segunda-feira, 16 de abril de 2012

" Música pra ver " - o livro.

Em outubro de 2008 os estudantes de jornalismo Victor Balde e Arthur Soares se reuniram para, juntos (já o faziam em separado), registrar em fotos o Festival “Dueto Cultural”, que aconteceu no Espaço Emes e contou com a presença das bandas Maria Scombona e Capitão Parafina, além de Arnaldo Antunes. Era o nascimento da Snapic, assinatura pela qual os dois passaram a acompanhar e fotografar a efervescente cena musical sergipana em suas mais diversas manifestações, do Hard Core da veterana Karne Krua ao forró estilizado da Naurêa, passando pelo metal, MPB, rock, samba rock, blues e reggae de nomes como [maua], Patricia Polayne, Plástico Lunar, Mamutes, The Baggios, Elvis Boamorte e os Boavidas, Máquina Blues, Reação e Oganjah. Isto para ficar apenas no âmbito local, já que registraram também, através de suas lentes sempre espertas, bem posicionadas e com um olho no clique e outro na qualidade do acabamento, atrações de porte nacional e internacional, como Iron Maiden, Criolo, Vivendo do ócio, Jessie Evans, Roberta Sá, Kaki King, Racionais MC´s, Afrika Bambaata, Leonardo (ele mesmo, o ídolo sertanejo) e Fiuk (sim, o fenômeno teen), dentre muitos outros. Com a repercussão merecidamente obtida, foram publicados por periódicos como a Revista Rolling Stone e os jornais O Globo, A Tarde, Cinform, Jornal da Cidade, Jornal do Dia e Correio de Sergipe. Faltava-lhes apenas, para “eternizar” seu trabalho, um registro definitivo em papel de boa qualidade encadernado na forma de um livro – porque os livros ficam!

Não falta mais. Amanhã, na Galeria Jenner Augusto da sociedade Semear, em Aracaju, a dupla Snapic vai lançar, finalmente, seu livro, “Música pra ver”. Além de uma exposição de fotos ampliadas e da venda do livro, o evento contará com a participação de outra dupla, The Baggios, comandando o som com o auxilio luxuoso de convidados especiais da cena musical local.

The Baggios é a banda mais fotografada pela Snapic, portanto não é de surpreender que sejam eles a emoldurar capa e contracapa do belíssimo volume que é “Música pra ver” – impresso em papel couchê de altíssima qualidade (fator imprescindível para a valorização das imagens) e encadernado em capa dura. O trabalho foi realizado pela Gráfica Santa Marta, da Paraíba, empresa escolhida por eles devido ao trabalho realizado com o livro “Sergipe: Do litoral ao sertão”, de dos fotógrafos Lucio Teles, Marcio Dantas e Marcio Garcez.

Ao abrir o volume você se deparará, primeiramente, com mais uma foto dos Baggios – preto e banca, tirada no Morro do Cristo de São Cristóvão. Ao lado do belíssimo e sucinto texto de apresentação assinado pelo também fotógrafo (e guru) Marcelinho Hora (que também fez a curadoria da obra), Daniela, da Renegades of punk, aparece empunhando uma guitarra e vestida numa camiseta da banda Besta Fera em meio à penumbra da saudosa “Casa do rock”. Também em preto e branco.

Depois temos a ficha técnica e um pequeno texto informativo sobre o nascimento da dupla ilustrado por uma foto de Marcelinho Hora – agora colorida. Cores que explodem, finalmente, nas páginas seguintes, com fotos da Maria Scombona no Espaço Emes em 2008. Azul e vermelho se sobressaem. Nada mais justo que começar o livro propriamente dito com o primeiro grupo fotografado por eles, assim como é igualmente justo dar prosseguimento com a banda de rock mais antiga em atividade no estado, a Karne Krua. Nas duas páginas dedicadas aos veteranos, uma pose pra lá de expressiva do guitarrista Alexandre Gandhi e, logo abaixo, a que eu considero a melhor foto que já vi de Silvio – ele de costas, com o punho erguido.

Nas páginas seguintes, Jezebels e Alapada no Rock Sertão, e então uma deslumbrante fotografia promocional da Plástico Lunar apresentada em página dupla. Costumo preferir fotos de apresentações ao vivo, mas as fotos promocionais produzidas pela Snapic são igualmente excelentes. A Plástico aparece também no palco ao longo das 8 páginas dedicadas a eles – destaque para uma de Plástico jr. com o contrabaixo em primeiro plano.

Depois de uma Patricia Polayne estilosa em poses teatrais, mais uma excelente foto promocional em página dupla, desta vez com os “thrashers” da Nucleador – que também são clicados em ação durante sua excelente e energética apresentação no Rock Sertão do ano passado.

Aí você vira mais uma página e fica frente a frente com a imagem de Jimi Hendrix projetada num telão logo acima da cabeça de Rafael Jr., em sua encarnação como baterista do Ferraro Trio. Mais duas páginas com o Ferraro envolto em penumbra (gostei muito da que mostra Robson de costas, com o braço do contrabaixo se sobressaindo na escuridão) e então outra foto promocional, da banda Rótulo – que também é focada ao lado se apresentando ao vivo acompanhada com o que imagino que seja um garoto de rua “peralta” dando cambalhotas e tocando uma guitarra imaginária. Muito bom!

As seis páginas dedicadas à Naurêa incluem uma impressionante fotografia em página dupla tirada do alto que os mostra de frente para uma multidão. Destaque também para outra que flagra um abraço carinhoso entre os vocalistas Alex Santanna e Marcio de Dona Litinha - carinho também presente entre Karl Dy Lion e Rick Maia, da mamutes, registrado em preto e branco. Na foto seguinte, já colorida e em página dupla, uma figura não identificada com a cabeça baixa escondida por um boné e uma vasta cabeleira. Segundo Balde, é o “Coringa” do livro – ele me desafiou a descobrir quem é, mas eu só acertei depois de uma dica.

Seguimos em frente: Diane Veloso tomando vinho numa apresentação ao vivo da Banda dos Corações partidos; os vastos dreadlocks dos caras da Reação; um set list riscado, detalhes da decoração de palco e dos instrumentos dos Boavidas que acompanham Elvis Boamorte – 10 páginas para eles, com direito a um close nos pés do vocalista/guitarrista/ex-baterista; duas páginas para um oganjah ora reflexivo, ora descontraído; mais duas para um Alex Santanna que parece ser só felicidade em cima do palco; maua no rockaju e em Euclides da Cunha, Bahia, com destaque para uma sensacional foto de página dupla em preto e branco e para as caretas sempre engraçadas de Ericão, e depois um Renegades of punk em registro meio gótico, expressionista e sombrio, na Casa do rock.

Uma página preta – preta mesmo, sem nenhuma imagem – nos remete à parte final do livro, que traz uma bela sequencia de fotos da Máquina Blues, com o “velho guerreiro” (ele vai rir ao ler isto) num estiloso chapéu de “cowboy” erguendo os braças, saltando e dando socos no ar e, finalmente – e novamente – The Baggios. As 13 últimas páginas (18, se contarmos a foto de apresentação, a do encerramento, a capa e a contracapa) são merecidamente deles. O aparecimento de Julico no cenário musical local, que eu acompanho desde 1987/88, foi, para mim, uma das mais gratas surpresas. O cara veio meio que do nada (desculpe aí, São Cristóvão, mas vocês – e estou falando não do povo da cidade, mas do apodrecido e corrupto poder público - merecem, depois de não tê-los convidado nem para a comemoração da elevação da Praça São Francisco à condição de Patrimônio da Humanidade) e arrebatou a todos com seu vocal característico, suas composições bluseiras simples e certeiras e suas guitarras matadoras, o que os faz conquistar, aos poucos, a atenção e admiração dos amantes da boa música no Brasil e no mundo (foram recomendados pelo jornal inglês “The Guardian”!). Ou, pelo menos, dos que conseguem enxergar para além das comparações óbvias com suas influencias confessas, a saber o White Stripes, o Led Zeppelin, Raul Seixas e tudo mais de bom que o bom e velho rock and roll (e o blues) produziu nestas várias décadas de vida. The Baggios não inventou a roda, mas a faz girar ao seu estilo, com personalidade e competência acima da média. E são também, apesar de se resumirem a uma dupla – ou por isso mesmo – extremamente fotogênicos, como atestam as sempre belíssimas fotos da Snapic tiradas deles. Para o livro, foram selecionadas uma que mostra a dupla tentando tocar a lente do fotógrafo, outra que flagra Julico reverente num ambiente religioso, mais uma (muito usada por aí) com os dois “de role” pelas ruas da cidade histórica, uma com Julico abraçado ao violão, outra só com os instrumentos em repouso no estúdio, uma sequencia da gravação do primeiro disco e outra, matadora, com momentos de suas apresentações ao vivo.

E é isso. Espero, sinceramente, que meu (não tão) pequeno porém singelo (ui!) texto tenha feito justiça a esta belíssima obra, que será ainda melhor degustada com o passar do tempo, quando poderemos, literalmente, ver em perspectiva este momento único pelo qual vivemos. Espero também que, daqui a alguns anos - ou décadas - as coisas evoluam e este livro seja encarado como o registro do princípio de algo ainda maior, ao invés de trazer à mente o tristemente célebre bordão “a gente era feliz e não sabia”. Em todo caso, não se contente com a leitura de minhas palavras. Vá e veja com seus próprios olhos. Amanhã, terça feira, 17 de abril de 2012, às 19:30, na Sociedade Semear. Entrada grátis. Já o livro custa 50 pilas – não considere como um gasto, é investimento.

por Adelvan

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Música pra ver - o lançamento ...

Na próxima terça-feira, dia 17 de abril, na Galeria de Artes Jenner Augusto, haverá o lançamento do livro de fotografias “Snapic – Música pra ver” dos fotógrafos sergipanos Arthur Soares e Victor Balde. Será a partir das 19 h, com uma exposição de fotos contidas no livro em formato ampliado. O lançamento ainda contará com um show acústico da banda The Baggios acompanhada de convidados.

O livro reúne apenas imagens de artistas sergipanos. São 20 ao todo: The Baggios, Patrícia Polayne, Alapada, Reação, Máquina Blues, Plástico Lunar, Maria Scombona, Ferraro Trio, Karne Krua, NaurÊa, Rótulo, Elvis Boamorte e os Boavidas, [maua], Mamutes, Nucleador, Banda dos Corações Partidos, Oganjah, The Jezebels, Renegades of Punk e Alex Sant’anna.

A Galeria de Artes Jenner Augusto fica na sede da Sociedade Semear - Rua Vila Cristina 148 - Aracaju - Sergipe - Tel: (79) 3302-6323 / 3214-5800

Os dois responsáveis pelo projeto, Victor Balde e Arthur Soares, estarão ao vivo nos estúdios da Aperipê FM na próxima edição do programa de rock.

Mais Informações: http://www.snapic.com.br/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

# 221 - 07/04/2012

40 anos separam "convinced of the Hex", faixa que abre o último disco de inéditas do Flaming Lips, "Embryonic", de "Willie the pimp", o espetacular "happening" conduzido pelos vocais de Captain Beefheart e pela guitarra de Frank Zappa que vem logo depois de "peaches in regalia", aquela que todos tocam quando querem tocar Frank Zappa no rádio. Ela está no disco "Hot Rats", de 1969. Este "pequeno" salto temporal representa bem uma das filosofias do programa de rock: não ter fronteiras dentro do que se propõe, que na verdade é muito simples: colocar o rock no ar, nas ondas do rádio, aqui em nosso cantinho do mundo tão carente de opções alternativas de cultura e diversão.

No mais, tivemos uma versão à cappela de "Mr. Crowley", de Ozzy Osbourne, "cometida" pelos Cardigans; outra acústica e desleixada de "the boy with the thorn in his side" dos smiths conduzida por J. Mascis (um dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos, segundo a revista Rolling Stone), retirada de seu disco solo "Martin + me", de 1996; "Dirty Deeds", do AC/DC fase Bon Scott, por Joan Jett and the Blackhearts (ela estava tocando pela primeira vez no Brasil naquele exato momento, no Festival Lollapaloosa, em São Paulo); "Jailhouse rock" tocada por Jeff Beck e cantada por Rod Stewart no disco "Beck-Ola", também de 1969, e Mick Jagger tendo a honra de dividir os vocais com Jerry Lee Lewis em uma música dos Rolling Stones, "dead flowers", faixa extraída do último disco lançado pela lenda viva do rock, "Mean old man", de 2010.

Tivemos ainda uma entrevista ao vivo com a banda sergipana One Last Sunset, seguida por uma gravação inédita deles, "I try", parte do bloco do ouvinte enviado pelo camarada Luiz Humberto, de Poço Redondo, sertão sergipano - bloco que contou ainda com uma faixa do Resistant Culture, "combo" grindcore de Los Angeles que forneceu a guitarrista que substituiu Jesse Pintado no Terrorizer, Katine "Culture", e Menace, mais uma das bandas pioneiras que ficaram esquecidas nos primórdios do punk rock - foi formada em Londres em 1976.

Na segunda parte do programa, um bloco com músicas de um simpático pacote a nós enviado pela gravadora Monstro Discos, de Goiás, um bloco feito na hora, chafurdando no pântano dos arquivos do programa e, encerrando tudo, duas novidades: um cover dos Mutantes que constará do novo disco da banda paulistana Garotas Suecas, "La onda vampi", e "Esmeralda", faixa que encerra o novo disco dos cearenses do Fóssil, que você pode baixar gratuitamente aqui.

Tudo isto com a inestimável participação ao vivo, via MSN, de meu ouvinte mais fiel atualmente, o amigo de fé, irmão e camarada de longa data Marlio Oliveira. Por sugestão dele, o programa foi dedicado à memória de Jim Marshall, o "pai do esporro", fundador dos amplificadores Marshall, que faleceu aos 88 anos em Londres semana passada.

Nascido na mesma Londres em 1923, Marshall começou como baterista antes de entrar no ramo dos negócios e criar a Marshall Amplification em 1962. Por volta de 1960, o jovem Pete Townshend, que mais tarde foi o guitarrista do The Who, havia sugerido que ele expandisse sua loja de música para vender também guitarras e amplificadores, além de baterias.

De acordo com uma entrevista que ele deu há vários anos, a loja de Londres rapidamente se transformou em uma "troca de trabalho de rock 'n' roll", e Marshall contratou um engenheiro de uma gravadora para ajudá-lo a construir protótipos de amplificadores. Depois de rejeitar as cinco primeiras tentativas, ficou satisfeito com o som da sexta – e recebeu 23 encomendas para o novo equipamento apenas no primeiro dia.

Músicos lendários, incluindo Jimi Hendrix e Eric Clapton, estavam entre os primeiros usuários dos amplificadores Marshall. Quando Hendrix entrou na loja, ele lembra de ter pensado: "Que inferno, aqui está outro guitarrista americano querendo algo por nada." Mas o guitarrista pagou o preço total por tudo que ele comprou sem atraso.

Marshall é reverenciado como um dos quatro antecessores dos equipamentos de rock, juntamente com Leo Fender, Les Paul e Seth Lover. Dentre outras homenagens, recebeu uma honra da Ordem do Império Britânico pelos serviços prestados à indústria da música e à caridade, por ter doado milhões de libras para "causas nobres", de acordo com seu website - dentre elas estão o Royal National Orthopaedic Hospital, em Stanmore, onde ele teria sido tratado de tuberculose quando era criança.

That´s all folkls! Até próximo sábado, às 19:00H.

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Motorhead - Buried alive

The Cardigans - Mr. Crowley
J. Mascis - The Boy with the thorn in jis side
Joan Jett and the Blackhearts - Dirty Deeds
Jeff Beck - Jailhouse rock
Jerry Lee Lewis with Mick Jagger - Dead Flowers

The Flaming Lips - Convinced of the Hex
Frank Zappa - Willie the pimp

One Last Sunset - I try
SenandiomA - The perfect plan
Resistant Culture - All one struggle
Ultima Vítima - sinn razon
Menace - I don´t care
>>> por Luiz Humberto

Claustrofobia - Peste

Violins - rumo de tudo
Cassim & Barbária - The Orchard I
FireFriend - Blackbird

No Sense - obey
Black Sabbath - Sweet leaf
The Smashing Pumpkins - Bullet with butterfly wings

Garotas suecas - Bat Macumba
Fóssil - Esmeralda

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Atos Revolucionários do Rock - Parte 2 - Roger Waters – The Wall in Rio

Estádio do Engenhão, Engenho de Dentro - 29 de Março de 2012 - Um dos maiores espetáculos do planeta chegou ao Rio de Janeiro, mais especificadamente ao Estádio João Havelange, “O Engenhão”. O músico e um dos fundadores do Pink Floyd, Roger Waters, apresentou um show que vai além da música: é uma completa união das artes, pois naquela noite aproximadamente 50 mil pessoas estiveram diante de reproduções de pinturas e fotografias, animações, pirotecnias, vídeos e canções extraídas do fabuloso “The Wall”, um dos maiores álbuns conceituais da história do rock.

No set list, apenas as músicas do álbum em questão, lançado em 1979, mas que se mantém ainda atuais. Todas as inquietudes do final da década de 70 ainda estão presentes se analisarmos o mundo tendo como paramento “The Wall”. As angústias de um mundo que parece não mudar (ou talvez só pareça piorar) eram projetadas no muro gigante que envolvia o palco, pois em todo o espetáculo vemos imagens de fotografias, desenhos, grafites e filmes de forte impacto, provocando um fascínio generalizado no público e fazendo daquilo um ponto a parte.

Se na noite anterior o Rio de Janeiro tinha recebido o ativista americano e fundador de umas das maiores bandas do Hard Core de todos os tempos, Jello Biafra, (ex-Dead Kannedys), naquela noite tínhamos o também ativista Roger Waters, talvez o sujeito mais punk do rock progressivo e quiçá muito mais punk que muito moleque por aí que corta o cabelo igual a jogador de futebol e se diz punk.

Enfim, esses conflitos de gostos ideológicos vão alem, o fato é que Roger Waters apresentou um espetáculo altamente politizado e crítico às injustiças do planeta e com várias homenagens a personalidades e pessoas comuns, mas que hoje se tornaram imortais de alguma causa, como por exemplo o brasileiro Jean Charles de Menezes, morto ao ser confundido com um terrorista pela polícia inglesa e que vem tendo sua foto exibida no palco nesta turnê e a quem Roger Waters dedicou o concerto.

"Gostaria de dedicar este concerto à Jean Charles, sua família e sua luta por verdade e justiça; e também a todas as famílias das vítimas do terrorismo de estado em todo mundo. 'The Wall' não é sobre mim, mas sobre Jean e todos nós".

O espetáculo tem inicio com “In the Flesh?” que desde seu princípio deixava ecoar no estádio o som de um avião de guerra em combate. Ao final da música, o avião se choca com parte do muro, que é destruída, e a partir dali todo o muro é reerguido até esconder todo o palco ao fim da primeira parte do concerto, ao som de “Goodbye Cruel World”.

Em “Another Brick In The Wall Part 2 o coral de crianças foi feito pelos alunos da Escola de Música da Rocinha, que foram apresentados por Roger Waters em bom português. Éramos colocados de frente com inúmeras fotografias e desenhos de protestos que me faziam pensar que estava diante dos livros da série “Baderna”. A música cumpria o seu papel, como já esperado. Em “Goodbye Blue Sky” eram exibidas imagens de centenas de aviões bombardeiros que arremessavam símbolos de religiões, países, sistemas políticos e multinacionais. Se o propósito era passar uma mensagem contra essas ideologias, o recado foi bem dado.

Tijolo a tijolo, “O Muro” continuava a ser erguido e aos poucos o palco foi sumindo. Roger Waters, além de baixista e vocal, também atacava de ator no palco. Uma performance completa!

Com o fechamento do muro, o espetáculo tem uma pausa de 25 minutos e neste momento são projetadas dezenas de fotos e um texto de apresentação em inglês de revolucionários e vítimas que ao longo da história sofreram com o terrorismo, didaturas e injustiças. Novamente Jean Charles de Menezes é homenageado, e nesse caso o Brasil não parou por ai, pois o líder seringueiro Chico Mendes também foi lembrado e estava lá entre Gandhi, Emiliano Zapata, Salvador Allende e tantos outros.

A clássica “Hey You” abre a segunda parte do espetáculo, e durante toda música a banda se coloca atrás do “Muro”. Ninguém a vê, só a ouve, e vislumbrando todo o espetáculo visual de luz e projeções que agora acontece em todo o muro. A partir daí pequenos espaços entre os tijolos se abrem temporariamente em algumas músicas, como em “Is There Anybody Out There?” onde apenas Waters e mais um músico podem ser vistos. Já na seguinte, “Nobody Home”, ele canta em uma pequena sala montada entre os tijolos. O momento apoteótico da noite, no entanto, é “Comfortably Numb”, com Roger Waters cantando sozinho na beira do palco e diante da imensidão do muro enquanto o guitarrista Dave Kilminster manda ver na guitarra no alto do muro.

Outro momento memorável foi em "Run Like Hell". Roger Waters mantinha todo o estádio em palmas sincronizadas, quando um híbrido inflável de porco com javali sai de trás do palco e é puxado como uma pipa lentamente até o meio do público. O porco todo pichado com palavras e frases de ordem segue pelo céu do estádio até o final de “The Trial”, e em sincronia com “O Muro” que veio abaixo como um balão em tempos de festas juninas. Detalhe: o porco foi solto praticamente em cima DA MINHA CABEÇA! Naquele momento todos que estavam próximos queriam arrancar um pedaço dele, como se seu esquartejamento fosse pôr fim à todas as injustiças que aquele suíno carregava grafitadas em sua pele plástica como: "Chega de Corrupção", "Porcos Fardados", “Fora Impunidade”, “Racismo”...

Lógico que peguei um bom pedaço daquele rabicó e juntamente com uma das mascaras das crianças do clip de “Another Brick in the Wall”, que foram produzidas por um grupo de fãs/amigos da cidade de Itaguaçu/ES que fez uma "vaquinha" - diria até que esses são os verdadeiros "Atom Heart Mother" - e mandou rodar 3.000 unidades na única gráfica da cidade, distribuindo-as antes do inicio do espetáculo. Pedaço do Rabicó e mascara entraram para minha coleção de souvenirs do rock, da qual constam uma toalha do Bruce Dickinson e palhetas do Motorhead, Slayer e Scorpions, dentre outros ítens.

Finalizando o espetáculo, “Outside the Wall”, que ganhou uma nova versão acústica e ao final Roger manda a letra: "Obrigado, Rio. Vocês foram uma platéia magnífica".

Durante toda a noite de 29 de março de 2012, no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, a palavra a que poderia representar tudo que vi foi ‘espetáculo’! Evitei usar o termo ‘show’ pois show talvez seja pouco.

Fotos: Michael Meneses, Mel, M Rossi e Rafael Koch Rossi

Texto: Michael Meneses

Set list:

PARTE 1
“In the Flesh?”
“The Thin Ice”
“Another Brick in the Wall (Part 1)”
“The Happiest Days of Our Lives”
“Another Brick in the Wall (Part 2)”
“Another Brick in the Wall (Part 2) Reprise”
“Mother”
“The Show Must Go On”
“Goodbye Blue Sky”
“Empty Spaces”
“What Shall We Do Now?”
“Young Lust”
“One of My Turns”
“Don’t Leave Me Now”
“Another Brick in the Wall (Part 3)”
“The Last Few Bricks”
“Goodbye Cruel World”

PARTE 2
“Hey You”
“Is There Anybody Out There?”
“Nobody Home”
“Vera”
“Bring the Boys Back Home”
“Comfortably Numb”
“In the Flesh”
“Run Like Hell”
“Waiting for the Worms”
“Stop”
“The Trial”
“Outside the Wall”

terça-feira, 3 de abril de 2012

Atos Revolucionários do Rock - Parte 1 - Jello Biafra in Rio

Teatro Odisséia, Lapa/RJ - 28 de Março de 2012 - Não tem jeito: Jello Biafra, em palcos cariocas, é o mais perfeito encontro da beleza e do caos. Ambas as características atuam em coesa harmonia e tudo se transforma na mais bela poesia Punk Hard-Core! Foi como das outras vezes, a fusão de atitude + estilos de comportamentos diferenciados + reflexão política com doses extremas de diversão em um show que teve a banda carioca Halé lançando seu novo play abrindo a noite.

Show de Jello Biafra no Rio de Janeiro é como liberar as portas do caos na cidade (embora acredite que isso seja igual em todo mundo). Em sua primeira passagem, há 20 anos, pelo Rio, onde se apresentou em uma jam com Ratos de Porão com as participações de Andreas Kisser do Sepultura e Al Jourgensen Ministy, no Circo Voador, e durante a Rio Eco-92, o cara aprontou pela cidade. Já no Circo Voador questionou seu nome no cartaz. Dias depois Jello deu uma canja com os franceses do Mano Negra, discursou na Eco-92, comprou LP’s brasileiros em sebos e lojas, e saiu do Rio fã de Gangrena Gasosa e Bezerra da Silva.

Na primeira passagem com sua atual banda, a “Jello and Guantanamo School of Medicine”, em 2010, o caos nas imediações do Teatro Odisséia estava lá, misturado à já famosa boemia da Lapa/RJ, pois na ocasião eram cenários dos filmes “Velozes & Furiosos” e “Crepúsculo”. Logo tínhamos ruas fechadas e milhares de pessoas tietando os mocinhos e bandidos do cinema americano, e haviam centenas de pessoas à espera de que o Teatro Odisséia abrisse suas portas para que saíssem do caos da alienação e entrassem no caos da música politicamente engajada. E assim podemos definir aquela noite de novembro de 2010 que definitivamente entrou para a história como um dos melhores shows já vistos no Rio de Janeiro.

Dessa vez, em 2012, o caos voltou ao Rio em uma noite de quarta feira. Para começo de história, em 28 de Março de 2012 fez frio pela primeira vez no ano, e também choveu o dia todo, como há muito não acontecia. Logo algumas pessoas na casa imaginavam: “Com essa chuva, frio e jogos de Flamengo na TV e do Vasco em São Januario/RJ muitos vão desistir, sem falar que a temporada de shows esta fértil no Rio e no Brasil”.

O fato é que não teve derrota do Flamengo na Libertadores das Américas, despedida do Edmundo do Vasco, chuva, frio e outros shows que fizessem que um público “animal” deixasse de comparecer a um evento de cultura politizada. Em meio ao público algumas pessoas influentes na cena rock e cultural carioca como Vital (Poindexter, Jason, Jimi James), Alexandre Bolinho (Kopus Sujos), BNegão (Planet Hemp e BNegão & Seletores de Freqüência) e Marcelo Yuka (Ex-Rappa e possível candidato à vice-prefeitura do RJ pelo PSOL na chapa com Marcelo Freixo). Contudo infelizmente o show não ficou tão cheio como da outra vez, mas quem foi curtiu, quem não foi perdeu!

A banda “porra louca” Halé também foi caótica e fez o show de abertura promovendo o bom humor e a descontração com seu Hard-Core Made in Jacarepaguá, mesclando músicas do seu novo álbum “Mestre-Sala e Porta-Black Flag”, com faixas antigas do seu primeiro disco “Lixo Extraodinário”. A platéia ainda estava um tanto vazia, mas o que se via eram várias pessoas cantando, entre elas a clássica "Escolinha do Prof. Girafales".

A chuva já havia dado uma trégua e logo a casa encheu. Jello Biafra sobe ao palco dessa vez acompanhado por Andrew Weiss (ex-Rollins Band e Black Flag) no Baixo, Ralph Spight (Victims Family, Freak Accident, Hellworms) e Kimo Ball (Freak Accident, Carneyball Johnson, Mol Triffid, Griddle) nas guitarras e na bateria baterista Paul Pelle (Chrome, Hellios Creed).

A tour fazia parte da divulgação do trabalho mais recente de “Jello and Guantanamo School of Medicine”, intitulado “Enhanced Methods of Questioning”. O que se viu no palco foi um showman conduzindo sua platéia com maestria, suas performances misturam canto com teatro, engajamento político, e mesmo aqueles que não sabem nada de inglês entendem suas mensagens por conta de sua atuação teatral “política-sarcástica”. Durante todo o show Jello só para quieto entre uma música e outra para discursar, de resto ele não sossegava e deu vários stage dives para delírio do galera, que também dava os seus pulos.

Dessa vez o set foi mais curto em relação ao show de 2010, mas nem por isso deixou de empolgar a todos com sons como “John Dillinger”, “New Feudalism”, “Barack Star O’Bummer”, “Three strikes”, “Victory sucks”, “Pets eat their master”, dentre outras. Do Dead Kennedys tivemos “California Über Alles”, “Holiday in Cambodia”, “Nazi Punks Fuck Off” e “Too Drunk to Fuck”.

Durante os seus vários discursos políticos, Jello Biafra lembrou com ironia do seu encontro ao acaso com o ex-governador da Califórnia Jerry Brown (Mencionado em “California Über Alles”,), durante o Rio Eco 92 e declarou: “Quase lhe pedi um autógrafo”.

Vale destacar que mais uma vez o show aconteceu em solo carioca graças ao “Faça Você Mesmo” da Grande Roubada Produções, que vem produzindo várias apresentações na Cidade Maravilhosa. Enfim, mais uma noite antológica no Teatro Odisséia com Jello Biafra, que mostrou que mesmo já passando dos 50 anos tem a garra e o pique que muita banda de garotos não tem e mostrou isso em grande estilo.

Texto e fotos por Michael Meneses - carioca, fotógrafo, jornalista, maluco de carterinha, torcedor fervoroso do Itabaiana/SE, criador do Selo Cultural Parayba Records e porta voz do Programa de Rock em Terras Cariocas!

Contatos: @paraybarecords ou paraybarecords@hotmail.com

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Muralha de Roger Waters

Cerca de 70 mil pessoas foram ao delírio no Morumbi neste domingo; músico volta a se apresentar no mesmo local na terça, dia 3. Por Marcos Bragatto, no Rock Em Geral

Terminou em torno das 22h de ontem (1/4) a exibição do espetáculo “The Wall”, de Roger Waters, em São Paulo. Cerca de 70 mil pessoas foram ao Estádio do Morumbi e viram o ex-baixista do Pink Floyd recontar a história do álbum de mesmo nome, lançado em 1979. Foi o maior público der toda a turnê, que percorre a América Latina a cerca de um mês; só na Argentina foram nove apresentações.

No espetáculo roteirizado, Waters voltou a falar com o público em português, para homenagear o brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela polícia de Londres ao ser confundido com um terrorista em 2005. O músico também agradece ao coral de crianças da comundade de Heliópolis, que participa na música “Another Brick In The Wall Part 2″, grande sucesso radiofônico do álbum “The Wall”.

O espetáculo tem a duração de aproximadamente duas horas e vinte minutos, sendo que cada uma das partes é a íntegra de um dos LPs lançados originalmente em “The Wall”, divididas por um intervalo. O grand finale é a explosão do muro que é contruído durante o show - os músicos chegam a ficar com completamente encobertos pela estrutura gigantesca, montada com materia reciclável.

O show começou com 15 minutos de atraso, menos do que em Porto Alegre e Rio de Janeiro (clique nos links para ver como foi), onde o público teve que esperar meia hora para o início do espetáculo. Apesar da grande quantidade de fãs, não houve registros de problemas no acesso ao Morumbi, muito embora o trânsito fosse intenso na região.

Agora, o espetáculo “The Wall” tem uma segunda exibição no mesmo Morumbi, amanhã (3/4), quando Roger Waters se despede do Brasil, com o gramado configurado com cadeiras, o que deve atrair um público de “apenas” 50 mil pessoas. Ainda há ingressos; saiba tudo aqui. Depois do Brasil, a turnê e “The Wall” prossegue pelo México e Estados Unidos, começando pelo dia 27 de abril.

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Da decepção veio a grandiosidade. O baixista e mente criativa do Pink Floyd Roger Waters estava incomodado. A frustração crescia. Em uma apresentação no Olympic Stadium, no Canadá, durante a turnê In The Flesh, baseada em Animals (1977), irritou-se com um grupo barulhento posicionado em frente ao palco. Foi a gota d’água. Na ocasião, pensou em criar um muro que separasse banda e público. Era o embrião do conceito que se tornou, dois anos depois, no disco duplo The Wall.

Toda a concepção artística do álbum foi transportada para o palco. Há três décadas, só era possível realizá-lo em locais fechados. Com avanços na tecnologia e na logística dos megashows em estádios, o lendário álbum ganha o mundo em uma impressionante versão para arenas. Os 120 mil fãs presentes no estádio do Morumbi, em duas noites (70 mil ontem e 50 mil, sentados, na terça-feira), saberão por que tudo é grandioso.

Quando se fala de Roger Waters, cujo ego é quase tão grande quanto a fama de sua ex-banda, nada pode ser pequeno ou inexpressivo. Muito menos um concerto baseado no seu ambicioso álbum que, a princípio, era apoiado em sua própria vivência. Aí está genialidade toda. Uma obra quase autobiográfica, lançada há mais de 30 anos, consegue ser atual, tratar temas tão presentes nos dias de hoje. Distanciamento, solidão e opressão.

O próprio Waters percebe que o álbum é muito mais abrangente do que um mero autorretrato depressivo criado aos 34 anos. The Wall ganhou força e fôlego com o passar do tempo. Como as grandes obras de arte, o disco saiu do controle do seu criador e correu o mundo, atingiu de líderes de nações a pessoas comuns. Transcendeu o tempo.

O álbum ajudou a consolidar o fenômeno chamado Pink Floyd. Uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, o grupo inglês transformou o rock progressivo, consolidou as bases do que hoje conhecemos por ópera rock e aliou letras politizadas a outras psicodélicas, criadas a partir dos delírios de Waters, Sid Barrett (vocalista, que saiu da banda em 1968), David Gilmour (voz e guitarra), Nick Manson (bateria) e Richard Wright (teclado).

Legado permanente - Os números dizem tudo. São mais de 200 milhões de discos vendidos ao redor do mundo, desde The Piper at the Gates of Dawn, lançado em 1967, até o último trabalho do grupo, já sem Waters, The Division Bell, de 1994. The Wall faz parte da fase mais frutífera e genial do grupo. É antecedido pelos igualmente clássicos The Dark Side of the Moon (1973), Wish You Were Here (1975) e Animals (1977). Ele, sozinho, vendeu 25 milhões de cópias – ainda assim, metade do que rendeu o poderoso Dark Side of the Moon. Seu sucesso não é tão comercial, mas, sim, de um grande disco conceitual.

Assim como fez com o catálogo dos Beatles, a gravadora EMI relança, desde o ano passado, toda a discografia do Pink Floyd remasterizada, em edições que abrangem desde discos vendidos separadamente, a chamada edição Discovery (R$ 39,90 cada disco), a outras mais ousadas, como a linha Experience (R$ 89,90), com CD extra e livreto, até caixas luxuosas que incluem pôsteres, fotos, gravações recém-descobertas, versões inéditas de clássicos, CD e DVD, de nome Immersion (R$ 535,90).

Teatro roqueiro - Dada a importância do Pink Floyd e do seu The Wall, o espetáculo que se verá no Morumbi não poderia ganhar outro adjetivo: é majestoso. Assim como U2 e sua turnê 360º, que passou pelo estádio no ano passado, a produção trabalha em dois palcos simultaneamente. Enquanto era realizada a apresentação da quinta-feira no Rio de Janeiro, no Engenhão, o Morumbi era preparado. São seis dias de trabalho para cada show e cada dia da turnê custa R$ 365 mil. Tudo para fazer com que o conceito bolado por Waters, naquela apresentação em 1977, seja colocado em prática. Megalomaníaco como os políticos e ditadores que ele tanto critica, o baixista constrói um muro durante o show. São 424 tijolos de papelão, que formam uma verdadeira muralha de 11 metros de altura. Durante a apresentação, o muro é usado como um telão e é destruído por um avião.

O repertório do show é baseado no disco homônimo. Waters executa as 26 faixas. Talvez você só conheça Another Brick in the Wall Part 2, Hey You e Comfortably Numb, mas ainda assim, é difícil desgrudar os olhos de toda a estrutura montada. O baixista sabe montar um show. E, numa irônica contradição, a muralha construída por Waters para se afastar das pessoas faz com que elas queiram estar ainda mais próximas dele.

por Pedro Antunes e Felipe Branco Cruz

Fonte: Combate rock

sábado, 31 de março de 2012

# 220 - 31/03/2012

THE ROUGHNECKS - O Roughnecks é uma banda alemã formada em Berlin no final de 1984. Lançaram imediatamente dois singles, “The Roughnecks” e “Hard Times”, de 85 e 86, respectivamente, e alguns dos sons acabaram saindo na clássica coletânea “Psycho Attack Over Europe”. Tiveram uma boa aceitação na cena e então resolveram ousar, lançado de cara o primeiro play “Stop, Look ‘n’ Listen” em 87. As letras passam por variados temas e o som é extremamente contagiante Depois de um incidente em um show, com tropa de choque e tudo que tem direito, os caras resolveram parar.

13 anos depois, em 2000, voltaram e lançaram o segundo disco, “Crash”, seguido de alguns shows, quando resolveram parar novamente.

Três anos depois foi lançada uma coletânea com os primeiros lancamentos pela Crazy Love Records, e a banda voltou novamente, fazendo shows esporadicamente, até os dias de hoje.

Psychobilly clássico, com bastante influencia country & western, principalmente nas letras.

Música: “Dope Riper” 1ª Faixa do álbum “Stop Look 'n' Listen” lançado em 1987.

DEMENTED ARE GO! - O embrião do Demented Are Go foi formado em 1982, na capital galesa Cardiff, que fica no sul do País de Gales. O nome da banda veio da frase “Demon Teds Are Go”, uma adaptação ao clássico chavão do desenho Thunderbirds, “Thunderbirds Are Go”. A banda era desorganizada e sua formação constava com com Mark Phillips, depois conhecido como Sparky, na bateria, Ant Thomas no vocal, e um baixista e guitarrista sem expressões. Dick, um veterano do punk e dos circuitos de bares da cidade, se juntou à banda no começo de 1983, reformulando a formação, fazendo com que Ant passasse para a bateria e Sparky para os vocais. Depois de seis semanas ensaiando exaustivamente, aconteceu o primeirom show da banda. Foi no Sea Lion, na cidade de Penarth e o DAG conseguiu de cara boa aceitação. Era uma banda diferenciada das demais que tocaram no mesmo dia, que eram anarquistas, mais ou menos na linha do Crass. Depois de anos tocando desde em clubes de bingo em Rhondda, à prostíbulos em Hamburgo, foram parar no templo do psychobilly na época, o lendário Klub Foot. Com isso, logo gravaram duas músicas para seu primeiro lançamento em uma compilação de 1984, “Hell Bent On Rockin’”, pela Nervous Records. Dois anos depois, lançaram seu primeiro álbum, o clássico “In Sickness & In Health”, pela ID Records, o qual foi gravado em menos de 24hrs com 90% das primeiras tomadas, com Ray Thompson no baixo. Esse é um dos meus discos prediletos de todos os tempos e com certeza figura entre qualquer top 10 do estilo. Clássico atrás de clássico, todas as faixas são fudidas e o Demented Are Go estava mostrando para a cena à que veio. Criaram uma nova faceta ao psychobilly, influênciando praticamente todas as bandas que vieram posteriormente. No mesmo ano, se mudaram para Londres, numa tentativa de se aproximar de algo como um trabalho fixo. Dick os deixou em 1987 depois de continua frustração com a direção que a banda estava tomando. Não desencorajado, Lex Luther foi recrutado para substituir Dick. Isso foi seguido pelo segundo disco da banda, “Kicked Out Of Hell”, de 1988. Prontamente iniciaram uma intensa turnê pela Europa, ganhando tanto fãs psychobilly quanto punks. A essa altura, Sparky havia começado a se viciar em drogas e álcool, resultando em diversas mudanças de formação da banda. Reza à lenda que quem itnroduziu Sparky ao mundo das drogas foi Rat, vocalista do Varukers, durante uns dos shows que as bandas fizeram juntos na época. Em 1989 a banda voltou ao estúdio e começaram a escrever e gravar um EP pela Link Records, “The Day The Earth Spat Blood”, tudo dentro do prazo de 3 dias. A banda viajou em turnê outra vez pela Europa em 1991, e ao mesmo tempo seguiram escrevendo e gravando seu próximo álbum pela Fury Records, “Orgasmic Nightmare”, na estrada. Continuaram tocando nos mais diversos locais e festivais da Europa. Um segundo álbum pela Fury Records, “Tangenital Madness”, foi gravado em 1993, seguido por duas turnês pelo Japão. A banda se tornou conhecida pelas aparições nuas de Sparky diante das platéias japonesas. Durante uma tour pela Alemanha na primavera de 1995, a banda se separou devido ao estado mental deteriorado de Sparky. Por nossa sorte durou apenas um ano, com o DAG voltando com uma mudança na formação para lançar o EP “I Wanna See You Bleed!”, pela Hell Razor Records. Tocaram no costa oeste dos EUA em 1997. Eles passaram, novamente, a se tornarem mais conhecidos pelas performances selvagens no palco, nas quais se incluía simulação de sexo com aspirador de pó. Em 99, veio mais um full lenght. “Hellucifernation” foi lançado pelo selo Crazy Love. Entretanto, uma turnê européia para o lançamento do álbum foi cancelado devido ao retorno dos problemas mentais de Sparky. Eles cogitaram em se separar, mas foi oferecido a eles o encerramento de um show em New Jersey. Então, decidiram dar uma segunda chance à Sparky. Mal chegando, Sparky já causou problemas no hotel, se transvertendo e usando drogas, e depois botando fogo numa mata cercada. Depois da checagem de som, a banda foi a um shopping, onde Sparky beliscou a bunda de uma garota, o que coincidiu com o fato de ela ter somente 16 anos. Então, ele foi preso sob a acusação de molestar uma menor de idade. Incapaz de pagar a fiança de 60 mil dólares, o resto da banda o abandonou e voltou para a Inglaterra. Depois de um mês na cadeia e uma multa de 100 dólares, Sparky retornou à Inglaterra, onde o Demented Are Go passou por inúmeras mudanças. A banda passou por um período de estabilidade, com Lex Luther se reencontrando com o grupo, junto com Criss Damage e Paul “Choppy” Lambourne no baixo acústico. Com essa formação fizeram duas turnês pelos EUA e gravaram um disco ao vivo (com Kelvin Klump substituindo Choppy no baixo), “Live At The Galaxy”, pela Crazy Love Records, junto também, com muitas participações em festivais europeus. Entretanto, no verão de 2003. Sparky foi preso diversas vezes na estrada, resultando em mais mudanças na formação. A banda continuou em turnê, incluindo uma tour japonesa bem sucedida, e outra pelos EUA liderada por Sparky e os queridinhos da cena psychobilly, Strangy (baixo acústico) e Doyle (guitarra), até setembro de 2005, e então, outra separação. Após um mês de hiato, um novo álbum, “Hellbilly Storm”, foi lançando sob um selo alemão, People Like You Records. A formação nessa gravação contava com Sparky, Strangy, Doyle, Criss Damage, Stan, Lex Luther e os convidados especiais Charlie Harper (UK Subs) e Country Woman. No começo da “2006 U.S. Tour”, Sparky foi detido novamente pelas autoridades de imigração dos EUA devido ao seu histórico criminal, e foi mandado de volta à Inglaterra, cancelando a turnê americana. Em maio do mesmo ano, um show histórico em terras brasileiras. O Demented Are Go foi o headliner do festival “Jungle Nightmare”, realizado no Hangar 110, em São Paulo. Além deles, vieram os franceses do Monster Klub, fazendo um show sensacional. Completaram o lineup as nacionais Kães Vadius, Brown Vampire Catz, Ovos Presley, Sick Sick Sinners, Voodoo Stompers, Henry Paul Trio, Scray Scums e Rising Scum. O DAG fez um show surpreendentemente insano e com certeza está na no topodos melhores shows já vistos por aqui. Sparky, pra variar, deu trabalho na cidade de São Paulo. Além de andar de skate sozinho pela cidade, interagiu com meninos de rua e deu brecha com traficantes, fazendo com que apanhasse e fosse internado. Assim como Chuck do Frantic Flintstones, adorou o país e até pretendia ficar por aqui. Sorte a nossa que voltou pro velho continente Desde então, mesmo com vários contratempos e pausas, o DAG segue com seus shows, sem previsão de um novo lançamento e a formação atual consta com Sparky nos vocais, Stan guitarra, Grischa baixo e Ant na bateria.

Recentemente Sparky gravou uma musica e um vídeo clip com a banda The Hillbilly Moon Explosion que ficou excelente.

Música: “Transvestite Blues”, 8ª faixa do álbum “In Sickness And In Heath”, lançado em 1985/86. A banda lançou até hoje cerca de 17 álbuns.

BATMOBILE - Foi ainda nos anos de colégio que os até então jovens colegas de sala Jeroen Haamers (guitarra e vocal) e Johnny Zuidhof (bateria) tiveram a idéia de montar a banda Batmobile, em 1983, completando sua formação com o baixista Eric Haamers, irmão de Jeroen, essa formação é mantida até os dias de hoje.

Na época eles eram os únicos rockers da cidade e adotaram este estilo musical, porém tocado de forma mais rápida e selvagem, configurando um estilo próprio.
No início, a banda só tocava covers das bandas que os influenciavam, Elvis, Johnny Burnette, Gene Vincent, com o tempo foram amadurecendo e escrevendo suas próprias canções. O primeiro álbum foi lançado em 1985, dando início a um reconhecimento por toda a Europa e, mais tarde, por outros continentes. O trio deu um tempo em 2001, mesmo ano em que foi lançado um tributo pela gravadora japonesa Downer Records, que contou com a participação de diversas bandas de psychobilly do mundo inteiro. Entre elas estavam Os Catalépticos, de Curitiba, que participam com a música “Gates of Heaven”. E se é para fazer mais conexões com o Brasil, é interessante citar que um de seus maiores clássicos, “Transylvanian Express” deu nome a um programa de rádio dedicado ao psychobilly. O Batmobile voltou à ativa em 2004, com shows pela Europa, Japão e Estados Unidos.

O Brasil teve sorte e graças aos esforços dos organizadores locais, a banda tocou em terras tupiniquins em fevereiro de 2006, no já mundialmente famoso Psycho Carnival.O último lançamento do grupo foi em 2008 chamado Cross Contamination, um split com o Peter Pan Speedrock, cada banda tocando 5 faixas, uma da outra.

Música: Rollin' Dynamite, 6ª faixa do álbum “Is Dynamite” lançado em 1990 (todas as 8 faixas desse álbum fazem referencia ao tema “dynamite”). Lançou até hoje cerca de 13 albuns.

GODLES WICKED CREEPS - Formado originalmente em 1991 em Aarhus (Dinamarca) por Tim Kristensen (baixo), Ian Dawn (guitarra/vocal); Martin Budde (bateria), na epoca ainda uma banda sem nome, Tim Kristensen (ou Grim Tim) era o rodie do Nekromantix e em uma conversa com Kim Nekroman começaram a brincar com a sigla GWC (a German Wrecking Crew, a crew alemã do The Meteors), no meio da brincadeira veio o nome Godless Wicked Creeps (e que nome!).

Nesse ponto a historia do Nekromantix e do GWC se cruza, Peter Sandorff e Peek saem da banda, Nekroman chama Ian Dawn e Grim Tim para se juntarem ao Nekromantix, que deixam o GWC.

A banda fica apenas com Martin, que chama Allan Grauenkær para assumir baixo e vocal, e Dax Dragster para a guitarra. O line-up não dura nem um ano, Allan sai da banda para montar um selo (O mesmo que lançou Demons Are Girls Best Friend do Nekromantix, me escapou o nome agora). Em seu lugar é chamado o talentoso Kim Kix (não confundir com o Kim do Nekromantix!) e quem assume o vocal é o guitarrista Dax Dragster.
Com essa formação consolidada gravam uma demo (On The Road Again) com 6 músicas em 1994 e enviam a algumas gravadoras. O selo alemão Crazy Love Records se interessou pela banda e propos lançar um vinil 7 polegadas split com outras 3 bandas. E em 1994 lançam o primeiro album, “Victim of Science”, que é perfeito! Musicas originais como China Chick (que virou o unico clipe da banda), a faixa titulo “Victim of Science”, o “talvez hit” do album “Wreckin at the country club”, a rapida e melodica “The Abyss” e sem esquecer a porrada “Vamps”.

As criticas ao “Victim Of Science” foram otimas, e o Godless começou a fazer tour pela europa, tocando em festivais como o Big Rumble (festival ingles de psychobilly, teve 11 edições antes de seu encerramento). Um ano após o primeiro album eles voltam para gravar seu segundo album, o lindo e perfeito “Hellcoholic”. Esse é um disco dificil de se avaliar, por ser muito bom, haha.
Vale o destaque especial “We Are Rockers”, “You Better Run” (de chorar!) e talvez o melhor instrumental que uma banda de psychobilly já fez (e duvido que farão algum melhor!) “Instrumental Disease”.

Mais tours pela europa, tocando em paises como Finlândia, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Áustria, frança e Espanha. Em 1997 lançam mais um bom album, Hystereo, bom, porem não chega aos pés do Hellcoholic. Com 3 discos nas costas e já considerados um dos maiores nomes do psychobilly vão para os EUA para uma tour, provavelmente nessa tour que começa a amizade da banda com a banda americana Barnyard Ballers (que viriam a gravar uma musica juntos no album dos Ballers “Nude Bar Blues” chamada “Terror in Tijuana”). Thomas (ou Drax Dragster) sai da banda após a tour, Kim e Martim resolvem chamar seus amigos de outros projetos para completar o time, para a guitarra é chamado Nikolaj, guitarrista da banda de garage rock de Martin, o Defectors, e o vocal fica por conta de Lars, irmão de Kim, e baterista da banda Lez Boomerang.

A banda é apresentada ao publico europeu e novamente vão para os EUA em outubro e novembro de 1998 para mais uma tour, chegando a tocar até no Canadá. O ano é 2001 e o GWC lança seu ultimo album, o punkabilly “Smile”, a mudança sonora é visivel, alguns pontos altos como “Coward With A Gun”, “Liar” e a divertida “Bad Brains” são dignas de menção! Pouco depois, talvez com a sensação de terem feito tudo que queriam com o Godless, a banda termina, seu ultimo show foi dia 20 de abril de 2002 num festival de rock belga, logo após o termino da banda seus membros começam a dar mais atenção a seus projetos paralelos e um retorno do GWC é praticamente impossivel.

Kim Kix chegou a tocar numa estranha banda chamada Siberian Mad Dogs que fundia psychobilly com musica do leste europeu, atualmente toca com o Powersolo junto com seus irmãos, e tocou no Brasil (!!!) recentemente com o Heavy Trash de Jon Spencer.
Martin, o baterista do GWC toca teclado na banda de garage rock Defectors, que estiverem no Brasil em 2004! Drax formou uma interessante banda chamada Bull’It, que teve vida curta e deixou apenas um disco gravado.

Música: “Crazy Hormones”, 3ª faixa do álbum “Victim Of Science” lançado em 1994.

NEKROMANTIX - Atualmente a banda de psychobilly mais popular nesse mundo afora. Após deixar a bateria do grupo de neo-rockabilly Taggy Tones o jovem Kim, que vinha de uma não muito boa vivência na marinha dinamarquesa como operador de rádio de um submarino, em 1989 formou, na cidade de Copenhague, o Nekromantix. Originalmente formado pelo guitarrista Paolo Molinari e o baterista Jens, que logo foram substituidos por Peter Sandorff (guitarra) e Peek (bateria). Depois de alguns shows e uma apresentação em um grande festival na Alemanha a banda assinou um contrato com o selo Tombstone Records para o lançamento do ótimo Hellbound. Besteira falar que é o melhor deles, mas mesmo assim, Brain Error, Hellstreet, Down in the Swamp, e Graveyard in Your Memory (que é cantada pelo guitarrista Peter) figuram facilmente nas melhores musicas do grupo. Tour euroupéia, e o Nekromantix começa a ganhar nome, em 1991 lançam o sensacional Curse Of The Coffin, agora pelo selo inglês Nervous Records, um dos maiores selos de “musica billy” dos anos 80, com a mesma formação e mais alguns petardos, Devil Smile, Alice in psycholand, Motorpsycho, Way Down to Hell, a baladinha Howlin At The Moon, a unica música cantada em dinamarques da história da banda Save My Grave, e Rockin Reptile marcam o play que muitos dizem ser o melhor da banda.

Em 1992 Peter e Peek deixam o Nekromantix para a entrada dos ex-Godless Wicked Creeps Iam Dawn e Grim Tim Handsome, com essa formação gravam o perfeito Brought Back To Life em 1994. Porra, esse play é demais e foi o primeiro que eu ouvi deles, acho que não tem musica que eu não goste, o vocal de Iam Dawn é quase tão legal quanto o de Peter Sandorff e junto do album veio algum reconhecimento, o album foi o primeiro de uma banda psychobilly a concorrer a um Grammy Awards, pela categoria “Melhor Disco de Heavy Metal”. Passado dois anos, Iam Dawn sai da guitarra para a entrada de Søren Munk, e mais um disco é gravado, Demons Are A Girls Best Friend… eu gosto bastante desse play, mas a influencia mais pop nas musicas é visivel, Sea Of Red, Alive, Last Night I Saved an Angel, Belzeboob, e a faixa titulo são bem legais, mas a mudança sonora é bem marcante. Um ano após o lançamento do Um ano após o lançamento album, Peter Sandorff volta para o Nekromantix, dessa vez com seu irmão na bateria, Kristian Sandorff. Alguns shows foram gravados pela Radio Nacional Dinamarquesa em comemoração aos 10 anos da banda e com essas gravações lançam o Undead’n'Live, primeiro e unico album ao vivo do grupo, já contando com Nice Day For a Ressurection, que só apareceria dois anos depois no album Return Of The Loving Dead, só que numa versão diferente, menção honrosa para Brain Dead e Howlin At The Moon que contam com saxofone nesse play, muito foda!

Em 2000 o Nekromantix faz seus primeiros shows nos EUA, tocando no NYC Psychobilly Rumble, e em mais alguns shows pela costa oeste. Depois desses shows Nekroman entrega a Tim Armstrong do Rancid, e dono da Hellcat Records, uma demo com novas musicas do Nekromantix, ai foi que foi! Nekromantix assina contrato com a Hellcat Records e lança o divisor de águas Return Of The Loving Dead em 2002, o sucesso foi tão grande que o album foi lançado até no Brasil pela Roadrunner. Mais tours pelos EUA e a gravação do clipe Gargoyles Of Copenhagen promovem o disco por todo os EUA, sucesso absoluto!

Em 2004 ainda tentando pegar o embalo do Return Of The Loving Dead, Nekroman muda para os EUA e lançam o fraquinho Dead Girls Dont Cry, já sem todo aquele impacto do disco antecessor, em abril de 2005 os irmãos Sandorff deixam a banda (Peter Sandorff mais tarde entraria para o Mad Sin), ai virou farofa, entra o guitarrista Tröy Deströy e o baterista Wasted James do Rezurex. E tambem nesse ano o Brought Back To Life é remasterizado e relançado.

Em maio de 2006 Meza sai da banda para a entrada de Andrew Martinez e em 2007 o Nekromantix lança seu ultimo album de estúdio até o presente momento, Life Is A Grave & I Dig It!, que eu não acho sensacional, mas é melhor que o Dead Girls Dont Cry, nada muito marcante, Rot In Hell é bem legal, Nekrohigh e Voodoo Shop Hop tambem são dignas de menção. Passado alguns meses Tröy Deströy deixa a banda para trabalhar em sua carreira solo, e em seu lugar entra Pete Belair do Firebird da Austrália e faz as tours de 2008 com a banda. Por motivo de distancia (Australia – EUA) Pete sai do grupo para a entrada de Franc, guitarrista do Nightbreed de Barcelona-Espanha e tambem do Ultimo Asalto, alem de ser sósia do Vlad do Sick Sick Sinners.

Andrew Martinez morre em um acidente de carro em janeiro de 2009 e em seu lugar entra a primeira mulher na história do Nekromantix, Lux. Mais algumas tours, inclusive uma com o cineasta e musico Rob Zombie marcam o ano de 2009 para o grupo.

Sem notícias mais recentes, e sem previsão de um novo album, e com a sensação de “falei demais” deixo o post por aqui, acho que todo mundo que entra aqui já conhece Nekromantix, então é só baixar rapeize.

Ah! E eu tava pensando em algumas curiosidades que eu queria inserir no meio do texto, mas não consegui, bom, vou deixar aqui pro final mesmo.

Atualizando o texto acima, em 2011 a banda lançou o álbumWhat Happens In Hell Stays In Hell”

Música: “Rot In Hell” 5ª faixa do álbum Life Is A Grave & I Dig It! Lançado em 2007

THE REVEREND HORTON HEAT - The Reverend Horton Heat é um trio de psychobilly/rockabilly formado em Dallas, Texas que usa o nome artístico de seu cantor/compositor, Jim Heath (nascido em 1959 em Corpus Christi, Texas). O grupo foi formado em 1985. Por suas turnês incessantes e um show maníaco de palco, eles se estabilizaram como uma das bandas mais populares do underground norte-americano.

Música: “FIVE-O FORD”, 4ª faixa do album “LIQUOR IN THE FRONT” lançado em 1994.

(minha banda preferida dos estados unidos (depois dos ramones))

ZOMBIE GHOST TRAIN - Zombie Ghost Train é uma banda de Psychobilly/Gothabilly, formada em Sydney, na Australia. A banda foi formada com Stu Arkoff (guitarra e vocais), T Azzy (bateria), e Captain Reckless (baixo e backing vocals). Em 2007, Azzy T saiu para perseguir outros empreendimentos musicais e foi substituído por JM. A banda lançou dois álbuns, Glad Rags & Body Bags e Dealing the Death Card, e o EP Monster Formal Wear.
A banda excursionou pela Austrália, Europa e Estados Unidos. Os membros da banda, no palco vestem-se como zumbis topetudos.

Música: “R.I.P” do album “Glad Rags & Body Bags” lançado em 2006.

CELTIX - Muito se fala do psychobilly dos anos 80, O que muita gente esquece é que existiram otimas bandas de psychobilly na decada de 90, mas o povo está tão interessado em curtir um som mais “raiz” e ser true no psychobilly que se esquece totalmente delas. Há quem diga até mesmo que o psychobilly só ganhou identidade apartir dessas bandas dos anos 90, antes muito vinculado ao rockabilly só começou a se desvincular mais de suas raizes com a chegada de bandas com influencias mais variadas (mais punk, metal, ska…). O que bandas como Klingonz, Quakes e Skitzo começaram a fazer acelerando ainda mais aquele rockabilly frenetico que era o psychobilly deu uma serie de bons (ou as vezes não tão bons) frutos.

Uma dessas bandas foi o Nekromantix, uma proposta totalmente nova de psychobilly, mais rapido, vocais alternados, riffs de guitarra criativos, e o baixo rapidissimo, praticamente uma avalanche sonora.

Fizeram sua escola, na cola deles vieram bandas como Godless Wicked Creeps, Flatliners, Tiger Army e a esquecida por 11 em cada 10 psychos, CELTIX. Vindos da França é mais uma das bandas psycho com apenas um play lançado, e pouquissimas informações.

O “So Nice To Be Wicked” é um play bem interessante, lançado no começo dos anos 90 (ou final dos 80?) pelo selo alemão Crazy Love Records, a gravação não é das melhores, mas se voce esta procurando curiosidades do estilo vale a pena dar uma escutada nos ditos Nekromantix franceses!! Recomendo musicas como “The Devil on My Back” que tem vocais alternados a lá Nekromantix, “Eternal Life”, “Listen to Me” que tem um riff bem metal melodico haha, e o hit com certeza é a “Ugly as his Hell”.

O que estraga um pouco o disco são as introduções das musicas, grandes demais, todo mundo que conheço acaba pulando elas. Ainda assim sugiro para o “viciados-em-slap”, o baixo é realmente muito rápido!

A unica informação atual é que a banda se separou no meio dos anos 90, e seu baixista (Matt) formou uma banda de “slap-punk” ou punkabilly chamada G-String (não confundir com a banda punk Gee Strings!) que teve vida curta e acabou em 2007.

Música: “Vade Retro” do único AlbumSo Nice To Be Wicked” lançado em 1989.

EVIL DEVIL - Evil Devil foi formada em março de 2001 na Itália. Depois de um tempo tocando, os caras decidiram produzir um CD com as músicas que eles escreveram, desde esse momento, e apenas por diversão, a banda mandou o CD para o selo alemão Crazy Love "Records", provavelmente o mais importante Selo na cena psycho. Apenas dois dias depois, o rótulo recebido o CD, e eles responderam que queriam voltar a produzir a banda! Isso aconteceu porque o CD teve uma interessante mistura de som antigo e novo Psychobilly e que era algo novo para a cena naquele momento. Entretanto, o novo membro Teo (ex-guitarrista com a Mad Bats Stompin ') se juntou à banda como guitarrista de ter um som mais poderoso em shows ao vivo, então a banda começou a organizar o "Scream Diabo Tour 2002" que levou estes louco italianos a tocar na Itália, Espanha (Calella Reunião Psicose) e também várias vezes na Alemanha (Markrevitz e satânico Stom).
Depois da turnê, que terminou no final de outubro, seguiu um longo período de prática para escrever as novas músicas, havia uma atmosfera muito emocionante entre os membros, e em um tempo muito curto, eles escreveram e gravaram seu segundo CD: "
Breakfast at the Psychohouse "

(traduzido com o tradutor da google heheheh e alguns retoques)

Música: “Back in the Far West”, 7ª Faixa do Album “Drink To Kill My Pain” lançado em 2006, a banda já produziu 4 álbuns.

Fonte: www.bastardsongs.blogspot.com.

por Wagner Billy

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Jello Biafra and the Guantánamo School of medicine - Dot com Monte Carlo

Elastica - Connection
The Smashing Pumpkins - Cherub rock
The Jesus and Mary Chain - The living end (demo)
Gallon Drunk - one more time

The Small Faces - If I Where a carpenter
The Who - Mike Post theme
Keith Moon - Solid gold
Secret Affair - Glory Boys
The Jam - A town called malice

The Killing Joke - Pole shift

The Roughnecks - Dope rider
Demented Are Go - Tranvestite blues
Batmobile - Rolling Dinamite
Godless Wicked Creeps - Craze Harmones
Nekromantix - Rot in Hell
Rev. Horton Heat - Five-O-Ford
Zombie Ghost Train - R.I.P.
Celtix - Vade Retro
Evil Devil - Back in the far west
>>> por
Wagner Billy

"paebiru", de Zé Ramalho e Lula Côrtes:

# Harpa dos ares
# Nas paredes da pedra encantada
# Trilha de Sumé
# Culto à terra
# Bailado das Muscarias