não tem o hábito de ir para shows menores que fazemos no Capitão Cook e Cultiva, por exemplo.

Assista ao vídeo no canal E-Aju e saiba mais sobre a The Baggios

Fonte: site da prefeitura municipal de Aracaju

R$ 300,00 - The Number of the beast ...

Dando continuidade aos shows de grande porte que tem trazido ao Recife, a Raio Lazer Produções anuncia o início da venda dos ingressos para o show da banda britânica IRON MAIDEN, que fará uma apresentação única no Recife, no dia 3 de abril. O show, previsto para começar às 20h, acontecerá no JOCKEY CLUB DE PERNAMBUCO.

Considerada um dos maiores expoentes do Heavy Metal mundial, o Iron Maiden apresentará no Recife o show da turnê mundial 2011 The Final Frontier. A última vez que a banda se apresentou no Brasil foi em 2009, quando lotou estádios em cinco apresentações. O show será permitido para maiores de 14 anos, desde que acompanhados por responsável.

A atual turnê se baseia no último disco de estúdio da banda, ‘The Final Frontier’, lançado em agosto pela EMI Records (UME nos EUA) e que se tornou um dos mais bem sucedidos trabalhos da banda, alcançando o primeiro lugar em vendas em 28 países. Aqui no Brasil, foi o álbum mais vendido na Saraiva, Livraria Cultura e FNAC durante as duas primeiras semanas do lançamento.

O Iron Maiden é um fenômeno internacional no mundo do rock e do metal, com mais de 85 milhões de álbuns vendidos em sua carreira de 30 anos. Para a The Final Frontier 2011 Tour, os fãs podem esperar os mesmos níveis de paixão, comprometimento e virtuosismo musical que sempre foram as marcas do grupo. A banda tocará canções do novo álbum e, claro, clássicos de sua história.

A pista do Jockey Clube de Pernambuco será mais uma vez preparada para receber a banda e uma plateia de até de 16 mil pessoas confortavelmente. Serão mais de 200 toneladas de equipamentos, entre palco gigante, som, luz, divisórias, banheiros, bares, fast food, lojas e ambulatórios, além de transmissão do show em telões de LED de alta definição.

Será dividida em dois espaços: Front Stage e Pista. A produtora cultural Raio Lazer anuncia que este será o único show que a banda faz no Nordeste.

COMPRE AQUI

* No setor Front Stage e Pista haverá uma área reservada para pessoas com necessidades especiais.

Classificação: 14 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais

Meia Entrada
Estudantes, Professores, Aposentados e maiores de 60 anos

Fonte: Divulgação

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

1995 - karne krua, "direto do túnel do tempo"

Da Série "recordar é viver": Numa de minhas últimas passagens pela loja de Silvio, lá no centro de Aracaju (FREEDOM - Rua Santa Luzia, 151), me deparo com uma entrevista um tanto quanto rara da Karne Krua, já que é provavelmente a única que conheço que foi respondida pelos quatro componentes da banda. Data de 1995 e foi publicada num dos muitos fanzines que circularam por aqui naquela década, o "Mouth Stranger", que era editado por dois caras: Carlos "Mouth" e Estranho. Do primeiro nunca mais tive notícias. Já Estranho costuma sumir para de repente aparecer feito um furacão, cheio de idéias e projetos, se decepcionar com o marasmo desta terra amaldiçoada pelo Cacique Serigy (que ele intepretou recentemente num filme, veja só) e sumir de novo. Resolvi resgatar, aí está.

As Notas explicativas são atuais e de minha autoria.

Adelvan.

* * *

MOUTH STRANGER ZINE: Quando surgiu a banda ?
SILVIO: Em 85 teve o final de uma banda que eu fazia com Almada, era a “sem Freio na língua”, daí a intenção era fazer uma coisa mais suja, mais agressiva.A gente escolheu uma temática ligada ao anarquismo e misturada com o lance do Hardcore, surgiu a Karne Krua, em 1985.

MSZ: Qual a origem do nome “Karne Krua”?
SILVIO: Esse nome, mais uma vez, foi eu e Almada que selecionamos entre uns 40 ou 50 nomes. Colocamos e acabamos escolhendo, vendo assim o que tinha a ver com a proposta da banda. Em cima desse nome que a gente escolheu criamos sentidos de “porque karne krua?” Em relação ao nuclear, à repressão policial ... o nome é uma coisa voltada que somos carnes cruas (o povão), as pessoas que sofrem com as armadilhas do tal sistema. Por tudo isso nós, na época, não tínhamos nome melhor do que este. “Karne Krua” representa bem os objetivos da banda.

MSZ: A banda já passou por quantas formações?
SILVIO: a gente já passou por 8 formações (NOTA: Isso em 1995, é bom lembrar). A atual é: Ronnie – Bateria; Marlio – baixo (na época da entrevista Marlio ainda era da Karne Krua, hoje toca no Câmbio Negro HC de Pernambuco); Marcelo – guitarra e eu, Silvio – vocal.

MSZ: No início, qual era o objetivo de cada um ?
MARLIO: Eu entrei na banda de cara, não conhecia nada em termos musicais. Conheci a Karne Krua e já fui entrando (NOTA: que frase mais sugestiva). Foi uma oportunidade muito grande pra mim e eu aproveitei.
RONNIE: Já comigo foi diferente, porque eu já curtia mas não tinha uma aproximação. De repente, comecei a tocar em algumas bandas locais. Silvio me conheceu tocando na “Expresso Suburbano” e surgiu a oportunidade, em 1992.
MARCELO: Eu cheguei em Aracaju no final de 84, foi conheci Silvio e Tonho (Almada) e a moçada que fazia o movimento. Vim de São Paulo, do ABC paulista, conhecia o movimento punk, skin, quer dizer, eu já vinha de uma realidade diferente do que estava acontecendo aqui. Eu nem esperava que quando chegasse em Aracaju iria conhecer pessoas que estivessem no movimento. Conheci Silvio na Sem Freio na língua, que era ele, Tonho Almada e Sardão. Tinha outras bandas, como “Perigo de vida”, “H2O”, “The Merdas” que era Silvio, Elder ... Foi quando Silvio surgiu com a proposta de montar uma nova banda. Era ele, Almada e Vicente “Coda” na guitarra. A galera já conhecia o movimento punk e outras bandas como Cólera e Ratos de Porão, que são “das antigas”, já vinham do movimento do SESC Pompéia. Mas então, daí a gente se uniu e começou a fazer um som Hardcore. A Karne Krua tem muita história.
SILVIO: Na época o meu objetivo inicial, quando formei a karne Krua com Almada, era expressar o que existia em termos de cultura local, uma cultura estagnada, que tinha seus artista, como até hoje você pode ver isso, monopolizando todo o circuito, de secretarias e tudo o mais. Então o objetivo da gente foi, além do lance libertário e da propaganda anarquista, punk, era fazer com que em Aracaju se visse alguma coisa que fosse vanguarda mesmo, e eu acho que na época a gente foi muito vanguarda. Nós fazíamos som para pessoas que não sabiam o que era rock, muito menos Hardcore. Tava me lembrando um dia desses que a gente fazia musicas novas até na hora do show. Meu objetivo maior foi expressar meus sentimentos anarco-libertários, objetivando o lance de Aracaju, que era mexer com a cultura musical que existia. Esse objetivo que coloquei na Karne krua serviu, porque na época a gente mexeu com muita coisa, tipo os órgãos de cultura, onde não entra mais ninguém a não ser os que vivem ali mamando.

MSZ: Com relação ao primeiro disco, lançado em abril de 1994, como foi e como está sendo a divulgação?
SILVIO: Foi muito difícil fazer esse lance do disco assim. Nós não somos uma banda financiada por altos selos, foi um apoio que a gente encontrou de uma pessoa que é amiga da gente, que acreditou no trabalho e fez o disco. E os resultados estão vindo lentamente, mas numa boa. A repercussão, em termos de revistas, foi boa, e atualmente estamos tentando divulgar o disco fora do país, já com alguns contatos com selos e distribuidoras. Em termos de saída do disco, estamos recebendo muitas cartas de fanzines, de pessoas do Maranhão, do Pará, do Piauí, do Brasil todo. Há um aspecto de contato direto. Como a gente tem um fanzine, está sendo um contato banda e público, e está sendo muito legal.

MSZ: Nesses 10 Anos de estrada, qual foi a pior situação que a Karne Krua já enfrentou?
SILVIO: Vou dizer uma que é bem individual: foi no final de 1992, quando tivemos a saída inesperada de dois integrantes. Saiu Ronnie e Valdeir e me vi numa situação ... tudo bem, eu faço parte da banda, mas não sou eu apenas. Se fosse só eu e Marlio a banda não seria uma banda. Então olhei pra Marlio e disse: “porra, bicho, e agora?”. Não queríamos que a banda acabasse naquele momento, então foi uma situação difícil pra cacete, mas como a família Karne Krua é grande, voltaram à banda antigos integrantes e a situação foi resolvida rapidamente.
RONNIE: Situação fodida ... foi uma mão que passamos lá em São Cristóvão. Levamos o maior baculejo. Isso foi bem cedo, a gente estava já pra ficar numa boa, daí 7 horas da manhã fomos tocar, todo mundo morgado. Foi foda.
MARLIO: O foda foi ir a Maceió sem ter assistência nenhuma e ainda por cima ter que dormir na rodoviária. Foi falta de organização da parte deles.
MARCELO: Esse lance do que foi pior é muito relativo, tantas coisas aconteceram que fica difícil escolher alguma.
MARLIO: Veio logo na mente essa lembrança.
RONNIE: Porque tem pouco tempo, daí a gente sempre lembra das dificuldades. Banda não é chegar assim e encontrar tudo de mãos beijadas, a gente toca porque gosta.
SILVIO: A pior situação foi quando o carro forte do Banco do Brasil parou aqui na porta de Marlio e nos pagou altas granas (risos). Até hoje a gente vive numa boa.
MARCELO: Silvio mesmo ganhou na sena três vezes. Marlio ganhou na loteria esportiva. A gente vive muito bem, muita mulher (mais risos).

MSZ: Quem é casado ? Quem não é ? Falem um pouco do dia-a-dia de vocês.
SILVIO: Casado, 31 anos, tenho filho, me fodo diariamente pra ver se ganho dinheiro, mas o Real me colocou lá pra baixo. Não estudo, tenho uma loja com Marlio e sou fanzineiro.
RONNIE: 20 anos, saindo de altas viagens de estudos, mas ao mesmo tempo não consegui passar os meus objetivos, que era entrar na faculdade. Mas estou tentando alguma coisa. Não trabalho e não tenho compromisso com ninguém.
MARLIO: Tenho 25 anos, trabalho, sou casado. Só.
MARCELO: Tenho 27 anos, sou artista gráfico mas atualmente estou desempregado, porque a situação não está nada boa pra ninguém, a não ser pros deputados, que ganham 8 mil por mês, 13º, 14º, 15º. Desemprego do caralho, e a moçada ganhando muito pouco.

MSZ: Como vocês vêem o movimento aqui na capital sergipana ?
SILVIO: Quando as pessoas falam em movimento procuro entender isso de uma forma geral, desde o pessoal que batalha no Movimento punk com o lance da panfletagem até o pessoal que curte Heavy Metal. Acho que melhorou, rolam mais shows. Quando começamos tocávamos em lugares com aparelhagem super precária, hoje tem bandas que tocam com uma aparelhagem legal. O que deve melhorar mais é a cena libertária, o lance dos fanzines, exposições, como já está sendo feito pelo Ailton (NOTA: vulgo “casca grossa”, infelizmente já falecido), panfletos ligados ao movimento punk. Foi uma coisa forte que aconteceu em Aracaju. No começo pesava muito, saca ?

MSZ: O que vocês acharam da organização (?) e da credibilidade (?) do projeto “Metal in concert” nos shows que não aconteceram (P.U.S. e RxDxPx)? (NOTA: Ele está se referindo à primeira vez que as citadas bandas vieram à cidade e levaram um calote da produção do evento – saiba mais AQUI.)
MARCELO: No cenário nacional acontece muito disso. A nível de nordeste isso fica muito mais próximo de acontecer, pois aqui os recursos são menores. Apesar da mídia divulgar, fica dependendo de pessoas que não têm responsabilidade e tentam organizar as coisas de uma forma e acabam colocando os pés pelas mãos. E isso só vem pra piorar as coisas pro lado da gente, pois agora fica difícil arrumar espaço, patrocínio. Mesmo a gente não estando envolvido, perde credibilidade.
SILVIO: Um show que realizei, tive dificuldade para conseguir local. Fui em lojas e tive a mesma dificuldade. Não acreditavam. As únicas que acreditavam eram aquelas pessoas que conheciam meu caráter, por coisas que fiz. A credibilidade quem dá é o público, agora as pessoas deveriam realmente ver pra não ficar “babando o ovo” de pessoas que só estiveram presentes em Aracaju pra detonar. Dizem o contrário, mas estas pessoas só contribuíram negativamente em termos gerais, de amizade, inclusive. São pessoas que não servem para a cena alternativa de lugar nenhum, pessoas que só vivem a fofocar. Dá-se credibilidade a quem merece. No show que fiz recentemente, pessoas não foram porque pagaram para ver o Ratos de Porão. Porra, isso é mal pra caramba. Onde colei cartazes, vi pessoas arrancando no dia seguinte, isso é foda demais.

MSZ: O que vocês esperam desses políticos?
TODOS: Nada !
SILVIO: Meu tataravô, minha tataravó, o caralho, todos esperaram desses caras. Eu queria lembrar que eles podem aumentar o salário deles, isso não interfere nos gastos lá em Brasília. Já no trabalhador vai influir tudo, vai descentralizar tudo. Eles aumentam o deles quando querem, eles estão com a caneta na mão, é bom que as pessoas lembrem disso.
MARCELO: é ... enquanto houver ilusão, as pessoas vão sempre acreditar num “salvador da pátria”.

MSZ: Nesta edição temos uma matéria que aborda o tema “guerra”. O que vocês têm a falar sobre o assunto ?
MARCELO: A máquina de guerra é uma instituição, então não pode haver guerras sem armas, e nós precisamos vender armas. Mas para vender armas tem que haver guerra, então a cabeça dos que comandam, dos que fazem a cúpula do poder, está aí, tomando conta dos nossos ideais.
SILVIO: Gostaria de lembrar “Rumores de guerra”, da Karne krua, uma música que tem uma letra muito forte. O tema é bastante usado por várias bandas que fazem letras deste tipo, ela é muito atual. Porque você vê guerras de ambição, países brigando por um pedaço de terra, pessoas morrendo inocentemente. Tem uma frase que representa bem os desejos de guerra, que diz assim: “jovens que não se conhecem se matam por homens que se conhecem e não se matam”. Isso é a síntese da guerra: a guerra é a decepção e a vergonha do homem. Como está acontecendo na Bósnia, na Chechênia, em vários países.
MARCELO: Temos um som na banda que hoje não tocamos mais, que é “Indústria bélica”, a letra fala assim: “Industria bélica não para de aumentar/a fome e a miséria não vai parar”.
RONNIE: a guerra já é um lance arcaico, os homens já vêm com estas guerras de altos tempos, já viajavam em um detonar o outro por causa da mulher do cara, por exemplo.

MSZ: O que vocês acharam do apoio do Mouth Stranger zine às bandas sergipanas?
SILVIO: Acho legal. Também faço fanzine e apoio muita banda de fora, de outros estados, divulgo pra caramba. . Já fiz flyers de divulgação para várias bandas e eu acho que essa atitude dos fanzines muito legal. Tem que ser a cena daqui, pois o fanzine é daqui, levando para todo o Brasil.
MARCELO: Apesar de tudo é bom saber que existe pessoas que acreditam nas coisas e têm boa vontade de divulgar, então é fundamental. Sem divulgação não rola nada. Como é que você vai saber das coisas se você não obtem a informação? Então é de grande importância, é muito boa a atitude do fanzine de vocês.

MSZ: Um recado aos leitores do zine.
SILVIO: Acredite que você pode fazer alguma coisa de positivo, acredite que ninguém é mais que ninguém, acredite na simplicidade, acredite no rock and roll, na liberdade de expressão, no anarquismo, no socialismo. Acredite em tudo que possa levar a uma modificação na sociedade. Só isso.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

2 Anos sem Lux Interior

(Wikipedia) Erick Lee Purkhiser (21 de outubro de 19464 de fevereiro de 2009), mais conhecido como Lux Interior (Luxury Interior), foi um músico de punk rock estadunidense, fundador da banda The Cramps.

Nascido em Stow, Ohio, cresceu na região de Akron com um irmão, Mike Purkhiser.[1] Conheceu sua esposa Kristy Wallace (Poison Ivy) em Sacramento em 1972, supostamente enquanto ela viajava de carona.[2] O casal fundou a banda e se mudou da Califórnia para Ohio em 1973, e depois para Nova York em 1975, onde se tornaram parte do crescente cenário punk.[2]

O nome artístico de Purkhiser veio de um "comercial antigo de carro", enquanto o de sua esposa foi inspirado por "uma visão que ela teve durante um sonho".[2] O casal chamou seu estilo musical de psychobilly, inspirado em uma canção de Johnny Cash.

Purkhiser morreu em 4 de fevereiro de 2009 em Glendale, Califórnia, em decorrência de um problema cardíaco