segunda-feira, 15 de março de 2010

A PROVÁVEL Programação do Abril Pro Rock



Enquanto a programação não sai, o site Recife Rock conseguiu descobrir 28 nomes que muito provavelmente estarão presentes no Abril Pro Rock 2010.

Por Recife Rock!

Viva o poder das redes sociais! Em um esforço coletivo da equipe do RecifeRock! caçamos os nomes da programação do festival Abril Pro Rock 2010 pelas redes sociais (Twitter, Myspace, Orkut…). Das 50 bandas previstas para o festival, conseguimos descobrir 28 nomes, entre confirmados e “quase confirmados”.

Segundo o release do Abril Pro Rock 2010 “16 e 17 de abril estaremos na Fábrica Tacaruna”, “Nesta lista estão 11 bandas de uma média de 50 que participarão da 18ª edição do festival” e “Além disso, durante o decorrer de abril, o festival proporcionará mais seis noites com cerca de três shows cada e sets de DJs, em espaço no qual já chamamos de APR Club”.

Pelo twitter e assessoria de imprensa o Abril Pro Rock 2010 já confirmou 11 nomes:
Blaze Bayley (EUA) www.myspace.com/blazebayley
The Varukers (Inglaterra) www.myspace.com/varukers
Instituto Mexicano del Sonido (México) www.myspace.com/institutomexicanodelsonido
Nevilton (PR) www.myspace.com/nevilton
Mini Box Lunar (AP) www.myspace.com/miniboxlunar
Eminence (MG) www.myspace.com/eminenceband
Vendo 147 (BA) www.myspace.com/vendo147
Alkymenia (PE) www.myspace.com/alkymenia
Plastique Noir (CE) www.myspace.com/plastiquenoir
Bugs (RN) www.myspace.com/bugs4
Camarones Orquestra Guitarrística(RN) www.myspace.com/camaronesorquestraguitarristica

Pesquisando por “Abril Pro Rock” no twitter (levando em conta apenas o que é divulgado pelo artistas e “fontes confiáveis”), conseguimos:

Killer on the Dance Floor (SP) e Daniel Peixoto (Ex-Montage/CE) – RT @danipeixoto: Semana que vem sai meu clipe “come to me” ft @koddbr e dia 8/4 eu e eles temos um show no Recife na abertura do 18º festival Abril pro Rock.

3 Na Massa (SP/PE) – RT @nacaozumbi: Shows da Nação em SP e Brasília, 3namassa no Abril pro Rock e temporada de shows dos Los Sebosos Postizos no Rio!

Plástico Lunar (SE) – RT: @leoairplane: confirmado: Plástico Lunar no Abril Pro Rock 2010!! :D

Wado (AL) e Pato Fu (MG) – RT @wado: Wado no Abril Pro Rock| 17 sábado | com @patofu, @plasticolunar e muito mais! Quero ver os amigos por lá! Valeu

The River Raid (PE) – RT @studioauroraThe River Raid no Abril Pro Rock? www.myspace.com/riverraid

Agent Orange (EUA) - RT @abrilprorock: Já deram uma olhada em nossa comunidade no Orkut? Agent Orange (USA) confirmada na nossa programação!

The Mullet Monsters Mafia (SP) – RT @mulletmonster CONFIRMADO!!! The Mullet Monster Mafia no Abril Pro Rock 2010!!! Tocaremos em Recife pela primeria vez no dia 16/04.

Claustrofobia (SP) – RT @ wilfredgadelha Claustrofobia no Abril Pro Rock!!!! (também foi divulgado pelo twitter da banda, mas não conseguimos achar :(

Dead Combo (Portugal) – RT @DeadCombo: New show announced in Recife, PE at Abril Pro Rock on April http://lnk.ms/6kg4z

Inner Demons Rise (PE) – RT@ColunaLapada Inner Demons Rise confirmado no Abril Pro Rock 2010″

Acessamos os “myspace” de TODAS bandas já divulgadas e encontramos mais 2 nomes:

Mundo Livre S/A e Burro Morto (PB) – Pelo myspace www.myspace.com/camaronesorquestraguitarristica
24/4/2010 22:00 Em Abril Pro Rock Com Mundo Livre e Burro Morto

E tem os nomes que o Diário de Pernambuco “especulou” (que vamos considerar como “quase confirmados” já que todos os outros nomes divulgados foram confirmados):
Ratos de Porão (SP), Siba (PE) e Dead Fish (SP)

FORMATANDO A PROGRAMAÇÃO – Com as infos dos myspace das banda + twitter + essas dicas:
RT @abrilprorock @rockemgeral As datas principais vão ser nos dias 16 e 17, que juntas somam 25 shows
RT @abrilprorock Sabe o antigo Planeta Maluco, na rua do Apolo? É lá que será montado o club do Abril Pro Rock esse ano para receber 27 shows!
RT @abrilprorock @Paula_Yurie @linemel Começa dia 8. Com show toda quinta, sexta e sábado. A programação sai em breve!

Nos dias 16 e 17 teremos 25 bandas. Apostamos em 10 bandas pra sexta e o resto pro sábado. Segundo o release da assessoria serão 6 datas do “Club” (sempre nas quintas, sextas e sábados) com 3 bandas por noite. A nossa lista ficou com 7 datas por causa da data do dia 15/04 divulgada no myspace da Instituto Mexicano del Sonido.
A bronca é que os números não batem… Pela assessora teriamos 18 bandas no Club e 25 no Tacaruna… totalizando 43 bandas. Ainda faltariam 7 pra completar “a média de 50 bandas” divulgadas pela assessoria de imprensa. Segundo o twitter do APR teriámos 27 “shows” no Club + 25 no Tacaruna… daria 52!

ABRIL PRO ROCK 2010 – A PRÓVAVEL PROGRAMAÇÃO

08/04 (Quinta) no APR Club: Killer on the Dance Floor (SP), Daniel Peixoto (Ex-Montage/CE), mais um banda e djs

09/04 (Sexta) no APR Club: 3 bandas e djs

10/04 (Sábado) no APR Club: 3 bandas e djs

15/04 (Quinta) no APR Club: Instituto Mexicano del Sonido (México), mais 2 bandas e djs

16/04 (Sexta “Camisa Preta”) na Fábrica Tacaruna: Agent Orange (EUA), The Mullet Monsters Mafia (SP), Blaze Bayley (EUA), Claustrofobia (SP), Inner Demons Rise (PE), The Varukers (Inglaterra), Alkymenia (PE), Eminence (MG), Ratos de Porão (SP) e mais uma banda.

17/04 (Sábado “Pop”) na Fábrica Tacaruna: 3 Na Massa (PE/SP), Wado (AL), Pato Fu (MG), Plástico Lunar (SE), Nevilton (PR), Vendo 147 (BA), Bugs (RN), The River Raid (PE) e mais 7 bandas.

22/04 (Quinta) no APR Club: Dead Combo (Portugal), mais 2 bandas e djs

13/04 (Sexta) no APR Club: ? (teria essa data?)

24/04 (Sábado) no APR Club: Mundo Livre S/A, Burro Morto (PB), Camarones Orquestra Guitarrística (RN) e djs

Sem “dicas” da data certa:
Mini Box Lunar (AP), Plastique Noir (CE), Siba (PE) e Dead Fish (ES)

Conseguimos descobrir 28 “PROVÁVEIS” nomes do Abril Pro Rock 2010. Que tal? Alguém tem mais dicas? Vamos atualizando enquanto a programação final não é divulgada.

Editado 15/03/2010 15h45 – Agora deu uma bronca com a sede do Abril Pro Rock: “MPPE obtém liminar proibindo shows na Fábrica Tacaruna” Blog do Jamildo:
“O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por ação da promotora de Justiça Alda Virgínia de Moura, obteve na Justiça, na última segunda-feira (8), liminar proibindo a realização de shows e eventos de grande porte nas instalações da antiga Fábrica Tacaruna”

Será que o Abril Pro Rock (5 mil pessoas) conta como “evento de grande porte”? ou só aqueles axés que levam 50 mil pessoas pra lá? Aguardamos mais informações.

sexta-feira, 12 de março de 2010

# 139 - 12/03/2010



Fear Factory – Mechanize
Forgotten Boys – you draw the line
Superguidis – Aos meus amigos

Cavalera Conspiracy – Sanctuary
Soulfly – Unleash
Nailbomb – Vai tomar no cu
Sepultura – O Matador

Drop Loaded:

Charme Chulo Ao Vivo no Sala Especial Loaded
• Nova onda Caipira
• Fala comigo Barnabé

Agent Orange – Living in darkness
Fear – I Love living in the city
Chron Gen – Jet Boy, Jet girl
Adolescents – Amoeba
Redd Kross – Annette´s got the hits
Stepmothers – Don´t kill the beat

Nebula – Atomic Ritual
Monster Magnet – Powertrip
Fu Manchu – Knew it all long
Queens Of The Stone Age – In my head
Kyuss – thumb

Discoteca Básica: Pixies – “Doolittle”

• Tame
• Wave of mutilation
• Dead
• Crackty Jones
• Mr. Grieves
• La La Love you
• There goes my gun
• Gouge Away
• No. 13 Baby

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DISCOTECA BÁSICA – (Revista Bizz, Edição 143, junho de 1997)

Pixies - Doolittle (1989)

A confissão de Kurt Cobain bate com o depoimento de outro monstro sagrado, David Bowie: "Fiquei puto quando escutei Nevermind pela primeira vez. A dinâmica das músicas era totalmente roubada dos Pixies!" Essa genial brincadeira não é invenção do cantor e guitarrista Charles Michael Kitteridge Thompson IV. Indubitavelmente, porém, foi o quarteto que ele fundou em Boston, há onze anos, que a elevou ao status de arte pop. Filho de pentecostais, Charles - ou Black Francis, como assinava na época - era um gordinho esquisito que amava Hüsker Dü (outra influência decisiva do Nirvana), ficção científica e a língua espanhola (fez intercâmbio em Porto Rico). Quando se juntou ao guitarrista Joey Santiago (filipino de nascimento), à baixista Kim Deal e ao baterista David Lovering para formar o Pixies, finalmente conseguiu botar pra fora a confusão reprimida que insistia em gargalhar além de seu subconsciente.
Há quem prefira Surfer Rosa, primeiro álbum do grupo, que ajudou a criar o mito do produtor Steve Albini. Mas o segundo, Doolittle, de 1989, tem apelo irresistível. Contrariando o esnobismo underground do selo inglês 4AD, com quem tinham contrato, os Pixies trabalharam com som limpo, estruturas simples, senso melódico apurado (Elton John elogiou) e refrões fortes.
Popular e doentio, quando saiu, Doolittle foi interpretado pelo Melody Maker como um disco que tematizava a inutilidade da linguagem e a repulsa ao corpo. Parece pretensioso, mas faz sentido. E, igualmente importante, é divertidíssimo. O título referiria-se ao Dr. Doolittle, que, quem teve infância sabe, tinha o dom de falar com os animais. Era para ser Whore (Prostituta), mas Francis achou "católico demais, ou bobamente anticatólico". Preferiu o homem que falava com as bestas, conceito que traduz seu estilo adoravelmente demente de cantar, um diálogo com monstros interiores.
Já na primeira faixa, "Debaser", Francis incorpora um freak adolescente urrando de excitação depois de ter assistido ao filme Un Chien Andalou, de Luis Buñuel, e tentando transmiti-la para uma colega. "Garotinha, é tão legal... ha ha ha ho! Fatiando os globos oculares... ha ha ha ho! Não sei de você, mas eu sou ‘un... chien andalousia’! Quero crescer para ser um pervertor." A voz de Kim Deal ecoa Francis ironicamente sexy: "Pervertor!" Em "Hey", os grunhidos e gemidos dos dois fazem sexo animal - a música é mais nirvanesca do que o próprio Nirvana, encaixaria perfeita em In Utero, com as vozes de Kurt e Courtney.
"Tame" começa falando em "lábios de Cinderela", mas em poucos segundos explode num grito psicopata: "Você é tão mansa!" Kim geme, Francis arfa, as guitarras uivam, e todos (inclusive o ouvinte) chegam juntos a um orgasmo sonoro.
Em várias faixas, guitarras surf de Joey e Black prenunciam o revival promovido pelo locadora boy Quentin Tarantino. David Lovering canta um delicioso deboche sixties, "La La Love You". "Monkey Gone To Heaven" tem celos, cordas, backing vocais celestiais de Kim Deal e uma desconcertante equação na letra: primata em desacerto com a natureza + numerologia bíblica = apocalipse.
A poesia de Francis é tão brilhante quanto os desenhos melódicos de sua guitarra: "Beijei sereias, cavalguei o El Niño, andei pela areia com crustáceos, numa onda de mutilação". O produtor Gil Norton chegou a ficar assustado com alguns versos, mas Francis o tranqüilizou: "É tudo bobagem, eles não querem dizer nada, são só sons que eu junto". Pois sim. Confiram a travadíssima "I Bleed": "Alto feito o inferno, um sino toca atrás do meu sorriso, sacode meus dentes e, esse tempo todo, enquanto os vampiros se alimentam, eu sangro".

Pedro Só

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Superguidis lança terceiro disco por Senhor F & Monstro Discos

A banda Superguidis realiza o lançamento nacional de seu terceiro disco neste próximo dia 20 de março, com show em Santa Maria (RS), no Macondo Circus, responsável pelo festival independente mais importante do estado. O álbum traz 11 canções assinadas por Andrio Maquenzi e Lucas Pocamacha (veja abaixo) – Superguidis é Andrio (vocal e guitarra), Lucas (guitarra e vocal), Diogo Macueidi (baixo) e Marco Pecker (bateria). O disco vem assinado pelos selos Senhor F (casa da banda desde a estréia, em 2006) e por Monstro Discos, o maior dos independentes nacionais. A produção é de Philippe Seabra, com mixagem do americano Kyle Kelso e masterização de Gustavo Dreher. A arte é de André Ramos.

O novo disco aponta para a consolidação da banda no cenário independente nacional como uma das mais criativas e produtivas entre as revelações dessa segunda metade da década que passou. Fiel e, de certa forma, parceira na construção da platafaforma independente, a banda gaúcha também tratou a internet como grande aliada. Com isso, tornou-se conhecida nacionalmente, o que abriu as portas do festivais e casas de shows, do que é exemplo a largada da turnê pelo Norte do país, com shows em Manaus, Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena, além de Cuiabá, Goiânia e Brasília.

Além de ter seu disco de estréia figurando em listas de melhores da década, e de ter seu show considerado um dos destaques do rock atual, a banda desenvolveu uma sólida carreira discográfica. Segundo eles, além da circulação, e do constante aprimoramento dos shows, discografia e repertório autoral são fundamentais para afirmar a banda no cenário independente nacional. O disco-bônus contendo show acústico (veja abaixo) realizado em Porto Alegre, em maio passado, é demonstração da quantidade de hits acumulados pelo quarteto. Apenas duas canções, do conterrâneos Prozak, não são de autoria da banda.

Sempre destacada por produzir "indie em português", neste terceiro disco o grupo afirma definitivamente sua linguagem particular, por meio de flashes poéticos e desencanados, identificada com uma visão de mundo do jovem suburbano desses novos tempos. Natural de Guaíba, cidade operária e dormitório de Porto Alegre, a banda traduz de forma universal o cotidiano do jovem que anda de ônibus/metrô, tem a "simplicidade de um tênis furado", faz uma faculdade pelo ProUni, mas que, mesmo com internet discada, corre atrás de informação.

O novo disco também premia as escolhas e estratégias de carreira da banda, que afirma-se no cenário nacional apostando na plataforma independente, sem afastar-se de sua realidade vivencial. A parceria dos selos Senhor F e Monstro Discos, assim como a presença de Fabrício Nobre (Macaco Bong, Black Drawing Chalks & Lucy and The Popsonics) como seu novo agente nacional, fortalecem o potencial de crescimento da banda, que conta com público em todas as regiões do país.

Informações gerais

Contatos

Senhor F Discos/Fernando Rosa – senhorf@senhorf.com.br (51) 97251475.
Monstro Discos/Léo Bigode – leobigode@monstrodiscos.com.br (62) 84064241.
Superguidis/Produção (Ernando Daitx) - ernandodaitx@hotmail.com (51) 92460676 / 97698449
Andrio Maquenzi – andrio@superguidis.com.br
Lucas Pocamacha – lucas@superguidis.com.br
Marco Pecker – marco@superguidis.com.br
Diogo Macueidi – gunies@gmail.com

Shows

Agente & booking: Fabrício Nobre – fabricio_nobre@uol.com.br
Superguidis/Produção & shows para o RS (Ernando Daitx) - ernandodaitx@hotmail.com (51) 92460676 / 97698449



Ficha técnica

Produzido por Philippe Seabra.
Gravado no Estúdio Daybreak, em Brasília.
Mixado por Kyle Kelso, nos Estados Unidos.
Masterizado por Gustavo Dreher.
Arte por André Ramos.
Produção Executiva de Fernando Rosa.

Superguidis (2010)

1 Roger Waters (Lucas Pocamacha)
2 Não fosse o Bom humor (Andrio Maquenzi)
3 Visão Alem do alcance (Andrio Maquenzi)
4 As camisetas (Lucas Pocamacha)
5 Quando se é vidraça (Andrio Maquenzi)
6 Fã-clube adolescente (Andrio Maquenzi)
7 De mudança (Andrio Maquenzi)
8 Casablanca (Lucas Pocamacha)
9 O usual (Lucas Pocamacha)
10 Nova_completa (Lucas Pocamacha)
11 Aos meus amigos (Andrio Maquenzi)

Superguidis – Acústico (bônus)

Acústico no Cultura Rock Club - Maio/2009

1 Piercintagem (Andrio Maquenzi)
2 Fã-clube adolescente (Andrio Maquenzi)
3 Por entre as mãos (Lucas Pocamacha)
4 O véio maximo (Lucas Pocamacha)
5 Mais do que isso (Andrio Maquenzi)
6 Nova_completa (Lucas Pocamacha)
7 Ainda sem nome (Andrio Maquenzi)
8 Discos arranhados (Andrio Maquenzi)
9 O banana (Lucas Pocamacha)
10 O manual de instruções (Lucas Pocamacha)
11 Aos meus amigos (Andrio Maquenzi)
12 As camisetas (Lucas Pocamacha)
13 Romantismo a base da modernidade (Bruno Daitx)
14 Retardado (Bruno Daitx)
15 Mais um dia de cão (Andrio Maquenzi)
16 Nunca vou saber (Lucas Pocamacha)
17 Visão alem do alcance (Andrio Maquenzi)
18 Malevolosidade (Andrio Maquenzi)
19 O coraçãozinho (Lucas Pocamacha)
20 Spiral arco-iris (Andrio Maquenzi)

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Abaixo, a íntegra da primeira matéria e um apanhado de entrevistas com o Sepultura na extinta Revista Bizz - durante muito tempo, a mais importante publicação sobre música do Brasil.

Fonte: CD-Rom Bizz 20 Anos

BRASILIAN * SPEED METAL FOR EXPORT

* NOTA: O título da matéria saiu assim mesmo, com a grafia errada, na revista.

por Sonia Maia

Fonte: Revista Bizz – Ed. 026 – setembro de 1987

Para os leigos - e até para boa parte dos que ouvem heavy metal, mais especificamente fãs de posers - o estilo se resume a um bando de cabeludos barulhentos que adoram o diabo. Já alguns críticos de música dizem que o HM estaria, atualmente, apontando o caminho da salvação para o rock.
O primeiro caso demonstra uma atitude preconceituosa e desinformada que se expressa, por exemplo, na pouca atenção dada às atuais releituras do metal. No caso da crítica, são os eternos sedentos por alguma novidade que resolveram eleger o speed-metal como a grande coisa do momento. Grupos como Metallica, Anthrax e Slayer receberam até a deferência de ocupar a capa do semanário londrino New Musical Express há uns quatro meses. Enquanto a paradoxal comédia entre leigos e exacerbados corre solta, a legião de headbangers atentos prossegue. Pelo menos aqui, o reflexo mais evidente disso é o ativo mercado independente, que sobrevive glorioso, sem perdas ou danos, a não ser o fato de continuar isolado.
"O HM chegou errado e distorcido no Brasil", tenta explicar Max, vocal e guitarra base do Sepultura - uns mineiros prestes a invadir o mercado europeu e americano. "A mensagem que se trabalha lá fora é diferente", continua. "Aqui o pessoal acha que o som é um incentivo à porrada, quando lá fora é um meio de diversão".
Foi neste contexto que os irmãos Max e Igor resolveram pegar na guitarra e bateria em 84. Com os ouvidos ligados em Iron Maiden e Venom e, mais tarde, Kreator, Motorhead, Judas Priest e os agrupamentos punk/metal de bandas como English Dogs, mais uma atenção especial ao hardcore, eles montaram o Sepultura com Paulo, que assumiu o baixo, e Jairo na guitarra solo. Depois de algumas divergências de estilo, Jairo deixa o grupo e o paulista Andreas fixa residência em Belo Horizonte para substituí-lo. Hoje bandas como Kreator, Death e Sacrifice estão ligados no Sepultura.
Mas como esses caras ficaram sabendo da existência destes mineiros? "Não sei quem mandou um disco (Morbid Visions, segundo LP do grupo) para WBCR (rádio nova-iorquina especializada em metal). Logo em seguida estávamos em quinto lugar na parada", diz Max. Daí para a frente foi mero desenrolar natural: cartas e mais cartas de pedidos de camisetas e buttons (todos desenhados por Igor), um primeiro lugar na rádio Overkill do Canadá e o interesse de várias gravadoras em lançar o grupo no exterior. E quem venceu a última concorrência foi o selo alemão Argh!, que lançou, no mês passado, dez mil cópias de Morbid Visions. Em caso de venda total, o Sepultura terá direito a uma turnê européia bancada pela gravadora. Caso isso não ocorra, eles vão por conta própria, "para ganhar experiência de palco e produção", como afirma Max.
A história do grupo se resume a três anos de trabalho constante. Eles ensaiam diariamente, todas as tardes, poupando apenas os domingos. Na administração, um esperto selo independente mineiro: a Cogumelo Discos que, além de ser a ponte de todos estes contatos internacionais, mantém o programa Metal Massacre na única rádio de rock no Brasil que merece o nome: a Liberdade FM de Belo Horizonte.
Fora isso, os garotos - cuja idade oscila entre 16 e 18 anos - se preparam para lançar, ainda este mês, seu terceiro LP, Esquizofrenia. A quem possa interessar, com uma turnê pelas principais capitais brasileiras e interior de São Paulo.
O disco carrega a temática da esquizofrenia, da depressão e do cotidiano de cada um, ligada à rejeição que eles sofrem em seu próprio país. Por isso mesmo todas as letras são em inglês. E, além disso, para que servem os cabelos longos, senão para cobrir a própria face, preservando o espaço vital?

ENTREVISTAS

SEPULTURA - CAOS DESENCANADO

Fonte: Revista Bizz – Ed. 098 – setembro de 1993

O primeiro superlançamento mundial do sepultura, Chaos A.D., tem o peso Tradicional do metal, um que de industrial e Hardcore, uma faixa quase acústica, atitude punk e até um gosto de baião! Entre as Fraldas de Zyon Cavalera e um exército de jornalistas, Ana maria G. de lemos passou um fim de semana comendo churrasco com a banda e conta essa história direto

Sábado, sete da noite num vilarejo no meio do campo inglês. Numa virada típica do verão da ilha, só agora é que o sol saiu, depois de um dia cinzento. Mas ninguém está reclamando: a geladeira está abarrotada de cerveja e o churrasco está quase pronto. É hora de relaxar.
Já se foi o tempo em que dava para entrar no Marquee, ver o Sepultura passar o som e pedir uma entrevista. Hoje o grupo faz parte daquele clube exclusivo de bandasinternacionalmente famosas, e a proteção aumentou. Merecidamente. Mas o trabalho de ser interrogado pela mídia - que Max, Igor, Paulo e Andréas passaram a tarde fazendo - continua o mesmo. "What does ‘legal’ mean?", indaga um francês; outro, alemão, confessa à empresária Glória seu alívio ao ouvir algumas faixas do disco novo - "Pensei que eles fossem viras para o rock industrial!". Depois foi a vez do programa Raw Power e sua câmera: a banda é forçada a "dar um passeio pelo campo", no melhor estilo Led Zeppelin.
Agora os jornalistas desapareceram; o churrasco ficou pronto graças ao talento de de Sílvio (Bibica para os íntimos), amigo e roadie da banda. Aparece gente da Roadrunner e Glória, de cabelos que desafiam a paisagem verde, traz Zyon, seu filho com Max. Aos sete meses, ele é a criança mais Cool deste mundo. Curte o som alto, ri, vai no colo de quem o quiser. A piada que rola por aqui é que, quando crescer e perguntar o que seu pai faz, Zyon vai responder, morrendo de vergonha: "Ele é metaleiro".

Depois de seis semanas em Rockfield, no país de Gales, o sepultura se mudou de mala, cuia e master tapes para o Wool Hall Studio, no vilarejo de Beckington. Ainda faltam alguns vocais e solos, mais a pressão agora é para mixar o obra-prima que será Caos A.D.. "Entre uma turnê e outra", lembra Igor, "a gente dava uma paradinha e trabalhava no disco novo. Passamos seis meses só nisso. Quando chegamos ao Rockfield, só faltava dar uma limada." O estúdio no país de Gales foi sugerido pelo produtor Andy Wallace. A única exigência da banda era um certo isolamento. "No Brasil não dava", explica o baterista. "Ensaio virava festa, com quatrocentas pessoas assistindo. Em Los Angeles, agente estaria no estúdio pensando ‘Porra, aquela banda que eu gosto está tocando hoje à noite e só eu que não estou lá’ (risos). No Rockfield não tinha nada além da gente e o mato. Quem não estava gravando, ficava lá, olhando para as paredes."
E o Rockfield tem história: já passaram por lá o Black Sabbath, o Queen (para gravar o A Night At The Opera) e outros como Robert Plant. Mas o Woll Hall também tem suas vantagens: a paisagem lindíssima, a proximidade da cidade de Bath, uma mesa gigantesca de sinuca e uma foto do Miranda (sim , o nosso Carlos Eduardo Miranda, da BIZZ) vetido de Jesus Cristo!!!
A fama é um assunto fascinante. Quem é que não quer saber o efeito que ela teve sobre quatro garotos brasileiros? A questão é: o sepultura mudou?
Todos compraram casa em Phoenix, Arizona, menos Igor, que vive uma vida de nômade e sai em busca do mar sempre que pode. Max virou pai e em 94 lança um projeto paralelo com seu "genro" Alex Newport, do Fudge Tunnel, chamado Nailbomb (Alex é casado com a filha de Glória). Paulo começou a fazer aiqui-dô e Andreas ficou amigo do baixista Jason Newsted do Metallica (fundaram o Sepultallica!). O comentário de Jack Endino na BlZZ ("Já tem Sepulturas demais por aí") provoca sorrisos. "Tem mais Nirvanas do que Sepulturas", replica Max. "É legal saber que tem molecada tocando um som baseado na gente. Foi assim que a gente começou. Jack Endino estava lá no Rockfield, produzindo outra banda. Pegamos ele xeretando nas nossas guitarras duas vezes." (risos)
Eles conheceram o Ozzy, são amigos de bandas famosas (vide alista de agradecimentos do disco novo). Sobrou algum ídolo? "O Paulo tem o Bruce Lee", revela Max. O Sepultura mudou? Continuam sendo a banda mais despretensiosa do planeta.

Beneath The Remains atraiu os olhos internacionais, mas foi seu sucessor Arise que vendeu bem. Segundo Igor, foram duzentas mil cópias nos EUA, trezentas mil na Europa e cem mil no Brasil. Segundo a Roadrunner, um milhão ao todo. Para a gravadora, o Sepultura é prioridade em 93. O sentimento geral é de que Caos A.D. é o disco que vai levar o Sepultura a alturas nunca d´antes imaginadas. Igor diz que é legal gravar um disco tendo mais dinheiro, um bom estúdio etc. Mas e a pressão? "Isso sempre tem. O ´próximo álbum´ é sempre importante. Tentamos bloquear esse lance. Se a gente chegou até aqui com o nosso som, não é agora que vamos mudar, por causa de gravadora ou de público." Enquanto isso, a Roadrunner vai trazendo jornalistas do mundo todo e montando uma campanha publicitária forte, incluindo a festa de lançamento que promete ter desde capoeira até cachaça. É óbvio que, sem a música, nada disso adianta. Mas nesse ponto eles não precisam se preocupar...

Caos AD. é uma direita explosiva no queixo. Uma mistura do velho Sepultura com novos elementos que estavam querendo entrar nesta festa há tempos. Tem "We Who Are Not As Others", por exemplo, ou "Slave New World", composta com Evan Seinfeld do Biobazard; há também "Propaganda", "Clenched Fist"... mas falemos de uma música em especial, "Refuse And Resist!":
Max - "Essa rolou num dia que estava todo mundo desesperado, pois não saía nada há três dias! Aí apareceu o riff, um dos mais destacados do disco. Isso foi em Phoenix... a letra eu fiz ontem." (risos)
Andreas - "Não é muito diferente do que a gente já fez antes, mas é a primeira vez que abrimos um disco com uma música devagar."
Max - "Ela tem mais groove que rapidez. A letra é sobre o confronto entre polícia e juventude. O pessoal jogando pedra, botando fogo em carro. As primeiras frases deram o nome ao disco. O vocal é bem berrado, como no disco todo. Aliás, no encarte do disco nem escrevi ´vocal´; eScrevi ´Max: guitarra e garganta´."
Andreas - "´Territory´ é o single, com "Polícia" no lado B. Não é um som novo. A letra é sobre guerra, sobre a luta pelo território. O vídeo vai ser feito em Israel, com clima de guerra mesmo,"
Max - "Estamos com umas idéias bem loucas, de ir para o Mar Morto e cobrir a cara de lama e fazer uma parte do vídeo assim,".

Para produzir o disco novo, o Sepultura chegou até a pensar em AI Jourgensen, do Ministry.
Igor - "Depois da turnê com eles, vimos que não era bem isso, ele tem outra cabeça. Eu queria que o Jobn Zorn produzisse, mas ia precisar de mais tempo. Quem sabe no futuro..."
A escolha, muito bem feita, foi Andy Wallace, que havia mixado Arise. Ele também mixou Nevermind, produziu o Slayer, o Sonic Youth, o White Zombie, a Rollins Band... É um senhor alto, magro, de cabelos brancos que coleciona carros antigos. Este americano de uns cinqüenta anos deu ao Sepultura um som que Scott Bums, por melhor que fosse, não foi capaz. Mesmo com as músicas ainda não mixadas, dá para sentir a diferença: com um som mais cheio, o Sepultura ficou ainda mais poderoso.

Max - "A música ´Amen´ é baseada naquela história em Waco, do David Koresh. Li muito sobre isso, fiz anotações. Vivendo nos EUA, você vê isso de uma maneira diferente. De trinta canais de TV, quinze são religiosos, com aqueles tele-evangelistas loucos. Isso me impressionou e fiz uma letra irônica, no estilo dos Dead Kennedys. Como se eu estivesse me confessando, com a voz rouca. ´Me perdoe, sei que pequei matei esse tanto de gente. Mas sei que você vai me perdoar.´ A quebradinha é assim meio reggae, meio Fugazi. E tem um canto medieval que a gente tirou de uma fita que a Glória comprou no castelo (de Chepstow, no País de Gales)."

Para quem está de fora, a impressão que se tem é de que o Sepultura de repente percebeu que havia chegado a hora de fazer algo diferente, com mais expansão do que mudança propriamente dita.
Igor - "O processo foi gradual. Aos poucos, a gente vinha tentando colocar coisas novas na nossa música. Desta vez, o esforço foi maior. E depois, foram dois anos de turnê. Deu para ver o que funcionava ou não. Deu para pegar a energia do Sepultura ao vivo."
Quando o assunto é a direção do metal em geral, ele diz achar o momento atual confuso. Depois de um período prolífico de abertura para novos elementos, alguém pisou no breque.
Igor - "Foi legal o metal se abrir para essas influências, mas talvez tenha chegado a um ponto em que estava virando outra coisa."
Como disse um glam rocker do Sunset Strip de L.A., ´Seattle acabou com a gente!’ É impossível ignorar modas e tendências, mesmo se você estiver disposto a segui-las.
Igor - "Concordo, mas dentro de uma banda também acontecem muito naturalmente. Nunca paramos para decidir nossa direção musical. Somos meio pessimistas, quase nunca vemos o lado positivo das coisas. Então tudo o que acontece com a banda é surpresa.

"Kaiowas" é a grande surpresa do disco. Para começar é acústica. Mas tem peso, com muita percussão e até um gostinho de bailão.
Max - "É o nome de uma tribo que se suicidou. Eu estava precisando de umas idéias para o nome da música, algo brasileiro. O Joio Gordo (Ratos De Porão) e a Fabiana (fotógrafa amiga da banda) me mandaram uma lista de trios.
Quando li suicídio em protesto contra o governo, vi que era esse mesmo.
Andreas - "A gente gravou ao vivo, no castelo de Chepstow, no País de Gales. Um dos castelos mais antigos da Europa, é só ruína. Foi numa sala sem teto, cheia de reverberações, onde gravamos vários teckes como Andy. Ele pegou os melhores e montou".
Max - "É Led Zeppelin com Olodum e Sonic Youth. (risos) O começo é bem no estilo do Led Zeppelin III (Nota: que também foi gravado no País de Gales!). Dá até para ouvir as gaivotas. Temos tudo registrado em vídeo."
Andreas - "Tinha uma equipe gravando tudo, fazendo uma reportagem geral do disco. Pode ser que seja lançada futuramente."
Max - "Tem uns lances legais, como por exemplo ontem, quando o teto caiu na cabeça do Andreas durante a gravação de ´Polícia´." (risos)

Ainda há um resto de luz no céu quando acaba o churrasco. O jeito é ir para um pub. Afinal, temos aqui um sério caso do que em inglês se chama "cabin fever", aquele desespero que dá depois de ficar trancafiado muito tempo no mesmo lugar. Se alguém no bar da vila acha estranho ver um bando de cabeludos tatuados, não demonstram. Scott, da Roadrunner americana, vai comprando as cervejas. Paulo já conhece o barman.
Max - "A música ‘Manifest’ é sobre o que aconteceu no Carandiru."
Andreas - "Algo como se o Max fosse um repórter brasileiro falando em inglês."
Max - "Nem tirei o sotaque, falei palavras erradas. O Andy mudou um pouco a minha voz, ficou mais grave. Tipo rádio AM, só que transmitindo para o resto do mundo. Minha guitarra é só barulho. A gente tinha acabado de sair do Brasil quando aconteceu o massacre, consegui um monte de informações e tirei a letra disso. Coisas como o fato de que 80% do pessoal lá dentro ainda estava esperando julgamento. O Andy ficou horrorizado, achou que eu tinha inventado! (risos)"
Andreas - "No disco, cada letra tem uma foto. Para essa tem uma foto do Notícias Populares, de uma cela meio aberta, tem braço ainda segurando nas barras. Em cima está escrito, Departamento de Justiça, Polícia de São Paulo..."
Max - "Essas coisas tem que ser ditas. A última frase é ´pavilhão 9´ (em português mesmo). A primeira vez que misturamos português com inglês."
Igor - "O pessoal pira com o português. O Max grita ´Um, dois, três, quatro´ antes de uma música, aí vem gente do Japão perguntar disso. (risos)"
Max - "Estamos fazendo tudo que estamos a fim, pela primeira vez. Ontem, antes de gravarmos ´Polícia´, ficamos os quatro sentados, discutindo se ia ter palavrão ou não. Um dizia ´não, as rádios não vão tocar´, o outro dizia ´pau no cu das rádios´. Pronto! (risos) Ficamos meia hora gritando ´filho da puta´."
Se no começo o sucesso da banda criou certo ressentimento no Brasil, isso hoje virou respeito.
Igor - "É estranho, não é? Quando estávamos lá, ninguém ligava para nós, fora os fãs. No Brasil só se respeita o que já vem aprovado de fora. Na época do Made In Brazil, ninguém dizia que era uma ótima banda. Preferiam dizer que gostavam do Led Zeppelin ou do Black Sabbath. Precisou que uma revista inglesa dissesse que o nosso som era legal. Agora é tudo assim: ´O Sepultura é demais!´ É bom gostarem da gente, mas isso fica meio falso." Não é que a banda não goste de sua terra natal. Pelo contrário... as referências ao Brasil são constantes e a saudade é palpável. Mas o Sepultura sente que, profissionalmente, é preciso estar fora e acompanhar cara a cara o que acontece no mundo da música.

Andreas - "Sempre quisemos tocar uma música do New Model Army, mas ficava só no papo."
Max - "A gente nunca achava a música certa, aí o Igor deu a idéia de gravar ´The Hunt´. Tentei não gritar muito, porque a letra é tão legal. É sobre um cara querendo se vingar do traficante que fez do irmão dele um junkie. O Andy disse ´Pensa bem, você está puto, o cara fodeu com o teu irmão´. Aí eu entrei no clima, fiquei bravo."
Paulo - "Para falar a verdade, a gente quis dar uma força para o cara comprar um dente novo. Todo o dinheiro do disco vai para isso." (risos)

A Sony queria o Sepultura para si. Ficou difícil para a banda sair do contrato que havia assinado com o selo independente Roadrunner. Conclusão: por enquanto, a Sony vai apenas cuidar da distribuição dos discos do grupo na América do Norte.
Igor - "Se agente tivesse assinado com eles, teríamos ido de número um na Roadrunner para número mil na Sony, de Michael Jackson e todos os outros. Nós sabemos que gravadora grande é um perigo, se você não vende o quanto eles esperam, é adeus. Estamos indo aos poucos: quando acabar o nosso contrato com a Roadrunner, se tudo estiver indo bem, vamos para a Sony".

Andreas - "´Nomad´ é bem pesada, bem lenta."
Max - "É uma espécie de resposta do Andreas ao ´Sad But True´." (risos)
Andreas - "É sobre as tribos do Brasil e dos EUA... do que foi feito com a cultura, com a língua, com os costumes dessa gente."
Max - "Gravei um documentário sobre uma tribo da Amazônia. Eles usam um toco enfiado na boca, falam uma língua do além e tem gente tentando catequizá-los! Os caras acreditam na lua! Sampleamos eles batendo uns paus no chão."
Andreas - "O som veio de um soundcheck que fizemos na Indonésia."
Max - "Temos um monte de material gravado em vídeo. A hora em que der um branco e bater o desespero, vamos apelar para isso!" (risos)

Quando pergunto a Igor se eles jamais pensam em chegar - em termos de fama e vendagem - onde bandas como o Metallica chegaram, ele me responde calmamente que acha legal o que aconteceu com esta banda em particular, mas não existe pressão dentro do Sepultura para acharem que têm que fazer algo semelhante.
Igor - "O nosso objetivo nunca foi querer ser o Metallica ou os Guns N´Roses."
Pode ser, sugiro, que uma banda perca muita coisa ao chegar a tais alturas - como o Guns N´Roses por exemplo, que parece ter perdido a saúde mental!
Igor - "É, mas eles vieram do nada e em cinco minutos chegaram lá em cima. Não é como o Metallica, que foi aos poucos."
Queiram ou não, a possibilidade deles chegarem a tal eminência é uma realidade. Mas é fácil concordar com Igor, dizendo que a banda é coisa de irmão. É família mesmo, casamento. Você aprende a conviver, vai indo e lidando. Fazendo esse disco, saía pau todo dia. Se tem algo que eles não gostam, tem que dizer para os outros no ato.

Andreas - "´Biotech Is Godzilla´ é a única música rápida do disco. Foi o Jello Biafra quem escreveu a letra. O que foi uma grande honra."
Max - "O dia em que telefonei para ele ficamos meia hora conversando. O cara ia ficando cada vez mais empolgado. Disse que faria a letra, que já tinha mil assuntos... eu nem conseguia falar! (risos). Disse que seria uma honra para ele fazer a letra. Ele recebe mil convites desse tipo e não aceita quase nenhum. Poderia ter juntado os Dead Kennedys de novo, ganhando uma grana, mas é íntegro demais."
Andreas - "Ele mandou a fita com uma música nossa com a voz dele por cima, para termos uma idéia do vocal. Ele canta tudo, até o solo. (risos) O Max deu uma ajeitada, ficou legal."
Max - "Começa com ´Rio Summit 92/Street people kidnapped/Hid from view´. Na verdade, o Jello esteve Já, misturou tudo aquilo que viu com uma informação - não sei de onde ele tirou essa coisa! - sobre um plano de George Bush para testar germes, bacilos etc. na América Latina. Um plano de usar gente de cobaia. A partir disso, a letra diz que foi a biotecnologia que criou a Aids. O que ele diz é que a tecnologia por si não é uma coisa má, mas está nas mãos erradas."

Para o lado B, o Sepultura escolheu a dedo suas covers: "Polícia", dos Titãs, que no Brasil fará parte do álbum, "Crucificados Pelo Sistema" dos Ratos De Porão e "Inhuman Nature", do Final Conflict.
Max - "As escolhas não foram nada óbvias. Qual a graça de fazer ´War Pigs´ ou ´Anarchy In The U.K.´? Deveriam se proibir covers dessas músicas." "Sympton Of The Universe" foi gravada especialmente para um disco de homenagem ao Black Sabbath, que sairá pela Concrete nos EUA. Além dos "boys from Brazil", contribuíram o Bodycouot, o White Zombie e o Pantera, entre outros. Das demais covers que talvez nunca vejam a luz do dia, a mais intrigante parece ter sido "Looking Down The Barrel Of A Gun", dos Beastie Boys (do injustamente ignorado Paul´s Boutique).

Domingo de manhã: o estúdio se enche novamente de jornalistas, desta vez todos alemães. Andreas se enfurna no estúdio com Andy Wallace enquanto os outros três começam mais uma rodada de entrevistas. "Sorte que eles sempre querem o Max e o Igor" diz Paulo, conseguindo escapar do interrogatório. Na hora de gravar algumas chamadas para rádios inglesas, ele capricha no sotaque britânico e diz "Lovely!" como um membro da família real.
A notícia ruim é que os shows que a banda faria junto ao Black Sabbath (com Ozzy novamente no comando) foram cancelados. A boa é de que talvez o Sepultura esteja no Brasil em janeiro, tocando no Hollywood Rock. Numa pesquisa feita durante o festival deste ano, o Sepultura foi eleito o grupo que as pessoas mais gostariam de ver. Enquanto isso, o fim-de-semana chega ao fim, e a pressão recomeça. Quem vai dar a palavra final?
Igor - "Acho que este é um disco que tem mil influências, tem tudo aquilo que a gente costuma escutar, das viagens de dois anos de turnê. Estamos felizes com ele. É um disco que vai dar o que falar. Falem bem ou mal, mas vão falar."

MAX CAVALERA

Fonte: Revista Bizz – Ed. 123 – outubro de 1995

Você apareceu na festa da MTV se balançando feito um doido, desfigurado. Era alguma espécie de transe?
É macumba, véio! (risos) Tem sido assim há dez anos. Forças espirituais, vem de família, saca? A minha mãe é muito ligada ao candomblé. Macumba é assim mesmo. Um minuto antes a pessoa tá normal. Baixa o espírito, é aquela doideira.

Esse espírito já chegou a sair de controle?
Já. Quando eu bebia, era foda. Eu tomava pra caralho antes do show e rolava energia negativa na parada. Essa possessão tem que rolar naturalmente, se não dá tudo errado.

E quando vocês quebraram tudo no festival de Donington, na Inglaterra, o que aconteceu?
O show foi tão bom que deu vontade de quebrar tudo! Depois explicamos pra imprensa que o Sepultura não é Nirvana e que não temos essa atitude todo dia.

Você não se sente culpado por demolir equipamentos caros no palco?
De vez em quando dá aquela dor... Porra, eu sou o maior FDP que existe! Eu não tinha grana para comprar guitarra, tinha que usar instrumento emprestado e agora quebro tudo. Mas quando rola o instinto, não dá pra segurar.

Porque o Sepultura faz mais sucesso na Europa do que nos EUA?
Preconceito. Nos EUA, tudo que vem do México pra baixo é visto com o olho torto. Se tiver que rolar Pantera ou Sepultura, rola Pantera.

Esse comportamento do americano chateia?
Chateia. A tesourada é puramente racial. Mas minha batalha só vai terminar quando eles me respeitarem.

O disco novo, Roots, vem carregado de world music?
Tá todo mundo pensando que vem mais brazuca. Errado. Vamos pegar digeridoo, da Austrália, guitarras indianas, uns lances do Brasil e misturar com a nossa veia. Queremos chegar num degrau que bandas de metal não alcançaram. Ampliar os horizontes, sair do mundinho metaleiro. O disco sai dia 3 de fevereiro.

Você mudou muito depois que vieram os filhos?
Já entrei numa onda de achar que eu não emplacava mais um ano, uma viagem meio esquisita. Mas o Zyon veio me mostrar o meu valor. Me deu inspiração e força de vontade numa época em que acho que ia acabar num esquema Kurt Cobain.

O que te levou a pensar nessa detonação?
Tem muito a ver com a morte do meu pai, em 79, que até hoje eu não superei. Quando você entra num esquema de bebedeira e drogas, é difícil segurar. Ainda mais para mim, que sou um cara fraco, não consigo resistir à tentação.

Você está mesmo curtindo uma de família, né?
Tô. Não tem como não estar. Pó, o Zyon tá com dois anos e meio e acabou virando um chegado meu. Mexe nos meus CDs, pede para repetir música, conhece o nome dos caras da banda. É impressionante! Mas já tem muita gente achando que eu só quero saber de fazer filho. Não é nada disso, o Igor veio rápido porque quero que ele e o Zyon sejam unidos e amigos como eu e meu irmão.

Quando o Sepultura volta a tocar no Brasil?
Queremos tocar no Hollywood Rock. Ouvi dizer que o Metallica está confirmado e tem tudo a ver. De qualquer modo, detonamos a nova turnê no Brasil.

IGOR CAVALERA

Fonte: Revista Bizz – Ed. 145 – agosto de 1997

Como vai o Sepultura?
Temos dez músicas prontas, entre elas "Floaters In Mud", "Old Earth", "Rumors", "Common Bonds", "Choke" e "Reza", esta em português. Fizemos uma demo e os gringos da gravadora caíram de costas, cara! Então, resolvemos entrar em estúdio em novembro, para que o disco saia uns três meses depois. Estamos querendo chamar os Dust Brothers para produzi-lo.

As novas músicas seguem um estilo novo ou vão na trilha do Roots?
Agora, só com uma guitarra, as músicas estão mais simples. Mas o negócio tá pesado pra caramba. Tá Sepultura!

Vocês já acertaram com um novo empresário?
Fechamos com John Reese, o mesmo empresário do Guns. Ele ligou querendo me levar para tocar com o Axl e nós é que o trouxemos para o Sepultura...

O que você acha do Axl Rose?
Odeio a voz do Axl, mas não posso falar mal do cara, não o conheço... Achei legal pra cacete que, entre todos os bateristas do mundo, ele tenha lembrado do meu nome!

Você e o Andreas estão compondo a trilha sonora do filme No Coração Dos Deuses. As músicas já estão prontas?
Não. Quando o filme estiver pronto, vamos vê-lo e só aí colocar cada música. Mas o Andreas viajou até Tocantins (lugar onde a fita está sendo rodada) para entrar no clima. Ele disse que conversou pra caramba com o Antonio Fagundes e... Adorou!

Você fez um golaço no Rock E Gol, da MTV. Ninguém sabia que você é bom de bola...
Desde moleque eu e o meu irmão somos maníacos por futebol. A gente dormia e acordava abraçado com a bola. Quando tô jogando, quero dar o melhor possível. Comigo é assim: jogador tem de dar o sangue!

Falando da sua grife Cavalera, o que você entende de moda?
Gosto de desenhar, mas tenho uma equipe que saca melhor do assunto. Não entendo de moda! Também, se eu falar que entendo, é capaz de alguém querer me matar, como fizeram com o Versace... (risos)

Agora que você virou empresário, já conseguiu ficar rico?
Não! Com a grife, não deu pra ficar rico... O Sepultura é que deu dinheiro... É, não vou dar uma de Kurt Cobain e falar que o sucesso é uma merda. Cara, vivo bem pra caralho...

Você tem falado com o Max?
O Max mandou um cartão para a minha filha no Dia dos Pais (nos Estados Unidos a data é comemorada dia 5 de julho) e, acredite, eu tive de agradecer por fax... Pô, a Gloria bloqueou o telefone deles de uma forma que ligação feita da minha casa não completa. Não consigo entender esse tipo de atitude, ela é mãe, pô! Acho que não gostaria que acontecesse o mesmo com os filhos dela...

O Max fez uma música chamada "Judas", dizendo que ele teria sido traído. O que você acha da atitude dele?
Foi a válvula de escape que ele arrumou pra sair da situação que ele mesmo criou. Acho que seria mais fácil simplesmente admitir que não funcionou com a mulher dele empresariando o Sepultura e pronto.

Particularmente, você não gostaria que o Max voltasse?
Pessoalmente, quero restabelecer a relação com o meu irmão. Mas, profissionamente, não vejo uma reconciliação. A nossa realidade é que o Sepultura nunca mais vai ser o mesmo. No entanto, o grupo não se resumia ao Max. Continuamos furiosos!

MAX CAVALERA

Fonte: Revista Bizz – Ed. 149 – dezembro de 1997

É coincidência gravar seu primeiro álbum-solo na mesma época e no mesmo estúdio onde foi feito Roots?
Eu estou trabalhando neste disco desde janeiro. Grande parte do novo material foi composto nesta época, e assim que ficou pronto resolvi entrar no estúdio. Nada foi planejado.

Todas as canções são novas ou também há sobras que você não usou no Sepultura?
Desde a época da turnê do Chaos A.D. eu tenho um gravadorzinho portátil de quatro canais que eu levo para trabalhar na estrada. Eu usei um pouco dessas coisas mais antigas. Mas não muito. A maioria veio da necessidade de compor e colocar a vida no lugar.

É muito diferente trabalhar sem contar com o apoio de uma banda?
É diferente, mais difícil... Mas, ao mesmo tempo, tenho mais liberdade, também. Há coisas que estou fazendo aqui que talvez não fizesse se estivesse com o Sepultura.

Algum exemplo?
Eu estou curtindo muito o trabalho com a Nação Zumbi e se estivesse no Sepultura o Lúcio (Maia, guitarrista) só tocaria em uma música e não no disco inteiro, como está acontecendo. Admiro muito o trabalho dele e acho que ele é um dos melhores guitarristas da atualidade. Também não gravaria coisas como "Umbabarauma", do Jorge Ben, uma coisa tão fora do comum para mim... Estou tendo a chance de expandir o meu trabalho.

Você parece muito empolgado. Quais são as suas expectativas em relação a este disco?
Acho que este CD vai abrir muitas portas para mim. No futuro, vou poder levar minha música para muito além do Sepultura.

Onde exatamente você quer chegar?
Quero atingir um público que não ouve o Sepultura por achar que é só heavy metal. Esse trabalho vai ser a chance de um cara que ouve Beastie Boys e Bob Marley gostar também. É mais eclético...

Com tantas mudanças, você não acha que pode assustar os velhos fãs do Sepultura?
Tenho certeza que não. Há elementos novos, mas ao mesmo tempo as músicas mantêm o mesmo peso, aquele fogo anterior... Não quero e não vou dar as costas aos fãs que me botaram onde eu estou agora.

Este disco é muito diferente do que teria sido o sucessor de Roots, o último que você fez com o Sepultura?
Acho que é uma progressão natural. Se eu ainda estivesse no Sepultura, o faria do mesmo jeito, tentando fazer a banda ir mais para a frente, expandir o som para ficar sempre original e atual.

Você também foi ousado em Roots... Há diferenças na confecção dos dois trabalhos?
Esse foi mais fácil de sair porque os músicos que estão aqui têm menos medo e estão mais a fim de experimentar.

Como você escolheu os músicos da nova banda?
O baixista Marcelo Dias é amigo meu há doze anos. Ele fazia luz para o Sepultura e a gente sempre trocou figurinha. Em turnê, ele sempre vinha pro meu quarto para a gente tirar um som. Ao invés de pegar alguém famoso, fiquei em casa mesmo, é mais fácil trabalhar falando português. Quanto ao Roy Mayorga (baterista), fiquei bastante impressionado quando ele remixou "Refuse and Resist" para o Chaos A.D., que saiu na trilha do filme Mortal Kombat, e botou bastante percussão. Ele é baterista de hardcore das antigas, mas é apaixonado por viagens brasileiras: ele ouve Olodum e Chico Science pra caralho! Acho que ele é mais brasileiro do que muito brasileiro que eu conheço.

Quantas canções terão percussão do Nação Zumbi?
Pô, eles tocam na metade do disco. Tirando as músicas mais agressivas, este álbum está mais para o lado das raízes africanas, o lance dos escravos do qual já falei na SHOWBIZZ. Tem até letras falando de Zumbi, Quilombo... Nesses casos, os tambores deles encaixam perfeitamente.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

ABRIL PRO ROCK 2010 - Contagem regressiva



A 18ª edição do Abril pro rock vai para a Fábrica Tacaruna e o Recife Antigo
por Carolina Santos - para o Diário de Pernambuco
carolinasantos.pe@dabr.com.br

O Abril pro Rock chegou à maioridade com vontade de provocar. Mas não musicalmente - até agora, o festival independente mais longevo do Brasil não divulgou nenhuma banda de impacto(NOTA: Isso na opinião da repórter. Já na minha, Varukers e Agent Orange têm impacto sim - nada que se compare a um Motorhead, claro, mas são grandes nomes do punk rock mundial. O cast nacional ter alguns nomes bastante interessantes também). No formato, porém, a 18ª edição do Abril pro Rock vem cheia de novidades.

A mais importante é a criação do APR Club, um espaço no Recife Antigo que vai abrigar shows de várias bandas e DJs. E aí vem a primeira provocação. "Vimos que no Recife não tinha um espaço adequado para as atrações que geralmente tocam no festival. Temos, por exemplo, o UK Pub que abre para bandas locais na terça-feira, mas mesmo assim é muito pequeno. O Abril pro Rock quer instigar o empresariado local para abrir as portas para este tipo de música", destaca Bruno Nogueira, um dos curadores do evento. O hardcore da banda capixaba Dead Fish - que já tocou no festival - está confirmado na programação da casa.

O APR Club vai funcionar durante três fins de semana do mês de abril - com exceção do primeiro, que é Semana Santa. Das 50 bandas previstas para o festival, metade vai tocar na Fábrica Tacaruna, onde o Abril vai montar um toldo na área externa - no modelo do Porto Musical do ano passado -, com dois palcos, um de frente para o outro. Dez bandas irão se apresentar na sexta-feira (16) e quinze no sábado (17). A banda de João Gordo, Ratos de Porão, e Pato Fu - ambas veteranas no festival - estão quase fechadas na programação, que inclui ainda Blaze Bailey (ex-vocalista do Iron Maiden) e a interessante banda gótica cearense Plastique Noir.

Outra discussão que o festival quer levantar neste ano é a respeito da programação das rádios recifenses - que quase nunca dão espaço para as bandas de rock locais. "Quem está certo, as rádios daqui, que insistem em ignorar a nossa música, ou as rádios de fora, que estão interessadas em divulgá-la?", questiona Paulo André, produtor do evento. Tão interessadas que duas noites do APR Club estão fechadas com rádios públicas europeias - uma delas, a BBC de Londres e aoutra a Antena 3, de Portugal. Além de meramente transmitirem os shows, as rádios estão financiando as noites e participando da escolha da programação. Siba, por exemplo, é um dos cotados para entrar na programação da BBC. Na noite da rádio portuguesa, um duo de música eletrônica e discotecagem do produtor Henrique Amaro estão sendo sondados.

De fora - A banda Placebo, que vai estar em turnê pelo Brasil na época do APR, não vem mesmo para o festival. "A primeira vez que eles tocaram aqui foi por conta da parceria com a Claro. Não temos orçamento para trazê-los", diz Paulo André. Outras bandas internacionais envolvidas em rumores também estão de fora: Wilco e Megadeth, que fará turnê sul-americana em abril. E Slayer permanece ainda apenas como um antigo e eterno sonho de Paulo André: "Enquanto eu viver e respirar, vou tentar trazê-los".

Saiba mais

Ao atingir a maioridade, o Abril pro Rock reúne neste ano cerca de 50 bandas.

Algumas delas já estão confirmadíssimas e outras quase certas - como Ratos de Porão e Pato Fu. Confira a lista:

Ratos de Porão | São Paulo - hardcore

Blaze Bayley | EUA - heavy metal

The Varukers | Inglaterra - punk

Agente Orange | USA - punk

Instituto Mexicano del Sonido | México - música tradicional com eletrônica

Camarones Orquestra Guitarrística | Rio Grande do Norte - rock instrumental

Nevilton | Paraná - pop rock

Mini Box Lunar | Amapá - rock tropicalista

Eminence | Minas Gerais - heavy metal

Vendo 147 | Bahia - instrumental

Dead Fish | Espírito Santo - hardcore

Alkymenia | Caruaru (PE) - metal

Plastique Noir | Ceará - eletro-rock gótico

Bugs | Rio Grande do Norte - rock

Siba | Pernambuco - regional

The Baggios "pegando uma punga"



por Rian Santos
Fonte: Spleen & Charutos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Alguém arrisca onde esses meninos vão parar?

Na próxima terça-feira, os meninos da banda The Baggios chegam à terra da garoa para realizar uma série de shows e gravar o primeiro disco oficial. Na passagem por São Paulo, o duo formado por Julio Andrade (guitarra e vocal) e Gabriel Carvalho (o batera Perninha) ainda aproveitará a oportunidade para gravar o videoclipe da música “Em outras”, com a participação de Rafael Costello, ex-Plástico Lunar e Rockassetes. Era o pretexto que a gente precisava para reconstruir a trajetória que inicia em um violão detonado, no sonho improvável de Pegar um Punga e cair fora da pacata São Cristóvão, sem estação prevista para encontrar.

Jornal do Dia – É difícil imaginar um moleque que aprendeu a tocar paletando um Kashima de cordas enferrujadas numa cidade pacata como São Cristóvão conquistando o respeito da cena independente nacional. Como você encara essa transformação? O guri interiorano possui alguma semelhança com o Rei do Blues?

Julico – Acho que carrego algumas coisas dessa época, inclusive esse kashima de cordas enferrujadas, mas nós seres humanos vivemos em constante transição. Acho que estou um pouco mais maduro. Afinal, estou nesse lance de tocar Rock há 8 anos, seis deles dedicado a The baggios, e nunca curti ver as coisas se repetirem. Desde que comprei minha primeira guitarra procuro coisa nova pra ouvir, conseqüentemente me desenvolvo, amadureço, me torno exigente e tento fazer algo que pelo menos soe diferente.

JD - De que maneira a gravação dos primeiros EPs deverá influenciar na confecção desse primeiro disco oficial? Ele já tem nome? A gente pode esperar a energia densa e suja que impregnou suas primeiras composições, fazendo justiça aos aos acordes envenenados do blues, ou os tapinhas nas costas e o sorriso solícito das menininhas ajudaram a acalmar os demônios escondidos em seu coração?

Julico – Por onde a gente tem passado, sempre tem alguém comparando nossas apresentações com as gravações, e o comentário é sempre o mesmo: “Nem se compara o show com os EPs”. Depois de ter ouvido isso de várias pessoas, concordei e coloquei na cabeça que devemos capturar nosso som de uma forma mais crua e pesada, como nos shows. Acredito que o disco vai soar mais pesado e mais rock, não deixando de lado a essência Blues. Tem um nome pro disco que guardo na cabeça faz anos: “O azar me consome”, nome de uma das músicas do disco, que espera pra ser gravada há quatro anos.

JD - Qual a participação de Perninha (batera) no disco? Ele é só um instrumentista ou interfere de alguma maneira na concepção das canções e nos arranjos? Quando ele entrou na banda, muita gente ficou impressionada com o vigor que as canções da Baggios ganharam.

Julico – Ele, sem dúvidas, era a peça que faltava na Baggios. Um figura dedicada ao instrumento e cheio de boas influências para oferecer. Ele é um dos culpados do amadurecimento da banda.

JD - Como a turnê paulista foi viabilizada? Parece que tem algo a ver com o Circuito Fora do Eixo, não é mesmo? É uma pena que ele não tenha dado as caras por aqui…

Julico – Venho visando uma viagem pra São Paulo desde 2008, e vi que não é tão difícil marcar um show por lá, contanto que seja com muita antecedência e que você tenha como chegar lá. Eu e Gabriel estávamos discutindo como gravar o disco, onde gravar, daí resolvemos unir a necessidade de gravar e a vontade de tocar em Sampa. Comecei a mandar emails pra casas noturnas, amigos, conhecidos de conhecidos e assim foram aparecendo uma data aqui, outra ali. Uma das figuras importantes nessa tour foi Quique Brown, membro da banda Leptospirose, de Bragança Paulista. Ele conseguiu 80% das datas, algumas delas, graças à integração dele ao Fora do Eixo, que conseguiu encaixar a gente na etapa final da Tour do Porcas Borboletas, de Uberlândia (MG). Nós vamos pegar um Punga, literalmente, nessa van com os caras. O Fora do Eixo tem crescido m. Em novembro de 2009, o Pablo Capilé (O cabeça) passou por Aracaju e integrou a Rede Musica Sergipe (rede que conta com os coletivos Ouça, Beco dos cocos e o Pela Cena) ao Fora do Eixo. A rede está se desenvolvendo aos poucos, e pretende movimentar mais a onda independente por aqui.

JD – Pra terminar com um clichê, você podia relatar os planos da Baggios em 2010.

Julico – Esse ano quero muito que a gente consiga circular mais que o ano passado, tocar nos Festivais Independetes por aí, fazer outras Turnês, lançar o disco no final do primeiro semestre, manter esse ritmo de banda, cheio de gás, e torcer pra que o disco venha do jeito que esperamos e que a gente consiga agradar a esses roqueiros exigentes!

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Banda sergipana faz turnê e grava clipe em São Paulo

Fonte: CINFORM ON LINE - Notícias / Local / Cultura e Variedades



Buscando projeção nacional, a banda sergipana The Baggios vai a São Paulo para gravar seu primeiro disco oficial na próxima terça, dia 16. O grupo irá realizar a turnê intitulada The Baggios Sampa Tour, passando pela capital paulista e mais cinco cidades do estado. Na passagem por São Paulo, a banda formada por apenas dois integrantes, Julio Andrade – guitarra e vocal – e Gabriel Carvalho – bateria -, ainda aproveitará a oportunidade para gravar o videoclipe da música Em outras, contando com participação de Rafael Costello, ex-Plástico Lunar e Rockassetes. Esta é a primeira vez que a banda faz uma turnê pelo Sudeste do país. Antes, o grupo The Baggios tocou em festivais pelo Nordeste no ano passado, a exemplo de Festival do Sol, em Natal, Festival Mundo, em João Pessoa, Festival Big Band, em Salvador, entre outros.

“As expectativas para esta turnê são as melhores possíveis, já que o público de lá é mais amplo para o tipo de som que nós tocamos. Acreditamos na possibilidade de surgirem convites para festivais e também para um selo musical”, afirma Julio Andrade, guitarrista e vocalista da banda. O CD oficial de The Baggios contará com 15 canções, dentre as quais 11 são inéditas e quatro são regravações de músicas lançadas na demo e no EP da banda.

O disco oficial apresentará músicas novas como Pare e repare e O azar me consome, esta última, segundo o vocalista e guitarrista Julio Andrade, poderá ser o título do álbum. Já a seleção entre as músicas da demo lançada em 2007 – sem nome – e o EP Hard Time, de 2009, foi feita por cerca de 250 fãs da banda que votaram em enquete na comunidade da banda, no site de relacionamentos Orkut. As músicas escolhidas pelo público foram Pegando punga, Aqui vou eu, Ó, cigana e Candango’s bar.

Três dos shows a serem realizados pela banda The Baggios foram marcados graças à ação da rede Fora do Eixo, formada desde 2005 por produtores culturais das regiões Centro-Oeste, Norte e Sul com o objetivo de estimular a circulação de bandas pelo chamado Circuito Fora do Eixo, que abarca as cidades de Cuiabá, Rio Branco, Uberlândia e Londrina. A rede Fora do Eixo encaixou o grupo The Baggios para tocar junto com a Turnê das Porcas Borboletas, banda de Uberlândia.

A banda irá passar pelas cidades de São Paulo, Vinhedo, São Carlos, Campinas, Bauru e Araraquara.

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Blues errante
por Adolfo Sá

Fonte: Viva La Brasa

“Para muitos ele era apenas um louco”, afirma o jornalista Diego Oliveira, co-diretor do documentário Baggio Sedado, que conta a vida de José Sinval dos Santos, o ‘Baggio’, um músico andarilho que perambulava nas ruas de São Cristóvão, cidade do interior de Sergipe, a 4ª mais antiga do país. Baggio andava rasgado, c/ amarrações nas pernas, brincos e pulseiras, contando histórias pelas esquinas c/ seu violão. “Para outros era a representação viva da manutenção de um espírito revolucionário na pacata cidade, um ‘punk’ interiorano, que apenas com sua resistência a ser comum contribuiu mais do que muitos artistas locais, um símbolo vivo para os garotos iniciantes no estranho mundo da cultura alternativa.”

Entre esses garotos estavam o baterista Elvis Boamorte e o guitarrista Júlio Andrade, o Júlio ‘Dodge’ ou simplesmente ‘Julico’. No esquema 1-é-pouco-2-é-bom-3-é-demais, eles se juntaram em 2004 e formaram o duo The Baggios. “A banda é uma continuação de um sonho não alcançado por um cara simples e com idéias bem próprias e livres de quaisquer padrões”, diz Julico. Com uma pegada blues/punk, começaram a fazer shows e compor músicas, e antes mesmo de completarem 20 anos gravaram o 1º EP, em 2007. Em 2008 Júlio dirigiu em parceria c/ Diego o curta sobre José Sinval, e ano passado, lançou o 2º EP da banda, Hard Times.

Venceu 3 categorias do Prêmio Prata da Casa e caiu na estrada em 2009: participou dos festivais Rock Sertão, no interior de Sergipe, BigBands na Bahia, Mundo na Paraíba, DoSol no Rio Grande do Norte, e Perro Loco, evento de cinema universitário em Goiás. Tocou 2X no Psicodália em Santa Catarina c/ a Plástico Lunar, onde também canta e toca guitarra, e participou de 2 coletâneas: Sergipe’s Finest, do selo Disco de Barro, e Um Dia Tudo Isso Vai Fazer Sentido, pelo Loaded E-zine.

Começou 2010 tocando no Projeto Verão [foto] na mesma noite de Seu Jorge e Marcelo D2, e desde o dia 15 de março está em São Paulo gravando o 1º CD da Baggios, ao lado do novo batera Rafael Carvalho, um moleque de 17 anos que quebra tudo na bateria. O álbum, cujo título provisório é O Azar Me Consome, terá 15 faixas, 11 delas inéditas e 4 regravações das canções Pegando Um Punga, Aqui Vou Eu, Oh Cigana e Candango’s Bar, escolhidas por 250 fãs e amigos da banda numa eleição no Orkut.

As gravações aconteceram semana passada, e agora Julico e seu parceiro estão em plena Sampa Tour: 6 shows na capital e nas cidades de Bauru, Campinas, Araraquara, Vinhedo e São Carlos. O guitarrista Rafael Costello, que Júlio substituiu na Plástico, aproveitará a passagem deles p/ dirigir um clip. “As expectativas p/ esta turnê são as melhores possíveis, já que o público de lá é mais amplo pro tipo de som que nós tocamos”, disse o jovem ‘Baggio’ antes de pegar a estrada: “Acreditamos na possibilidade de surgirem convites p/ festivais e também p/ um selo musical.”

José Sinval, o ‘Baggio’ original, ainda está vivo em São Cristóvão. “A loucura é tratada violentamente por nossa sociedade, reservando preconceito e isolamento p/ aqueles que não foram normatizados segundo as regras sociais estabelecidas”, comenta Diego Oliveira. Julico & Rafael, os novos ‘Baggios’, ainda têm muito chão pela frente, mas já colecionam algumas boas histórias pra contar, como o encontro c/ uma certa senhora de 80 anos e uma garota de 25 em Vitória da Conquista [BA]:

“Conversa vai, conversa vem, descobrimos que estávamos lidando c/ a filha e a mãe do grande cineasta GLAUBER ROCHA. Surreal. Eu ouvindo comentários da mãe dele, ‘ah Glauber era louco, colocou cada nome estranho nas filhas’... Mas também, Ava Patria Yndia Yracema Gaitan Rocha é realmente um nome comprido pra se dar a uma filha, mesmo assim não tiro a razão dele...”

Cada doido com sua mania.

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DOWNLOADS:
Ep Hard Times (2009)
http://www.easy-share.com/1908571764/the
Demo (2007)
http://www.easy-share.com/1908571736/the

Julio Andrade: Guitarra e voz
Gabriel Perninha: Bateria

Contatos:
juliododges@hotmail.com
(79) 8809-0974

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Youtube - www.youtube.com/thebaggios
Fotolog - www.fotolog.com/the_baggios
MySpace - www.myspace.com/baggios
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Agenda:

13/03 - Itabaiana (AAI - Projeto Cebolada)
17 a 19 - gravão do disco
20/03 - Clube Berlin (SP)
21.03 - vinhedo
22.03 - São Carlos ( Gravação de Programa de Rádio)
23.03 - são carlos
24.03 - campinas
25.03 - bauru
26.03 - araraquqara
27.03 - São Paulo

Benediction em Salvador

CARAVANA DE ARACAJU PARA O SHOW DO BENEDICTION EM SALVADOR - BA
DIA: 20/03/2010
SAÍDA: TEATRO TOBIAS BARRETO ÀS 15:00 (AO LADO DO TERMINAL DIA)
VALOR: R$ 90,00 (INGRESSO + TRANSPORTE-VAN COM AR CONDICIONADO E SOM)
CONTATO: PAULO - 8807-4487 - 9968-7125
!!VAGAS LIMITADAS!!

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SOBRA A BANDA:

Fonte: Wikipédia (em inglês)
Tradução (capenga): Adelvan

Benediction, banda de Death Metal baseada em Birmingham, Inglaterra, foi formada em Fevereiro de 1989 por Paul Adams (baixo), Peter Rew (guitarra), Darren Brookes (guitarra) e Mark "Barney" Greenway (vocal). Com a demo “The Dreams You Dread”, lançada no mesmo ano, atraíram o interesse da Nuclear Blast Records, o que resultou em um contrato de gravação. Seu primeiro álbum, “Subconscious Terror”, foi lançado em 1990, seguido pela partida de Barney, que se juntou ao Napalm Death. A estréia foi bem recebida e um novo vocalista, Dave Ingram, foi logo encontrada. Em uma extensa agenda de shows, o ano de 1991 viu-os excursionar com nomes como Bolt Thrower e Nocturnus.

O segundo disco, “The Grand leveller”, já sem os vocais de Barney, foi aclamado internacionalmente. Tendo já completado uma turnê européia com o Massacra durante o ano entre a gravação e mixagem do álbum, caem na estrada novamente com o Dismember. Após essa turnê, Paul Adams deixa o grupo. Voltam ao estúdio em dezembro de 1991, com Darren tocando guitarra e baixo em um novo EP, “Dark is the Season”. Janeiro de 1992 viu a banda de volta à Europa novamente com Asphyx e Bolt Thrower. Naquele mesmo ano eles recrutam um novo baixista, Frank Healy, guitarrista do Cerebral Fix e ex-Napalm Death. Tocam em Israel.

Em 1993, o Benediction lançou seu terceiro álbum, “Transcend the Rubican”. O lançamento do disco foi seguido pela extensa "World Violation" tour, com o Cemetery e Atheist, que percorreu toda a Europa, E.U.A., Canadá e, novamente, Israel. Após a turnê, Ian Treacy deixa a banda por conta de diferenças pessoais. No EP “After The Grotesque / Ashen Epitaph “, que apresentou duas canções inéditas e três faixas ao vivo , Treacy foi substituído por Neil Hutton, que já de cara encarou onze datas do Nuclear Blast Festival no Ano Novo de Janeiro de 1995. Enquanto isso, já davam os últimos retoques no seu quarto álbum, “The Dreams You Dread”.

O Benediction tinha uma estreita relação com Death, fazendo várias turnês com eles a pedido de Chuck Schuldiner. Seu álbum seguinte, “Grind Bastard”, foi lançado em uma turnê com o Detah que, graças a um acordo com a TCI, uma agência de turismo de Nova York, os levou ainda mais longe, chegando à Europa Oriental, por trás da chamada (e, na época, já finada) “Cortina de ferro”. Esta tour coincidiu com a saída do vocalista Dave Ingram, substituído por Dave Hunt (do Mistress e do Anaal Nathrakh).

O oitavo álbum de estúdio foi lançado pela Nuclear Blast em Outubro de 2001. Intitulado “Organised Chaos”, foi novamente produzido por Andy Sneap, e seguido por mais apresentações ao vivo em toda a Europa, com destaque para a turnê de 2002 com o Bolt Thrower e uma aparição no festival Gods of Metal, em Milão, Itália, com Motörhead, WASP, Megadeth e Judas Priest. O disco mais recente, “Killing Music”, foi lançado em agosto de 2008.

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SOBRE O SHOW:

Benediction, lenda do Death Metal britânico, estará em Salvador no dia 20 de Março, prometendo uma grande apresentação que abordará toda sua trajetória desde sua fundação em 1989, marcada por grandes clássicos do Death Metal mundial como "Subconscious Terror", "The Grand Leveller" e "Transcend The Rubicon".

Vale ainda ressaltar a presença de bandas nacionais de diversas vertentes do Death Metal e a participação especial de Nicholas Barker (Dimmu Borgir, Cradle Of Filth, Testament, Lock-up) na bateria.

Abertura (Bandas):

INTO THE CORPSE (Splatter Goregrind)
ESCARNIUM (Death Metal)
INSIDE HATRED (Death Metal)
POISONUOS (Death Metal)


Data: 20 de Março de 2010
Ingressos: 1º lote - R$30,00 (100 Ingressos) / 2º lote - R$35,00 (100 Ingressos) / 3º lote - R$40,00 - Na porta: R$ 50,00
Local: Beach Beer (Antigo Teatro da Praia) / AV. Octavio Mangabeira, S/Nº, em frente ao Babagula (Corsário) / Salvador - BA
Censura: 16 anos
Horário: 21:00h


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terça-feira, 9 de março de 2010

ROCK SERTÃO 2010 - Contagem regressiva



Fundação Aperipê apoiará a oitava edição do Rock Sertão

Fonte: www.aperipe.se.gov.br

A oitava edição do Rock Sertão já tem dia marcado para acontecer, de 20 a 22 de maio, e parceria firmada com a Fundação Aperipê na divulgação do evento e transmissão ao vivo pela Aperipê FM. Na tarde desta quinta, 9, a presidente da Fundap, Indira Amaral, acompanhada pelos diretores Administrativo e Operacional da emissora pública, Daniel da Matos e Jefferson Andrade, respectivamente, recebeu membros da comissão organizadora do festival de rock que promete fazer estremecer o município de Nossa Senhora da Glória.

De acordo com Indira, a Fundap já foi parceira do Rock Sertão em outras edições principalmente com a divulgação. Já em 2008 uma equipe da Aperipê TV gravou uma reportagem especial que foi veiculada no programa Autofalante da Rede Minas, e reexibido em rede nacional pela TV Brasil. Mas, desta vez o apoio é ainda maior, firmando o compromisso da emissora pública sergipana em interiorizar suas ações e se fazer presente nos projetos de fomento à cultura do Estado. “Antes a parceria ficava restrita à divulgação. Desta vez vamos tocar mais as bandas inscritas na programação da FM além de transmitir o festival pela rádio. Além disso, estamos estudando a possibilidade técnica de viabilizar essa transmissão pela tevê. Se isso não ocorrer deveremos gravar o festival e produzir um programa especial sobre o evento”, afirmou a presidente da Fundap.

Para Jefeson Melo, membro da comissão organizadora do evento, ter a Fundap como parceira no fomento à cena cultural sergipana é sinônimo de sucesso. “Com esse apoio temos a certeza de que a coisa vai funcionar melhor ainda. Antes a ajuda era tímida até porque não sabíamos como chegar à Aperipê, mas hoje a parceria está ainda mais firme, concretizada e temos consciência da sua importância. A participação da Aperipê no evento agrega um valor imenso e tenho certeza de que temos como crescer mais”, destacou.

Já consagrado no calendário cultural e festivo de Nossa Senhora da Glória e da cena musical do estado, o festival de música independente Rock Sertão é realizado desde 2001. Em sua oitava edição, o evento mostra que ganhou visibilidade nacional no decorrer dos anos com a inscrição de bandas de outros estados do Brasil.

De acordo com Kleberson Souza, membro da comissão organizadora, a maioria das 50 bandas já inscritas para a edição 2010, é além fronteira sergipana. “Iniciamos o período de inscrição no dia 3 e muita gente já mandou material. Grande parte dos inscritos até agora são de fora. Mas a presença de sergipanos também é marcante”, afirmou Klberson.

Quem quiser participar basta acessar o site http://www.rocksertão.com.br e enviar o material exigido até o dia 10 de abril. Segundo Jefeson, ao fim das inscrições será formada uma comissão que selecionará 15 bandas para se apresentarem no palco da oitava edição Rock Sertão. “Vale destacar que duas delas serão escolhidas pelo público através de uma ferramenta que será disponibilizada na internet”, explicou Jefeson.

Rock Sertão: O maior festival de música independente de Sergipe acontece em Maio

Por Aparecido Santana

O rock n'roll pede passagem para a 8ª edição do maior festival de Rock de Sergipe. A 8ª Edição do Festival de Música Independente “Rock Sertão”, acontecerá entre os dias 20, 21 e 22 de maio de 2010, na Praça Antônio Alves Oliveira, em Nossa Senhora da Glória, Sergipe.

O Festival surgiu em 2001, a partir da carência de espaços culturais que possibilitassem o acesso gratuito da população sergipana à produções de música independente . O festival abre espaço para bandas e grupos, que geralmente não têm a oportunidade de mostrar a qualidade de seus trabalhos. O surgimento do Rock Sertão acabou por incentivar a criação de novas bandas e, conseqüentemente, a retomada dos grandes festivais que aconteciam alguns anos no Brasil. O sucesso do festival foi resultado da persistência de roqueiros que iniciaram a quase uma década com um par de caixas amplificadas colocado na praça Antônio Alves em Glória.

Nas últimas edições o Rock Sertão vem abrindo espaço para palestras, teatros, oficinas, grafite e exibição de curtas- metragens. “O Rock Sertão não é somente um festival de musica independente, mas também um grande encontro cultural que reune várias gerações, estilos, comportamento, e, acima de tudo, formas diferenciadas de mostrar arte”, afirma Kleberson Silva, o Binho. “A consolidação de um público e a diversidade musical são as maiores marcas do evento. O que antes era uma festival que chamava, em grande parte, a atenção dos curiosos, hoje apresenta um público que se diferencia dentre os vários seguimentos do rock, indo desde o pop rock até o Heavy Metal”, acrescenta Binho.

O Rock Sertão tornou-se referência para a música sergipana, servindo como espaço para que as bandas locais possam mostrar o seu trabalho. O público que cresce a cada edição é uma prova de como lança raízes no processo de desenvolvimento e reconhecimento da boa música do estado.

A organização ainda não divulgou a programação do festival, que será disponibilizada em breve no site oficial www.rocksertao.com.br e vários meios de comunicação do estado.

VENDO 147 - planos para o "ano novo" ...



Fonte: Rock Loco

ENTRE O MERCHANDISING, O ESTÚDIO E OS PALCOS

Vendo 147 investe em produtos com a marca da banda, enquanto se prepara para entrar em estúdio e para tocar no Abril Pro Rock 2010.

Por Chico Castro

No ano passado eles surgiram com um trunfo difícil de se conseguir hoje em dia: novidade. No caso, as clone drums: dois bateristas partilhando o mesmo bumbo e criando levadas diversas para uma música instrumental pesada, com influências de Queens of The Stone Age, Stooges e Led Zeppelin. Lançaram um EP de quatro faixas , que, se não trazia lá grandes composições, também não fazia feio.

Passado esse período, a Vendo 147 (em foto de Bruno Sarraf) entra em nova fase agora em 2010. A banda está, sem pressa, atuando em três frentes para trabalhar ao longo do ano.

A primeira é que, logo na primeira semana de abril, Dimmy, Glauco (baterias), Pedro, Duardo (guitarras) e Caio (baixo) entram em estúdio para começar a gravar seu primeiro álbum, sob a batuta experiente do produtor andré t.

No momento, a banda se reúne todo fim de semana na casa de Dimmy para trabalhar as composições coletivamente – o que não foi feito na época do EP – aparando arestas e cortando excessos. O processo é acompanhado por andré, que dá sugestões aqui e ali pros caras.

"Logo quando começamos, nego começou a falar, 'ah, é a aposta para 2010' e tal. Aí a gente pensou, se a gente não gravar um disco agora que corresponda as expectativas, vamos virar piada, né? Então estamos trabalhando bem as composições, por qure música instrumental é muito diferente, tem uma dinâmica totalmente diversa a começar por não ter refrão, digamos assim", reflete Dimmy, mais pé no chão impossível.

Merchandising e festivais

Em paralelo, o grupo criou uma linha de produtos com a marca da Vendo 147, como palhetas de guitarra, baquetas (claro), chaveiros e camisetas, para ajudar a levantar uma grana. “Banda independente não vive de venda de disco, então você tem utilizar o material de divulgação como produto pra isso também“, conta Dimmy.

Ainda em abril, o grupo embarca para Recife, onde se apresenta, no dia 17, no festival Abril Pro Rock – uma grande oportunidade, já que o APR é uma das principais vitrines para bandas de todo o Brasil. “Vamos mostrar um pouco do que será o disco. E vamos chegar já com nossa banquinha de produtos“, avisa o batera.

contatovendo@gmail.com
myspace.com/vendo147

segunda-feira, 8 de março de 2010

Warcry em Aracaju



06/03 - na "Casa de Doug" - Rua Francisco Rabelo Leite Neto, 566, Atalaia
Show com WARCRY (EUA), LUMPEN (BA), KARNE KRUA, THE RENEGADES OF PUNK e DEMONKRÄTZIE + EXPOSIÇÃO DE DESENHOS DE THIAGO NEUMANN
http://www.fotolog.com/chucrotz_
http://thiagoneumann.blogspot.com/
http://dogsdraw.deviantart.com/

por Adelvan Kenobi

Agradecimentos à Snapic pelas sempre belíssimas fotos.

O show estava marcado para as 21:00, mas eu cheguei já perto da meia noite ( tava no cinema assistindo “Um Olhar do paraíso”*, novo filme de Peter Jackson). Perdi a Karne Krua e a Demonkratzie – ok, terei chance de vê-los novamente em breve, com certeza. A Lumpem, de Salvador, estava no palco. Que eu me lembre, era a primeira apresentação que eu via deles e, ao que tudo indica, será a última, já que era um show de despedida, pois estão encerrando suas atividades (segundo o veterano da cena Straiht Edge e um dos vocalistas da banda, Robson, me falou depois, estão acabando numa boa, então tudo bem). Boa banda, esporrenta mas com boas melodias nos riffs de guitarra. É um Hard Core bem trabalhado. Não consegui ver muito do show porque o espaço em que as bandas se apresentavam, uma sala na tal “Casa do Doug”, era minúsculo e não tinha palco, então se você é baixo ou tem uma estatura mediana (meu caso) e fica pra trás, não verá nada a não ser a bunda dos que estão á sua frente. Mas do que ouvi, gostei.

Terminado o show dei a tradicional circulada para reconhecimento do local, recém-descoberto pela juventude roqueira local. Fica na Atalaia, duas ruas atrás da passarela do Caranguejo, na altura do Bar Amanda (que nosso amigo Marcelo Viegas, de São Paulo, uma vez me disse que achava o melhor lugar do mundo). Gostei do espaço, amplo, até achei que foi mal escolhido o local onde se realizou o show em sí, já que havia uma área maior, que creio que era usada como garagem, fora, mas acredito que a opção por um espaço mais interno foi por medo do barulho incomodar os vizinhos. Nesta área maior o grande Thiago “Cachorrão” expunha seus magníficos desenhos, marca registrada do que de melhor existe em termos de arte gráfica no rock sergipano – até confesso que um sonho de consumo meu é ter um desenho dele como marca do programa de rock, mas nunca pedi porque se pedisse eu iria fazer questão de pagar (porra, o cara é um puta artista, e eu ás vezes fico constrangido de ver tanta gente talentosa que não ganha nada a não ser elogios pelo que faz) e eu coloquei como um dos meus objetivos não gastar nada com o programa. Faço com prazer sem ganhar nada, mas por outro lado faço questão de não pagar para fazer. Já tomei muito prejuízo financeiro com essa historia de “rock independente”, nunca me arrependi de ter feito nada mas alcancei a minha cota – faz tempo, aliás. Aliás, fica aqui registrado que recebi recentemente um e-mail de Fellipe CDC, agitador cultural, vocalista da Death Slam e da Terror Revolucionário, amigo e fanzineiro das antigas, de Brasília, me informando que tomou um prejuízo de quase R$ 3.000,00 com o show do Master, que ele organizou por lá. O amor ao rock e à cena independente ta no sangue, mas para tudo tem que existir um limite ...

Mas voltando à casa, havia também uma varanda, onde haviam vários stands, dentre os quais o da Freedom, a loja de Sylvio da Karne Krua (Rua Santa Luzia, 151 – centro – Aracaju ), e vários outros onde estavam sendo vendidos materiais independentes em geral, discos (CD e vinil), bottons, livros e fanzines. Na frente da casa, um pequeno jardim onde o pessoal podia se refrescar e bater um papo.

Na sequencia da Lumpem começa o Warcry. Já no primeiro som, o microfone falha. Resolvido o problema, o inferno se instala. Grande show, porrada no pé do ouvido o tempo inteiro, sem descanso. O som é crust até o osso – aliás o próprio visual do vocalista, com seus cabelos descoloridos, lembra o de um dos vocais do Extreme Noise Terror, referencia número um do estilo. O publico respondeu à altura e agitou muito – na verdade, segundo o que vi e pelo testemunho dos que participaram do processo (eu fiquei apenas assistindo tudo pela janela, e de lá já sentia um bafo quente que incomodava até quem estava de fora, imagine o inferno que foi lá dentro), foi um verdadeiro massacre. O vocal a todo momento partia pra cima do público e se misturava ao pogo (não sei como o microfone conseguiu permanecer plugado), enquanto a banda mantinha o ritmo e a distorção no talo, sem pausa para respirar. Apesar disso, de toda essa empolgação e resposta positiva, infelizmente o show foi curto. Pensei que tivesse sido por conta do calor, mas a baixista me falou, depois do show (é, eu aproveitei pra dar uma praticada no meu inglês capenga com os caras) que os show deles sempre são curtos mesmo, o daqui não havia sido exceção. Falou também que era a primeira vez deles no Brasil e que estavam adorando, especialmente tocar nas cidades menores, pois ela acha o publico das metrópoles, como São Paulo, muito esnobe. Concordei com ela e opinei que isso acontecia porque para eles um show como aquele, mesmo tendo sido devastador, é apenas mais um show, já para nós que moramos em locais mais distantes dos grandes centros é um acontecimento, uma exceção. E agradeci por eles terem vindo tocar aqui em nossa pequena cidade. Muito simpáticos e acessíveis, todos eles – não sei o nome porque sou ruim de memória e não encontrei na net. No próprio Myspace da banda, no campo “members”, há apenas a frase “we're just poor and dirty punks”.

Finalizando a noite, os anfitriões da noite, The Renegades of punk, de quem vocês certamente já ouviram falar muito aqui mesmo neste blog e sobre os quais não tenho muito a acrescentar – grande banda, grande show, excelentes pessoas, batalhadoras e extremamente competentes e honestas em tudo que fazem.

Enquanto isso, no Coverama ...

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* Belo filme, “um Olhar do paraíso”, principalmente no aspecto visual. A narrativa é um tanto quanto arrastada e melodramática demais, mas no geral eu recomendo. Só acho que se a personagem da vó, vivida por Susan Sarandon, tivesse tido uma participação maior na trama, teria quebrado um pouco o excesso de drama. Do jeito que ficou, parece uma versão luxuosa e visualmente vitaminada daqueles dramalhões que a Globo adora exibir nos sábados à noite.

Veja o que o site “Omelete” falou sobre a pelúcula:

Na escala de cores de Peter Jackson não há meios-tons
18/02/2010 – por Marcelo Hessel

O azul e o amarelo predominam na paleta setentista de cores de Um Olhar do Paraíso. Estão em contraste tanto nas cenas pós-morte (o mar e a areia, o campo e o céu) quanto na realidade (cortina alaranjada, livro de fotos azul, papel de parede amarelo, roupas azuis). Até o cabelo descolorido e a lente de contato de Stanley Tucci seguem esse esquema.
No mais, amarela é a calça e azul é a blusa de Susie Salmon (Saoirse Ronan), a protagonista e narradora da história, menina de 14 anos que depois de assassinada passa a observar, do além, a vida das pessoas que viviam ao seu redor. Existiria na escolha de cores do diretor Peter Jackson alguma intenção?
Coincidência ou não, azul e laranja são também as cores mais usadas em pôsteres de filmes hollywoodianos de uns anos pra cá. O contraste que já foi ferramenta de egípcios, impressionistas e já serviu ao filme Amor Além da Vida hoje está em todos os lugares. Teoricamente, são tons complementares: o azul transmite calma, o laranja, energia.
Mas o que há entre esses dois extremos de sensações? Essa é a pergunta que pontua o filme inteiro.
A dualidade se estende ao roteiro. De um lado temos o espectro de Susie em paisagens bucólicas observando tudo aquilo que perdeu, é o drama e a fantasia de Um Olhar do Paraíso, a cor azul. Do outro, a trama continua a se mover. Sempre que Susie sai de cena o mistério da morte se intensifica; é o lado suspense do filme, a cor amarela. Para ligar as duas pontas há mementos no além, como a bola de borracha, a menina oriental ou as cenas submersas, servindo de pistas policialescas.
Embora sejam vistosos os efeitos visuais que Jackson saca para pontuar esses mementos de ligação, ele tem dificuldade em conciliar as duas metades do filme. Há quem diga que o diretor trata muito levemente um tema pesado - afinal, a menina de 14 anos que agora dança fora antes estuprada e esquartejada - mas no fundo a questão é anterior. O que pega é que Um Olhar do Paraíso parece mesmo dois filmes opostos. Quando se fundem, como na cena de amor no final, a estranheza é inevitável.
Talvez a intenção seja essa: demarcar tudo o que diferencia a Terra do além. Aqui embaixo, vivemos em simulacros de felicidade - a casa de bonecas, o mundo supostamente perfeito da snowball, os barcos nas garrafas. O shopping, em particular, e o subúrbio das casas idênticas, de modo geral, são versões ampliadas dessas redomas. Não por acaso um outro claustro, o cofre, é peça-chave no filme.
Já no além tudo é horizonte e luz infinita. Câmera sempre em movimento lateral, com música. Não há ironia quando uma outra fantasma diz para Susie: "É claro que tudo aqui é lindo, aqui é o paraíso". Se Jackson, criado no gore, desconfia da beleza e da perfeição que nos cerca - um laço vermelho gigante não impedirá uma menina de morrer de leucemia, frisa-se no começo do filme -, o paraíso é à prova do céticos, onde cafonices como rosas gigantes, coretos e amantes latinos são instantaneamente aceitos, um terreno que dispensa reflexão.
Não há ironia no paraíso, mas talvez haja na frase final de Susie, desejando "uma vida longa e feliz" para nós. Dentro desse filme onde tudo é bicolor, estar vivo, para Jackson, é o verdadeiro motivo de luto.

sexta-feira, 5 de março de 2010

AO VIVO VIA INTERNET




Rádios Aperipê AM/FM voltam ser transmitidas pela internet

Fonte: www.aperipe.se.gov.br

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK DO STREAMING DA APERIPÊ FM

A Fundação Aperipê (Fundap) voltou a disponibilizar aos sergipanos e internautas do mundo inteiro a transmissão na internet das rádios Aperipê AM e FM. O retorno das ondas sonoras ao universo digital permite que ouvintes e usuários da rede virtual de comunicação confiram a extensa grade de programas exibida pela emissora pública. Assim, de qualquer lugar do mundo, é possível ouvir o melhor da música sergipana, acompanhar as transmissões do Campeonato Sergipano 2010 e ficar por dentro de tudo que acontece no Estado. Para tanto, basta acessar www.aperipe.se.gov.br e clicar na opção ‘Ao Vivo’.

Segundo a presidente da Fundap, Indira Amaral, a volta das rádios Aperipê na internet reflete os investimentos da emissora em tecnologia e o esforço em minimizar fronteiras e divulgar a cultura sergipana. “A Aperipê a cada dia amplia a oferta de serviços aos sergipanos e volta a oferecer a programação das suas rádios pela internet com mais qualidade técnica. Isso vai possibilitar que de qualquer parte do mundo as pessoas possam acessar a programação das rádios públicas sergipanas, mas, principalmente, será mais um canal de divulgação dos nossos artistas que durante todo o ano tem presença marcante em toda a programação da FM e da AM.”, diz a presidente da Fundação Aperipê Indira Amaral.

Para Aragão, músico da banda sergipana Naurêa, a transmissão da Aperipê AM/FM pela internet é estratégica. “É muito importante ter a internet como veículo de divulgação, transmissão de informações, música e etc. E ter a rádio Aperipê, que é a rádio mais próxima dos artistas sergipanos, que mais toca a música da terra, transmitida na internet é mais importante ainda para nós. A rede tem alcance global, o que possibilitará todos terem acesso ao que é produzido aqui em Sergipe”, afirma Aragão.