sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Calanca, uma entrevista

Luiz, pra começar eu gostaria que você se apresentasse e contasse um pouco da sua história para os nossos leitores.

Meu nome é Luiz Calanca, tenho 57 anos, e vou fazer 33 de Baratos Afins no dia 24 de maio. Antes eu era farmacêutico, mexia com remédios.

Ir para o ré maior foi um pulinho. Fazia bailes nos fins de semana, tinha dois pares de sapatos furados e algumas camisas brancas rasgando, e sempre um disco novinho. Quando minha filha Carolina estava para nascer, não tive escolha, tive que sacrificar alguns discos de minha coleção para comprar o enxoval do bebê.

Como foi o seu primeiro contato com o rock?

Eu trabalhava num serviço de alto falante e minha função era ouvir entre cinco ou mais cópias de um mesmo disco e selecionar a que estava em melhor estado para meu chefe depois tocar. Os números de cópias iguais se dava porque antigamente os discos eram feitos de cera de carnaúba, rodavam em 78 rotações por minuto e se desgastavam conforme iam tocando, então quando as pessoas mais endinheiradas gostavam de uma determinada obra elas compravam várias cópias iguais.

Eu gostava de ouvir Cauby Peixoto, Baby Santiago, Bob Nelson, e já tinha alguns em 33 1/3 rpm de nomes como Cely & Tony Campelo, Ronnie Cord, Sergio Murilo, etc. Depois veio a Jovem Guarda, Renato & Seus Blues Caps, Erasmo e Roberto Carlos, George Freedman, Brasilian Beatles e muito mais. Nesse período geralmente tudo eram versões que ouvíamos antes do original chegar por aqui. Quem trazia esses discos era o Ronnie Von, que era um cara super antenado com o que rolava la fora.

Quando você percebeu que a paixão pela música não tinha cura e iria acompanhá-lo por toda a vida?

Acho que depois de ter minha equipe de baile, quando eu já tinha uns 2.000 compactos e quase 1.000 LPs.

Luiz, você consegue dizer em que momento se transformou de um fã normal de música em um colecionador?

Na verdade ainda continuo achando que não sou lá muito normal, mas acho que me tornei um colecionador mais sério depois de abrir a loja.

Qual o tamanho da sua coleção?

Tenho aproximadamente 15.000 LPs e perto de 2.000 compactos, porque fiz uma limpeza deixando os mais seletos, mas continuo reciclando, gravando aquela faixa do porque de ter guardado cada álbum. Pretendo ficar com menos, excluindo os esquecíveis.

Não tenho Vídeo Laser, VHs, MP3, nem DVD. Não gosto muito de ver imagens. Às vezes gosto de uma banda, depois vejo imagens dessa banda se rebolando no vídeo e tenho vontade de botar fogo na coleção. Na TV só vejo o jornal. Televisão para mim tem efeito de Vallium, ligo cinco minutos e durmo.

Tenho pouquíssimos CDs, geralmente os de minha produção e de algumas bandas que amo de paixão e não existem em vinil. Não são muitos. Ah, desculpe, é mentira!!! Tenho porradas de CD-Rs caseiros, aquelas demo tapes que o pessoal me manda. Até que tem umas coisas legais, mas no geral é tudo muito ruim mesmo, mas não vou jogar fora porque tenho respeito e mantenho o arquivo. Já houve casos de eu ter a ultima cópia de um material que estava praticamente perdido e devolver para a banda.

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Quem?

Luiz Calanca, proprietário da primeira loja de discos da megafamosa Galeria do Rock desde 1978, no centro de São Paulo, e do primeiro selo independente do mercado musical brasileiro, é avesso às inovações tecnológicas como a Internet e o CD. Sua coleção particular soma quase 20 mil títulos em LPs, fora os quase 100 mil vinis e 25 mil títulos de CDs disponíveis em sua loja ‘Baratos Afins’.

Natural de Flórida Paulista, interior de São Paulo, nascido em 06 de fevereiro de 1953, Luiz conta que na infância era atrevido, sapeca e vivia “chegando nas garotas". Apaixonado pelo circo, gostava de ver os artistas ‘caipiras’ como Tonico e Tinoco, “passando debaixo do pano para não pagar bilhete”, completa.

Nos anos 60, quando os Beatles já haviam lançado “Ticket to Ride”, relembra, então com 11 anos, começou a trabalhar lavando os discos de vinil para o serviço local de publicidade em auto-falantes; “nessa época, comprei meu primeiro disco, o ‘La Bamba’, de Prini Lores.”
Mudou-se aos 13 anos para a capital São Paulo, com seus pais José e Ivani Calanca, início do ‘movimento tropicalista’.

Calanca assistia ao Programa “Esta noite se improvisa”, apresentado por Blota Jr na TV Record, onde Caetano Veloso e Chico Buarque eram quase que presenças constantes: “Ouvir Caetano cantando Tropicália foi um desbunde na minha vida”, explica Calanca, lembrando que foram esses os primeiros compactos comprados na cidade grande.

O primeiro LP nacional foi “Meu Bem”, de Ronnie Von, uma versão de “Girl” dos Beatles (1966), e o primeiro internacional foi dos Stones (1967)“Between the Buttons”. Trabalhando como farmacêutico em uma drogaria na Augusta, começou então a comprar alguns discos e a fazer bailes em casas de família.

Casou-se em 1974 com Vitória Calanca, e abandonou o curso pré-vestibular quando sua esposa ficou grávida de Carolina: - “Eu tinha um sapato furado, mas sempre um disco novo”, completa. O farmacêutico então daria lugar ao futuro empresário, quando resolveu abrir uma loja de discos com o nome “Baratos Afins”, inaugurada em 1978. Luiz Calanca colocava os discos do John Travolta no chão para serem pisados pelos roqueiros freqüentadores da loja, que adoravam isso. No entanto, a loja acabou ficando famosa, cresceu, adquiriu mais funcionários, além da ajuda da esposa e filha, e, acabou adaptando-se aos segmentos variados de seus novos clientes: -“Virei um traficante de drogas, me prostituí, e acabei vendendo todo tipo de drogas musicais”, diz Calanca, em tom de brincadeira.

Calanca também produzia shows e espetáculos, tais como um trabalho realizado com o Arnaldo Baptista (ex-Mutantes), a pedido de sua esposa após um acidente que o músico havia sofrido. Assim, logo lançaria toda a obra dos Mutantes, Rita Lee e Arnaldo Baptista, a estréia do selo ‘Baratos Afins’. O selo também lançou nomes como Bocato, Itamar Assumpcão, Jorge Mautner, Marcelo Nova, Ratos de Porão e Tom Zé, entre outros, num total de 154 títulos em LP e 50 em CD, com tiragens reduzidas.

Calanca diz que seu selo é “maldito e underground”, apelidado por ele de “Sanatório do Rock”. Trocando LP´s por CD´s, Calanca pode comprar um apartamento para abrigar o estúdio e seus LP`s. “Nosso país tem quatrocentas bandas tão boas ou melhores que o Radiohead, mas sei que é difícil ‘vender’ essa música sem apoio da mídia. Porém, estou de alma lavada. Alguém, um dia, terá curiosidade de pesquisar e achará legal...”

Rockwalk

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

BEATLES/NANTES

No canto direito do notebook, a madrugada avança. Há muito tempo, o relógio marcha inútil, sem dizer palavra. Pela boca dos alto falantes, do alto de minha janela no terceiro andar, quatro moleques que nunca pretenderam outra coisa, além de fazer barulho, quebram o silêncio gelado da praça e acordam os vizinhos com um refrão adolescente. A redação desta matéria e o repertório preparado pela Nantes para o tributo desta semana têm origem lá em 1964, no horizonte tacanho de uma cidadezinha portuária. Espertos como a gota, no entanto, acompanhamos os passos dos quatro cabras de Liverpool até muito longe de casa. “Now let me hold your hand”.

A julgar pelo set list enviado por Arthur Matos, a voz mais educada do underground sergipano, a rapaziada da Nantes vai suar um bocado depois de receber o palco do colega Werden (dono de um trabalho autoral que ainda não recebeu a devida atenção desta página). Nada menos do que cinqüenta canções foram pinçadas da extensa discografia dos Beatles, sem nenhuma distinção entre suas diversas fases, para serem executadas na Cultiva.

Podem esperar duas horas de show, sorrindo. Como já deixou claro em oportunidades anteriores – quando reproduziu o derradeiro “Let it be” (1970) de cabo a rabo, por exemplo – a Nantes tem competência suficiente pra deixar qualquer beatlemaníaco embasbacado.

Take a sad song and make it better – Arthur garante Beatles pra todos os gostos. Canções de estrutura simples e refrão pegajoso, a exemplo de “Twist and shout”, “Help!” e “Can’t buy me love”, dividem a atenção dos músicos com petardos da linhagem de “Something”, “Golden Slumbers” e “The end”, provando a gregos e troianos que, na alegria ou na tristeza, os Beatles foram felizes como ninguém.

Tão felizes que apelam para nossos instintos primitivos. Depois de adicionar as músicas que devem fazer parte do show, uma por uma, no player do computador, fui obrigado a aumentar o volume mais de uma vez, ignorando os cuidados que o horário recomendava.

Atire a primeira pedra quem se manter impassível com “Dig a pony” nos ouvidos. Levantei eu mesmo um brinde, seguindo o conselho do riff ensandecido da canção, e mandei tudo pro diabo. “Well, you can celebrate anything you want”.

É preciso um coração de pedra para escutar “Hey Jude” sem cantar junto. Não existe nervo de aço que justifique qualquer pontinha de indiferença em relação a “Blackbird”. Não respeito uma pessoa que não se emocione logo nos primeiros acordes de “A day in the life”.

Pra não dizer que tudo são flores e que não senti falta de nenhuma canção, adicionei “Sexie Sady” por conta própria, e fiquei curtindo a música até muito tarde, sonhando com o sadismo de uma mulher que eu não conheço e nunca vai sorrir pra mim. Podre de bêbado, completamente sozinho.

por Calango Doido

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: Pessoal infelizmente o evento "Nantes toca Beatles", teve de ser adiado pois, a caixa de energia que alimenta a Casa Cultiva, explodiu deixando assim o lugar sem energia. A Energisa foi acionada e resolveu em parte o... problema, porém a mesma não garantiu que a energia elétrica do lugar esteja estável hoje. Então juntamente com o produtor da casa (Leo Levi) resolvemos adiar o evento para o dia 28/01, para que não corra o risco de todo mundo ficar as escuras por lá e o show não aconteça. Foi a decisão mais correta a se tomar, lembrando que foi pensando no bem estar do público. No mais nossas sinceras desculpas pelo transtorno, e esperamos vocês no dia 28/01 na Casa Cultiva.

Xero!!

Arthur


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bahia de todos os rocks


Sanguinho Novo: porque a música circula e se renova!

CASCADURA e Vendo 147 fazem a segunda noite do projeto

Após estreia de sucesso, banda de rock segue com shows gratuitos no Pelourinho nos domingos de janeiro

No domingo passado, o CASCADURA voltou aos palcos após um ano de reclusão, lotando o Largo Tereza Batista, no Pelourinho, com um público em êxtase. A estreia do projeto Sanguinho Novo, que teve show de abertura da banda Dubstereo, foi sucesso absoluto: alegria, paz e muita música, cantada em coro pelos presentes, foram a marca da noite.

Neste próximo domingo (16 de janeiro), as honras da casa serão feitas pelo rock instrumental da Vendo 147. Depois, os anfitriões mostram mais uma vez a força histórica de seu trabalho, ainda apresentando canções inéditas que comporão o quinto álbum do grupo, “Aleluia”, a ser lançado este ano. Os portões do Largo Tereza Batista são abertos às 17 horas e a entrada é gratuita. A lotação máxima é de 1.200 pessoas.

:: Para saber tudo do Sanguinho Novo, visite o blog do projeto: www.sanguinhonovo.com.

:: Para ver fotos da estreia, clique aqui.

:: Para ler a matéria “Praça lotada, nova formação e músicas inéditas: Cascadura arrasa”, publicada no jornal A Tarde de 11 de janeiro, clique aqui.

O SANGUINHO NOVO

Baseado nas ideias de renovação, circulação, troca e parceria, o Sanguinho Novo assume a atitude de compartilhamento tanto no viés artístico quanto no social. Assim, o CASCADURA inicia 2011 com uma série de quatro shows gratuitos nos domingos de janeiro (dias 9, 16, 23 e 30), no Largo Tereza Batista (Pelourinho), sempre às 17 horas, dividindo espaço com expoentes da música soteropolitana contemporânea – Dubstereo, Vendo 147, Velotroz e Maglore – e incentivando o ato solidário da doação de sangue entre os jovens. “Da junção dessas duas características, moldamos o conceito de um evento onde música, bem como o sangue em nosso corpo, circula e se renova”, resume Fábio Cascadura, vocalista e guitarrista da banda.

Sempre atento a oferecer ao público boas novidades e a contribuir para que a produção musical local se mantenha atrativa e em atividade constante, o CASCADURA lançou este projeto em 2008, convidando a então iniciante banda Vivendo do Ócio – hoje um destaque do rock brasileiro. Formatar esta iniciativa foi consequência da tradição do CASCADURA de apresentar nomes promissores: nos idos de 1993, por exemplo, trouxe o inesquecível The Dead Billies para o palco. Depois, o mesmo aconteceu com Dinky Dau, Inkoma, Sangria, Lacme, dentre outras. “Desde a formação da banda, criamos o hábito de somar forças com outros artistas e, depois que atingimos um certo patamar de exposição, passamos a abrir espaço para aqueles que estavam iniciando suas carreiras. Essa é uma política do CASCADURA, um compromisso que temos com a nossa ética”, afirma Fábio.

A troca entre anfitriões, convidados e público, um fator motivador e positivo para todos eles, se alia à campanha de doação de sangue, numa parceria entre o projeto e a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (HEMOBA). “A ideia de realizar um projeto que lembrasse às pessoas da necessidade constante do ato de doar sangue veio até nós através das frequentes mensagens encaminhadas pela internet de solicitação de sangue para amigos, parentes, conhecidos”, explica Fábio Cascadura, que estimula: “Já doei sangue algumas vezes e sei que este é um procedimento simples, praticamente indolor, que toma pouco tempo e que pode salvar vidas. É um ato de cidadania, de respeito à vida”.

Batizado de “Sanguinho Novo” também em referência a um disco lançado nos anos 1990 em tributo ao músico, compositor e cantor Arnaldo Baptista, o projeto, nesta edição, se realiza com apoio concedido pelo edital “Tô no Pelô – Apoio à Dinamização Artístico-Cultural do Pelourinho”, parte do programa Pelourinho Cultural, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

CASCADURA EM NOVO SHOW

Afastado dos palcos desde janeiro de 2010, quando encerrou a turnê do disco “Bogary”, o CASCADURA apresenta os novos caminhos em que sua música vai se inserir, numa mostra prévia do que será o “Aleluia”, quinto álbum da banda, a ser lançado este ano. “Vamos ligar aquilo que já temos como marca a possibilidades ainda não usadas, referências à música e à cultura soteropolitanas traduzidas pela argumentação da banda”, adianta Fábio Cascadura, que indica que, além de canções e sucessos da carreira, o CASCADURA apresenta, em primeira mão, músicas inéditas do novo trabalho.

A concepção do “Aleluia”, cujos bastidores de produção e gravação estão sendo compartilhados no blog “A Ponte” (em www.bandacascadura.com), busca o conceito viável que justaponha a personalidade artística do grupo e um discurso novo, que dialoga com as mais diversas esferas da cultura da cidade de Salvador. Coproduzido pela mesma dupla do disco anterior – andré t e Jô Estrada –, o “Aleluia” trará novas possibilidades sonoras, novos timbres, novos temas e abordagens, tanto líricas quanto rítmicas, melódicas e harmônicas. Esta produção conta com financiamento conquistado através do edital “Apoio à Produção de Conteúdo em Música”, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

VENDO 147

Primeira banda brasileira a apresentar o “clone drum” – ou seja, ter dois bateristas dividindo o mesmo bumbo, simultaneamente –, a Vendo 147 faz som instrumental, tocado pelo quinteto Glauco Neves e Dimmy ‘O Demolidor’ Drummer – os “bateristas-clones” –, Pedro Itan e Duardo Costa nas guitarras e Caio Parish no baixo. Apesar de não querer ser rotulada, é inegável dizer, pelo menos, que a banda toca rock. Rock de verdade, como dizem alguns roqueiros velhos, órfãos, saudosistas. Rock bem tocado. Atual, mas com um leve toque de ontem. Virtuoso, sem ser chato. Rock pra quem odeia e pra quem adora rock. Pra suíços e baianos. Criada em 2009, a Vendo 147 já tem um produtivo histórico e vem se destacando em festivais e eventos em todo o país.

SERVIÇO

Sanguinho Novo: Cascadura + 4 bandas baianas pela doação de sangue

Domingos de janeiro, 17 horas

Largo Tereza Batista – Pelourinho

Gratuito

09/01 – Cascadura e Dubstereo

16/01 – Cascadura e Vendo 147

23/01 – Cascadura e Velotroz

30/01 – Cascadura e Maglore

Realização: Piano Forte | Murilo Fróes Produções

Apoio: Hemoba | Pelourinho Cultural

Apoio financeiro: IPAC | Fundo de Cultura da Bahia | Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia | Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

Informações:

www.sanguinhonovo.com

www.bandacascadura.com

Assessoria de Imprensa - Banda Cascadura
Paula Berbert
(71) 9127-7803
paula@marcatexto.com.br
noticia@bandacascadura.com

www.marcatexto.com.br

“Odiosa Natureza Humana”

Com Donida, boto fé ...

A.

Entrevista concedida a Marcos Bragatto

Fonte: Rock Em Geral

Eles bem que tentaram fazer um disco com o humor um pouco melhor, mas não daria certo. Por isso mesmo o título “Odiosa Natureza Humana” já sugere que o quarto álbum de inéditas do Matanza mantém a inseparável fama de mau conquistada pelo grupo ao longo dos anos. Antes, porém, um hiato de cinco anos, o sucesso de um DVD gravado ao vivo com quase todas as músicas do grupo e a dúvida: o disco teria a participação de Marco Donida, guitarrista, membro fundador, criador da identidade visual da banda e compositor de quase tudo que o grupo já fez?

Explica-se que nesse vai-e-vem de shows – cerca de 100 por ano – Donida encheu o saco de viajar de um lado para o outro e decidiu armar cidadela em São Paulo, se dedicar aos desenhos e passear com o cachorro. Com uma agenda atribulada, o guitarrista Maurício Nogueira tomou-lhe o lugar nos palcos e Donida ficou – como se diz no jargão futebolístico – preservado para as gravações e algumas apresentações. Será que daria certo? Era o que perguntavam os incrédulos fãs. A julgar pelas 13 músicas gravadas em “Odiosa Natureza Humana” - onze de Donida - parece que sim. O álbum deve chegar às lojas em março.

O disco foi gravado usando fitas de rolo (nada de arrumações digitais) com o grupo tocando tudo ao vivo, salvo raros detalhes. Tanto que em exíguos três dias o trabalho estava concluído, num resultado pra lá de satisfatório. Ao menos essa é a opinião de Jimmy London, o vocalista grandalhão que nos concedeu esta entrevista. Entre outros detalhes da gravação do novo álbum, ele fala da dura vida de uma banda de rock com “crescimento sustentável”; da “entidade Matanza”, que simplifica tudo e mostra o caminho a seguir; do material que ele andou compondo para lançar de alguma forma, mais cedo ou mais tarde; além de dar conselhos para que bandas independentes aprendam que “tem espaço pra trabalho”. Com vocês, um pouco da odiosa natureza humana:

Rock em Geral: Como está a produção do disco novo? Já tem título?

Jimmy London: O disco tá gravado e tem o singelo titulo de “Odiosa Natureza Humana”. Nós só não mandamos para masterizar porque tem umas coisas de mixagem que estamos esperando o Donida voltar de São Paulo para acabarmos de fazer. Falta aumentar uma coisinha aqui, diminuir uma coisinha ali. Gravamos com o Rafael (Ramos, produtor) no Tambor, de uma maneira que nunca tínhamos feito, em fita de rolo, em três dias. Finalmente gravamos o disco ao vivo que sempre quisemos gravar. Foi totalmente ao vivo, menos algumas vozes, no coro. E a maioria das coisas saiu no primeiro take.

REG: Então vocês ensaiaram bastante antes de partir para gravar…

Jimmy: Fizemos um esquema fuderoso de ensaio. Viemos todos para o Rio um mês antes do disco, na casa do Jonas (baterista), ficamos lá de 12 a 16 horas por dia finalizando música e ensaiando. Quando vimos, estava tudo muito resolvido. O Matanza não deixa a gente inventar as coisas. O Matanza proíbe a que se faça qualquer tipo de viadagem, fique inventando merda. Quando funciona, funciona e acabou. É o tipo de banda que é maior do que nós. Quando a musica rola temos a certeza absoluta de que é aquilo. Alguém bota pilha: “Pô, eu tinha uma ideia de uma situação muito doida, tipo uma levada AC/DC que a gente adora”. Nós tentamos, mas não adianta, quando joga no jeito Matanza de tocar, no “tupá tupá”, funciona. A música fala: “Tô pronta, me ensaiem”. Isso é muito bom. Eu não sei se é um caso de sinceridade por incompetência ou porque temos uma identidade musical. A parada dá muita certeza do que estamos fazendo. Quando eu e o Donida começamos a ver as músicas, teve um papo de “não vamos fazer um disco de saco cheio”, porque já fizemos isso no “A Arte do Insulto”, que fala mal de tudo. Vamos fazer um disco mais bagunça, sem ficar pagando de velho, uma coisa tiro para o alto, tipo o “Santa Madre” (“Santa Madre Cassino”, primeiro álbum, de 2001). E no final o nome do disco é “Odiosa Natureza Humana”, tem uma música chamada “Amigo Nenhum”, outra chamada “Saco Cheio e Mau humor”, outra “Melhor Que Você”… Não conseguimos ir em outra direção, e isso é muito bom para nós.

REG: Quando você diz “Matanza”, parece se referir a uma entidade…

Jimmy: Funciona assim: tocamos as músicas. Essa música podia ter uma levada tal… Aí levamos e achamos que tá legal. Então decidimos levar um pouquinho mais rápido, e mais rápido e a música engole e nós esquecemos aquela tal levada sugerida no início. O Matanza resolve, não tem muito que inventar.

REG: Mas o Matanza já teve suas fases, com inclinações para o hardcore, para o metal extremo, para uma sonoridade “irish”…

Jimmy: Nessas quatro ou cinco coisas que nós sabemos fazer nós variamos. Esse disco tem muito country hardcore, uns quatro ou cinco, tem várias levadas meio “motorbeat”, meio “O Chamado do Bar”. Não tem nenhuma canção. Tem uma música muito diferente, que é minha com o Fernando (Oliveira, multi-instrumentista), do Canastra, chamada “Escárnio”. Todo disco do Matanza tem uma música que é bem diferente. No “Santa Madre” tinha a “Assassinate” (“Ye Ole Bluegrass Assassinate”), uma instrumental de bluegrass. No outro (“A Arte do Insulto”) tinha a “Estamos Todos Bêbados”. A “Escárnio” é uma música muito maluca que tem uma levada um pouco diferente, mais country rock do que country hardcore.

REG: Pelo jeito o disco é total country hardcore…

Jimmy: É muito country hardcore, mas os country hardcore são um pouco mais espertos, mais concisos, porque se você deixar o country hardcore, fica com a harmonia muito simples. A harmonia do country é 1-4-5, com tônica na quarta e na quinta, e você fica variando entre os dois. Se deixar, ele fica ali. Tem uns country hardcore nesse disco que vão para um outro lugar, um pouco diferente, mas é só porque o Donida mandou muito bem.

REG: Ele fez quase tudo?

Jimmy: Tudo como ele sempre faz, todas as músicas sozinho. Só tem essa que eu falei e uma outra que é do China. O disco é absolutamente “de saco cheio e mau humor”.

REG: Como é esse negócio de o Donida não querer mais fazer show? Em geral todo mundo diz que fazer show é o melhor em se ter uma banda…

Jimmy: O cara não gosta mesmo. É engraçado. O brasileiro não tá acostumado a ouvir a verdade. O Donida não quer mais fazer shows, tá de saco cheio, quer ficar em casa desenhando, não aguenta mais viajar. Mas ele vai ficar na banda, vai continuar compondo e vai gravar os discos. Você fala isso claramente e ninguém leva fé. Aí o cara vem gravar o disco e perguntam: “cara, o Donida tá na banda?”.

REG: Mas essa história é difícil de acreditar mesmo…

Jimmy: O cara gosta é de ficar em casa e passear com o cachorro dele. Fica em casa desenhando e fazendo música. Vai para o estúdio amarradão, ensaia amarradão, faz tudo amarradão. Mas o cara não gosta de ficar viajando. Chega quinta, sexta, tem que colocar a mochila nas costas porque tá de saco cheio. É muito simples. Explicar isso para as pessoas é que é difícil.

REG: Você fica na estrada com um cara tocando, e na hora de gravar esse cara não vai e aparece o Donida. Dá certo isso?

Jimmy: Dá, nós tocamos muito tempo juntos para fazer isso.

REG: A banda não vai mudando com o tempo, na estrada, e quando chega a hora de gravar, tá diferente?

Jimmy: Pois é… Esse lance o Matanza tem uma maneira de fazer as coisas que é maior do que a gente. Eu mesmo, por exemplo, posso querer mudar, tô ficando velho… Posso querer fazer um disco de country, cantar sem ser distorcido, mas é o Matanza que manda. Tinha umas músicas nesse disco que eu podia ter cantado sem ser com “voz de monstro”. Não fica bom. Então o guitarrista que entra para tocar, se ele não tocar do jeito do Matanza, não fica bom. E o Donida, por mais que tenha ficado sem tocar, quando vem tocar com o Matanza fica bom quando ele toca do jeito que é, não tem mistério. Por isso que eu te falo que rola uma força ali maior do que a gente. E isso gera a nossa máxima, que é: Não gostou? Pau no seu cu! A gente não tem como fazer as coisas diferentes, é maior do que a gente.

REG: Qual formação gravou o disco? Algum convidado?

Jimmy: Eu, Donida, China e Jonas. O Maurício (guitarrista) também é da banda, mas nós gravamos em três dias. Pensamos em chamá-lo para fazer uns solos mais rebuscados, estávamos cheios de ideia, até que chegamos lá, e em três dias tava tudo pronto. Queríamos fazer um monte de coisa, uma introdução aqui, um trompete com banjo. Quando gravamos o disco tava muito “a verdade do country hardcore”, não tinha espaço para fazer porra nenhuma, de viadagem nenhuma. Adoramos ser aquilo ali mesmo. Teve coisa que eu não tô acostumado, que num disco normal teria gravado varias vezes, compilado a voz com vários takes. Nos outros discos as vozes eram compiladas. Gravava bateria, editava bateria, gravava o baixo, depois começava a guitarra. Tinha guitarra um e dois gravadas, e o solo separado, depois vinha a voz. Nisso iam embora dias, semanas. Gravamos em três dias! É claro que não tem o mesmo nível de precisão, mas valeu muito mais a pena ter feito em três dias e ter a vibe de três dias, do que ficar 40 dias gravando e ficar um tiquinho mais agulhado. E não cover nem convidado… Mal tem a gente!

REG: E esse mau humor que você falou?

Jimmy: É o Matanza no esquema de sempre. Sempre temos essa discussão, dos temas, de não se repetir. Na verdade ia ser muito mais fácil trocar de assunto, fazer o reggae do Matanza e levar para outro lugar. É muito mais difícil manter os temas e conseguir fazer música nova que seja pertinente. O desafio é exatamente esse: continuar fazendo o que a gente sempre fez e conseguir fazer uma parada diferente.

REG: Quais são as músicas que você mais curtiu?

Jimmy: Tem uma que se chama “Remédios Demais”, que é a primeira música do disco, que eu gosto muito. Tem a “Menor Paciência” e “Em Respeito ao Vício”, que são duas feitas há um tempo, que eu gosto muito. Tem outra chamada “Melhor Sem Você”, que é menos agressiva que o normal, é um pouquinho mais Green Day. Eu gosto muito, acho a letra muito boa, fiquei amarradão. Tem uma muito boa chamada “Carvão, Enxofre e Salitre”, que temos tocado direto nos shows. Tem algumas coisas que já estamos tocando. E agora os shows vão ser com as músicas novas, já estamos ensaiando com o Maurício. O show vai ser da turnê inteira, o mesmo set list e acabou.

REG: E o público gostou das músicas novas?

Jimmy: O Matanza é uma banda pouco conhecida do grande público, mas, quem conhece, gosta muito, sabe todas as letras, os caras cantam tudo. Então na música nova os caras se perdem um pouco porque não sabem cantar. Mas vamos fazer um pré do lançamento no MySpace…

REG: E o CD tem algum extra?

Jimmy: O CD não vai ter viadagem nenhuma. Nós ainda vamos fazer um lance que é gravar um DVD tocando esse disco ao vivo, de verdade, sem ser num show, com o Donida, no estúdio, na lata, sem dobrar guitarra, sem nada. É uma coisa que eu quero muito fazer, mas é para o meio, final do ano. Acabamos de lançar um DVD com quase todas as nossas músicas, não tinha porque fazer agora.

REG: Cinco anos sem disco de inéditas não é muito tempo?

Jimmy: É muito tempo, sim, mas teve lance do DVD que foi muito grande e deu muito trabalho. Teve muito show, foram três anos com uns 90, 100 shows por ano. É como fazer sempre três shows por fim de semana, o que não é fácil. O pouco tempo que sobra é difícil fazer alguma coisa. E tem mulher, família, tem vida, não quero ser escravo. Apesar de eu gostar muito da banda não quero fazer só isso. E quando o Donida falou que ia tirar um tempinho, foi difícil. Para ele ter chegado a esse ponto, em cima de uma parada que ele faz desde que nasceu, foi um processo complicado, não é fácil um dia parar. Ele tem que chegar num nível de estresse e cansaço muito grande. Estávamos há dois anos sem fazer disco quando isso aconteceu. Depois disso, no ano passado, nós começamos a fazer esse disco. Eu fui para São Paulo, ficamos eu e o Donida gravando na casa de um camarada, com a bateria montada. Ele gravava guitarra e baixo, eu gravava umas vozes e íamos vendo o que era bom, o que era ruim, tentando ter idéia, porque sempre buscamos um conceito para cada disco, tem sempre uma linha que junta todas as músicas. Ainda ficamos alguns meses para escrever essa linha, ia para um lado, ia para outro, até que decidimos fazer o disco de saco cheio e mau humor, que é o que a fizemos agora.

REG: Qual era um plano inicial?

Jimmy: Queríamos fazer mais para o lado do “Santa Madre”, sem ficar reclamando da vida, sem falar que todo mundo é babaca, sem ser niilista, sem ser cínico. Um disco como já fizemos outras vezes na vida, sabe? E não rolou por que… Primeiro porque tem que rolar uma honestidade nas letras e tem essa vantagem de o Donida não conseguir fazer as coisas que ele realmente não acha. O segundo é que foi indo, as músicas muito boas, o conceito muito bom, estávamos gostando, então é isso. Esse processo de compor não é nada fácil. Nesses últimos tempos eu vinha compondo um monte de músicas com o Fernando, músicas diferentes para um lance que eu pretendo fazer. Eu ouço muito pouco rock, e queria fazer algo menos nervoso do que fazemos no Matanza. A temática é diferente, mas é tão cínico quanto. Eu fiz sete músicas com o Fernando, gravei e guardei na gaveta.

REG: Não cabe no Matanza…

Jimmy: Uma coube, que é a “Escárnio”, mas as outras seria mais difícil. Mas aí eu comecei a gravar o Matanza, o Fernando tá gravando o novo do Canastra e demos um tempo. Não sei o que fazer com isso, mas eu acho uma merda fazer carreira solo. Carreira solo é o caralho!

REG: Se você sai com um disco vira carreira solo…

Jimmy: A questão é que eu não sei o que eu vou fazer com essa merda. Mas eu gosto muito de levar esse som, funcionou muito bem. Pela primeira vez eu entrei em um estúdio sem ter a menor idéia de como seriam os arranjos. Chamamos o Marcelo Calado (Do Amor) para tocar bateria, o Edu (Vilamaior, do Canastra) gravou uns baixos, o China gravou outros, mas tínhamos leves idéias de como seriam os arranjos, não sabíamos nem como era o formato da música. Com o Matanza não tem dessa, nunca tem improviso, não tem nada que faça nós entrarmos em estúdio sem dar a melhor performance que podemos dar, dentro daquilo que já fechamos. Eu resolvi ir ao estúdio e gravar minhas coisas exatamente ao contrário. Gravei e foi maneiro, mas o que eu vou fazer com isso? Não tenho a menor idéia.

REG: Você disse que o Matanza chegou num patamar intermediário. Qual o caminho agora?

Jimmy: Esse patamar é muito rico, tenho muito orgulho de onde chegamos. Conseguimos chegar num lugar de fazer shows em todas as cidades, todo mundo viver da banda, só show astral. Temos uma situação de banda que não deve nada para ninguém, o que é uma grande vantagem. Não devemos nada para nenhum radialista, nunca pedimos muita coisa nem para a gravadora, sempre quisemos não dar “preju”, nem trabalho, nem estresse. Não dependemos de nenhum empresário ou galera ou de porra nenhuma para fazer lance. Chegamos aqui pelos nossos esforços, nossa música, nossa atitude nos shows, pelo que conseguimos fazer. Isso ajuda muito porque se quisermos ficar nessa para o resto da vida, ficamos. Gostaria muito de entrar num circuito de rodeio, ganhar esse cachê, mas isso é muito “gente grande”, é o que toca no rádio e dupla sertaneja.

REG: O Matanza nunca tocou em rádio?

Jimmy: Num programa ou outro, mas veicular na rádio não rola. Eu nem sei o que é radio hoje em dia… Mas nós estamos muito bem, temos nossas parcerias que funcionam. Agora é manter isso e continuar crescendo. O Matanza faz o que o Brasil deveria fazer: crescimento sustentável, e sem taxa de juros! Nunca enfiamos um cachê na boca de ninguém e ninguém nunca levou um “preju” com o Matanza, a menos que tenha caído um temporal ou coisa assim. Show do Matanza sempre tem gente, o contratante sempre se dá bem, e, por mais que aumentemos o cachê, fazemos isso junto com o crescimento do público. O Matanza nunca deixou de ter uma curva ascendente.

REG: E onde o Matanza se situa no mercado brasileiro de hoje?

Jimmy: O Matanza é a prova viva de que tem espaço pra trabalho. Canso de ver banda que levanta uma grana, grava um disco com um produtor melhor, um disco bom, manda masterizar em Nova York, contrata uma assessoria de imprensa, dá seis meses de um gás absurdo, toca em dois ou três festivais e depois de seis meses, um ano, não tá ganhando dinheiro com aquela merda e a banda acaba.

REG: Por que isso acontece?

Jimmy: Porque nego não sabe que a parada é trabalho, se surpreende ou nem consegue chegar ao ponto de descobrir que o lance é muito trabalho. Nós trabalhamos pra caralho, todo dia, e quando tem show, trabalhamos mais ainda. Eu acordo tarde - duas, três horas da tarde -, mas vou para o computador e passo o dia inteiro trabalhando, até umas onze horas da noite. Passo o dia inteiro vendo tudo.

REG: Tudo, o que?

Jimmy: Primeiro que eu sigo todos os shows. Nenhum show que é marcado eu deixo de seguir, saber onde vai ser, o que é, como vai ser. Eu não sou um roqueiro tradicional, fui criado por pais empresários. Não quero ser empresário do Matanza, porque tem que separar as coisas, mas também não consigo deixar rolar, é uma coisa minha. Segundo que eu faço uma frente do Matanza de toda a parte de parceria e marketing. Quem fecha os contratos de endorsement (apoio, patrocínio), que são muito complicados, sou eu. É uma coisa importante, mas que dá muito trabalho, tem que conversar e desconversar mil vezes, esperar, voltar. Terceiro que tem a questão de fazer parcerias para evento, empresas de bebida… Tem um monte de coisas que eu não me conformo até hoje de não ter conseguido fazer. Por exemplo: não ter conseguido um patrocínio de uma fábrica de caminhões para fazer uma turnê do Matanza em cima de um caminhão-palco, de graça, que é a coisa mais maneira do mundo. Eu não admito nunca ter conseguido fazer isso e vou continuar tentando. E o quarto são as entrevistas, contatos, “grava não sei o quê para não sei qual rádio” o tempo todo. Todo show tem matéria, todo dia. Isso é trabalho. E tenho que estar em cima com a minha voz, ensaios, gravadora. É muito trabalho, e nego acha que viver de rock é mole.

REG: Você acha que a maioria das bandas não se dedica tanto…

Jimmy: Elas não têm a menor idéia de que têm que trabalhar. Eles acham que o lance é “chegar no palco, quebrar tudo que vai ser do caralho e vão chamar a gente pra tocar”. Isso é a obrigação, não chega nem perto do seu trabalho, é como o taxista saber dirigir. O resto todo é que é um trabalho do caralho. E nego não tem idéia. No mercado brasileiro são pouquíssimas pessoas que trabalham muito e acabam tendo suas carreiras acontecendo de uma maneira ou de outra. Vê o BNegão, tá sempre fazendo alguma coisa, é um cara que trabalha.

REG: Você parou com o trabalho na TV?

Jimmy: Na MTV, sim, mas eu tô querendo fazer um programa novo de TV, espero que role por outro canal. É um projeto que eu escrevi que eu quero muito fazer, de música. É uma coisa que aborda a questão da história do rock, tem um milhão de maneiras de contar e de mostrar isso, vamos ver.


sábado, 8 de janeiro de 2011

# 174 - 07/11/11

A Volta dos que não foram

A Gangrena Gasosa cunhou o genial termo "Saravá Metal" para definir o som que eles fazem: letras trash emolduradas pelos mais genuínos arranjos punk/metal/grindcore/toscoland. Em 1993 lançaram seu primeiro álbum, Welcome to Terreiro, mostrando serviço em músicas com títulos como "Troops of Olodum", "Pomba Gyra" e "Fist Fuck Agrédi". A banda logo chamou a atenção da mídia, mas episódios como uma entrevista na MTV na qual chamaram um notório colaborador do jornal O Globo de "jornalista viadinho", e a história sobre um show em homenagem a Zé do Caixão no qual um dos integrantes do Gangrena teria sido flagrado surrupiando pertences de José Mojica Marins, acabariam por carbonizar a película do grupo junto a certos nomes influentes. De quebra, a briga que eles tiveram com a Rock It!, gravadora que lançou seu álbum de estréia e que os deixou presos a um contrato que os impediu de lançar novos discos por um período de quase cinco anos, fez com que o Gangrena Gasosa perdesse o bonde de uma história que acabaria por consagrar outros grupos como Mamonas Assassinas e Raimundos.

Foi só em 2000 que o Gangrena lançou seu segundo álbum, forte candidato a melhor nome de disco de todos os tempos: Smells Like A Tenda Spirita, contendo petardos sonoros como "Matou a Galinha e Foi Ao Cinema" (inspirada por Tião Galinha, personagem de Osmar Prado na novela Renascer), "Centro do Picapau Amarelo" e "Bloodline Chupacabra". Lamentavelmente o álbum foi solenemente ignorado, e a banda aos poucos foi brochando com a falta de repercussão de seus trabalhos. Seguiu-se novo hiato, até que no dia 6 de junho de 2006 (6/6/06) o Gangrena aproveitou-se da singular data para lançar "666", um EP com 6 faixas de títulos sensacionais como "Quem Gosta de Iron Maiden Também Gosta de KLB" e "Se Deus é 10, Satanás é 666". Este, infelizmente, é o último registro oficial do Gangrena Gasosa*, embora a banda ainda lance informalmente uma ou outra música nova divulgada apenas entre seus camaradas.

Pertence a "666" a música que embala o vídeo a seguir da sensacional "Eu Não Entendi Matrix", que você pode ver clicando aqui. Para quem ainda não conhece o Gangrena Gasosa, trata-se de um excelente cartão de visitas de um grupo (ir)responsável por outras composições como "Meu Sonho de Consumo Era Comer a Björk" e "Engodo We Trust". Mas, bem, agora você sabe qual foi a maior fonte de inspiração do Massacration ...

por Alexandre Inagaki

Virundus

* NOTA: Até agora. A banda acaba de lançar seu aguardado terceiro disco “oficial”, basicamente com regravações do EP 666 (que foi lançado em CDR e vendido apenas pela internet) acrescidas de outras faixas ainda inéditas. Chorão 3, o único membro-fundador remanescente da banda, saiu, segundo ele, definitivamente, mas antes gravou os vocais do novo disco, que se chama “Se Deus é 10 Satanáis é 666”, mas a banda continua na ativa, tendo tocado, inclusive, em Festivais importantes como o Goiania Noise e o Porão do Rock. Para maiores informações, acesse o Terreiro Virtual da Gangrena Gasosa.

* * *

Gangrena Gasosa – Se Deus é 10 Satanáis é 666
karne Krua - Massacre of Innocents
Musica das Cinzas x Napalm Death - Multinational Corporations
Pastel de Miolos - Da Escravidão ao Salário Mínimo
Asterdon - Acelerado numa noite suja
Adhorah project - A search

Mark Lannegan & Isobel Campbell (Live at Barbican) - We die and see beaty reign
Burro Morto - O céu acima do porto

(Bloco produzido por Billy "Canalha"):
Johnny Cash - Man in Black
Buddy Holly & The Crickets - Early in the morning
Lee Rocker - Evil
Crazy Cavan & The Rhytm rockers - Takin´care of my home
The Porres - Gang dos penetras

Entrevista com Camilo Maia, dos Subversivos
Subversivos – Um homem simples

Continental Combo - Denia
Violeta de outono - Em toda parte
Supercordas - 3.000 folhas
Casa Flutuante – Imaginação

Entrevista com Bruno Montalvão, da Brain produções

Darge - Nunca mais
Statik Majik - I´m not your puppet

Plastic Fire - a última cidade livre

Entrevista com Michael Menezes, da Parayba Rec.
Entrevista com o coletivo “Pela Cena”

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O primeiro show de rock do ano

Show de rock a baixo custo e com atrações de outros Estados? Parece difícil de acontecer por aqui, não? Mas o coletivo sergipano Pela Cena consegue fazer o ‘milagre’ e, no dia 08 de janeiro, a partir das 20h, no Espaço Cultiva, vão se apresentar por lá, a carioca Plastic Fire, a paraibana Elmo e a baiana Buster, além das bandas sergipanas Rótulo, Nucleador e Cessar Fogo.

Segundo Roque Souza, baixista da banda Rótulo e um dos participantes do coletivo Pela Cena, a ideia do festival é movimentar a cena musical do Estado, sobretudo quando o assunto é rock pesado. “São poucas as oportunidades que as bandas desse estilo têm de se apresentar por aqui. Então, resolvemos por ocasião do lançamento do CD da Rótulo, no ano passado, realizarmos um show com preço popular. Foi aí que surgiu o coletivo e essa é nossa terceira empreitada em produção dessa natureza”.

Mesmo colocando preços baixos nos eventos (em torno de R$ 8) e sem visar o lucro, o coletivo Pela Cena tem conseguido pagar as contas e arregimentar novas atrações. “Inicialmente, tínhamos pensado em fazer um show de lançamento do novo disco da Plastic Fire, mas foram surgindo pedidos de outras bandas para tocar em Aracaju e resolvemos ampliar o número de atrações, compondo um festival”, explica Roque Souza, que juntamente com os amigos Roberto Menezes, Rômulo Sandes, Pedro Alves, Antônio Ribeiro e Felipe Augusto formam o Pela Cena.

No show do dia 08 de janeiro será possível conferir o som da banda hard core Plastic Fire, com repertório calcado no novo CD “A Última Cidade Livre”. A Elmo e a Buster também seguem o mesmo estilo, assim como a sergipana Rótulo. Já a banda Nucleador mostra que sabe fazer um som trash/crossover, enquanto a Cessar Fogo solta seu punk rock feroz.

O Festival Cascadura ainda contará com exposição de fotografias de Victor Balde e Fernando Cocó, exposição de desenhos do artista Thiago Neuman, o “Cachorrão”, além de exibição de curtas-metragens. O ingresso de acesso custará apenas R$ 5.

Fonte: Jornal da Cidade

Sobre Plastic Fire:

Não faz muito tempo que o Plastic Fire foi formado, talvez cerca de cinco anos e, ainda assim, já fizeram tanto quanto muita banda com (ou quase) décadas de estrada. Atuantes no cenário carioca, Reynaldo (voz), Daniel (guitarra e homem-internet), Marcelo(baixo) e Felipe (bateria) vão se firmando como um dos principaisexpoentes da retomada do hardcore melódico brasileiro. O debut, E.xistência P.arcial, fez o grupo ganhar reconhecimento, reforçado por sua performance cheia de energia ao vivo.

Fonte: Divulgação

Sobre Buster:

A banda teve inicio em meados de 2003, como um “power trio”, com Thiago Nogueira no baixo e vocal, Danilo Nunes na guitarra e Gustavo Guerra na bateria. Neste mesmo ano gravaram seu primeiro CD demo com 10 musicas, algumas ate entao escritas em portugues, sua lingua original, mas, ja no ano seguinte, optaram por escrever todas as letras em ingles. Em 2005, a formacao da banda mudou, com Rodrigo Velazquez assumindo o baixo, deixando Thiago com a segunda guitarra e vocais. Em 2006, gravaram uma DEMO ao vivo em estudio com algumas musicas. Em 2008, apos 5 anos e muitas dificuldades (progressos e atrasos), gravaram um EP com uma qualidade melhor como ate entao nunca tinham feito e passaram a divulgar algumas musicas para que outras pessoas conhecam o som feito por eles. Seguiram ensaindo e fazendo novas bases.

Fonte: Divulgação

Sobre Elmo:

A ELMO já vem trabalhando em seu primeiro CD-Demo hà algum tempo, desde 2009, quando gravou 13 faixas que não agradaram à banda. Com isso, surgiu a idéia da regravação de todo o material em outro estúdio, foi quando a banda entrou no estúdio mutuca do pessoal do “burro morto” em julho de 2010 e fez todo o processo de captura dos áudios no mesmo.

Após captura a banda enviou os projetos da gravação para Aracaju (SE) onde Alex Souza, produtor musical e técnico de áudio, abraçou a idéia e a proposta da banda, fazendo todo o trabalho de mixagem e masterização onde mesmo a distancia teve um ótimo resultado.

Neste disco a banda traz uma pegada mais original e madura, digna das grandes bandas de hard core, porém com uma pegada mais rockeira.

Serão 14 sons próprios, com algumas musicas já conhecidas pelo público como “Prisão” “Diferentes Defeitos” e “O Dono da Razão”.

Guitarras mais timbradas, uma linha de baixo bem elaborada, baterias rápidas e firmes, se juntam com a energia das vozes, assim trazendo as idéias nas fortes letras, sempre bem expressadas no palco.

Com parceria com 3 selos independentes, Tamborete Entertainment (RJ) SubFolk (SP) e Otimismo Produções (JP) a banda conta com uma boa distribuição deste novo trabalho e já está marcado para inicio do ano de 2011 a tour de lançamento do disco pelo nordeste

Fonte: Divulgação

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Daniel na cova dos leões

Dia desses recebi um convite via sms do nosso camarada Adolfo Sá para assitir, ao vivo, à gravação do programa que ele dirige (aliás, dirigia), o "Cena do Som", com Daniel, da Plástico Lunar, e com Elvis Boamorte, ex-Baggios, atual Boas Vidas. Bem legal. O programa é apresentado por Nino Karvan, gente boa, e rola num clima de descontração e improviso. É uma excelente maneira de se conhecer a arte de nossos músicos de forma despojada e sem firulas. Recomendo.

* * *

O primeiro Cena do Som de 2011 vem com muito rock and roll. Nesta quinta-feira, 6 de janeiro, o apresentador Nino Karvan recebe Daniel Torres, vocalista, guitarrista e compositor da banda Plástico Lunar. Além de tocar e cantar, Daniel conta um pouco da sua trajetória, a formação musical, o atual momento e os projetos futuros.

O roqueiro de 31 anos vem de uma família de músicos, mas não foi influenciado pelo estilo ‘axé music’ que predominava entre seus tios e primos. O gosto pelo rock começou ainda na infância. Um dos momentos marcantes foi em 1985, quando assistiu ao filme ‘Submarino Amarelo’ na TV. O fascínio pelos Beatles foi imediato e abriu as portas para que o menino conhecesse outras vertentes do rock inglês, como o Rolling Stones, Pink Floyd e The Kinks.

Na adolescência, cada vez mais apaixonado pelos riffs de Jimi Hendrix e Keith Richards, Daniel exercitava o estilo através do violão elétrico do seu pai. “Com o volume bem alto, era possível fazer um som distorcido o suficiente que lembrasse uma guitarra”, comenta o músico. Isso era possível mesmo que a vida útil dos alto-falantes fosse ‘parar no brejo’. Seus pais, percebendo que o filho estava destinado ao rock, compraram uma guitarra para ele. Em seguida, vieram as composições e a formação da banda ‘Pupilas de Quartzo’, mas Daniel estava destinado a outros caminhos.

A amizade com Júlio Andrade, Leo Airplane, Odara (seu professor de História), além da convivência com o irmão (também roqueiro) Plástico Júnior foi fundamental para o surgimento da ‘Plástico Lunar’, um dos mais populares nomes do rock sergipano. Com a ajuda de Alex Sant´anna (da Naurêa), a quem Daniel tem como ‘padrinho da Plástico Lunar’, a banda com influências do rock inglês, do blues e folk norte-americano, e até mesmo da bossa nova, despontou na cena independente de Sergipe. O bom trabalho da banda possibilitou a apresentação na Feira Música Brasil 2009, em Recife, além de outros festivais de música do país.

Quer conhecer a música de Daniel Torres e as novidades da Plástico Lunar? Então não perca o Cena do Som desta semana! O programa vai ao ar toda quinta-feira, às 19h, com reprise aos sábados a partir das 15h30. Confira na sua Aperipê TV!

Fonte: www.aperipe.se.gov.br

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Música cerebral

Para o bem ou para o mal, continua aumentando o número de cabeças pensantes sergipanas auto-exiladas além fronteiras da província. Uma delas, grandinha, por sinal, é a de Bruno Montalvão, ex-Marginal produções, a mente por trás de pelo menos dois eventos que marcaram história na Capitania de Sergipe D,El Rey, o Rock-se, festival de 1998 que trouxe à cidade alguns dos grandes nomes da música alternativa da época, e a Boite do Porão do Cultart. Já faz algum tempo que Montalvão anda maquinando das suas por aí, não mais aqui, mas com as antenas ligadas para o que há de bom vindo de sua terra natal. Seu novo empreendimento é a "Brain Productions", que será lançada com um Festival no mês de janeiro, em São Paulo. Saiba mais:

"Em 2010, nasceu a Brain Productions. Meio no susto, meio de brincadeira, mas acabou vingando. Era abril, e o produtor artístico Bruno Montalvão estava prestes a produzir o show de Jonathan Richman, ex-vocalista e líder do Modern Lovers, no Brasil. Para tanto, precisava de um nome que assinasse sua nova produção e veio a idéia de “criar” uma produtora. E que nome melhor, senão Brain (Cérebro em inglês), uma brincadeira com a cabeça avantajada do próprio produtor?! A piada pegou, o nome ficou.

Para comemorar a entrada de 2011 e chegada oficial da produtora, preparamos uma grande festa de lançamento no Centro Cultural São Paulo, nos dias 08, 09, 15 e 16 de janeiro. Aproveitando para apresentar shows de seus artistas: Vanguart, Pública, Visitantes e The Baggios, e de artistas parceiros como O Sonso e Bicicletas de Atalaia.

Ao projeto demos o nome de MÚSICA CEREBRAL, pois embora o nome remeta à pensamento e coisas complicadas, a intenção é justamente buscar o lado espontâneo e até irônico dessa “música cerebral”, afinal de contas o cérebro não serve só para pensar. Ele coordena todas as nossas ações: a alegria, a dança, o sorriso, a emoção, os delírios. Então vamos comemorar tudo isso com 04 dias de música, celebrando as diversas formas de pensar a música, com o cérebro, mas também com o coração e todo o corpo.

Venha comemorar conosco, venha brindar a nova música brasileira. Esperamos todos vocês, em janeiro, no CCSP.


PROJETO MÚSICA CEREBRAL
Centro Cultural São Paulo (Sala Adoniran Barbosa) – Janeiro/2011

DIA 08/JANEIRO (SÁBADO)
Pública (RS) recebe Tita Lima e Saulo Duarte.
Djs Cardelli & Dods(Visitantes)

local: Sala Adoniran Barbosa (CCSP)
abertura bilheteria: 17 horas
horário show: 19 horas
ingressos: 20 inteira/10 meia

DIA 09/JANEIRO (DOMINGO)
Bicicletas de Atalaia (SE) e O Sonso (CE)
Dj Douglas Godoy (Vanguart)

local: Sala Adoniran Barbosa (CCSP)
abertura bilheteria: 16 horas
horário show: 18 horas
ingressos: 20 inteira/10 meia

DIA 15/JANEIRO (SÁBADO)
Vanguart (MT) convida Cida Moreira e Thiago Petit.
Dj Montalvão (Brain Productions)

local: Sala Adoniran Barbosa (CCSP)
abertura bilheteria: 17 horas
horário show: 19 horas
ingressos: 20 inteira/10 meia

16/JANEIRO (DOMINGO)
Visitantes (SP) convida Daniel Groove (O Sonso).
The Baggios (SE) convida Helio Flanders (Vanguart)
Dj Daniel Belleza

local: Sala Adoniran Barbosa (CCSP)
abertura bilheteria: 16 horas
horário show: 18 horas
ingressos: 20 inteira/10 meia

Fonte: Divulgação

O Último show de rock do ano

A celebração do reveillon não é o único evento do calendário cultural aracajuano na última semana de 2010. Antes da festa da virada, o público apreciador do rock'n'roll tem a última chance do ano de assistir a um show do gênero. É a Festa da Antevéspera, que acontece na noite da próxima quinta-feira, 30, no bar Capitão Cook. O ingresso custa R$ 10 e é vendido no local da festa.

Organizada por um grupo de amigos aracajuanos que hoje vive fora da capital sergipana, a festa foi concebida também como uma oportunidade para que outros 'exilados' que visitam a cidade no fim do ano vejam suas bandas conterrâneas preferidas em ação. Uma espécie de reencontro anual da família roqueira aracajuana.

Para garantir a diversão na penúltima noite do ano, foram convocadas duas autoridades no assunto: as veteranas Snooze e Plástico Lunar, ambas respeitadas nacionalmente e detentoras de uma coleção de canções já bem conhecidas do público roqueiro sergipano.

A Festa da Antevéspera marca a volta da Snooze ao palco após dois meses. A banda, formada pelos irmãos Fábio Snoozer (baixo e vocal) e Rafael Jr. (bateria) e pelo guitarrista Luiz Oliva, se apresenta em nova formação, que agregou ao time o tecladista James Bertisch.

Completando o pacote, os amigos à frente de organização da festa atacam de DJs entre uma banda e outra e prometem colocar o público presente para dançar numa “batalha” onde as armas serão rock & roll de todos os tempos e soul music.

Fonte: Infonet


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal, roqueiros

Lembrando que amanhã, véspera de natal, não vai haver programa de rock. Mas se houvesse, certamente eu iria tocar "Merry Christmas (I don´t wanna fight tonight)", dos Ramones.

A.


Feliz Natal (Eu Não Quero Brigar Hoje) Ramones

Feliz natal, eu não quero brigar hoje com...

Feliz natal, eu não quero brigar hoje
Feliz natal, eu não quero brigar hoje
Feliz natal, eu não quero brigar hoje com você

Onde está Papai Noel com o seu trenó?
Diga-me, por que é sempre desse jeito?
Onde está Rudolph? Onde está Blitzen, amor?
Feliz natal, feliz feliz, feliz natal

Todas as crianças estão em suas camas
Fadas de açúcar estão dançando em suas cabeças
Briga de bolas de neve é tão excitante, amor

Eu te amo e você me ama
E é desse jeito que tem que ser

Porque Natal não é o momento
de quebrar o coração
um do outro


(Tradução de Rafael F. A.)


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Festa de debutante.

Que fique registrado nos anais (ui) da História que aconteceu, no último sábado, uma grande Festa no parque da Sementeira, em Aracaju, em comemoração ao aniversário de 15 Anos da FM Aperipê, a rádio pública de Sergipe. Foi um verdadeiro desfile de talentos apresentando uma diversidade de gêneros e estilos musicais impressionante, tudo pontuado por um único denominador comum: a qualidade dos grupos e artistas que se revezavam no palco construído à beira do lago. O rock não ficou de fora, logo, eu estive presente. Porque não tem jeito: eu sou do rock. Mas é evidente que sei reconhecer a qualidade e a relevância de outros ritmos, e acho importante que haja espaço para todos, independente do apelo comercial. Daí a importância de uma emissora pública forte e bem gerida, desvinculada das amarras limitadoras do mercado.

Se apresentaram naquela noite, dentre outras, as bandas Café Pequeno, Cabedal e Lacertae. Eu, atrasado como sempre, cheguei no meio do show do Pantera (não é o que você pode estar pensando, nem sou eu que estou delirando, é o pseudônimo de um artista sergipano). Vai meio que no esquema “voz e violão” - não é a minha praia, mas é competente no que se propõe a fazer. Na sequencia The Baggios, dupla infernal de blues-rock eletrificado que sacudiu as estruturas daquela espécie de “festa hippie” (figurinos com estampados floridos, clima bucólico ao ar livre, panos coloridos largados na grama, havia um certo clima de Woodstock no ar). Guitarras no talo, bateria espancada sem dó nem piedade, show enxuto e sem frescuras. O feeling de sempre de Julico e Perninha, amplificado pela excelente estrutura montada e pelo som de Ricardo Sá, referência de qualidade no estado desde quando eu me conheço como gente. O governador do estado, Marcelo Déda, registrou no seu twitter que tinha adquirido o EP deles e estava ansioso para ver o show, pena que não postou sua impressão final (político, né?), mas tomara que tenha gostado ao ponto de podermos sonhar com outdoors espalhados pela cidade anunciando: “Governo do Estado apresenta: The Baggios, em turnê européia”, ou algo do tipo. Sei lá, tudo é possível ...

Depois dos Baggios se apresentou o sanfoneiro Cobra Verde. Não falou nem cantou nada, apenas subiu lá e tocou (muito bem, diga-se de passagem) sua sanfona, acompanhado por um tradicional trio pé-de-serra. Muito bom. Sem papo furado, só boa música regional.

Já Patrícia Polayne fez uma apresentação mais teatral, cheia de caras e bocas, porém igualmente competente. Faz um som autoral e interessante, com boa interpretação vocal e algumas excelentes composições, como o hipnótico “hit” “Arrastada”, com o qual ganhou a Festival da Arpub (Associação das Rádios Públicas do Brasil) do ano passado. Foi ovacionada. Está quase virando uma estrela “Cult”, a garota que eu vi pela primeira vez sendo confundida com Fernanda Takai no primeiro show do Pato Fu que aconteceu em Aracaju, no extinto Batata Quente da Orla de Atalaia.

Para terminar a noite, Mundo Livre S/A, de Recife, que há bastante tempo não tocava na cidade. Já subiram mandando bem com a clássica “Free World S/A”, faixa que abre o segundo e melhor disco deles, “guentando a oia”. A partir daí foi um desfile de grandes canções que marcaram os anos 90 e os primórdios do movimento “mangue beat”, além de uma inédita que começa “malemolente” e do meio pro final vira um batidão eletrônico que remete ao Devo. Grande show, encerrado com o hit “livre iniciativa” e com a satisfação estampada na cara de Fred 04, que saudava aquela como a melhor apresentação, com a melhor estrutura e o melhor publico, que eles fizeram em Aracaju. E foi mesmo: No último show que me lembro, na extinta boate “litttle hell” (posteriormente puteiro “pantera´s drinks”), não deu quase ninguém.

Foi uma grande noite. Estão de parabéns todos os envolvidos.

Adelvan

sábado, 18 de dezembro de 2010

Lemmy, uma entrevista

Inked: Quando você fez sua primeira tatuagem?

Lemmy: "Em 1973, quando eu estava no HAWKWIND. Estávamos em Dayton, Ohio, num domingo, e o estúdio de tatuagens era o único lugar aberto. Estávamos entediados pra porra, então fomos todos lá e fizemos uma tatuagem 'hippie' ridícula. A minha foi uma folha de maconha, que eu acabei cobrindo porque parecia uma pizza com asas".

Inked: Qual é a sua tatuagem favorita?

Lemmy: "A do Ace of Spades, mas não dá mais pra ler. Está escrito 'Born to Lose, Live to Win' em volta, mas as palavras se borraram umas sobre as outras. Foi feita em 1979 na Holanda".

Inked: Você provavelmente já viu algumas tatuagens bem doidas do MOTÖRHEAD nesses anos todos.

Lemmy: "Nem fala, cara. Um amigo nosso na Alemanha cobriu as costas todas com o logo e ele fez uma tatuagem da gente do lado da cabeça e no peito. Ele tatuou também nossos rostos nas panturrilhas".

Inked: É estranho ver sua cara tatuada em alguém?

Lemmy: "Se é uma foto bonita, eu não me importo, mas se eu pareço um porco com bócio, então não é bom. Eu já vi dos dois tipos".

Inked: O "Motörizer" tem algumas letras bem políticas.

Lemmy: "Sim, uma delas é sobre o Iraque, 'When The Eagle Screams'. Escrevi essa porque eu sei a história da guerra. Eu estudei isso, e é um exemplo primoroso do dinheiro mandando seus garotos para suas mortes. O interesse está ganhando da lógica. Todos sabem que não havia armas de destruição em massa no Iraque porque nós vendemos para eles tudo o que eles tinham. Vou te contar uma história engraçada. Você sabe quando os britânicos invadiram o Iraque junto com vocês? Nós não tínhamos nenhum uniforme de deserto. Só tinhamos verde e cáqui porque vendemos todos os uniformes de deserto para o Iraque três anos antes. Isso não é ótimo? Eu odeio todos os políticos. São todos falsos".

Inked: Sua marca musical é "Ace os Spades". Você é um apostador?

Lemmy: "Não, na verdade não. Eu só gosto de jogar. Como se diz na música, 'o prazer é jogar, não faz diferença o que você diz'. O apostador nunca ganha, não ao longo do tempo. A maior quantia que eu perdi de uma vez foi três mil. Eu ganhei nove mil em uma jogada no caça-níqueis sete anos atrás no Venetian, em Las Vegas. Coloquei dois mil de volta no jogo e levei sete mil pra casa. Isso foi bom pra mim".

Inked: Você vai frequentemente a clubes de strip. Você é fã de "lap dance"?

Lemmy: "Claro. É uma provocação, mas às vezes você consegue convencê-las, entende? E você só consegue convencê-las se elas fizerem uma 'lap dance' [Nota do editor: dança onde a garota provoca o cara, mas este último não pode tocá-la, se o fizer com certeza será "gentilmente convidado" a se retirar por um segurança com dois metros de altura por dois de largura]. Você não consegue convencê-las a ir pra casa com você direto do bar".

Inked: Já saiu com alguma atriz pornô?

Lemmy: "Já, com cinco delas, na verdade".

Inked: Alguém que conhecemos?

Lemmy: "Não sou de ficar contando".

Inked: Estrelas pornô são melhores na cama do que garotas normais?

Lemmy: "Não, são iguais, mas de novo, eu não sou tão bom de cama com as pessoas com quem eu transo normalmente, então eu acho que fica equilibrado".

Inked: Tem hobbies?

Lemmy: "Pegar mulheres, suponho. Na verdade, não, isso é uma carreira. A música é o hobby".

Inked: "Você disse à Maxim [revista masculina] que já dormiu com 2.000 mulheres".

Lemmy: "Não, eu disse 1.000 e acho que eles inflacionaram um pouco. Mas não fico contando, sabe?"

Inked: "Você escreveu uma das maiores baladas de Ozzy Osbourne, 'Mama I'm Coming Home'. Como isso aconteceu?

Lemmy: "Depois de eu me mudar pros EUA, Sharon [Osbourne] me ligou e disse, 'você pode escrever quatro músicas pra mim', e me fez uma proposta que eu não podia recusar. Uma delas foi 'Mama I'm Coming Home'. Eu ganhei mais dinheiro por essas quatro músicas do que com 15 anos de MOTÖRHEAD. E então eu escrevi mais duas para o 'Ozzmosis'".

Inked: Você parece ter uma relação de amor e ódio com Sharon.

Lemmy: "Não, o que aconteceu foi que ela assumiu como nossa empresária em 1991. E quando ela foi para o Japão, ela mandou um empresário em turnê com a gente e ele fodeu com a grana e disse que foi nossa culpa. Ela confiou na palavra dele em vez da nossa, o que é bem natural porque o cara era dela. Mas eu nunca perdoei ela até semana passada quando ela finalmente disse, 'OK, eu acredito em você'".

Inked: Você é religioso de alguma forma?

Lemmy: "Sou agnóstico, na verdade. Vou esperar e ver... e eu posso esperar. Mas não tenho medo de morrer. Qual é o motivo para ter medo do inevitável? Eu só espero que não seja num hospital cercado de imbecis e com tubos enfiados no nariz, sabe? Minha ética é, 'coma, beba e seja feliz, pois amanhã morreremos'. Você pode ser o quanto cuidadoso quiser, mas você vai morrer de qualquer jeito, então porque não se divertir?"

Inked: O mundo está em guerra e a economia e o meio-ambiente são uma confusão. A humanidade está condenada?

Lemmy: "Não se engane. Já é tarde. Estamos no fim. Logo vamos ser extintos ou vamos viver em cavernas hermeticamente fechadas porque envenenamos o ar que respiramos, a água que bebemos e a comida que comemos. E não é como se não soubéssemos disso, mas as empresas quiseram mais o dinheiro do que a vida de seus filhos. Não é maravilhoso? Você pode sempre contar com a humanidade".

Traduzido por Leo Kreator, para o site whiplash

Fonte - Inked Magazine

# 173 - 17/12/2010

Já faz um bom tempo (nem lembro quanto) que a outra banda fundadora do “movimento mangue”, o Mundo Livre S/A, não toca em terras sergipanas. A primeira vez foi ainda no auge do “estouro” do novo som do Recife, no extinto “Batata quente”, na orla de Atalaia, com abertura da Living In The Shit, de Alagoas, e da Miller Babies, daqui mesmo de Aracaju. Depois tocaram no Cultart e numa também extinta boate que tinha o sugestivo nome de “Little Hell”. Lembro do pouco público e da presença da, na época, anônima, Priscila Leone, a vocalista do Inkoma, também conhecida como Pitty. Ela tava “de rolê” por aqui, sem a banda, e acabou fazendo uma resenha do show para o saudoso fanzine “Cabrunco”. Tudo isso ainda nos anos 90, comecinho dos anos 2000. Segundo Leo Levi, diretor de programação da Aperipê FM, eles tocaram mais uma vez, no Tequila Café – se rolou realmente, eu não fui, porque não me lembro. Mas o que importa é que o Mundo Livre está, finalmente, de volta à NOSSA “manguetown”, e fará, assim espero, um grande show, ao ar livre, no Parque da Sementeira, hoje à noite, encerrando as atividades comemorativas dos 15 anos da FM Aperipê. Para marcar a ocasião, o programa de rock resolveu relembrar o clássico primeiro disco da banda, “Samba Esquema Noise”, em sua sessão “Discoteca Básica” (inspirada, é sempre bom frisar, na antológica coluna da revista Bizz). Fora isso, tocamos Raul, porque Raul é foda e para lembrar nossos ouvintes de que na mesma noite do programa, no Capitão Cook, aconteceria a segunda edição do Tributo a Raul Seixas, “cometido” pelas bandas The Baggios e Plástico Lunar. No bloco do ouvinte, uma dose dupla oferecida por nossa camarada Joelane: na primeira parte, 3 das melhores bandas sergipanas da atualidade, na segunda, metal, com direito ao clássico dos clássicos “Ace of Spades”, do incansável Motorhead (aproveitamos para encaixar uma musica do novo disco da banda, “The World is yours”). No quesito novidades, Massive Attack, Smashing Pumpkins (acabaram de lançar um novo EP), REM, Lou Barlow e J. Mascis, com uma faixa de seu novo disco solo e acústico que sairá no primeiro semestre de 2011.

Este foi o último programa de rock do ano. Obrigado pela audiência, Feliz Natal e blah blah blah pra todos.

Até 2011.

A.

* * *

(Wikipedia) Samba Esquema Noise é o primeiro álbum da banda brasileira Mundo Livre S/A, lançado pelo selo Banguela Records, em 1994. Considerado por alguns críticos como "a música dos anos 90", trouxe uma mistura de samba, rock, punk e ritmos regionais, dentre outros. O título é uma referência ao primeiro álbum de Jorge Ben, Samba Esquema Novo.[1]

Mesmo com dez anos de formação completados, a banda estreou em disco somente naquele ano. Foi o segundo álbum lançado pelo Banguela Records (selo que o grupo paulistano Titãs mantinham em sociedade com o jornalista e produtor Carlos Eduardo Miranda na Warner), sendo o sucessor do disco de estréia dos Raimundos.

Aclamado como um dos melhores álbuns da década de 1990 pela revista ShowBizz, em novembro de 1999, e pela Rolling Stone Brasil como um dos grandes discos da música brasileira, em 2007, Samba Esquema Noise foi um trabalho superproduzido, tendo a banda, inclusive, estourado o prazo de gravação no estúdio e o orçamento, estimado em mais de 40 mil dólares. O que não foi compensado pelas baixas vendagens do CD à época, que sairia de catálogo em pouco tempo - o disco voltaria ao mercado em 2001, relançado dentro da série Arquivos Warner e, em 2004, seria reeditado mais uma vez, agora como parte da caixa Bit.

Foi gravado e mixado por Beto Machado (Bob Mac) nos estúdios Be Bop (sp) em sistema analógico de 24 canais de maio a julho de 1994, num total de 660 horas. Além da arrojada produção, contou com várias participações especiais distribuídas na maioria de suas trezes faixas, quem iam dos amigos e percussionistas da Nação Zumbi até a atriz global Malu Mader (em "Musa da Ilha Grande"). A faixa "Sob o Calçamento (Se Espumar é Gente)" se destacou neste prisma: traz participações de Gilmar Bola 8, Toca, Gira, Canhoto e Dengue (Nação Zumbi); de Paulo Miklos, Nando Reis e Charles Gavin (Titãs); do produtor Apolo IX; de Syoung; de Ligeirinho (Guanabaras); do percussionista James Müller; e, finalmente, do rapper Sérgio Boneka. Todos que visitavam o estúdio de gravação se ofereciam para deixar algo registrado na composição, até a elaboração do arranjo final, feita por Charles e Miranda.

  1. Manguebit
  2. A Bola do Jogo
  3. Livre Iniciativa
  4. Terra Escura
  5. Saldo de Aratú
  6. Uma Mulher com W... Maiúsculo
  7. Homero, o Junkie
  8. Rios (Smart Dugs), Pontes & Overdrives
  9. Musa da Ilha Grande
  10. Cidade Estuário
  11. O Rapaz do B... Preto
  12. Sob o Calçamento (se Espumar é Gente)
  13. Samba Esquema Noise

Samba esquema noise

Mundo Livre S/A


A felicidade como a morte
É como um concurso milionário da Tv
Existe um globo infinito
Com bilhões de bolinhas
Girando
Em algum lugar
A cada instante uma deusa
Retira um número
Que pode ser o meu
Dá pra entender?
Por isso,
Nada de pudores
Dá pra entender?
Ou você explora o próximo
Ou o próximo é você
Esta é a única moral
Do mundo
Dá pra entender?
A felicidade como a morte
É como um concurso milionário da Tv
Existe um globo infinito
Com bilhões de bolinhas girando em algum lugar
Dá pra entender?
A cada instante uma deusa retira um número
Que pode ser o meu
Por isso nada de pudores
Dá pra entender?
Ou você explora o próximo
Ou o próximo é você
Esta é a única e verdadeira moral no mundo horrível
Dá pra entender?
Passei na cidade
Girando em algum lugar

# # #

Raul Seixas – Tente outra vez

Massive Attack – Redlight (Clark remix)
The Smashing Pumpkins – The Felowship
REM – Discoverer
Lou Barlow – On the face
J. Mascis – Not Enough

The Soundscapes – We´re all made of star stuff
Messias – Broadcast your escape
(Drop Loaded)

The Exploited – Dead Cities
GBH – Faster faster
Cock Sparrer – Riot squad
Cockney Rejects – Here we go again

(Bloco produzido por Joelane):
Plástico Lunar – Formato cereja
The Baggios – Na porta do bar
Mamutes – Cabeça de mamute
------------
Holocaust – Heavy Metal Mania
Kiss – Love her all I can
Motorhead:
# Ace of spades
# Rock and roll music

U2 – Magnificent

Mundo Livre S/A – “Samba esquema noise”:
# Samba Esquema noise
# Livre Iniciativa
# A Bola do jogo
# Musa da Ilha grande
# Cidade Estuário

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Toca Raul

O “Tributo ao Raul Seixas” é um projeto que envolve membros das bandas The Baggios e Plástico Lunar, formado em 2009 com o objetivo de prestar uma homenagem aos 30 anos da morte do maior ícone do rock nacional. Eles contam também com algumas participações como Alex Santanna ( Naurêa) e Thiago “Tubarão” (Os Trouxas).
Com a grande aceitação do público a banda resolveu reviver esse projeto novamente e vão fazer a sua terceira apresentação no Capitão Cook no próximo dia 17. Foram escolhidas mais de 50 canções que vão da época jovem guarda do cantor, até os grandes ritts e músicas do seu ultimo disco, composto com seu parceiro Marcelo Nova.
A noite promete mais de três horas de show, mas sempre tem rendido além disso, então não perca o ultimo grande tributo do ano.

O que? Tributo a Raul Seixas
Quando? Dia 17 de Dezembro
Onde? Capitão Cook
Que Horas? às 22hs