sábado, 23 de abril de 2011

# 185 - 22/04/2011

Sexta-feira da paixão, morgação total na cidade. Quem se arriscou a dar uma conferida na frequencia 104,9 do dial em Aracaju, no entanto, teve a oportunidade de dar uma sacudida no marasmo com mais uma sequencia de aproximadamente 2 horas de rock no pé do ouvido.

Abrimos com a musica que abre o novo disco do Plastique Noir, de Fortaleza, e já emendamos sem dó nem piedade com duas de "Atletas de Fristo", novo do Mukeka di Rato, que está muito bom, bem melhor que o anterior, "Carne", que eu achei meio "xôxo". Vinheta, minha voz "fonhém" e tome uma sequencia matadora de U2, mesclando obscuridades, versões alternativas de musicas pouco tocadas da primeira fase da banda, um hit e um "semihit", e se você não gostou, "vai se fóquiú", como dizia uma bichinha sertaneja modernoide que recebeu um telefonema do Mução - vocês precisam ver Silvio (da Karne Krua) contando essa história, é de rachar de rir.

Por falar em Silvio Campos, o "velho guerreiro" nos deu a honra de sua presença Ao Vivo para falar dos novos lançamentos de duas de suas bandas (o cara toca em seis !), Logorreia e A Casca Grossa. Logorreia e Words Guerrilla, que está voltando depois de um tempo parada, tocarão amanhã, domingo de páscoa, no centro de criatividade, no "Macacore", a partir das 15:00H. Já os discos podem ser adquiridos na loja de Silvio, a Freedom, única loja especializada em rock da cidade, que fica na Rua Santa Luzia, 151, no centro.

A segunda parte do programa foi inteiramente dedicada a blocos produzidos pelos ouvintes, com direito, inclusive, a apresentação Ao Vivo da responsável por um deles, Rosi. Você também pode fazer o mesmo, é só entrar em contato. Senão, "vai se fóquiú".

A.

# # #

plastique noir - rose of flesh and blood
Mukeka di rato - Lua cheia
Mukeka di rato - pagando o pato

U2:
# Things to make and do
# Out of control (single version)
# I trew a brick (BBC Session)
# I´ll go crazy if I don´t go crazy tonight
# One

Acidogroove:
# O Anti-herói
# Lampejo
(Drop Loaded)

Entrevista com Silvio Campos
Logorreia - Ultraviolencia

sodom - Burst command ´till war
Coroner - totentanz
Sacrifice - in defiance
(por Thales Sales)

Kittie - No Name
Epica - The Obssessive devotion
Theatre of tragedy - Fair and guillin copsmate death
Light this city - Unwelcome savior
(por Rosi Matos)

Zé Ramalho e Lula Côrtes - Sumé
O Peso - Boca louca
Raul Seixas - A verdade sobre a nostalgia
Ave Sangria - Geórgia, a carniceira
Os Mutantes - top top
Velhas Virgens - cerveja na veia
(por Lucas)

terça-feira, 19 de abril de 2011

The Baggios, 7 anos depois ...

A The Baggios acabou de completar 7 anos no final do último mês e, aproveitando o embalo da recente conquista do Festival Nacional das Rádios Públicas do Brasil (Arpub), resolveu chamar alguns amigos para uma apresentação recheada de participações especiais.

Dia 20 de Abril, quarta-feira, véspera de feriado, os Baggios executarão versões de músicas autorais e de canções que os influenciaram com o auxílio luxuoso de Melciades Filho (Máquina Blues); Rafael Ramos e Fabricio Rossini (Nantes); além da inesperada participação de Lucas Goo (primeiro baterista da The Baggios), que assumirá as baquetas nas músicas da primeira fase da banda. Coisa fina.

Para encerrar a festa, a idéia é que role uma jam com todo esse povo tocando alguns clássicos do Blues e do Rock. Como afirmou Julico, em conversa com o Jornal do Dia, vamos ver no que vai dar.

Jornal do Dia – Com tanta coisa dando certo pra banda, é justo dizer que o azar lhes consome?

Julico – Eu escrevi “O azar me consome” há cinco anos, como um desabafo, mas por se tratar de um tema que se faz presente na vida de qualquer um, é difícil se desvencilhar completamente dessa música. Reconheço que a banda está numa fase bem melhor que há sete anos, mas de vez em quando ainda passo por perrengue. Assim fica difícil esquecê-la.

JD – Em que medida esse “tudo dando certo” condiz com a realidade e facilita o trabalho e vocês?

Julico – Acho que quando se tem um trabalho reconhecido no seu estado e na seqüência um reconhecimento nacional, é natural que agente aposte ainda mais na carreira e cale o pessimismo que ronda nossas cabeças. O que é mais importante, além do reconhecimento, é nos mantermos sempre na ativa. Eu e Gabriel (Perninha, o batera da banda) fazemos muitos planos, estamos compondo constantemente, já temos mais de doze músicas novas, prontinhas pro segundo disco, estamos com a cabeça lá na frente, sempre procurando fazer mais.

Tenho medo de ser mais um artista acomodado na porta de casa, esperando as coisas cairem do céu. Eu vivo pela música. Grande parte das minhas alegrias e tristezas dos últimos nove anos (quando nasceu minha primeira banda) veio dessa tentativa de ter minhas músicas reconhecidas, principalmente aqui no estado.

JD – O que a conquista do festival da Arpub rendeu, em termos práticos? Você acha que poderia ter rendido mais?

Julico – Foi uma das minhas maiores alegrias da vida, mas confesso que me decepcionei, no final das contas. Justamente quando alcançamos essa conquista – um festival de nível nacional, que no ano passado investiu mais de R$ 60.000 em sua estrutura – a Arpub não teve um real sequer para dar para os vencedores.

O Festival ainda não rendeu nada, mas de qualquer forma não deixei de ficar feliz e espero muito que esse prêmio nos ajude de alguma forma nessa longa estrada que estamos começando a seguir.

JD – Quando a gente vai poder finalmente, conhecer o primeiro disco da Baggios? Ele vai ser lançado e distribuído de maneira independente ou algum selo já se mostrou interessado?

Julico – Está indo para fábrica, com previsão de chegar nas nossas mãos no final de maio. Iremos lançar pelo selo da Deck, chamado de Vigilante (RJ). Fechamos inicialmente um contrato de distribuição digital do disco com eles. Vai ser legal, principalmente na parte de acessória de imprensa, pois a mesma turma que trabalha com Pitty, Nação Zumbi, vai estar trabalhando com a Baggios.

Estamos programando uma festa de lançamento legal. Estou doido pra ver o que todos vão achar dele, muito ansioso mesmo.

JD – Sete anos é uma estrada razoável… Em alguma encruzilhada, bateu alguma espécie de arrependimento? Existe alguma coisa que você preferia ter feito diferente?

Julico – Acredito que não. Acho que todos os perrengues que pelo qual a banda já passou, essas mudanças de bateristas, fez da banda o que ela é hoje. Tudo no seu tempo. Sabe lá se existiria a The Baggios se isso tudo fosse diferente.

JD – A festa de aniversário da Baggios vai contar com uma penca de convidados. Como você chegou a esses nomes?

Julico – Foi a partir da admiração musical e da afinidade que tenho com eles. Acho Melciades (Máquina Blues) e Fabrício (Nantes) dois guitarristas muito criativos, além de tocarem em duas bandas das quais sou fanzaço. Rafael Ramos (Nantes), pianista, é mestre no que faz. Sempre que nos batíamos em shows rolava essa papo de fazer parceria um dia, ele já chegou a participar de um show da baggios tocando trompete em Recife durante a turnê que fizemos juntos na época da “Daysleepers”, admiro demais esse bicho. Lucas é o baterista que fundou a banda comigo e vou aproveitar que ele está de férias por aqui para apresentar umas coisas inéditas da banda que fizemos em 2004.

JD – E o que esperar da celebração que o cook abriga amanhã à noite?

Julico – Eu acho que será um bom show de Rock. Para quem quer conhecer a banda mais a fundo, será uma boa oportunidade, pois será o maior repertório que fizemos até hoje, sem contar que o repertório conta com altas novidades: versões novas para “Baggio Sedado”, “Hard Times”, “Trem da Nostalgia”, “Black Man Song” e alguns covers que sempre desejei tocar como duas do Black Sabbath e uma do Cream, que prefiro deixar como surpresa.

por Rian "Calango Doido" ( riansantos@jornaldodiase.com.br )

Foto: xbolotax

The Jezebels na Rua da Amargura

A jezebels tocou ontem na Rua da Cultura. Quando saí do casulo onde trabalho e vi o tempo nublado pensei: fudeu. Já é uma merda o evento ser numa segunda-feira, o Dia Internacional da preguiça, e com tempo nublado, só vai ter os “trêbados” de sempre. Dito e feito. Mas foi bem pior do que os piores prognósticos. Não tinha quase ninguém, mas elas tocaram assim mesmo, claro. Ou melhor: tentaram. O som, apesar da estrutura sempre impressionante, tava uma merda. Os “técnicos” que operam aquela porra devem ser tapados, não é possível. Segundo Dani, a guitarrista, não sabiam nem o que era um PA, e ainda colocaram a culpa nela e disseram que ela "devia aprender as coisas de guitarrista". Uma grande merda, enfim. "Fim de feira" total.

Apesar dos pesares deu pelo menos pra ver a Jezebels em nova formação.

Grande banda.

A.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Edição Especial - 15/04/2011

produzida e apresentada por Marcelo Larrosa

rolou:

Frank Zappa - Peaches in regalia
Blondie - Hanging on the telephone
The Jam - Town called malice
Toni Platão - Bola do jogo
The Who - The real me
The Beatles - Helter Skelter
Bete Middler - Keep On Rockin'
Humberto Effe - Quem Usa Antena é Televisão
Eddie Vedder - Far Behind
Uriah Heep - Stealin'
Echo & The Bunnymen - Paint It Black (Live, 1985)
Foo Fighters - Generator
The King - Pretty Vacant
David Bowie - Heroes
The Blues Brothers - Going back to Miami
The Who - Join together
PFM - Sea Of Memory
Pink Floyd - In The Flesh
Hojerizah - Roma
George Martin & Jim Carrey - I Am The Walrus
Pete Townshend - Stardom In Acton
The Clash - I fought the law
Picassos Falsos - Eletricidade
The Police - Omegaman
Red Hot Chili Peppers - Suck My Kiss
Roxy Music - Do The Strand
Pete Townshend - And I Moved
Hojerizah - Sol
Kansas - Carry on my wayward son
Premiata Forneria Marconi - Celebration
The Cure - Primary

domingo, 17 de abril de 2011

Noite preta (pretíssima!)

15/04/2011, Abril pro Rock, Recife, Chevrolet Hall. Contra-tempos (BR 101, terrível*) me fizeram perder uma das bandas que mais gostaria de ver ao vivo, o Facada. Furia, me perdoe. Perdi também uma tal de "Cangaço" mas, pelos comentários que ouvi ( o mais insistente era "é roque pesado com influência de regional" ), não perdi nada. Cheguei no Desalma, banda local. Pesadíssima. Death metal com algo a mais e a menos, mas não consegui definir muito bem o que, pois ando meio sem paciência pra analisar bandas que não me fisgam logo de cara e foi este o caso, muito embora a competencia dos caras seja evidente.

O show começou mesmo (para mim) com a banda seguinte, Violator, de Brasilia. "A noite vai ser boa", diria Cladio Zoli. Espécie de Nuclear Assault tardio (antes tarde do que nunca) tupiniquim, os caras são muito, muito, muito bons de palco. Compensam com gloria e galhardia sua principal deficiência, a falta de músicas REALMENTE marcantes no repertório, com uma energia insana e um astral muito legal, além de muita competencia na execução. E são muito simpáticos: o baixista/vocalista fala o tempo todo entre uma musica e outra e não fica chato, muito pelo contrário: tem um carisma de moleque roqueiro doido porém "do bem", bem intencionado, que contagia a todos. Até quando fala contra "essas igrejas de merda que querem ocupar nosso espaço, fodam-se, foda-se o white metal" ele fala, não vocifera. O mesmo para um auto-elogio que o cara fez que na boca de outro soaria pedante, apesar de verdadeiro: "nós somos responsáveis, por aqui, pelo revival do thrash metal na década passada, pela valorização da diversão e da espontaneidade, então nada de ficar se exibindo com cara de mal ou servindo de progaganda para marca de xampo". Sensacional. Deu vontade de virar amigo do cara na hora, oportunidade que eu e qualquer um que quisesse teria, era só ir lá bater um papo com eles num stand que vendia mechandising oficial do DRI e do Misfits, além de algumas péreolas "underground" como um CD do Quebra-queixo, banda do Evandro, ex-vocalista do macakongs 2099, acompanhado do melhor "encarte" que eu já vi em toda a minha vida, em formato de revista em quadrinhos grandona impressa em papel couchê e com capa-dura ! Em termos de produção, superou até o "Music for antropomorphics", disco conceitual do Mechanics que também vinha com uma revista em quadrinhos encartada. Tudo isso por apenas 30 reais ! Inacreditável. Claro que comprei, ouvirei, lerei, resenharei (se a preguiça permitir) e tocarei no programa de rock (se for bom, né, mas boto fé que seja). Ao lado da mesinha do Evandro, uma surpresa: o disco novo do plastique noir, de Fortaleza! Vendendo-o, Babuê, figura gente fina que tá sempre agitando as coisas por lá. Ele me deu o disco de presente, agradeço muito.

Mas já que mencionei o DRI, voltemos ao show do Violator: o baixista da banda texana, Harald Oimoen, estava o tempo todo ao lado do palco, fotografando, durante o show dos candangos, mas a gente só soube quem ele era quando o vocalista, Pedro "poney", falou que era um prazer tocar ao lado de uma das bandas que mais os influenciaram. Ressaltou, inclusive, que sua primeira tattoo foi o célebre bonequinho pogando, símbolo do DRI. Falou isso também em inglês se dirigindo a Harald, o que foi a deixa para que este fosse ao microfone e dissesse: "DRI was my first tottoo too, and Violator is amazing, old school fucking thrash metal". Dito isso o pau continuou a comer na casa de noca, os violadores continuaram agitando pra caralho e instigando as rodinhas com os dedos indicadores em circulos e foi todo mundo feliz - eles, o público, que agitou MUITO, e "Poney", que saltou na platéia duas vezes - numa delas teve, inclusive, um atrito com um segurança que atingiu na cabeça, fato pelo qual se desculpou publicamente no microfone. Grande show - o maior da carreira da banda, como eles mesmos enfatizaram no palco. Para se tornar uma banda perfeita, só falta mesmo composição - mas ressalto que as musicas não são ruins, são apenas banais, clicherosas, sem nenhum refrão ou passagem especialmente marcante.

A quinta banda (terceira para mim) foi o Torture Squad. Uma grande banda, sem sombra de dúvidas. Pesada, precisa, técnica, e "metálica", acima de tudo. Fizeram um grande show (destaque para os solos de guitarra, matadores), mas que eu não vi direito - fiz uma análise mental e percebi que aquela era a que menos me interessava na noite e aproveitei para dar o tradicional rolê pelo espaço, não sem antes comer uma fatia de pizza com preço salgado e procurar a já célebre latinha de pitu personalizada do festival. Não achei, mas soube depois que estava a venda apenas em pequena quantidade no stand da Astronave, a produtora. Uma pena, seria um souvenir curioso para a posteridade.

Voltei a dar atenção ao que rolava nos palcos com a apresentação do Musica Diablo já começada. Grande banda, pesada, precisa, técnica, "metalica" e blah blah blah. Os caras mandam muito bem no instrumental, mas também falta composição e ... vocalista. Não tem jeito, não consigo gostar de Derrick Green como vocalista. É muito "feijão com arroz", sem personalidade. Qualquer um com um mínimo de potencia vocal e disposição para se esgoelar por algumas horas faz o que ele faz. Chega a ser incrível saber que ele ocupa há tanto tempo o posto na principal banda de metal brasileira, uma das maiores do mundo. Isso sem falar do papo furado em português capenga cheio de gírias paulistanas entre uma musica e outra. Não foi um show ruim, longe disso, mas não foi nada comparado ao que viria a seguir ...

DRI! Gente, eu estava num show do DRI, a banda mais "pogante" de todos os tempos. Mas não "poguei" (eu sei, eu sou um verme). Até deixei todos os meus "apetrechos" nas mãos de minha companheira, que preferiu ver tudo lá de trás, prevendo um apocalipse particular, minha já tradicional incorporação do caboclo adolescente headbanger que ainda insiste em viver em mim, mas as quase 10 horas na estrada (nunca demorei tanto para chegar em Recife!) coroadas com um engarrafamento monstro na hora do rush começaram a cobrar seu preço. Me recusei a "morgar", no entanto - pelo menos por enquanto. Fiquei lá, logo atrás da "ciranda-cirandinha", como gosto de chamar, em tom assumidamente depreciativo, a roda (literalmente falando) de "pogo" local, que mais parece um passeio entre amigos. Foi um verdadeiro desfile de pérolas em forma de musica pesada desferido por uma das mais influentes bandas do estilo (na verdade DOS estilos, já que eles mesclam com perfeição Hardcore ao thrash metal e não por acaso são considerados os inventores do "crossover"**). Um pedrada depois de outra. Kurt Brecht continua com um vocal muito bom e original e Spike Cassidy, o guitarrista e outro único membro da formação original (ele nem parece tão velho) simplesmente destroi nos riffs, ABSOLUTAMENTE matadores. Infelizmente não resisti e precisei descansar um pouco, sentado, justamente quando começou uma das sequencias mais matadoras da história da música pesada mundial, "violent pacification" e "Five years plan" com seu mantra "I lose/you win/I win/you lose" que ecoaria em nossas cabeças por todo o final de semana seguinte. Vi tudo pelo telão, mas não vi que o baixista maluco tinha descido do palco. Tomei um susto quando ele passa por mim correendo, com o instrumento ainda em punho. Memorável. E puta que pariu, como os prórios caras do DRI enfatizavam o tempo todo no palco, a gente ainda iria ver os Misfits !!!

Corta pro telão: Imagens belíssimas e coloridas, produzidas pelo coletivo goiano "Bicicleta sem freio", ilustram a narração: "Petrobras apresenta: Abril pro rock 2011. E agora, diretamente dos Estados Unidos, The Misfits!". Denecessário dizer que a turba ensdandecida (que por sinal compareceu em peso, o Chevrolet Hall estava lotado, uma coisa bonita de se ver) veio abaixo. As cortinas se moveram ao som de um pianinho tenebroso e voila: lá estavaM eles, um dos mais matadores "power trios" em atividade na face da terra, neste momento. Na verdade o trio foi tão "power" que todo mundo (sei que não foi apenas eu, pelos comentários que ouvi depois) ficou meio atordoado, sem saber direito o que estava acontecendo. Uma música emendada na outra em velocidade acelerada (e olha que as versões originais já são bem rapidinhas) com o "Big Boss" Jerry Only dividindo os vocais com Dez Cadena, o guitarrista. Ficava até difcil identificar o que eles estavam tocando, algo que só ficou mais claro quando Only anunciou o primeiro grande clássico da noite, "Astro zombies", com um daqueles tradiconais "ÔÔÔ" feitos sob encomenda para serem acompanhados pelo público. E o publico acompanhou e participou, e muito !

A primeira pequena "pausa" serviu para que Cadena perguntasse se alguém ali conhecia uma banda chamada Black Flagg. Ele explica que iriam tocar "six pack" e a dedica "for you. Yes, you!", apontando para alguém na plateia. Os telões não focalizaram o felizardo, mas creio que deveria ser alguém com alguma camiseta de sua antiga banda. O Misfits toca como trio desde 2001, o que não impediu algumas "atravessadas", possivelmente motivadas por algum problema de equalização no início do show, quando a caixa da bateria estava muito alta e os vocais praticamente inaudíveis.

Os clássicos foram se sucedendo e o publico assimilando e enlouquecendo. Tudo muito acelerado, um verdadeiro rolo compressor. Só foi possivel respirar em "Helena", uma "quase" balada, mas o pau voltou a comer logo em seguida. "Dig up her bones" ficou quase irreconhecível devido à velocidade em que foi tocada mas o refrão, como não poderia deixar de ser, foi cantado a plenos pulmões por todos. Até eu, que estava exausto, consegui esboçar um sorriso mais entusiasmado e levantar o braço em sinal de aprovação. Only não parava nem para se refrescar ou trocar o chiclete que ele mastigava o tempo inteiro: havia um carinha agachado dedicado, aparentemente, unicamente a satisfazer estas suas "necessidades", espocando umas bolinhas de gelo (ou seria água ensacada?) nos "spikes" de sua jaqueta ou entregando outra goma de mascar ao menor sinal do "mestre". Por falar em jaqueta o visual de Jerry Only é, por sinal, uma atração a parte, um verdadeiro ícone de uma determinada subcultura pop norte-americana, com aquele topete escorrido despencando entre os olhos e culminando no nariz. Guitarrista e baterista, por outro lado, foram mais "comedidos": o primeiro ostentava uma face esbranquiçada entre os longos cabelos esvoaçantes enquanto o segundo "apenas" desenhou dentes enormes em seu maxilar, numa operação simples porém com um resultado excelente. O cara ficou parecendo um monstro pré-histórico.

O show "terminou" mas o bis não demorou. Veio com “We Are 138" e, surpresa, outra do Black Flagg, "rise above", que foi acompanhada pela maioria do publico, uma surpresa maior ainda para mim, que não sabia que a clássica banda underground californiana era tão popular. Fechando os trabalhos e para acabar de vez com tudo, o mundo inclusive, "Die Die, my darling". Puta que pariu, uma verdadeira aula de punk rock numa unica canção: curtinha, com refrão certeiro e batida martelada e minimalista. Fim de festa, cortinas fechadas, pianinho sinistro de volta aos auto-falantes e a volta pra casa com energias renovadas.

O Misfits conseguiu um grande feito em 1995: voltaram depois de 12 anos paralisados por um pendenga judicial envovendo Only e Danzig em torno dos direitos do nome da banda e fizeram um sucesso ainda maior, embalados por uma formação matadora que contava com o excepcional vocalista Michale Graves ( que, veja só, nunca tinha ouvido falar dos Misfits, apenas soube do teste por um amigo e foi lá "pra ver qual era") em clipes sensacionais veiculados à exaustão pela MTV. Na verdade experimentaram um sucesso que nunca haviam tido antes, mas tudo viria abaixo no ano 2000, quando Graves e o baterista Dr. Chud deixaram a banda sem nenhuma explicação aparente. A porca torceu o rabo de vez quando Doyle, o irmão de Jerry, também o abandonou às vésperas da turnê comemorativa dos 25 anos - aqui o motivo parece ter sido uma briga devido a suas aparicções em shows do Danzig tocando clássicos do Misfits. Mas quem tem moral, tem: o baixista remanescente não entregou os pontos e chamou dois ex-membros do Black Flagg, Cadena e Robo, para escudá-lo, e segue fazendo tours mundo afora até hoje. Também gravou e excursionou com Marky Ramone na bateria durante o "project 195o", um álbum de covers de musicas da "década de ouro"do rock and roll. Na tour, que deve ter sido antológica, além das musicas gravadas para o disco, clássicos do repertório de ambas as bandas, Misfits e Ramones.

UMA CURIOSIDADE: Em 27 de fevereiro de 1996 foi lançado um box set contendo quatro CDs com todas as músicas gravadas pela formação clássica do Misfits. Os CDs vinham num caixão e foram feitas poucas unidades. Atualmente esta fora de catálogo. Detalhe: eu tenho este box, comprei baratíssimo numa loja do Rio de Janeiro em 1998, e estou contando isto aqui unica e exclusivamente para te fazer inveja.

OUTRA CURIOSIDADE: Jerry Only é cristão assumido e, aparentemente, praticante. Chegou a ter, inclusive, um projeto gospel com o irmão na época em que o Misfits estava parado, o "Kryst the conqueror".

* A BR 101 está sendo duplicada e isto causa um transtorno imenso, pois além da tradicional dificuldade de trafegar por lá por conta do intenso movimento de veículos de carga, há as obras, que atrapalham, e muito. Mas que valerão a pena, a julgar pelo delicia que é deslizar pelo tapete que já está ponto. A lamentar, apenas, este monumental erro histórico da politica econômica de nosso país, que prioriza o tranporte rodoviário em detrimento do ferroviário, mais econômico e eficiente para paises de dimensões continentais.

** Há o English Dogs, da Inglaterra, que é anterior e já misturava punk rock com Heavy metal, mas aí a discussão vai longe e, infelizmente, ninguém lê textos muito longos na internet.

por Adelvan Kenobi

quinta-feira, 14 de abril de 2011

pdrock, Edição Especial

Saca o Hojerizah? O ex-baixista do Hojerizah mora em Aracaju e produz um programa muito bacana na Aperipê FM, o Lado C, que vai ao ar todos os sábados, às 19:00H. Amanhã ele estará no comando de uma edição especial do programa de rock e promete: vai ser rock! Mesmo! Eu acredito.

Veja o que ele disse no site do Lado C:

A missão é árdua por duas razões: o Lado C não é ao vivo ainda, pois não tive coragem para cometer os erros e não poder editar depois. Vocês não fazem idéia da quantidade de gaguejadas e pronúncias esdrúxulas que saem, fora os palavrões que acompanham cada erro destes. Então amanhã será minha estréia totalmente ao vivo e provavelmente muito nervoso. Tentarei controlar meu palavreado, podem ouvir com a namorada ao lado. A outra razão é que não será fácil substituir esta lenda do rádio sergipano, um embaixador do rock com um público fiel e exigente.

A estes prometo um programa bem legal, com muito rock and roll, pois vocês sabem, eu e Sergio Diab somos muito rock. Um pouco mais leve que o normal do programa, mas ainda assim sei que vão gostar.

Ah, para quem sugeriu no Facebook do PR, claro que tocarei Hojerizah. E Picassos Falsos, Echo & The Bunnymen, David Bowie, Lobão, Pete Townshend, Humberto Effe, Pink Floyd, Siouxsie and The Banshees, The Allman Brothers Band, Toni Platão, Elvis Costello, Roxy Music, etc., etc., etc..

Espero vocês então amanhã, dia 15, às 20:00 para duas horas de boa música na Aperipê FM, 104.9 do seu dial.



terça-feira, 12 de abril de 2011

Abril pro rock 2011 - "Mania de roqueiro"

O maior festival de música independente do Brasil está de volta. O Abril Pro Rock chega na sua 19 edição e leva para o Chevrollet Hall, e também para o de novo abandonado Bairro do Recife, bandas gringas, nacionais e da terrinha. Mais uma chance pra conhecer coisa nova e curtir apresentações clássicas.

Sobre o Abril Pro Rock 2011, o objetivo é entretenimento, formação e informação. São oito dias de shows, espalhados ao longo de todo mês que dá nome ao festival. Nos dias, 08, 09, 16, 20, 29 e 30 o evento acontece no formato “APR Club”, realizado em uma casa na Rua do Apolo, no Bairro do Recife.

Já nos dias 15 e 17, o Chevrolet Hall, em Olinda, é palco de uma maratona de shows que reúne várias gerações da cultura pop. Entre as atrações do Abril, estão Arnaldo Antunes, Tulipa Ruiz, Skatalaites (Nota: banda jamaicana que, praticamente, inventou o ska, além de ter influenciado diretamente o rockstaedy e o surgimento do reggae), Eddie, Matanza e Ave Sangria, além de vários outros nomes celebrados da cena musical do Brasil e do mundo.

A grande novidade para esse ano é a The Misfits, criadora dogênero horror punk. Veja só: Roberto Valverde, o Robo, ex-baterista do Black Flag, lendária banda punk americana pioneira da cultura do “faça você mesmo” (do it yourself - DIY), vai se apresentar no Abril Pro Rock com a The Misfits. Robo toca ao lado do seu ex-companheiro de banda Dez Cadena (guitarra e vocais), e Jerry Only (baixo e voz), único remanescente da formação original – e um dos fundadores – do Misfits. O trio toca no APR no dia 15 de abril, na chamada “noite pesada”, que tem ainda como atrações D.R.I., Musica Diablo e Violators, dentre outros.

O Abril Pro Rock 2011 é apresentado pela Petrobras através do Programa Petrobras Cultural, que em 2010 destinou R$ 53,9 milhões para 19 áreas de cultura, incluindo festivais de música, que teve 17 contemplados nessa edição. A Petrobras e o Abril já estivaram juntos em edições anteriores do evento, mas essa é a primeira vez que o festival é contemplado através do edital.

Clique AQUI para ouvir uma entrevista com Bruno Nogueira, um dos curadores do festival.

NOTA: Não produzirei o programa de rock da próxima sexta porque estarei no festival.

Depois eu conto como foi ...

Fonte: pe360graus

u2, o show - por uma fã


Todo mundo sabe o desespero que foi comprar ingresso pro show do U2, qualquer que fosse o setor. Quando eu recebi a ligação da minha amiga dizendo que o namorado dela tinha três cadeiras cativas no Morumbi, fiquei tão nervosa que fiz xixi nas calças. É sério. Tudo bem que o Bono não me alcançaria nos camarotes pra me chamar pro palco, mas eu estaria lá e isso bastava.

Mas uma semana antes do show despiroquei e cismei que iria na pista também, custasse o que custasse. Mentira, botei um limite de preço aceitável, justo e cabível e fui ao site do fã-clube tentar a sorte, buscando algum fã do U2 de verdade com ingresso disponível que não quisesse arrancar meu couro. E ACHEI. Com dois ingressos na mão, foi só morrer de ansiedade e aguardar o que prometia ser o melhor fim de semana da minha vida.

Pra não ficar cansativo, vou contar em duas partes. Se você não gosta de U2, foda-se. Vou passar muito tempo da minha vida falando só disso, nem que tenha que falar sozinha e perder todos os meus amigos. Beijos. :P

09/04/2010 – MAGNIFICENT!

Tudo que eu sabia sobre fila desse tipo de show é que o CAOS REINA. Ouvi falar de gente acampando lá desde SEGUNDA pro show DE DOMINGO. A histeria me contagiou a ponto de eu ficar com medinho de não conseguir pegar um lugar bom nas cadeiras especiais. Aliás, eu não queria um lugar bom. Espero por esse momento há pelo menos uns 15 anos, então eu queria o melhor lugar do universo. Meio-dia tava lá, inclusive pra ver o oba oba das filas e conhecer alguns fãs desesperados que fizessem com que eu me sentisse menos babaca. Além de um esperado cover do Bono, encontrei uma menina fantasiada de The Edge. Encontrei também um pessoal usando camisas escritas LARRY MULLEN BAND. Sabe o que é Larry Mullen Band? Foi o primeiro nome que a banda teve em 76, durante MESES, antes de se chamar U2. E preciso confessar que foi bem legal trocar um olhar de cumplicidade com essa galera tipo “To ligada na de vocês, hein!” Me senti um irmão de maçonaria fazendo cumprimento secreto.

Bem, o portão abriu, a perna tremeu e a gente entrou. Me instalei confortavelmente no lugar mais próximo do palco e esperei o tempo que não passava nunca. Vamos pular a parte que passei mal de ansiedade, tremi dos pés à cabeça, tive todas as necessidades fisiológicas possíveis e até inventei umas novas. Vamos pular também a parte que um casal apareceu do nada querendo que eu dividisse o meu lugar com eles, o meu lugar TÃO LINDO que eu cheguei milhões de horas antes pra conseguir. Claro que disse que NÃO e claro que eles quiseram se vingar e colaram um chiclete na minha cadeira. Passei o show com um chiclete na bunda. Vamos pular o show do Muse, que é até legal, mas não é U2.

Vamos direto pra parte que o portão da pista abriu e a galera entrou correndo DESESPERADA pra conseguir ficar no Inner Circle. Não sei se vocês sabem, mas show do U2 não tem área VIP. Eu não sabia e quando soube não acreditei. O Inner Circle é um lugar com quantidade de gente limitada, mas faz parte da pista. Pra ficar lá na frente lambendo a bota do Bono, basta simplesmente chegar cedo. Bom, “chegar cedo” é uma coisa meio relativa numa fila com gente que acampa uma semana, mas não se paga um real a mais por isso. A emoção de quem conseguia entrar no círculo se espalhava pelo estádio inteiro. A galera comemorava não só a própria chegada, mas a de todo mundo que entrava. Parecia gol do Brasil em Copa. :) Decidi que era ali que eu estaria no dia seguinte, mas deixei pra planejar isso depois se não ia acabar me jogando lá em baixo de ansiedade.

Daí começou o show.

Essa é a parte que eu travo e nem sei direito o que escrever. Eu fiquei muito nervosa, muito besta, muito EMBASBACADA. Tinha um show do U2 acontecendo e eu estava nele. Lembrei do quanto eu chorei, aos 15 anos de idade, por meu pai não ter me deixado ir ao Pop Mart, o primeiro show deles no Brasil. Lembrei do quanto me arrependi por não ter ido ao Vertigo em 2006, pra dar prioridade pra um namorado que de maneira nenhuma merecia essa minha frustração. Lembrei de quantas e quantas vezes chorei sozinha no quarto por tantos motivos diferentes, tendo o Bono como companhia. Lembrei de tantos momentos que U2 foi trilha sonora da minha vida. E enquanto lembrava disso tudo... chorava mais. Todo mundo sentadinho bonitinho nas cadeiras especiais, assistindo o show civilizadamente, e eu era a única louca, histérica, chorona, descontrolada. Me orgulho de mim.

E ver aquele palco, aquela produção toda... gente. O estômago tá doendo só de pensar. Parecia uma evolução da nave da Xuxa de tão exagerado e pirotécnico. Lindo. Sempre achei babaquice artista que decora uma ou outra palavrinha em português pra fazer graça, mas o Bono falando “pizza de jaca” e “balada” foi lindo. Toda e qualquer coisa que ele fizesse eu achava lindo.

E o set list, meu deus... Ahhh o setlist... Por mais que já tivesse escutado Miss Sarajevo, nada se compara à emoção de ouvir aquilo ao vivo. Por mais previsível que fosse, não deu pra não ficar de cara com o telão passando os nomes das crianças que morreram no Rio enquanto o estádio inteiro era iluminado apenas com luzes dos celulares da galera. Beautiful Day, a música que conseguiu transformar um ano inteiro em um dia realmente lindo da minha vida, ali, ao vivo, a cores. One, Misterios Ways, Until the End of the World, Even Better than the Real Thing, toodas as minhas músicas preferidas do meu album preferido AAAAAAAAH!

Saí com o “ooooô oooô” de Moment Of Surrender na cabeça e uma sensação estranha, bem estranha. Meio deslumbrada, confusa, até com dificuldade de lembrar alguns pedaços do show. Tava feliz e triste ao mesmo tempo, muito emocionada, muito encantada. Parecia que tinha sido tudo um sonho. E o melhor: no dia seguinte sonharia de novo.

Ver o palco inteiro foi bem legal, mas preciso confessar que o melhor de tudo era saber que em breve eu estaria lá em baixo. Não adianta, fã não pode assistir apenas. Fã tem que SER o show. E a ansiedade recomeça.

por Deborah Fernandes

Mais aqui.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Derek Riggs, + 1 entrevista

O lendário ilustrador Derek Riggs, responsável pelas capas do Iron Maiden até o álbum “No Praying for The Dying”, concendeu uma grande entrevista ao site Metal Assault. Dentre vários assuntos, a conversa, logicamente, chegou no Maiden, e Riggs soltou: “Eddie é o Mickey Mouse do Rock n’ Roll”.

Confira a entrevista na íntegra, em português, publicada originalmente no site Imprensa Rocker!

Você pode nos contra um pouco sobre o livro de terror que você está escrevendo?
Não muito. É um segredo… Mas tem camponeses que são mortos, macacos infectados que não são legais, um padre que salva o dia e muitas coisas desagradáveis.

Eu ouvi falar que você é um grande chef. Quais tipos de comida você gosta de cozinhar?
Bom, eu apenas meio que invento coisas. Tenho muitos princípios básicos e apenas invento em cima disto. Normalmente acaba saindo um Cajun (Nota do Tradutor: Estilo de gastronomia dos Acadianos que falavam francês e que foram deportados da Acadia, Canadá, para a Louisiana, Estados Unidos, pelo governo britânico), porque é do que eu gosto. Mas normalmente é uma versão vegetariana, porque não posso comer muita carne. Me tornei alérgico aos conservantes que eles colocam na ração dos animais; eles chegam até a carne, ficam lá e então chegam a mim… Não é bom.

De todas as bandas para quais você desenhou, qual foi a que você mais gostou de ter trabalhado?
Eu gostei de trabalhar com Ethan Brosh e Chris Catena, e o Conspirancy Chronicals. O resto foi ok, com exceção de uma ou outra, mas estes que citei foi bem divertido.

E a que menos gostou até agora?
Não gostaria de dizer… Bem, até gostaria, mas vou me conter.

Qual gênero musical você gosta? Sei que você odeia música pesada.
Eu não odeio música pesada. Eu costumava escutar sons pesados quando era bem mais novo, e ainda escuto às vezes. Meu gosto apenas cresceu para englobar outras coisas também. As pessoas ficam dizendo, “eu sei que, de fato, você odeia isto e aquilo”. Isto é besteira! Eu não odeio nada, isto tudo são citações errôneas de outras pessoas. Eu gosto de várias coisas diferentes. Gosto de música pesada, mas não de tudo que seja pesado. Gosto de Jazz, mas não tudo; gosto de música clássica, mas estou longe de gostar de tudo que for música clássica. Ouço todo tipo de coisa. Se você não gosta de algo, não significa que você odeia, apenas não tem interesse naquilo. Então eu apenas ignoro. Eu acho que se alguém passa a vida “amando” algumas coisas e “odiando” todo o resto, ela provavelmente precisa de terapia, porque são doentes mentais. Que maneira horrível de se viver isto deve ser, constantemente balançando de um extremo ao outro num tipo de louco frenesi emocional. Para você ter uma idéia, acabei de compra uns CD’s na “Amazon”. Comprei alguns da Kylie Minogie (Disco), alguns do Groundhogs (Blues Rock Pesado) e alguns do Bob Marley (Reggae), e eu gosto de todos eles, porque todos eles têm algo interessante para eu escutar. Antes disto, comprei alguns CD’s de Jazz instrumental, e antes disto comprei alguns de música eletrônica estranha, sem nenhuma canção neles.

Como está sua saúde? Eu sei que você teve um problema nas costas.
Sim, recentemente eu parti um disco na coluna e tive que ficar deitado por cerca de três meses. Ainda não está bom, mas está chegando lá.

Você se mudou para a Califórnia em busca de sol, ao invés do mal tempo na Inglaterra. Você sente alguma falta da Inglaterra?
Não.

Quais escritores você gosta de ler?
Bem, eu leio todo tipo de coisas estranhas, um pouco de terror, um pouco de ficção científica e coisas sobre conspirações, UFO’s e afins. Eu leio qualquer coisa que possa ter boas idéias ou que pareça se divertido. Neste momento, estou lendo “A Saga dos Sete Sóis”, de Kevin J. Anderson, e a série “Necroscope” de Brian Lumly, e acabei de inciar “Chindi” de Jack McDevitt.

Seus últimos trabalhos para o Iron Maiden foram todos digitais. Você consideraria voltar a pintar ara eles?
Bem, posso fazer um ou outro, mas o lance é que não posso mais pintar, porque os químicos nas tintas acabaram me deixando tão mal, que eu tive que desistir. Se não tivesse descoberto a arte digital, teria parado de fazer isto.

Você ganha royalties por algum merchandise do Iron Maiden, inckuindo CD’s que tenham seu trabalho?
Não, em nada. Eu vendi os direitos há muitos anos.

Até onde sei, a maioria das pinturas do Iron Maiden está com Steve Harris e algumas foram roubadas ou “perdidas” nas gráficas. Você tem alguma pintura relativa ao Iron Maiden com você?
Não tenho nenhuma, nem os desenhos básicos. E não, não as enterrei num armário em nenhum lugar. Eu já me mudei de casa cinco vezes desde que parei de fazer as capas do Maiden. Em três destas cinco vezes, eu joguei tudo que tinha fora e apenas saí com uma mala de roupas – como quando me mudei para os Estados Unidos, cheguei no país com apenas uma mala de roupas e com os discos rígidos contendo meus trabalhos, que eu já havia enviado antes de mim para a casa de um amigo.

Por que você resolveu colocar sua assinatura (o “D” e o “R”) escondida – ou difícil de encontrar – na maioria de suas pinturas? Você estava querendo fazer um lance de “Onde está Wally”?
Eu costumava fazer capas de livros, e minha assinatura era um pouco grande e tirava um pouco da atenção para a capa, então os empresários que tinha na época perguntaram se eu poderia fazer menor, para que não aparecesse tanto. Então fiz a primeira versão (que aparece nos primeiros álbuns), e para ter certeza que ficaria na capa e não seria retirada nas gráficas, eu a escondi na imagem ao invés de colocá-la no canto, onde aparece mais e tem mais chances de ser cortada. A maioria destas pequenas coisas que as pessoas pensam serem tentativas deliberadas de fazer isto ou aquilo, na verdade sou eu sendo pragmático e encontrando soluções para estranhos hábitos de diretores de arte e solicitações de clientes.

Você ainda é considerado o artista para o Metal e é responsável por criar um dos personagens mais icônicos do Heavy Metal. Você ainda consideraria fazer capas de álbuns para outras bandas do gênero?
Sim, se alguém me convidar e tiverem algo com que eu possa trabalhar, estiverem dispostos a ouvir o que tenho a dizer e me pagarem para fazer. Mas as pessoas não me convidam, não escutam e não querem me pagar muito, ou pensam que sou uma fábrica grátis de idéias. Francamente, com as atitudes que tenho presenciado nos dias atuais, não posso ser incomodado. Terei que achar uma outra forma de vender meu trabalho. As capas do Metal já não o faz mais.

Li no seu livro que muitas das pinturas que você fez para o Iron Maiden nunca ficaram boas nos CD’s e LP’s, porque as gráficas não conseguiam fotografá-las corretamente. Você acha que isto afetou de forma global o que você buscava nas pinturas?
Sim, definitivamente. Quando você troca a equalização de cores numa pintura, sempre muda completamente. Pode destruir completamente o impacto de um desenho. Felizmente, com a arte digital isto não é um grande problema nos dias de hoje. Você não acreditaria nas coisas que estavam sendo publicadas, porque as pessoas das gravadoras não achavam que era importante eu não se importavam. Tente você. Pegue o software de edição de imagens, pegue uma imagem e tente mudar as cores só um pouco, e você verá que mesmo uma pequena mudança faz uma grande diferença numa imagem.

Se uma banda desconhecida, que acabou de começar e que conseguiu um contrato de gravação, quiser que você fazer um trabalho para ela, quanto você cobraria para fazer uma capa de um álbum?
Eu trabalharei para qualquer um que me pagar. Eu sou um ilustrador profissional e é isto que eu faço para viver. Eu levo três ou quatro semanas para fazer uma imagem atualmente e eu cobro entre dois mil ou seis mil dólares, às vezes posso fazer por menos, dependendo do que seja. Não farei um desenho por 500 dólares. Você trabalharia três semanas por 500 dólares? Isto não cobre nem a hipoteca e a conta de luz. Parte do problema com bandas novas, e a razão pela qual eles falham na maioria das vezes, é que eles não têm a menor idéia de como se faz negócios. Eles acham que tudo é de graça e então ficam ricos, mas nos negócios você tem que pagar pelo que quer.

Uma das coisas que todos gostavam em Eddie era que havia uma mudança continua acontecendo, e ele tinham partes remanescentes de formas passadas. O Eddie do “Seventh Son…” tinha a cicatriz da lobotomia, o olho robótico artificial… O que você buscava com a capa do “No Prayer For The Dying”? O Iron Maiden decidiu não continuar a saga, por assim dizer?
Sim, um dia eles apareceram com a “grande idéia” de voltar para o começo novamente, o que embaralhou tudo lindamente, e eu perdi o interesse.

De que forma você diria que seu estilo de desenho/pintura mudou desde o fim dos anos 70?
Na verdade, eu acho que muda de álbum para álbum, nem sempre para melhor. Eu nunca tentei criar um estilo fixo de pintura. Parece mudar de um terror total para o estilo quase cômico. E eu também não controlo quando isto acontece, apenas parece mudar sozinho. Talvez eu tenho uma dupla personalidade e apenas uma possa pintar…

Qual software você para trabalhar hoje?
Photoshop,Bryce, Vue studio, Lightwave Modeller, Artmatic and artmatic voyager, 3D coat, Filter Forge, Z-Brush, Poser, Carrara, Quidam e qualquer coisa que eu encontre e que faça algo interessante.

Eu sei que o Hawkwind é uma de suas bandas preferidas. Você já os viu ao vivo?
Duas vezes. A primeira vez eles foram demais, na segunda foram bem, mas não excelente. Quase os vi em “Stonehenge” no fim dos anos 70, mas perdi o show (estava num feriado e cheguei em Salisbury tarde demais). Esta é uma pergunta interessante, não é? Numa pergunta anterior, você disse que “sabia” que eu odeio música pesada, e ainda assim nesta pergunta você diz que “sabe” que eu gosto do Hawkwind – uma das primeiras bandas pesadas. Fico imaginando o que você irá “saber” amanhã (esta é uma frase do filme “Men in Black”).

Você é uma inspiração para muitos artistas hoje. Quais foram os artistas que te inspiraram e ainda inspiram?
Eu gosto de todo tipo de coisa. Gosto de John Martin, Jack Kirby, Salvador Dali, Max Earnst, Roger Dean, Pactrick Woodroffe, bruce Pennington, mas estas pessoas não influenciaram de verdade o que eu pinto ou a forma como eu pinto, apenas são artistas cujos trabalhos eu gosto. Eu sempre procurei seguir minha própria direção, nem sempre obtive sucesso. Às vezes eu ganho dinheiro e às vezes não. Mas (todos juntos agora), eu fiz do meu jeito (N.T.: brincadeira com a canção “My Way”, imortalizada por Frank Sinatra, cujo refrão é “I did it my way”, tradução para “eu fiz do meu jeito”.).

Você tem algum fetiche por pirâmides? Há pirâmides em incontáveis pinturas suas.
Não, de jeito nenhuma. Após o “Powerslave”, as pessoas apenas ficavam me pedindo para pintar pirâmides para elas. Também trabalho no campo da fantasia, e pode ficar legal ter um pouco de civilizações perdidas em algumas imagens, e as pirâmides são bons símbolos para um pouco de mistério. São as outras pessoas que possuem este fetiche, eu sou muito preguiçoso para ter fetiches. Eles demandam muito esforço.

Quais são programas de TV preferidos? Ficção científica?
“Babylon 5”, “Stargate”, “Farscape”, “Warehouse 13”… Também assisto muitos documentários. Você pode ter ótimas idéias com documentários.

O quanto os cartoons da Hanna Barbera, como Pernalonga, Zé Colmeia, etc, te inspiraram?
Adoro o Pernalonga e aquele cara pequeno com a espingarda e chapéu grande, gosto da Betty Boop e gosto dos primeiros cartoons em preto e branco. E qualquer coisa que seja meio louco e engraçado. Eddie é engraçado! Algumas pessoas não entendem isto, ou não querem entender, mas Eddie é muito engraçado; ele não é tão sério. Há muita coisa boba nele, assim como o aspecto de terror. A não ser que outra pessoa pinte as idéias que o Maiden tem, então tudo fica que num clima aterrorizante. Pegue uma imagem do Eddie sorrindo; você pode sobrepor com uma imagem do Mickey Mouse sorrindo. Eddie foi modelado em cima do Mickey Mouse; ele é o Mickey Mouse do Rock n’ Roll. Interessantemente, a Disney agora é dona do Rock n’ Rol… Tudo que vai volta, eu acho…

Responda rápido: “Star Trek” ou “Star Wars”?
Ahhhh, os dois são muito leves. “Star Wars”, acho…

Pintura ou desenho?
Pintura. Não posso colocar tanta coisa só num desenho.

Hawkwind ou Pink Floyd?
Definitivamente, Hawkwind. Grandes ritmos Metal, letras sobre possíveis futuros, protestos pesados, reclamações sobre a infância… Música para crianças infelizes da escola.

“Battlestar Galáctica” ou “Farscape”?
“Farscape” é legal, “Galactica” é uma merda. Eu gostava dos Cylons quando eram máquinas de matar malvadas, não agora que “evoluíram” para uns idiotas de calças apertadas e mal humorados. O trabalho de câmera também é uma merda, sem contar que é muito lento: demora cinco episódios só num diálogo.

“Family Guy” ou “Simpsons”?
Os dois são uma merda.

Onde e como as pessoas podem encomendar seu livro?
O único lugar fora dos Estados Unidos é através do meu site (www.derekriggs.com). Nos Estados Unidos podem encontrar na “Amazon” também.

Fonte: Metal Assault

por Marcela

sábado, 9 de abril de 2011

Ozzy in rio ...

OZZY - Citibank Hall - RIO DE JANEIRO 7/4/2011

Dia foi tenso, mas com noite de uma diversão merecida no Rio de Janeiro

Em menos de quinze dias o Rio de Janeiro e o Brasil assistiram shows memoráveis com músicos que escreveram seus nomes na história do rock e não apenas do heavy metal. Iron Maiden, Slash, Ozzy Osbourne e correndo por fora novatos como Avenged Sevenfold. Estive nos shows do Maiden e do Ozzy e mesmo com esses shows acontecendo num espaço curto de tempo ambos tiveram bons publicos. Um dos motivos foi a boa divulgação antecipada em jornais e banners espalhados pela cidade. Ozzy mais uma vez provou que se o assunto é diversão ele é a opção certa!

Texto por Michael Meneses!

O show começou sem atraso, alias começou minutos antes do previsto, para o azar dos muitos que ainda compravam ingressos ou estavam na fila de entrada. Eu não estava credenciado como jornalista e/ou fotografo e, diferente dos outros dois shows do Ozzy que fui (1995 e 2009), não comprei ingressos com antecedência, por isso também fui um desses muitos. Resultado: ouvia os ruídos do show e lamentava: “Putissssssss! Estou perdendo o vídeo de abertura!”.

Explico: Na intro dos shows do Ozzy é exibido um vídeo introdutório onde ele aparece satirizando filmes, desenhos animados, músicos e personalidades, além de um clip autobiográfico com imagens que vão desde a fase “underground” do Black Sabbath até fatos recentes de sua carreira solo. Para mim é uma das melhores intro de shows que já vi e posso dizer que já vivenciei algumas memoráveis.

Com o ingresso na mão, corro da bilheteria cruzando com uma fila enorme e me questiono: “Que hora esse povo vai consegui entrar?” Outra coisa que se percebe em shows do Iron Maiden, Ozzy, Sabbath é que por mais que digam: “Metal é uma bosta!”, “Iron Maiden já era!”, “Ozzy tá Velho!” todo mundo que gosta de rock vai, ninguém perde, na hora todo mundo lembra que um dia foi iniciado pelo metal no mundo do rock. Eu mesmo comprei ingresso para o Reynaldo vocalista (fura-fila), da banda carioca de HC/Melódico Plastic Fire, que esteve em Aracaju e no nordeste em Jan/2011. Reynaldo, a meu ver, é um “Heavy-Incubado”, pois sempre o encontro em shows metal. (pronto falei! Rsrs...).

I Don’t Know

Embora tivesse certeza que o show tinha começado, existia a esperança que era só um som mecânico mais alto, ou uma banda de abertura, porem chego no exato momento em que Ozzy anuncia “I Don’t Know” e fiquei literalmente “sem saber” até o final do show se tinha perdido os três primeiras sons previstos ou tinha deixado escapar mais alguma. Depois descobri que perdi apenas (como assim apenas?) “Bark at the Moon”, “Let Me Hear You Scream” e “Mr.Crowley”. Também percebi que as lamentações sobre perder a intro do show não eram só minhas, pois na verdade os telões da casa só exibiam as imagens do show e nenhum vídeo extra era exibido, diferente das outras apresentações do Mr. Mad-Man. Também não havia pano de fundo no palco.

Esqueço as perdas e analiso impressionado o fato de Ozzy Osbourne, mesmo sem o pique de outrora e em alguns momentos praticamente se arrastando no palco como um velho manco, ainda exerce grande poder de fascínio no publico. Não pensem que ele está morto. Ainda existe muita energia no Ozzy versão 6.2, diria que ele vai continuar provocando questionamentos de como consegue estar vivo e vou mais longe, diria que sua vida vai durar por muitos anos ainda. No palco ele corre, (mesmo que devagar), pula (mesmo que baixo), ele é louco (mesmo que ao que tudo indica esteja careta). Ozzy comanda as coreografias e coloca as 8 mil pessoas para se exercitar com polichinelos e joga baldes com água no publico, dando um refresco ao povo depois de queimar tantas calorias com essa educação física toda.

Ozzy anuncia a primeira canção do Black Sabbath, “Fairies Wear Boots”. O publico, que já estava mais do que extasiado, inicia um pula-pula geral com a galera cantarolando o riff da música. “Suicide Solution” é a próxima e, embora uma coisa não tenha lá tanta ligação com a outra, o clássico faz lembra o fato ocorrido pela manha em Realengo/RJ. Esse simpático bairro da zona oeste carioca entrou para história do metal nacional por conta da “Brigada Metalica de Realengo”, um grupo que nos anos 80 produziu shows, zines e bandas em prol do metal carioca, sendo reconhecidos nos agradecimentos de varias capas de discos históricos do rock pesado brasileiro. Foi em Realengo que ouvi falar pela primeira vez da Gangrena Gasosa e onde conheci Paulão, ex-Gangrena Gasosa e hoje parceiro do B´Negão. Conheci Paulão num bar de Realengo, curiosamente na última noite do Rock in Rio II, e ele me contou que foi ao show do Ozzy no Rock In Rio I, porem abusou do álcool e perdeu o show.

O set segue com “Road to Nowhere” e em seguida, para delírio de todos, “War Pigs”. A raríssima em shows “Shot in the Dark” é a seguinte e, ao término, Ozzy aproveita para uma pausa enquanto a banda fica livre para solos individuais. Destaque para o guitarrista Gus G que manteve a escrita e provou mais uma vez que ao longo da história Ozzy sempre escolheu bons guitarristas. Gus até incluiu “Brasilerinho” no solo. A banda ainda sem Ozzy tocou a instrumental Sabbathica “Rat Salad”, uma deixa para o fim do repouso de Ozzy que volta com “Iron Man” usando uma pistola de lava jato para jogar espuma no povo. Minutos depois o telão mostrava imagens da turma do gargarejo, felizes como pintos no lixo exibindo rostos cobertos de espuma, lembrando um exercito de bárbaros vitoriosos voltando de uma batalha de tortas!

A essa altura a maioria do publico pedia “No More Tears”, mas o que tivemos foram as matadoras “Don’t Want to Change the World” e “Crazy Train”. Ozzy e banda se retiram do palco e os gritos de “Ole, Ole, Ole Ozzy, Ozzy” ou por “No More Tears” eram ouvidos e sentidos com entusiasmo. Ozzy volta com a balada “Mama, I’m Coming Home” e encerra o set conforme o planejado, executando o eterno hino do heavy metal “Paranoid”. Os gritos por “No More Tears” continuaram eufóricos, porem a música não veio.

Enfim, mais uma vez ficou provado: quando o assunto é diversão não importa a fase em que certas bandas estão ou a idade dos músicos, a certeza de diversão está garantida em seus shows. Porem quando a apresentação em questão é do Ozzy além da diversão garantida, uma série de outros sentimentos se faz presente. É o tipo de espetáculo que te leva positivamente a emoções que lhe fazem sorrir ou cair em lagrimas em segundos. Afinal é incrível como ele consegue fazer todo mundo feliz! Ozzy domina!

Voltando no tempo: Como conheci Ozzy, Black Sabbath e Dio em Aracaju!

Em agosto de 1986 eu morava no bairro Sto. Antônio em Aracaju, Sergipe, e estudava no Arquidiocesano. No inicio de uma noite na volta do colégio pra casa parei na banca de revista do Parque Teófilo Dantas, na praça da Catedral, olhei a hoje extinta Revista Metal e resolvi: “A partir de hoje vou ouvir rock”. Simples Assim! A publicação trazia na capa o Black Sabbath. Comprei a revista e aquilo se tornou o que considero o ponta-pé inicial, na época tinha como melhor amigo um jovem chamado Márcio (Baratinha), que já ouvia rock há algum tempo por influencia do nosso vizinho e amigo que muitos na cena rock Sergipana conhecem por Augusto Cesar. Nesse tempo AC/Cesar (forma como assinava seus quadros na época em homenagem ao AC/DC) era um headbanger de carteirinha e aquáriofilista por hobbie e esse foi o motivo pelo qual começamos a amizade com Cesar. Naqueles tempos tudo era difícil em termos de rock no Brasil, em especial em Aracaju. Contudo logo conheci bandas como Iron Maiden, Slayer, Metallica, Kiss, Queen, Scorpions, AC/DC, além de nacionais como Harppia, Dorsal Atlântica, Taurus, Vulcano, Sepultura e até as sergipanas Karne Krua e Guilhotina.

Entre todas as bandas havia um certo Ozz (num primeiro momento, só ouvia seu nome e não sabia que tinha Y ao final) que me despertava interesse em conhecer, com isso acabei o conhecendo antes que sua ex-banda, o Black Sabbath. Mesmo assim, somente em 1988 fui ouvir um primeiro disco do Ozzy, “Speak of the Devil”, um LP Duplo apenas com sons do Sabbath que o meu amigo Wellington* comprou no Cine Foto Walmir ** e que uns tempos depois minha irmã, com uns 4 anos, arranhou o Lado B/Disco 2 estragando o inicio de “Paranoid”. Com isso nas minhas férias de 1988/89 no Rio de Janeiro comprei um novo LP na Loja Frogs*** pra ele e fique com o arranhado.

Ainda em 1988, já sabendo que Ozzy era o ex - vocal do Black Sabbath, comprei no escuro o álbum Vol: 4, que ainda não conhecia. Comprei, pelo que lembro, no segundo dia de funcionamento da Lojas Pernambucanas (um sábado), onde hoje funciona as Lojas Americanas no calçadão e se estou certo existiu um cinema no lado oposto do calçadão. Naqueles dias as Pernambucanas eram um oásis em LPs de rock, tinha vários do Black Sabbath, porem eram uma prensagem que ficou conhecida por “Série Lixo” por ser o oposto a “Série Luxo”. Os discos da série lixo não tinha capa envernizada, encarte, capa dupla e o papel da capa era muito PODRE!

Assim surgiu a Parayba Records?

Aos poucos fui ouvindo outros discos do Sabbath e conhecendo os discos do Ozzy. Cheguei a comprar dois vinis do Ozzy do Augusto Cesar (The Ultimate Sin, Bark at The Moon), e ao que lembro acabei vendendo-os para o Wellington e também vendi o “Speak of the Devil” para uma garota cujo pai era dono da Casa da Carne Atalaia. No inicio ela era mais ligada em Punk/HC, porem foi se “metalerizando” aos poucos e me comprou alguns discos do Iron Maiden e outros, entre eles o “Speak..l” arranhado. Logicamente me arrependi assim que ela colocou o dinheiro na minha mão, e depois em especial pelo fato que minha ideia era vender os discos um pouco mais barato que a Walmir Foto Som e depois comprar tudo novo, porem a inflação dos anos 80/90 não me permitiu isso - ao chegar em Walmir os valores dos LPs estavam sempre o dobro de dias antes.

Em 1989 foi inaugurado o Shopping Rio-Mar e com ele a loja “A Modinha”. Foi nela que, juntamente com o Wellington, pela primeira vez ouvi ao acaso (o dono da loja passava o LP faixa a faixa) trechos do “Beneath the Remains” do Sepultura. Ficamos fascinados com a qualidade do som para um disco do metal nacional. O fato é que alguns meses depois da inauguração do shopping meu pai, que na época morava aqui no Rio de Janeiro, mandou uma mesada para mim. Não pensei muito e comprei os três primeiros do Sabbath (tenho eles até hoje). Custou um total de 21 Cruzados (acho que era essa a moeda da época). O troco da mesada dei para minha mãe, uns 9 Cruzados (ou algo assim), e mesmo assim não foi o suficiente para evitar os esporros dela - por ela eu não deveria gastar dinheiro com rock, mas com roupa e comida. Ela ligou para o meu pai e me disse que ele me mandou “Comer Discos”! Na época também comprava todos os posters gigantes da Editora Somtrês que chegavam a Aracaju, eles eram realmente muito disputados na cena. Existiam uns do Ozzy que já naquela época eram raríssimo - um deles eu tenho até hoje, é uma foto/desenho promocional do The Ultimate Sin, com o Ozzy “Encapetizado” agarrando uma mulher muito GOSTOSA! Já o outro poster era uma foto do Ozzy batendo palmas, esse não tenho. Outro raro era o poster do Black Sabbath, o Wellington tinha e o Bruxo ao saber trocou com ele por um LP que na época era bem mais caro. Uns tempos depois uma nova edição do pôster chegou às bancas e comprei! Devo muito a esses pôsteres, eles influenciaram a minha carreira de Fotografo.

O Rock in Rio II

Em 29 de dezembro de 1990 voltei ao Rio para o Rock in Rio II, deixando todos meus discos em Aracaju e apenas em 1994 minha mãe os trouxe para mim. Em fevereiro de 1991, acabei por ficar morando no Rio e dei inicio a uma nova coleção de discos. Um dos primeiros foi um pirata do Black Sabbath com Dio, e ao escrever cartas para o Wellington contando o feito de ter um pirata do Sabbath ele respondeu que ninguém em Aracaju acreditou que eu tinha um pirata do Black Sabbath. Como não sou mentiroso xeroquei as capas do vinil e de outro pirata do AC/DC e mandei pra ele. Na época não tinha certeza se ficaria no RJ e considerei esse LP o primeiro pirata do Sabbath de Aracaju. Também foi nessa época que no programa Fúria Metal da MTV vi pela primeira vez clips do Black Sabbath (Iron Man e Paranoid) e fiquei sabendo que o Dio estava retornando ao Sabbath. Fiz questão de escrever para o Wellington avisando da volta do Dio ao Black Sabbath, mas ai já é outra história...

Já que falamos em Dio...

A primeira vez que vi o nome DIO foi no quarto decorado do Augusto Cesar. Ele tinha vários logos de bandas pintados (por ele) na parede, até que uma sobrinha dele chegou à adolescência e ele cedeu o quarto para ela. O quarto foi todo pintado, mas ele pediu que não pintassem a capa do Killers do Iron Maiden com uns 2 metros e com isso o Eddie se salvou. Vi o logo do Dio com aquelas letras góticas e perguntei ao Wellington quem era o Dio ele me falou que era um grande vocal e que tinha sido vocal do Sabbath e colocou o “Mob Rules” pra rolar. Depois ele mandou perguntar ao Cesar se ele tinha o “Heavy and Hell” para vender****. Na lata Cesar respondeu que se o Wellington tivesse era ele quem compraria dele, pois teve, vendeu e se arrependeu. Wellington ainda me emprestou uma fita K7 com o álbum “Holy Diver" gravado. ADOREI!!!.

Ainda em Aracaju a TV Aperipe, cujo o sinal era fraco no Conj. Sta Tereza (ultimo bairro que morei em Aracaju), retransmitia o clássico Som-Pop da TV Cultura, sempre por volta das 20h. Um dia vi um Clip do Dio e um outro do Motorhead, ver clips desses, mesmo que com uma imagem ruim, naquela época em Aracaju era motivo pra ficar feliz a semana inteira.

E o “Holy Diver “?

Em 1988 a Lokaos Records deu inicio as suas atividades em uma garagem no bairro Cirurgia e lá tinha esse tal “Holy Diver “. O disco custava uns 20 Cruzados. Silvio deixava a loja aos cuidados do Zezinho. Pedi ao Zezinho um desconto de 5 Cruzados, ele falou que iria perguntar ao Silvio, porem voltei à loja varias vezes e ele nunca tinha perguntado, até que um dia ele, por conta própria, resolveu fazer o desconto. Resolvi não aceitar com medo do Silvio dar um esporro no Zezinho que estava agindo de coração naquele momento, com isso até hoje não tenho o disco, nem em LP, nem CD, K7 ou mesmo em MP3! Contudo tenho outros vinis, CDs, já fotografei uns 3 shows do Dio, um deles com o Black Sabbath (Heavy and Hell). Também já escrevi matérias sobre ele, mas o grande feito aconteceu em 1992.

Black Sabbath – Canecão, Rio de Janeiro – Dias 1 e 2 de julho de 1992

Fiquei sabendo que o Black Sabbath viria ao Brasil e inicialmente o show do Rio seria na Praça da Apoteose, por alguém que disse que a Blockhead havia divulgado isso no show que a banda tinha feito no Bar do Paulinho em Realengo. Na época trabalhava como entregador de assinaturas do Jornal do Brasil e no deposito de bebidas do meu tio, pegava no batente às 4h da matina saia de um e entrava no outro às 8h, só largando às 18h. Passava em casa e ia para o Colégio, só indo dormir às 23h.

Mas vamos ao show, que acabou acontecendo no Canecão. Com duas datas, garantir com uma semana antes do show o ingresso da primeira noite, com o seguinte pensamento: “Se for bom, compro para segunda noite” (Como assim se for bom??!!). Dito e feito: foi um showzaso e comprei ingresso para segunda noite. Na segunda noite o show ao que lembro repetiu o set e mesmo assim me pareceu ainda melhor que o primeiro, em especial pelo fato do pessoal da zona oeste carioca (Realengo, Bangu, Campo Grande) marcar presença. Em certo momento do show fui jogado para o alto e quando fui ver estava no fosso na beira do palco e logo um segurança me imobilizou, na hora pensei em duas coisas: “Fudeu, vou ser posto prá fora ” e “Vou aproveitar alguns segundos e ver o show aqui da beira do palco”. Olhei para o palco e vi o Dio na minha frente falando algo e gesticulando como quem diz: “Tenha Calma”. Estiquei o braço e ele apertou minha mão! Até o final do show teve gente cheirando e beijando minha mão e até hoje tem gente que acha o fato do Dio ter apertado minha mão o máximo. Vale lembra que por conta da minha rotina de trabalho e por conta desses shows, havia dormido umas 4 horas no máximo em uns dois dias. Estava tão cansado que no caminho para segunda noite fiz questão de ir em pé, em um ônibus vazio no trajeto ao Canecão, pois poderia dormir e passar do ponto. Além disso, ainda perdi duas provas na escola, mas todo o esforço valeu, afinal me renderam emoções que rendem histórias até hoje!

Os anos e o minha vida de fotografo e jornalista me colocaram lado a lado e frente a frente com alguns dos meus ídolos do rock e até o Dio voltou a apertar minha mão outras vezes. Mas o que me aconteceu na noite do dia 2/7/1992 foi algo que me ensinou em não acreditar em tudo o que se lê na mídia, já que em alguma revista dos anos 80 li que o Dio era chato com fãs e imprensa, e isso ele mesmo me provou que não era verdade.

E acreditem: mesmo nesses shows do Black Sabbath ocorridos há quase 20 anos no Rio, tentei de algum modo levar um pouco das minhas raízes sergipanas comigo, acho que pelo fato de me sentir, modéstia a parte, uma espécie de embaixador do rock sergipano na Cidade Maravilhosa!

Michael Meneses É a soma de um pai paraibano de João Pessoa com uma mãe sergipana de Itabaiana. Ele é o cara do Selo Parayba Records! Torcedor do Campo Grande A.C no RJ, Itabaiana/SE no Brasil e Flamengo no Universo. É fotografo e jornalista, tem fotos e textos publicados em varias revistas, sites e jornais, além de ter um orgulho da PORRA em colaborar sempre que pode com o PROGRAMA DE ROCK!

Contatos: paraybarecords@hotmail.com

NOTAS:

*Wellington: Veio de Brasília, foi responsável por apresentar o Bruxo a cena sergipana. Por volta de 1992/93 voltou para o Distrito Federal e perdi contato.

** Cine Foto Walmir - Importante loja de discos de Aracaju nos anos 80.

***Loja Frogs: Existiu no Meier, zona norte do Rio. Pertencia aos músicos da The Worst. A loja fechou em 1990, eles foram para Alemanha, lá gravaram um LP e fizeram tour com Cro-Mags.

****Augusto Cesar: Naquela época Cesar vendia muitos dos seus discos para comprar material para pintar suas telas.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

# 184 - 08/04/2011

"Don´t believe the hype", já dizia o Public Enemy. Costumo cultivar uma saudável desconfiança com relação às bandas "hypadas", mas desprezá-las por completo seria burrice. O programa de hoje começa em ritmo dançante com duas bandas que foram "hype", The Rapture e Klaxons. Quase ninguém fala mais delas, justamente porque saíram de moda, mas o programa de rock não segue modas. The Rapture foi uma das responsáveis pelo revival do pós-punk do início do ano 2000 e chamou atenção com seu segundo disco, "Echoes", de onde extraímos a faixa de abertura desta edição. Já para o klaxons chegaram a criar até um novo rótulo, "new rave", que não "pegou", evidentemente. Não era pra tanto, claro, mas é uma boa banda, como você pode constatar pelo som que tocaremos hoje, extraido de seu primeiro disco, "Myths of the near future", de 2007. Fechando o bloco, "lemon", um dos singles de "zooropa", um dos mais ousados e criativos álbuns do U2, lançado em 1993 durante uma parada de seis meses entre as etapas da Zoo Tv Tour, que divulgava o disco "Achtung baby". Com os shows que fará no Brasil o U2 está prestes a se tornar a banda com a turnê mais lucrativa da história da música - O recorde anterior, de US$ 558 milhões, foi estabelecido pelos Rolling Stones durante a A "Bigger Bang tour", de 2005-2007.

Para completar a primeira meia-hora do programa, dois pedidos de ouvintes serão atendidos: "Bonfires", do grupo paranaense Rosie And Me (tocaram ano passado no Festival Rock Sertão, em Nossa Senhora da Glória), e "Tears of the Dragon", sucesso da carreira solo de Bruce Dickinson. Depois do Drop Loaded, o "Bloco do ouvinte", produzido por Daniela, da Renegades of punk, trará uma seleção de "riot girrls".

Na segunda parte do programa faremos nosso já tradicional Especial Abril pro rock.

See you later, "alligators".

A.

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O "Bloco do ouvinte":

Sleater-Kinney - A real man - Música do 1º álbum delas, chamado "Sleater-Kinney" de 1995. A banda é uma das mais conhecidas das ligadas ao Riot Grrrl. Foi formada em 1994 em Olympia, Washington, EUA. O nome veio da estrada "Sleater-Kinney Road" em Olympia, perto de um dos locais usados no começo da banda para ensaios.

Team Dresch - Fagetarian and dyke - - Música do álbum "Personal Best" de 1995 - A banda é de Portland, Oregon, mas foi formada em Olympia, Washington. É muito importante por ter uma direção significativa no queercore e do-it-yourself, que deu voz através de zines e música para as paixões e as preocupações tanto aa comunidade LGBT quanto dos universos punk. Todas na banda são abertamente lésbicas. Estiveram tocando (reunidas) no Brasil ano passado no festival Lady Fest.

The Third Sex - Un, deux, trois, cat! - Música do álbum "Card Carryin'" de 1996. Outra banda de Portland, Oregon.

Cadallaca - Two beers later - Música do álbum "Introducing Cadallaca" de 1998. A banda é um projeto paralelo de 3 mulheres envolvidas com o movimento feminista/riot grrrl: Corin Tucker (Sleater-Kinney), Sarah Dougher (The Lookers) e STS, (The Lookers, The Haggard).

Le Tigre - Deceptacon - Música do 1º álbum, "Le Tigre" de 1999. A banda foi formada por Kathleen Hanna (Bikini Kill) e Johanna Fateman em 1998 (New York City, New York, EUA). O Le Tigre é conhecido por manter a linha politizada do Bikini Kill falando de assuntos do feminismo e comunidade GLBT.

por Daniela Rodrigues

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The Rapture - I need your love
Klaxons - Two receivers
U2 - lemon

Rosie and Me - Bonfires
Bruce Dickinson - Tears of the Dragon
(pedidos de ouvintes)

Naked Girls and aeroplanes - All about
Família Palim - Funk do palim
(Drop Loaded)

Sleater-Kinney - A real man
Team Dresch - Fagetariam and Dyke
The Third sex - Un Deux trois cat!
Cadallaca - Two Bears later
Le Tigre - Deceptacon
(por Danihella)

The Skatalites - President Kennedy
Karina Buhr - Ciranda do incentivo
Eddie - Danada

Facada - Onisciente
Musica Diablo - Lifeless
Violator - The Plague never dies

The Misfits - Land of the Dead
The Misfits - Twilight of the dead

D. R. I. :
# Shut up
# Think for yourself
# The Five year plan
# Beneath the wheel
# I´m the liar
# violent pacification

+ slayer

Como surgiu o nome Slayer?

Jeff ou Kerry sugeriram o nome DragonSlayer, após ver o filme de mesmo nome (1981). Mas a banda achou que o nome não soava legal, tiraram o Dragon e ficou só Slayer.

Que equipamentos a banda usa?

Jeff: Guitarras ESP e Jackson, amplificadors Marshall JCM 800, cordas D'Aquisto 0.9 - .42 e palhetas D'andrea.
Kerry: Guitarras ESP e BC Rich, ampli Marshall JCM 800, Equalizador Boss, cordas iguais as de Jeff e palhetas D'andrea.
Tom: Baixo Hill, Cordas D'addario XL.
Dave Lombardo (1990): Bateria Tama, pratos Paiste, Microfones May, peles Remo e baquetas Pro-Mark.

Por que usar maquiagem no início??

KERRY: Pra mim a maquiagem representava a rebelião contra as maquiagens bonitinhas de Los Angeles. Era como: O que posso fazer pra ficar o mais distante possivel de bandas como Motley Crue e Poison?
TOM: Após aquilo, todo mundo e suas mães vagabundas estavam usando aquela merda...

Por que Dave Lombardo deixou a banda?

Havia um conflito constante entre a banda e Dave por causa de sua esposa (ele passava muito tempo com ela), trazia ela para as turnes e isso desagradava os outros membros.

Por que Paul Bostaph deixou a banda?

Para se concentrar em seu projeto "The truth about seafood" ( A verdade sobre a comida do mar), um projeto paralelo do seu tempo de Forbidden.

Por que Kerry raspou o cabelo?

Jeff uma vez mencionou que ele estava ficando careca.

Quem é o Mr. Gein (reparar na voz da menina gritando na musica DEAD SKIN MASK)?

Ed Gein, um serial killer norte americano.

O que há de errado no final do Reign in Blood (metade da musica postmorten esta mixada na musica 10)?

A companhia que prensou o cd cometeu um erro e isto não foi arrumado.

O que é o 213 (título da música 9, do DIVINE INTERVENTION)?

O número do apartamento de um serial killer chamado Jeffrey Dahmer(em Milwaukee). Ele matou 13 pessoas. Tom Araya sempre se interessou muito por mentes de assassinos.

De quem são os braços cortados que pode ser visto no DIVINE INTERVENTION?

Mike Meyer. Esta "cirurgia" também pode ser vista no vídeo LIVE INTRUSION.

Qual é a música mais rápida do SLAYER?

Bem, consultando o metronomo (esta lista não é 100% garantida).

1) Necrophobic, 248 bpm
2) Raining Blood, 247 bpm
3) The Anti-Christ e Postmorten, 240 bpm
4) Angel of Death, 237 bpm
5) Dittohead, 228 bpm

É verdade que o cérebro de Curt Kobain está atrás do encarte de Undisputted Attitude?

Existem rumores que sim, mas não há nada confirmado.

O SLAYER é satanico?

"O rumor, bem, é verdade, é apenas um rumor. Mas se é verdade, eu acho que não. Acho que estaríamos mortos agora, ou teríamos matado alguém de outra banda maior que nós se quiséssemos ser maior que eles." TOM ARAYA.

O SLAYER é nazista ou racista?
"... A America e a Inglaterra fizeram algumas acusaçãos sobre nós sermos facistas. Tudo que posso dizer é que não queremos influenciar ninguém politicamente. Nós deixamos isto claro em BEHIND THE CROOKED CROSS, que não éramos nazistas. Nós não estamos envolvidos com política, mesmo que citemos alguma coisa sobre isto em nossa músicas." TOM ARAYA.

O que causou o conflito entre o Slayer e Sepultura?

O conflito iniciou com o Sepultura não corcordar com o Slayer em relação ao uso de símbolos nazistas e do 3rd Reich, dizendo que isto era irresponsável e teria má influência sobre os jovens. Numa entrevista a revista Rock Brigade Kerry King afirmou que esta briga é coisa da imprensa.

Em que outras bandas os membros do Slayer tocaram?

Paul Bostaph tocou no Testament, Forbidden e The Truth About the Seafood. Jon Dette também esteve no Testament e Evil Dead. Kerry tocou em alguns shows do Megadeth em 1984.