
Autoramas pela terceira vez em Aracaju, desta vez na Sessão Notívagos, que acontece periodicamente no Cinemark do Shopping Jardins com a exibição de um filme seguida da apresentação de duas bandas no saguão do cinema.
Fotos: Skull Valentine & Janaina Amarante
Antes do show recebi os rockers para um bate-papo ao vivo no programa de rock. Confesso que estava empolgado por ter ouvido de novo, depois de muito tempo, o primeiro disco do Little quail e por isso programei 3 músicas deles para tocar, o que gerou um protesto do Gabriel. Por ele não rolava nenhuma, mas com o apoio da baixista Flavia falei que eu que mandava naquela porra e pelo menos uma ia tocar, então mantive o megahit “aquela”, sucesso na versão dos Raimundos. De quebra, ainda encaixei uma da AxBax, uma tosqueira, a primeira banda do Gabriel, na qual ele tocava quando tinhas seus 13, 14 anos.

Jantei com eles e por isso perdi o início do filme, mesmo a sessão tendo começado com um grande atraso. Cheguei na sala a tempo de ver Jeff Bridges na cama com Maggie Gyllenhaal. Grandes atores, belíssima atuação. Bom filme, mas talvez não tenha sido a escolha apropriada para a noite, pois trata-se de um dramalhão daqueles de partir o coração embalado em musica country – que eu detesto. Mas BOA música country, frise-se bem. É apenas uma questão de gosto pessoal. Jeff Bridges está realmente fenomenal no papel de um artista decadente que é forçado a se dobrar às duras realidades da vida, no caso, o sucesso de seu pupilo em contraponto ao seu ostracismo e a incapacidade de se relacionar de forma decente com as pessoas que ama, por culpa de seu gênio irascível e do alcoolismo. É “classudo”, mas não deixa de ter aquele clima de “supercine”. Boa parte da platéia “chiou”, mas achei injusto: o filme é bom.

Por fim, Autoramas. Começaram “desplugados”, mas sempre rock. Excelente presença de palco – dos 3 ! A baixista Flavia há tempos já deixou de ser uma novidade mas ainda impressiona pela entrega, pela elegância e pela competência. Uma coisa realmente bonita de se ver, e com um belo figurino – adorei os óculos ! (veja a foto). Gabriel é aquela simpatia, nem há muito o que comentar. O cara é O frontman. Mas quem estava especialmente inspirado naquela noite era o Bacalhau. Além de detonar na bateria, como sempre, foi pra frente do palco, pogou e teve seu “momento stand up comedy” ao microfone.

Por falar em “quem foi”, o público, pra variar, foi aquém do esperado – mas em quantidade, que fique bem claro. No quesito “qualidade” foi ótimo, animado e participativo. Foi bom pra mim, foi bom pra quem foi.
Foi bom pra vocês, Autoramas ?
Texto: Adelvan Kenobi
Realmente, Autoramas é A banda!
ResponderExcluirDificuldade p/ se fazer um show de rock existe até na capital cultural do Brasil, Rio de Janeiro. E isso desde a década de 80. me lembro do Renato Russo no fim dos 80 reclamar que não existia espaços p/ se tocar rock. Acho que o que falta hoje para fazer o público crescer é o que sobrava antigamente: revista, loja especializada, uma rádio ou webradio e uma "meca" em cada estado, ou seja, um lugar fixo p/ shows alternativos de rock.
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