domingo, 10 de junho de 2012

DOWNLOAD 2012

O Download Festival acontece há dez anos em Donington Park, no mesmo local onde era realizado o consagrado “Monsters Of Rock” original, entre 1980 e 1996. Ganhou fama por mostrar as grandes bandas do rcok pesado para o mundo, e em sua primeira encarnação chegou a ter edições brasileiras, em São Paulo, entre 1995 e 1998.

Este ano, os Headliners foram Prodigy, Metallica e Black Sabbath. O quarteto (ops, trio) de Birminghan terminou há algumas horas, lá, o show que marcou sua volta aos grandes festivais. O grupo foi a atração principal da noite de encerramento e tocou 16 músicas - fora citações e riffs “incidentais” - em cerca de uma hora e meia de show para um público estimado em 100 mil pessoas. Foi a segunda apresentação desde o anúncio do retorno da formação original, em novembro de 2011. Antes, o grupo fez um show de aquecimento em Birmingham, no dia 19 de maio. O baterista Tommy Clufetos, da banda solo de Ozzy Osbourne, substitui Bill Ward, que não chegou a um acordo financeiro com os demais integrantes.

O próximo show do Black Sabbath será em agosto, no Festival Lollapalooza, em Chicago, nos Estados Unidos. As demais datas marcadas na Europa serão preenchidas pelo projeto “Ozzy & Friends”, por causa do tratamento de Tony Iommi, que luta contra um câncer. O show tem a participação de Ozzy Osbourne, do baixista Geezer Butler, de Slash e Zakk Wylde, entre outros. Já as gravações do álbum de inéditas, o primeiro em 33 anos, não foram interrompidas.

Abaixo, o set list do show do Sabbath e algumas fotos do evento, extraídas do site oficial:

1- Black Sabbath
2- The Wizard
3- Behind The Wall Of Sleep
4- N.I.B.
5- Into The Void
6- Under The Sun
7- Snowblind
8- War Pigs
9- Sweet Leaf
10- Solo de bateria
11- Iron Man
12- Fairies Wear Boots
13- Tomorrow’s Dream
14- Dirty Women
15- Children Of the Grave
Bis
16- Paranoid


 




Black Sabbath

Metallica

Metallica

Metallica

Metallica

James Hetfield

Prodigy

Prodigy

Prodigy

Prodigy


Anthrax

Anti-Nowhere League

Anti-Nowhere League

Anti-Nowhere League

Anti-Nowhere League
Cockney Rejects

Cockney Rejects


Dropkick´s Murphy

Fear Factory

Fear Factory

Fear Factory

Fear Factory


Ghost

Ghost

Ghost

Halestorm

Halestorm


Halestorm

Halestorm

Kyuss lives

Kyuss lives

Nightwish

Nightwish

Nightwish

Nightwish

refused

refused

refused

refused



Turbonegro

Tenascious D

Tenascious D

The Mission

The Mission

Saxon

Saxon

Saxon


terça-feira, 5 de junho de 2012

GLAUBEROVSKY ORCHESTRA: CHOQUE EMOCIONAL RENDE 64 FAIXAS EM DEZ EPS PARA BAIXAR

“A arte existe por que a vida não basta”, ensinou o poeta Ferreira Gullar, ainda outro dia. O artista Glauber Guimarães, anteriormente conhecido como Moskabilly (quando cantava à frente da banda The Dead Billies), acredita firmemente na afirmação.

“Não tem que ficar pensando se vai agradar, se vai ficar famoso, se fulano vai gostar ou não. Tem que fazer por prazer. Sem função. Fazer por que a alma precisa disso, precisa se expressar”, demarca Glauber.

No caso dele, contudo, não foi exatamente “sem função” que Glauber embarcou em um verdadeiro tour de force chamado Glauberovsky Orchestra. “Na segunda metade do ano passado, eu tive um grande choque. Uma decepção muito grande que afetou até a minha saude fisica”, conta.

No processo da recuperação, Glauber começou a compor e gravar ininterruptamente, trabalhando de forma febril, em casa, utilizando o que tinha à mão. “Uma vez livre dessa coisa ruim, a criatividade se abriu. Foi como se eu tivesse liberado uma coisa que estava represada há anos. O que segurou minha onda foi gravar”, relata.

Intitulado Glauberovsky Orchestra, esse projeto se constitui de dez EPs virtuais para download gratuito. Os números impressionam. São nada menos que 64 faixas, sendo 31 delas autorais e as 33 restantes, covers escolhidos a dedo, que vão de Paulinho da Viola e Chico Buarque a Bjork, passando por Bob Dylan, Teixeirinha, Beach Boys, Walter Franco, Neil Young, Tom Waits, Beck e por aí vai.

Processo terapêutico

Definido pelo escritor Emmanuel Mirdad como “um bolo doido de música brasileira e folk mundial”, o Glauberovsky Orchestra  é um triunfo da estética lo-fi (baixa fidelidade), cortesia do mesmo sujeito que maravilha ouvidos não-viciados desde os anos 1990 (com os Billies), passando pelo duo Teclas Pretas (com Jorge Solovera).

“Foi terapêutico. Essa coisa foi o momento mais difícil que passei na minha vida, fiquei abalado demais. Parei no hospital e tudo. Mas coisas legais também aconteceram. Agora estou melhor e quero cuidar da saúde e da minha filha. A coisa boa foi que abriu minha cabeça. A partir daí, eu posso fazer o que eu quiser”, conclui Glauber.

Baixe: http://glauberovskyorchestra.blogspot.com.br

por Franchico

rock loco

# 228 - 02/06/2012

Iggy pop teve seu último álbum, "aprés", recusado pelas gravadoras. Trata-se de um disco de covers que passa longe da agressividade "rocker" costumeira ao cantor - uma espécie de continuação de seu álbum anterior, "preliminaires". Lançou-o apenas em formato digital. Uma faixa deste disco, "et si tu n'existais pas", canção em francês do norte-americano Joe Dassin, abriu o programa de rock do último sábado. Seguindo-a, "o velhinho", música de José Sinval, conhecido em São Cristóvão como Baggio, coverizada pelos Baggios e lançada em seu último EP, "Acústico Aperipê" - link para downloas ao lado, abaixo.

Dag Nasty é uma banda de Washington, DC, fundada pelo ex-Minor Threat Brian Baker, que atualmente toca no Bad Religion. Bad Religion é um dos maiores ícones do hardcore californiano. The Vandals e Legal Weapon também são de lá. Já o Last Resort é de Londres, Inglaterra, e tem ligações estreitas com o movimento oi!

Shocking Blue é uma banda holandesa dos anos 60 cujo maior sucesso foi "venus", coverizada com grande sucesso nos anos 80 pela "one hit wonder band" Bananarama. "Love Buzz", também deles, foi regravada pelo Nirvana. Sua "frontwoman", Mariska Veres, morreu no dia 2 de dezembro de 2006 com 59 anos, vitimada por um câncer. Morrissey é fã deles. Kurt Cobain também era, provavelmente.

The Sonics é uma banda protopunk de garagem dos anos 60. São de Tacoma, Washington, região de Seattle. Jimmy Hendrix também era de Seattle. O Heart, idem.

The Kinks é uma das maiores bandas inglesas de todos os tempos e dispensa maiores apresentações.

O Humble Pie foi fundado por Steve Marriot depois que ele saiu do Small Faces. Peter Frampton, um dos maiores "rock stars" da década de 70, saiu de lá.

Missionarios, Meldas, Os Cervejas, The Dead Billies e Devotos de Nossa Senhora Aparecida são pioneiros do psychobilly no Brasil. Vlad, do Sick Sick Sinners e um dos mentores do psycho Carnival, de Curitiba, tocava nos Cervejas. Thunderbird, aquele VJ (ex? Nem sei) da MTV com jeitão de retardado, tocava no Devotos DNSA. The Dead Billies era uma das melhores bandas do mundo. Morotó é meu pastor, nada me faltará. Rex Crotus é um grande cara. Joe Tromondo é gente fina e toca na banda de Pitty. Moskabilly agora é Glauber e lança música esquisita com seus projetos Teclas Pretas e Glauberovsky Orchestra.

Eu gosto muito de rock gaúcho e por isso toco sempre no programa de rock.


"The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars" é um dos maiores clássicos do rock de todos os tempos. Amanhã ele completa 40 anos de lançamento.

O Bauhaus fez a melhor cover de "Ziggy Stardust" de todos os tempos.

A foto de Bowie ao lado é da época do lançamento de outro álbum, "Diamong dogs".

Eu sou Adelvan "kenobi". Produzo e apresento o programa de rock.

Você é uma das poucas pessoas que lêem este blog, eu acho.

Você provavelmente não vai deixar nenhum comentário e, por isso, eu não vou ficar sabendo se alguém lê essas coisas que eu escrevo.

Às vezes tenho a impressão de que tudo é uma grande perda de tempo.

Mas como diriam os caras do extinto "programa Loaded", "um dia tudo isso vai fazer sentido."

Tchau.

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Iggy Pop - et si tu n'existais pas
The Baggios - O velhinho

Dag Nasty - Values here
The Last Resort - king of the jungle
Legal Weapon - Equalize
The Vandals - pizza tran
Bad Religion - Atomic Garden

Shocking Blue - Shocking you
The Sonics - Have love will travel
The Kinks - A well respected man
Humble Pie - Take me back

Missionários - Música de brinquedo
Meldas - Cigarro (rock do saci)
Os Cervejas - BxTxNx
The Dead Billies - Psycho Grubs
Devotos de Nossa Senhora Aparecida - Devotos a quem ?

Superguidis - Todo mundo tem algo a esconder (exceto eu e meu macaco)
Alcalóides - Rock stress
Podia ser pior - Mod, te fode
Dating Robots - Kill summertime
Loomer - All gone

David Bowie - "The Rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars"
# Ziggy Stardust
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# Five years
# Moonage Daydream
# Starman
# It ain´t easy
# Lady Stardust
# Star
# Hang onto yourself
# Suffragette City
# rock´n´roll suicide

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

pisa macio ...


Amplificadores no talo. A devoção ao volume, fetiche no sangue de tudo quanto é guitarrista, já arrebentou as cordas de muita Stratocaster por aí. O barulho é imperativo. Firmeza na munheca, também. Quando os hormônios sossegam, contudo, a maturidade precisa dar o ar da graça. Espinhas e testosterona não garantem o futuro de ninguém.

Cáustico – Seria exagero afirmar que o Acústico Aperipê da banda The Baggios desenterra a serenidade das composições consagradas pelas patadas certeiras de Julio Andrade (vocal e guitarras) e Gabriel Perninha (bateria). A gana com que eles atacam o repertório reina soberana nas sete faixas do EP. O nervosismo cheio de vontade dos meninos cria, aqui, no entanto, uma espécie de caos calmo. O ímpeto contido dos andamentos e a moderação nos efeitos afiançam a segurança do duo, própria de músicos conscientes de si.

Despidas, as canções respiram com uma naturalidade primitiva. Se nas gravações originais (o EP possui apenas duas músicas inéditas) a distorção assume a responsabilidade de nos manter aquecidos, o lamento ancestral dos negros americanos ecoa em todos os riffs desse Acústico. Longe dos campos de trabalho onde a ladainha nasceu, Julico transpira a seu modo, desafiando os limites acanhados do próprio berço.

Entre as inéditas, nas quais o piano esperto de Leo Airplane evoca ambientes escuros, impregnados de fumaça, o registro afetivo de uma composição assinada pelo maluco que inspirou os primeiros passos da banda. Um gesto carinhoso de gratidão encerrado em si mesmo. Ponto. “Meu relógio”, por sua vez, passa a régua no disco. Todas as cadeiras do boteco descansam sobre as mesas e o rosto mal humorado atrás do balcão nos convida a ir embora. “Hard times, when i play the blues...”.

The Baggios - Cáusticos e acústicos

por Rian Santos



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Blues/rock/surf music


O rock "morga" mas não para, em Aracaju: semana passada os Baggios fizeram um show acústico no Shopping Jardins, no lançamento da exposição da Snapic. Amanhã, às 20:00H, no encerramento, rola outro acústico, desta vez com Melcíades e Silvio, da Máquina Blues.

Já a The Baggios  lançará, na sexta, um novo EP com uma música inédita, uma composição do inspirador do nome da banda, José sinval, conhecido em São Cristóvão como Baggio, e algumas faixas gravadas para um especial acústico veiculado pela TV e FM Aperipê. Abrindo a noite, Sex On the Beach, de Campina Grande, Paraíba, tocando pela primeira vez em Aracaju. O show está previsto para começar às 21h e vai contar com a participações do músico Leo Airplane, que é membro das bandas Plástico Lunar e Naurêa. A apresentação terá o repertório divido entre uma parte acústica, onde a banda se apresentará com violão e bateria, com uma pegada mais leve tocando as sete faixas do EP, e a outra elétrica, onde o duo apresentará músicas com mais peso.

Em 2011, após lançar seu primeiro disco, a banda sergipana alcançou reconhecimento nacional e até internacional. Foram citados em jornais como ‘O Globo’ e o inglês ‘The Guardian’, além da revista ‘Rolling Stone’. Completaram recentemente oito anos de estrada e acumulam no seu histórico cinco turnês entre o Nordeste e Sudeste do país, apresentações em dezenas de festivais e prêmios como o Festival Nacional da ARPUB e o Prêmio Aperipê de Música.

No dia 01 de Junho o disco estará disponível para download no site oficial da banda, que ganhará um novo layout.

SERVIÇO:

ENCERRAMENTO DA EXPOSIÇÃO SNAPIC - MÚSICA PRA VER
Quem: Melcíades e Silvio Campos, da Maquina Bues
O que: Show Acústico
Quando: 31/05/2012, quinta-feira
Onde: Shopping jardins, em grente à Cacau Show
Quanto: R$ 0,00 (FREE)

THE BAGGIOS LANÇANDO EP ACÚSTICO APERIPÊ
Quem: The Baggios e Sex On the Beach, da Paraíba
O que: Blues e rock, tocados em alto e bom som
Quando: 01/06/2012, sexta-feira
Onde: Praça Camerino, 210
Quanto: R$ 15,00 (+EP)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

# 227 - 26/05/2012

 
O programa de rock vai ao ar logo após o Lado C, que é produzido e apresentado por Marcelo Larrosa, ex-baixista do Hojerizah. Neste final de semana meu amigo Chorão 3, ex-vocalista da Gangrena Gasosa, esteve me visitando e foi comigo à radio, o que acabou gerando o encontro inusitado entre membros dessas duas bandas lendárias do rock carioca registrado na foto ao lado.

Aproveitei a presença de Chorão e entreguei a segunda parte do programa aos seus cuidados. Ele fez a seleção lá, na hora, escolhendo as músicas de seu HD externo. Tivemos preguiça de anotar o que ele tocou, portanto relacionei na tradicional lista que faço, abaixo, apenas o que me lembro de cabeça.

Já na parte que me coube comecei com The Damned, clássica formação punk rock safra 77 que somente muito recentemente tocou pela primeira vez no Brasil, apenas em São Paulo e num dia de semana! Continuei com The Clash (A Aperipê FM segue sendo a rádio que mais toca The Clash em Sergipe, graças ao programa de rock) e Ramones, que fez minha amiga Desirée Proudhon continuar acreditando em milagres.

No segundo bloco, metal brasileiro: Autopse, banda alagoana que tem duas garotas na formação, a vocalista e a baterista, os paulistanos do Korzus e do Andralls, a sergipana Berzerkers e a paraibana Nephastus – esta foi uma das pioneiras do estilo por estas bandas e está, infelizmente, fora de atividade já há algum tempo.

The Baggios comparece com uma versão acústica gravada nos estúdios da Aperipê e a Crove, banda pos-punk sergipana fundada ainda nos anos 80, na mesma época da Karne Krua, com uma gravação recente de um aguardadíssimo primeiro disco que, reza a lenda, será lançado ainda este ano.

Depois do rock and roll classudo do Eagles of Death metal, na qual Josh Homme do Queens of Stone Age toca bateria, do canadense Danko Jones e do pernambucano Diablo Motor, um clássico de Raul Seixas para lembrar que o excelente documentário “O início, o fim e o meio” segue em cartas no cinema em Aracaju.

Foi isso. Semana que vem tem mais.

Sempre.

A.

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"Hoje em dia, o punk rock é mais negócio do que algo feito com o coração", diz Dave Vanian, vocalista do The Damned

Músico fala sobre a perda do sentido ideológico do movimento e o show que a banda realiza em São Paulo na próxima quinta, 12

por Bruno Raphael, para a Rolling Stone Brasil

12 de Abril de 2012 às 10:02
 
Considerada como uma das bandas precursoras do punk rock, o The Damned vem ao Brasil pela primeira vez para um show único no Clash Club, em São Paulo, na próxima quinta, 12. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o vocalista Dave Vanian falou bastante sobre suas expectativas para o futuro com a banda, surgida em meados dos anos 70 e contemporânea de nomes como Sex Pistols, Television e Richard Hell & The Voidoids, entre outros. O primeiro disco da banda, Damned Damned Damned, contém canções como "New Rose" e "Neat Neat Neat", clássicos da época.

"Eu nunca sei o que iremos tocar", conta Vanian sobre o possível setlist da banda em São Paulo. "Varia de noite pra noite, mas tem sido divertido porque já faz 35 anos que a banda foi formada e na última turnê nós tocamos nosso primeiro disco na íntegra, por exemplo. É difícil saber o que vocês querem, mas acho que será melhor tocar coisas antigas. O único contato que tivemos [com brasileiros] recentemente foi no natal do ano passado, quando duas pessoas vieram e me disseram: 'como vocês ainda não vieram pra cá?' [risos].”

Fugindo à regra do estereótipo dado a músicos de punk rock, Vanian se revela um aficionado por gêneros diferentes de música, como tango e bossa nova, além de ser um fã de filmes antigos, especificamente os das décadas de 40 e 50. "Eu adoro tango! Meu sonho é ir para a Argentina e ver como é. Obviamente, minha visão sobre lá deve ser totalmente errada, como algo antes da Guerra [das Malvinas], sabe? [risos]", brinca o músico. "Eu costumava ouvir coisas do começo do século 20. Sempre tive uma grande coleção de música instrumental, trilhas sonoras de filmes antigos...o que soa estranho, se você considerar que eu sou o vocalista."

O estilo "estranho" de Vanian inspirou gerações e fez história, deve-se levar em conta. Do visual de Johnny Depp em Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, com a clássica mecha branca dos cabelos esvoaçados do Vanian dos anos 80, aos grupos góticos como Bauhaus e The Cure, que viriam posteriormente, o Damned é considerado pioneiro em investir no aspecto visual e musical mais obscuro de sua arte. Uma inspiração que, segundo ele, sempre soou natural para alguém que queria ser um ator, antes de ser um cantor. "É natural, sim. Apesar de eu mudar, é apenas um personagem que eu sou na turnê. O Damned sempre foi uma banda excêntrica quando junta, mas sempre fomos muito diferentes uns dos outros. As influências que tivemos ao longo dos anos ficaram muito distintas. Acho que é por isso que cada álbum era tão diferente e íamos em tantas direções."

Vanian é muito crítico quando fala do punk rock atual, se é que se pode considerar o punk um gênero. "Quando você diz punk, é estranho", reflete. "Quando começamos, antes do termo surgir, as bandas eram muito diferentes umas das outras. Quilômetros de distância na época de Richard hell, Tom Verlaine...mesmo nós e os Sex Pistols éramos muito diferentes. As bandas foram marginalizadas ao longo dos anos. Não sei, para mim 'isso' de hoje em dia é pop. Sinto falta de uma experimentação. Parece que é tudo dentro de uma caixa e nunca sai fora daquilo. Parece uma desculpa pra você se vestir de um jeito quando ouve aquelas músicas. Eu acho que o punk era uma liberdade de expressão e a única coisa que unia as bandas antigas era a energia que as envolvia, e hoje em dia é negócio, mais do que algo feito com o coração. Sei lá, Green Day? Boa banda, boas músicas...mas é muito diferente do que eu considerava punk rock."

"Eu sentia que, nos primórdios, as bandas originais de punk rock foram os Shadows e os Sonics, coisas de garagem mesmo", prossegue. "Eles certamente foram para algo que mudaria a história. Mas eu acho que as bandas de hoje em dia são muito seguras e produzidas demais. Não me empolga, prefiro ouvir as coisas antigas mesmo."

Falando com nostalgia, pergunto se ele sente falta dos anos 70, época que surgiram a maioria dos grandes nomes do gênero. "Eu gostaria de ter aproveitado mais, porque foi tão rápido", desabafa. "Tudo que fizemos foi ir para o estúdio e já tínhamos feito um disco. Era uma época diferente, mas não sei se sinto falta. Eu acho que sinto falta dos anos 60, na verdade! [risos] O Damned seria uma banda melhor nessa época. Nos adequávamos melhor naquela época de tantas formas."

Já sobre seu futuro, Vanian se diz incerto. A bem da verdade, fazer canções novas no momento é a última coisa que lhe interessa. "Fazer a música que queremos, mesmo que as pessoas gostem ou não", diz. "Acho que sempre tivemos noção de algumas arestas, mas nunca deixamos o cachorro correr por ai como poderíamos. Acho que é hora de variar um pouco e ver onde isso vai nos levar! [risos]"

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The Damned - Feel the pain
The Clash - White Riot (US version)
Ramones - I Believe in miracles

Autopse - rancor
Korzus - Respect
Andralls - Fear is my ally
Berzerkers - Berzerkers
Nephastus - The sun ... (doesn´t shine to everyone)

The Baggios - (...) (Acústico aperipê )
Crove - A dança do forró

Eagles of Death Metal - Cherry cola
Danko Jones - Way to my heart
Diablo Motor - Cafa Song

Raul Seixas - Ouro de tolo (carrão 73)

por Chorão 3:

The Chemical Brothers
The Crystal Method
Bjork & Carcass
Gangrena Gasosa
Periferia S/A
Facção Central
Galinha preta
Napalm Death
Matanza
DFC
RDP
DRI

segunda-feira, 21 de maio de 2012

rock Sinfônico

Um Teatro Tobias Barreto lotado recebeu na última quarta-feira, dia 16 de maio de 2012, o CORUFS – Coral da Universidade Federal de Sergipe, a OSUFS – Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Sergipe, e a OSVC – Orquestra Sinfônica Vale do Cotinguiba, para uma noite de comemoração alusiva aos 44 anos da UFS. Era o Grande Concerto Sinfônico, também chamado de “Rock Sinfônico”, parte do projeto UFS Cultura. Já tinha lido a respeito do evento no Facebook, mas me instiguei mesmo para ver depois de ouvir uma excelente entrevista com o maestro Ion Bressan no programa Mural, de Ricardo Gama e Isabela Raposo.

Seriam cerca de 300 músicos reunidos para a noite, o que provocou um verdadeiro congestionamento no palco. Nada muito grave: no final todo mundo se acomodou, o maestro se postou em seu tablado e a grande noite começou com a abertura da opereta “A Cavalaria ligeira”, de F. Suppé. Bela melodia, uma daquelas músicas clássicas que todo mundo reconhece aos primeiros acordes. Por ali já deu pra notar a competência dos músicos envolvidos na empreitada ...

O segundo número foi um muito bem arranjado “pout-pourrit” de Aberturas clássicas que começou, como não poderia deixar de ser, com o pra lá de famoso som do destino batendo à nossa porta, o “tchan-tchan-tchan-tchan” da 5ª. Sinfonia de Ludwig Van Beethoven – na minha modestíssima opinião, o maior compositor que já pisou sobre a face da terra. Ok, pau a pau com Mozart, digamos assim, mas por uma questão de gosto pessoal, eu prefiro Beethoven. Não consigo lembrar quais foram as outras obras cujos trechos foram executados, mas lembro bem que os acordes da 5ª. pontuavam todo o número, “amarrando” a execução. Excelente.

A terceira peça foi, compreensivelmente, a mais ovacionada da noite: “A Marcha imperial”, de John Willians, nada menos que a música-tema do maior vilão da História da sétima arte: Darth Vader!. Bressan falou na entrevista para o radio que chegou-se a cogitar que ele a executasse devidamente paramentado como o Lorde Sith, mas não encontraram uma fantasia adequada. Uma pena, teria sido ótimo! Perdão, teria sido ainda melhor, porque ótimo, foi.

Para o quarto número do programa o maestro pede um pouco de paciência da platéia para que um novo instrumento seja posicionado no palco. Tratava-se de uma máquina de escrever, objeto de museu, observou ele, provavelmente desconhecido de boa parte das pessoas presentes no recinto. Rodrigo Santos “tocou” a máquina (devidamente “afinado” ali na hora, sob o riso de todos), auxiliado por mais dois músicos que reproduziam o sino e o som que a dita cuja faz quando é preciso passar para uma nova linha. Era “The Typewritter”, de L. Anderson, escrita para ser executada por orquestra e máquina de escrever. Excelente composição, “redondinha” e divertida. Não conhecia ...

Já para “Floresta do Amazonas”, de Heitor Villa Lobos, o número seguinte, faz-se necessária a presença do Coral da UFS, que adentra o palco sob efusivos aplausos. O maestro, sempre bastante comunicativo e didático, nos explica que não há uma letra propriamente dita no canto daquele coral, apenas uma reprodução honomatopéica do que o compositor entendia ser alguns cantos indígenas. Muito bonito.

Numa determinada altura do espetáculo, que prosseguiu com o Coro dos Soldados da ópera “Fausto”, de Gounod, e a belíssima “Dies Irae” da “Missa Requien” de Mozart, o maestro foge ao protocolo para saudar o “magnífico” (acho este título meio ridículo, mas ok, quem sou eu para questionar este tipo de formalidade) reitor da UFS, Josué Modesto, e o empresário proprietário da empresa de Pisos e revestimentos Escurial, patrocinadora do evento e, principalmente, da Orquestra do Vale do Cotinguiba – segundo ele, dois verdadeiros visionários, sem os quais nada daquilo seria possível. Para ilustrar o que estava dizendo, solicitou que viessem à frente do palco os dois mais jovens músicos da orquestra, dois gurizinhos que não deveriam ter mais que 4, 5 anos de idade, ressaltando que a maior dificuldade, no caso, não era ensiná-los a tocar violino, mas achar ternos que coubessem em seus diminutos corpos. Foram todos merecidamente ovacionados.

O oitavo número era um dos mais aguardados por mim: “O Bom, o mau e o feio”, que o genial Enio Morricone, um dos maiores compositores de trilhas sonoras para o cinema de todos os tempos, compôs para o filme homônimo do igualmente genial diretor Sergio Leone. Sou fã incondicional de ambos e adorei a versão, com detalhes muito bem sacados no arranjo para adaptar a melodia à formatação das orquestras e do coro.

Depois do Coro dos Ferreiros da ópera “Il Trovatore”, de Verdi, chegou a hora do momento “rock” propriamente dito, com a subida ao palco do guitarrista César Ribeiro, velho conhecido dos que freqüentavam shows do estilo na década de 90 do século passado, quando atuava com sua banda Samantha, para acompanhar a orquestra na execução de 4 momentos do musical “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Weber: “João 19:41”, “Overture” (Abertura), “Hosana” e “The last Super”. Os arranjos, também excelentes, eram mais uma vez do maestro Ion Bressan, que ressaltou que César estava tocando uma guitarra fabricada pelo conhecido luthier local Elifas Santana e que a mesma seria leiloada em prol do GACC – Grupo de Apoio à Criança com Câncer. O ganhador receberia o prêmio das mãos do músico Armandinho, cliente fiel de Elifas. Para contribuir e participar do sorteio, entre em contato com Danilo Barreto através do telefone (79) 3042-9171.

Fechando a noite, “Smoke on the water”, do Deep Purple, tocada por César e pela orquestra e cantada pelo coro e pela solista Vanessa Lockhart. Não foi ruim, evidentemente, mas acabou sendo o momento mais fraco da noite: a guitarra estava muito baixa e ficou apagada e a pronuncia em inglês da solista deixou um pouco a desejar ...

Foi tão boa a noite que achei até curta demais – deu tempo, inclusive, de pegar a última sessão de “Os Vingadores” no cinema. Para mim, ignorante que sou do que acontece no mundo da música erudita, especialmente em nosso pequeno estado, foi extremamente gratificante conhecer o talento de pessoas tão dedicadas e competentes. Estão todos de parabéns, especialmente o maestro Ion Bressan, de quem já sou, assumidamente, um fã.

Que venha mais! Muito mais!

por Adelvan “Kenobi”

Tony Iommi: Ele está no meio de nós ...

Black Sabbath faz show histórico em Birmingham

Os pioneiros do heavy metal retornaram à sua cidade natal para o primeiro show desde 2005

por Mark Sutherland, para a Rolling Stone Brasil

A maior questão sobre a esperada reunião do Black Sabbath foi respondida neste fim de semana, assim que Ozzy Osbourne subiu ao palco do O2 Academy Birmingham no último sábado, 19, gritando "Come on, you fuckers!" e parecendo tão feliz quanto uma criança em uma manhã de Natal. A figura tatuada por trás da bateria não foi apresentada formalmente pela banda, que não tem o baterista Bill Ward participando dos shows. O baterista Tommy Clufetos, que toca com Ozzy em sua banda na carreira solo, foi, no entanto, reconhecido por muita gente na plateia.

Depois de sanada a dúvida de quem assumiria o posto de Ward, o foco do retorno do Sabbath foi quem estava presente ali, e não quem não estava. Boa parte da atenção do público estava voltada ao guitarrista Tony Iommi, ainda em tratamento contra um linfoma (o primeiro coro de “Tony, Tony!” veio logo após a primeira música, “Into the Void”). Depois, Osbourne o apresentou como o “Iron Man”, antes de cantar a música de mesmo nome, enquanto um Iommi claramente emocionado e sorridente destilava os riffs mais famosos da história do heavy metal com uma vitalidade que alegrou tanto os fãs veteranos na plateia de três mil pessoas, quanto aqueles que nasceram décadas depois de eles terem lançado o primeiro disco.

Aqueles riffs nasceram em locais próximos a onde estava acontecendo o show, em Birmingham, e Osbourne, em particular, estava muito feliz em tocar em sua cidade natal. “As pessoas dizem que eu sôo como um norte-americano agora”, ele disse antes de “War Pigs”, causando o primeiro de muitos coros. Ele completou: “Mas eu sou da Inglaterra e sou orgulhoso para caralho disso”.

E havia muito mais do que se orgulhar na apresentação que serviu como uma lembrança do legado da banda antes do lançamento de um novo álbum e de apresentações bem maiores no Download Festival e no Lollapalooza. Apesar de Ward ter confirmado definitivamente sua ausência apenas três dias antes do show, não houve sinais de negatividade contra Clufetos, que manteve uma boa presença desde o início do evento. Houve uma música inesperada no set list – “Dirty Women”, de Technical Ecstasy, de 1976, e até Osbourne pareceu não ter certeza se eles já tinham tocado "Wheels of Confusion" ao vivo antes –, mas, no geral, o set foi baseado nos quatro primeiros clássicos discos da banda.

A versão estendida do baixo de Geezer Butler em "Behind the Wall of Sleep" e os riffs tempestuosos de Iommi em uma versão instrumental de "Symptom of the Universe" foram recebidos com entusiasmo gigantesco, enquanto o solo de bateria de Clufetos também foi bem recebido, embora os aplausos tenham sido um pouco mais contidos. Osbourne manteve o papel de líder, conduzindo os gritos de “Tony! Tony!” e pedindo que o público ficasse "extra fucking crazy" na última antes do bis, “Children of the Grave”. A plateia foi recompensada com o retorno da banda ao palco, com o riff introdutório de "Sabbath Bloody Sabbath", seguido de um final frenético com “Paranoid”.

“Cheguem em casa com segurança”, disse Ozzy, enquanto os quatro integrantes se curvaram à beira do palco em agradecimento, “antes que eu volte e chute suas bundas novamente.”

Veja aqui.

Abaixo o set list da apresentação:

"Into the Void"
"Under the Sun"
"Snowblind"
"War Pigs"
"Wheels of Confusion"
"Electric Funeral"
"Black Sabbath"
"The Wizzard"
"Behind the Wall of Sleep"
"N.I.B."
"Fairies Wear Boots"
"Tomorrow’s Dream"
"Sweet Leaf"
"Symptom of the Universe"
"Iron Man"
"Dirty Women"
"Children of the Grave"
Bis:
"Sabbath Bloody Sabbath" (Introdução)
"Paranoid"


sábado, 19 de maio de 2012

# 226 - 19/05/2012

Abrindo o programa de hoje, Tchandala, uma das mais antigas bandas de Heavy metal ainda em atividade em Sergipe, com seu novo single. Na sequencia, Joey Ramone em uma faixa de seu recém-lançado disco póstumo.

No primeiro bloco propriamente dito do programa, voltamos à virada do milênio, uma época em que o flerte do rock com a música eletrônica quase vira casamento. Depois do intervalo, o Bloco do ouvinte, produzido por Lucas Fellipe com algumas curiosidades como bandas homônimas de outras de maior sucesso - caso do Possessed, que aqui é um grupo britânico que tinha em sua formação integrantes do que viria a ser a Band of Joy (da qual surgiu Robert plant) e o Judas Priest; e o Death, que não é a banda de Chuck Schuldiner, é um trio protopunk formado por negros em Detroit, Estados Unidos, nos anos 70.

Toquei também "smoke on the water" do Deep Purple em versão ao vivo gravada no festival "California Jam", de 1974, com a formação que tinha David Coverdale no vocal e Glen Hughes no baixo, e "planeta dos macacos", dos Delinquentes, que vão fazer um show amanhã em Belém do Pará que será lançado em DVD com este nome.

Finalizando, mais rock gaúcho, The Cramps e, no quadro "Discoteca Básica", "Mopho", o disco de estréia da banda alagoana, lançado em 2000.

Bonus track: Rita Lee - Esse tal de rock enrow - a pedidos, via telefone.

Cheers,

A.

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Tchandala - One Billion lights
Joey Ramone - What did I do to deserve you

The Chemical Brothers - Setting sun
Prodigy - Breath
Apollo Four Forty - Ain´t talkin´ ´bout dub
Daft punk - Aerodynamic

Coven - Jailhouse rock
Human Instinct - Pinzinet
Possessed - The love that you gave
Death - Rock and roll victim
Titanic - Macumba

- por Lucas

Deep Purple - Smoke on the Water (live at California Jamming)

Delinquentes - planeta dos macacos


Laranja Freak - Após o bip (secretária eletrônica)
Doiseu Mindoisema - Epiléptico
Império de Lã - Cheio de dentes
Julio Reny & Expresso Oriente - Lola (não chores Lola) (Ao vivo no Porto de Elis, 1987)
Defalla - Sobre amanhã (Ao vivo em "nem Deus sabe onde")


The Cramps - Bikini girls with machine guns

Mopho:
# Nada vai mudar
# Eu quero tudo
# Tudo vai mudar
# Não mande flores
# A carta


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