sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

# 135 - 12/02/2010



O Lado Negro da força
por Alexis Peixoto
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Existem poucas ideias mais estúpidas do que querer gravar uma versão de The Dark Side of the Moon. Da Jamaica ao Pará, todo pé-rapado munido de guitarra, tambor de lata e aditivos químicos já fez a sua, transformando o clássico do Pink Floyd em dub, funk, guitarrada, bluegrass e o que mais mandar a falta de noção. E como falta de noção é justamente um dos combustíveis de Wayne Coyne e seu Flaming Lips, advinha como foi que o cidadão decidiu encerrar 2009? É, regravando Dark Side of the Moon. E para completar a suruba, ainda convenceu Henry Rollins, Peaches e os obscuros Stardeath and White Dwarfes (cuja maior credencial é empregar Danny Coyne, sobrinho do homem) a participar da brincadeira.
Confluência indigesta de protagonistas a parte, o projeto tinha tudo para dar errado. Além de ser uma idéia batida, o álbum do Pink Floyd está para o panteão do rock empoeirado assim como, digamos, os episódios antigos de Chaves estão para qualquer um que tenha tido contato com uma televisão nos últimos vinte anos. Assim como Chapolim, Kiko e Seu Madruga, Dark Side é uma entidade onipresente no cotidiano da cultura pop. Tendo vendido mais de 30 milhões de cópias no mundo desde a época de seu lançamento, é praticamente impossível que um minuto se passe sem que o álbum original toque em algum lugar do planeta.
Se a responsabilidade não afastou os predecessores menos gabaritados, que dirá os Flaming Lips, filhotes diretos de Syd Barret, sempre ávidos por uma tortice. Enquanto outros se preocuparam em adaptar os arranjos originais para suas respectivas searas musicais (acelerando, diminuindo, adicionado percussão, violões, etc), Coyne e seus asseclas preferiram primar pelo desrespeito total. Não fosse o auto-explicativo título oficial do álbum (The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins e Peaches Doing the Dark Side of the Moon), um cidadão desavisado levaria alguns minutos para reconhecer aquela linha de baixo gorda embrulhada em microfonia e feedback que salta da faixa de abertura como sendo algo originalmente escrito pelo Pink Floyd. Leva quase três minutos para entrar a voz, suave e com ecio: “Breathe, breathe in the air…”
O desrespeito e o clima de jam session continuam no decorrer das faixas, que no geral demoram mais do que o convencional para de fato “começar”. Mas quando o fazem o resultado é sempre surpreendente. A tomar nota no caderninho de momentos memoráveis: Peaches se esgoelando e injetando groove e sujeira em “The Great Gig in the Sky”, os samples de relógios que abrem “Time” substituídos por uma tosse suspeita, vocoders infestando a letra de “Money”, “On the Run” despida da categoria de música abstrata e transformada numa faixa de verdade, de fazer o Rapture ter um ataque apoplético.
Infelizmente, só para comprometer o resultado, há uma freada brusca na reta final do álbum. “Us and Them”, a faixa que mais desesperadamente precisava de uma repaginada, perde o sax de motel, mas não faz muito progresso fora isso. No geral, conseguiu ficar ainda mais chata, só com teclados e a voz de taquara trincada de tio Coyne. O mesmo vale para “Brain Damage”, que afora um conjuntinho de ruídos e pedais estridentes, pouco difere do arranjo original – e se mudou alguma coisa, foi pra pior. Sorte que entre as duas há a instrumental “Any Colour That You Like”, aqui tocada com um peso nunca sonhado pelo finado Rick Wright (e com uma linha de baixo lembrando o interlúdio da não menos clássica “Echoes”), fechando com a apoteose de “Eclipse”, encharcada de wah-wah.
No fim das contas, a versão do Flaming Lips não deve ser levada tão sério. Afinal, é sempre difícil saber quando esses caras estão brincando ou não. O fato é que, independente das intenções reais por trás disso tudo, a versão dos Flaming Lips para Dark Side é a única a de fato respeitar o espírito original de ambição e grandiloqüência do álbum original. A diferença é que em vez de mudar o mundo por meio de uma discussão tediosa a respeito dos males que afligem a existência do homem, a ousadia do Flamings Lips se concentra em subverter e despir de seriedade um totem que todo mundo lambe os pés.
A conclusão a emergir desse quiproquó todo é mais simples do que a linha de baixo de “Money”: por trás da sombra clássica, restam as boas canções. E, como diz frase que encerra ambas as versões, não existe um lado negro da lua. Na verdade, é tudo escuro.

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Pink Floyd - The Dark Side of the Moon (1973)
Fonte: Revista Bizz - Sessão Discoteca Básica
Edição 21, Abril de 1987

Polêmico, este disco. Gravita entre a absoluta adoração de sues fiéis e a crítica não menos feroz dos seus detratores. É bom sinal. Será mesmo a Grande Obra de Roger Waters (baixo, vocal), Rick Wright (teclados), David Gilmour (guitarra, vocal) e Nick Mason (bateria)? Alguns poderão preferir "The Piper at the Gates of Dawn", de 1967, o primeiro LP da banda, quando seu líder era um louco iluminado e genial chamado Syd Barrett, ou ainda Ummagumma, de 1970, a soma definitiva do rock psicodélico. Quem sabe os mais de 20 milhões de cópias de "Dark Side..." vendidas no mundo inteiro e sua permanência por 630 semanas consecutivas nas listas dos mais vendidos da Bilboard - recorde absoluto - possam ratificar essa escolha. Mesmo que as más-línguas digam que muitos o adquiriram apenas para testar a estéreo-quadrifonia de seu equipamento de som - o que não deixa de ser um elogio, de certa forma.
Foram oito meses de gestação nos famosos estúdios Abbey Road de Londres, em clima geral de renovação. A palavra de ordem: a música deveria ser mais amarrada, mais próxima à urgência do rock. Ao final de 1972, o material está pronto. Para fazer a mixagem, Roger Waters chama Chris Thomas, que já havia participado da mixagem do duplo álbum "branco" dos Beatles e produzido os LPs "Grand Hotel", do Procol Harum, e "For Your Pleasure", do Roxy Music. "Cada um tinha uma idéia diferente do que devia ser feito. Precisavam fazer a síntese de tudo isso." Todos concordavam com pelo menos uma coisa - a ordem dos títulos deveria transmitir uma idéia de progressão e variação em torno de um mesmo tema: "São todas as pressões da vida moderna que podem nos levar à loucura. Essas pressões têm por nome dinheiro, viagens, planejamento, que nós músicos sentimos muito mais que o homem da rua. Quando tudo vacila, chega-se ao estado patológico do lunático" (David Gilmour). Pela primeira vez o Pink Floyd aderia ao concept album.
Todas as faixas foram concebidas como filmes sonoros, feitos de bandas magnéticas preparadas por Nick Mason. Batidas de coração, respiração, passos, relógios, risos histéricos, gritos, moedas caindo e caixas registradoras não somente servem de ilustração como se integram à própria estrutura rítmica da cada composição, em particular na seqüência "Speak With Me"/ "Breathe"/ "On The Run" e em "Money", hit entre os hits. Se a força da evocação desses sons é extraordinária, eles não interferem com os momentos mais líricos do álbum, como em "The Great Gig in the Sky", onde, sobre fundo de piano e órgão Hammond, Clare Torry edifica uma interpretação vocal que ficará entre as mais pungentes e líricas da década. Em "Brain Damage", Roger Waters tece uma vibrante homenagem a Syd Barrett, numa reconstituição poética atormentada do universo poético da alienação.
Se "Dark Side..." parece trazer uma certa pasteurização do som da banda, se os caleidoscópios de cores que dominavam as longas viagens lisérgicas dos LPs precedentes se transformaram num prisma de onde as cores surgem ordenadas e limpas (uma metáfora certeira para descrever a nova importância do estúdio, agora transformado em espaço central de criação, o que torna a música mais artificial e deixa seus autores mais distantes), em compensação, os avanços técnicos primorosos exibidos por este álbum - em particular a tomada de som, a cargo de um certo Alan Parsons... - ajudaram a banda a alcançar uma força de expressão cósmica capaz de unir o passado à modernidade, que só encontra paralelo num disco lançado por coincidência no mesmo ano, a trilha sonora de "Laranja Mecânica".
Levantando as barreiras que opunham até então as gerações musicais, Pink Floyd joga as bases para a criação de uma música ao mesmo tempo moderna e universal.

Jean-Yves de Neufville

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Da Wikipédia: (The) Dark Side of the Moon (ou pela abreviatura DSotM; O "The" inicial é incluído em algumas versões do título) é um álbum conceptual de 1973 do Pink Floyd que fala sobre as pressões da vida, como tempo, dinheiro, guerra, loucura e morte. É considerado por muitos críticos e fãs a obra prima da banda. Foi um marco do rock progressivo com músicas que eram ao mesmo tempo elaboradas e bem aceitas pelas rádios comerciais, tais como "Money", "Time" e "Us and them". O álbum é uma ponte entre o blues rock clássico e a nova (na época) música electrónica. No entanto, são os tons mais suaves e as nuances líricas e musicais que fazem com que este álbum seja uma obra à parte. The Dark Side of the Moon é o nono álbum mais vendido de todos os tempos no mundo inteiro.[carece de fontes?]Atingiu o primeiro lugar no Billboard 200 e também no Billboard Pop Catalog Chart, tendo o híbrido SACD editado em 2003 atingido o mesmo feito. Estima-se que 1 em cada 14 pessoas com menos de 50 anos, nos EUA tenha uma cópia deste álbum.
O tema de Dark Side of the Moon terá sido em parte precipitado pela saída de Syd Barrett, um dos membros fundadores dos Pink Floyd.
O álbum contém alguns dos mais complicados usos dos instrumentos e efeitos sonoros existentes à época, incluindo o som de alguém correndo à volta de um microfone e a gravação de múltiplos relógios a tocar ao mesmo tempo. Uma versão quadrifónica foi também editada com novas misturas. Durante as gravações o Pink Floyd desenvolveu novos efeitos tais como gravações em duas pistas das vozes e guitarras (permitindo a David Gilmour harmonizar consigo próprio impecavelmente), vozes dobradas e efeitos estranhos com ecos e separação dos sons entre os canais. Até hoje, Dark Side of the Moon é uma referência para os audiófilos que o usam para testar a fidelidade de seus equipamentos.
Outra característica do álbum são os trechos de diálogos entre as faixas. Eles entrevistaram várias pessoas, perguntando-lhes coisas relacionadas com os temas centrais do álbum, como a violência e a morte. O roadie "Roger The Hat" aparece em mais que uma ("giv'em a quick, short, sharp, shock...", "live for today, gone tomorrow, that's me..."). A frase no fim do álbum "there is no dark side of the moon really... matter of fact it is all dark" é do porteiro do estúdio Abbey Road, o irlandês Jerry Driscoll. Paul McCartney foi também entrevistado mas as suas respostas foram consideradas demasiadamente cautelosas para serem incluídas
Dark Side of the Moon é o o álbum que ficou por mais tempo na Billboard 200, tendo permanecido 741 semanas consecutivas, pouco mais de 14 anos.[1] O álbum chegou a Nº 1 nos EUA, Bélgica e França. Até 2002, 30 anos após o seu lançamento, foram vendidas nos EUA mais de 400.000 cópias, fazendo do álbum o 200º mais vendido desse ano. Em 2003 mais de 800.000 cópias do híbrido SACD de Dark Side of the Moon foram vendidas apenas nos EUA. “Time", "Money", e "Us and them" foram bastante tocadas nas rádios (sendo o single "Money" um grande sucesso de vendas ).
Dark Side of the Moon foi editado em "Super Audio Compact Disc" (SACD), com uma mistura de som surround 5.1 DSD a partir das fitas de estúdio de 16 faixas, por ocasião do 30º aniversário do seu lançamento. Tornou-se algo surpreendente o facto de James Guthrie ter sido chamado para fazer a mixagem do SACD em vez de Alan Parsons, engenheiro do LP original. Esta edição do 30º aniversário ganhou 4 prémios do "Surround Music Awards" de 2003.
Quando o álbum é tocado simultaneamente com o filme de 1939 The Wizard of Oz (O Mágico de Oz, no Brasil, O Feiticeiro de Oz, em Portugal) ocorrem algumas correspondências entre o filme e o álbum. Alguns momentos que indicam isso são:
• Quando Dorothy está na fazenda e ela olha para o alto, no audio surge barulho de avião.
• O som da caixa registradora no princípio de “Money” (dinheiro) aparece exatamente quando Dorothy pisa pela primeira vez a estrada dos tijolos amarelos; que é também o momento em que o filme passa de preto e branco para cores. Outra referência é a aparição da fada dourada;
• No momento em que a bruxa do Oeste aparece, é tocada a palavra "black" (preto);
• A cena em que Dorothy encontra o espantalho (personagem que alegava não ter cérebro) é acompanhada pela música "Brain Damage" (dano cerebral), e quando a letra da música começa a tocar: "the lunatic is in my head..." (o lunático está na minha cabeça), o espantalho inicia a dançar freneticamente como um lunático;
• O bater de coração no fim do álbum ocorre quando Dorothy tenta ouvir o coração do homem de lata;
• No momento em que a bruxa do oeste lança uma bola de fogo contra Dorothy e seus companheiros, a música grita "run!" (corra);
• No momento que Dorothy encontra Oz, entra a música "Us and Them", soando Us como Oz bem quando aparece a 1a imagem de Oz;
• Várias frases das letras contidas nas músicas coincidem com os mesmos atos sendo executados pelos atores no mesmo momento;
• A duração da maioria das músicas coincide precisamente com a duração das cenas no filme.
A banda insiste que isso são puras coincidências. Quando este facto começou a vir a público em 1997, despertou um enorme interesse no fenômeno. Uma pequena comunidade espalhou-se à volta de vários 'sites' para explorar melhor a idéia. Quer as correspondências sejam verdadeiras ou imaginadas, alguns fãs do álbum gostam de ver "Dark side of the rainbow", como é chamada muitas vezes esta combinação. A sincronização é conseguida fazendo pausa (de preferência a versão em CD) mesmo no principio e parando a pausa quando o leão da MGM ruge pela terceira vez.
Os membros dos Pink Floyd desmentem qualquer relação entre o álbum e o filme num MTV especial sobre o grupo em 2002. Eles afirmam que não poderia haver esta relação planejada por não poderem reproduzir o filme no estúdio, tendo em visto que na altura não existirem ainda os videogravadores.
LP original de 1973
Lado A
1. "Speak to Me/Breathe" (Nick Mason, David Gilmour, Roger Waters, Rick Wright) - 3:59
2. "On the Run" (Gilmour, Waters) - 3:35
3. "Time/Breathe (Reprise)" (Gilmour, Waters, Wright, Mason) - 7:04
4. "The Great Gig in the Sky" (Wright, Torry) - 4:48 (originalmente somente por Wright. Cedida parte da autoria a Claire Torry depois da mesma ter exigido parte dos direitos de autor por ter improvisado por cima do famoso instrumental)
Lado B
1. "Money" (Waters) - 6:24
2. "Us and Them" (Wright, Waters) - 7:49
3. "Any Colour You Like" (Gilmour, Wright, Mason) - 3:26
4. "Brain Damage" (Waters) - 3:50
5. "Eclipse" (Waters) - 2:04
Banda
• Roger Waters - baixo, guitarra, teclas, vocal, sintetizador VCS 3, efeitos gravados
• Nick Mason - percussão, bateria, efeitos gravados
• Richard Wright - teclas, vocal, sintetizador VCS 3
• David Gilmour - guitarra, teclas, vocal, sintetizador VCS 3
Participações
• Dick Parry - saxofone
• Lesley Duncan - vocal de apoio
• Doris Troy - vocal de apoio
• Barry St. John - vocal de apoio
• Liza Strike - vocal de apoio
• Clare Torry - vocal em "The Great Gig in the Sky"
Técnicos de Produção
• Pink Floyd - produtor
• Peter James - assistente de engenheiro de som
• Chris Thomas - mixagem
• Alan Parsons - engenheiro de som
Equipe de Produção Artística
• Hipgnosis - design, fotografia
• Storm Thorgerson - design das edições de 20º e 30º aniversário
• George Hardie - ilustrações, sleeve art
• Jill Furmanosky - fotografia
• David Sinclair - texto no relançamento do CD

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Nantes – à espera do sol
Smashing Pumpkins – Widow wake my mind
Smashing Pumpkins – A song for a son

The Flaming Lips (fet. Henry Rollins) – Speak to me/Breathe
The Flaming Lips (fet. Henry Rollins) – On the run
The Flaming Lips – Time/Breathe (reprise)
The Flaming Lips (fet. Peaches) – The Great Gig in the Sky

Drop Loaded:

Continental Combo – Retiro
Continental Combo – Na estrada cinza

7 Seconds – straight on
Murphy´s Law – shut up
Kraut – gateway
D. I. – Johnny´s got a problem

Johnny Suxx – Addicted
Superguidis – Não fosse o bom humor

Bloco produzido por Ronaldo de Souza Lima:

Asian Dub Foundation – Flyover
Skin Dred – Nobody
Def Com Dos – El Dia de La Bestia

Finitude – Way of wisdom
Aliquid – Pay the price
Warlord – God kill the king
The End – The Nightmare

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

VELHO DE CÂNCER (RS) EM ARACAJU

Fonte: Release - Sobre o Velho de Câncer: A gênese do grupo se dá com a convergência de diversas demandas e posições filosóficas de seus componentes. Nos idos de março, os então desconexos músicos, antes pretendentes de alguma forma de renuncia ou protesto artistico se decepcionam com tudo, cedem: certos aspectos de "sua arte" como sua impotência revolucionária na política, ou a falta de expressibilidade da cultura individual de um brasileiro na forma do rock, cultura anglo-norteamericana, coloca-os no que pode-se dizer origem dessa gravação: um buteco. Transtornados e rancorosos, bebem e chingam. Mas, confiantes de sua posição de revoltados, sofrem um embate da figura que é central dessa produção musical: Mestre Saddam da Figueira, um mendigo malandro, que lhes conta sua vida, sua ascenção de catador de lixo à burguês, e a constatação que a opulência fede a ócio consumista, e o status ridículo que o dinheiro traz, e como ter dinheiro só quer dizer que você é um filho-da-puta ... Encantados com o discurso rancoroso daquela figura, que também era mal músico, logo surge a idéia de fazerem um projeto músical, que se desenvolve ao longo de um mês no mesmo buteco, noitadas a dentro ... Mas apesar de não haver pretenção alguma além de diversão, dado um mês, Mestre Saddam descobre que tem um câncer em suas vísceras, e na semana seguinte morre. O projeto é uma homenagem a este personagem, que aí se encontra nessa gravação que não teve pretenção de fazer bonito ou de corrigir a precariedades cognitivas de seu fundador. - Há a outra versão da história que são simplesmente alguns desocupados fazendo um som ...

http://www.myspace.com/velhodecancer

Serviço:

Na "Casa de Doug" - Rua Francisco Rabelo Leite Neto, 566, Atalaia
(2 ruas atrás do Bar Amanda)
Dia 27/02
22 hrs
R$ 8,

VELHO DE CÂNCER [RS]
The Baggios
The Renegades of Punk
Thee Swamp Beat Brothers

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ESCLARECIMENTO

Semana passada o programa de rock não foi ao ar porque a Aperipê FM transmitiu a Cerimônia de premiação do Prêmio de Música da ARPUB (Associação Brasileira de Rádios Públicas). Hoje o programa não irá ao ar devido à transmissão do Projeto Verão, direto da Orla de Atalaia. ACHO que semana que vem não tem nada para atrapalhar, então até próxima sexta feira, se Ele (o pai do rock) quiser. Estarei a postos para ocupar a trincheira ...

Adelvan

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Aperipê FM faz transmissão ao vivo do Projeto Verão 2010

Fonte: http://www.aperipe.se.gov.br

Após a cobertura do Verão Sergipe e do primeiro Festival de Música da Associação das Rádios Públicas de Sergipe (Arpub), a equipe da Aperipê FM 104,9 invade a praia de Atalaia para transmitir ao vivo o Projeto Verão 2010. A festa tem início nesta quinta, 4, e segue até o próximo domingo, 7, com apresentações musicais de artistas nacionais e sergipanos nos palcos principal e alternativo. A Aperipê FM transmitirá diariamente toda a animação a partir das 20h.

De acordo com o diretor da Aperipê FM, Léo Levi, os ouvintes poderão conferir entrevistas e reportagens com as atrações de renome nacional e local. “A transmissão será feita diretamente do palco alternativo, mas nos faremos presentes também no palco principal. Além dos artistas, personalidades que estiverem curtindo a festa também serão entrevistadas, assim como o próprio público que for participar do evento. A cobertura terá início às 20h e seguirá até à meia-noite”, destaca Léo Levi.

Para o diretor da Aperipê FM, a cobertura do Projeto Verão será uma boa oportunidade da população ficar ligada nas atrações que estão se apresentando e se empolgar para ir ao local da festa. “Para aqueles que ficarão em casa, a animação será grande também, pois estaremos transmitindo cada detalhe da festa. Além disso, vale destacar que os ouvintes poderão conhecer um pouco mais as bandas sergipanas através de entrevistas com os músicos e a transmissão do show”, ressalta Léo Levi.

Aliás, justamente dando uma prévia das atrações sergipanas que se apresentarão no palco alternativo, os programas Mural, Sonora e Acervo Aperipê trazem desde o início desta semana flashes com a participação dos artistas locais. “Neles são dadas informações sobre a formação da banda e também mostramos suas canções. Isso possibilita que as pessoas possam conhecer o que está sendo produzindo em Sergipe”, afirma o diretor da Aperipê FM.

05/02/2010 - Atrações do palco alternativo do Projeto Verão:

(a partir das 21h)

Daysleepers
Snooze
Mamutes
DJ Pango


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Under a Bad Sign

Vou começar esta resenha sendo bastante sincero: não sou a pessoa mais indicada para fazê-la. Não sou Headbanger, nem um especialista em Metal. Tive uma fase “chifrinhos em riste” bem no início da adolescência, quando comecei a ouvir rock, mas logo meu leque de influências se ampliou e meu interesse pelo metal ficou restrito apenas a algumas das principais bandas do estilo, como Slayer e Judas Priest, dos quais sou fã (quase que) incondicional. Mas curto metal, sim, especialmente em suas variações mais (ou menos) extremas (Black metal, em geral, acho bem chato).

Do Master, eu mal lembrava. Lembro que lá pela primeira metade dos anos 90 o vinil deles que saiu no Brasil, o primeiro disco, auto-intitulado e com apenas o logo na capa, vendia bastante na loja de Silvio na época, a Lokaos, e os mais aficcionados pelo Death Metal curtiam e sempre os citavam como influência, mas eu mesmo não me recordo de ter ouvido com atenção, ou se ouvi, não devo ter tido nenhum interesse especial. Não fazia a mínima idéia de que a banda ainda existia e estava na ativa, por isso fiquei surpreso ao saber que a primeira turnê deles pelo Brasil (e olha que a banda existe desde 1983!) passaria por Aracaju. Fui pesquisar (na internet, claro) e vi que eles têm uma carreira sólida, com vários álbuns lançados, e se tornaram uma espécie de lenda-viva do metal extremo. Baixei duas musicas disponíveis em mp3 no site oficial, gostei bastante, toquei no programa de rock e fiquei na expectativa pelo show ...

Um dia antes da grande noite, a bomba: Dois dos integrantes de uma das bandas de abertura, a inglesa After Death (da qual eu nunca tinha ouvido falar), morreram afogados na praia de Atalaia, aqui mesmo, na terra do Cacique Serigy (que, segundo uma lenda local, teria amaldiçoado os descendentes dos colonizadores que o derrotaram, ou seja, todos nós, sergipanos). Baixo astral total, repercussão impressionante, primeira página de todos os jornais locais, matérias em praticamente todos os telejornais de cadeia nacional do país, mais notícias na BBC de Londres, Daily Mail e o caralho a quatro. Dúvidas quanto ao show, que foi afinal confirmado, assim como foi confirmada a sequencia da turnê.

O evento foi numa sexta-feira de pré-caju (prévia carnavalesca local, aquela papagaiada baiana de sempre, Ivete, chiclete, Claudinha Leite, blocos fardados com aquela coisa ridícula com nome ridículo), e por isso mesmo aconteceu estrategicamente no centro da cidade, bem longe da festa, já que os engarrafamentos pelos lados de lá estavam quilométricos. Para tanto, foi alugado um estacionamento na Rua de Santo Amaro, próximo ao Calçadão da Laranjeiras. Grande, porém com um telhado de zinco que deixava o ambiente quente como o inferno e a acústica pra lá de sofrível.

Cheguei por volta da meia-noite. Pouca gente na porta porém uma quantidade razoável de seres tradicionalmente fardados de preto lá dentro. Sign Of Hate no palco. É uma banda muito boa no que se propõe, aquele Death Metal brutal na linha do Krisiun, Cannibal Corpse e afins. Mandam bem porém tenho com eles o mesmo problema que tenho com o Krisiun, acho o som “retão” demais, começa aquele cacete infernal e assim vai do inicio ao fim e acaba ficando chato – mas, como avisei no início, não sou exatamente o maior dos entusiastas do estilo, então talvez não seja a pessoa mais indicada para julgar. A esta altura do campeonato você deve estar se perguntando: porque esse cara tá fazendo essa resenha, afinal ? Simples: Porque, pelo menos que eu saiba, ninguém fez, e como eu considero esse show um marco importante na cena rock de Aracaju, acho importante que tenha algum registro.

Na sequencia Predator, do RS. Mesma linha do Sign of Hate, barulho infernal, som embolado, não entendi nada, só sei que foi violento e a galera curtiu e se esmurrou na frente do palco, especialmente quando eles executaram uma musica lá que eu não identifiquei qual era mas imagino que seja algum clássico de alguma banda clássica do estilo, pela histeria dos presentes na “linha de frente”. Na verdade já tinha visto o Predator aqui mesmo anteriormente, num show que eles fizeram numa segunda-feira na Rua da Cultura, com um som bem melhor. Lembro que achei legal, porém meio feijão com arroz. Aquele Death Metal de sempre.

Por fim, O Master. Em minhas pesquisas acabei simpatizando bastante com o líder e, que eu saiba, único membro original da banda, Paul Speckmann, um verdadeiro batalhador do underground. Afinal não é pra qualquer um, do alto de seus bem-vividos 46 anos, continuar na estrada mesmo num esquema tão tosco quanto este de fazer uma turnê tão extensa por um país de terceiro mundo com dimensões continentais . E ele estava lá, firme, com sua enorme barba grisalha, tomando conta da banquinha de merchandising e super solícito para dar autógrafos e tirar fotos com os fãs (algo que, por sinal, eles já tinham feito à tarde na Freedom, a loja de Silvio da Karne Krua, única especializada em rock na cidade, que fica na Rua Santa Luzia, 151, no centro, próximo à catedral). Simpatizei também com suas idéias, ao saber que ele hoje em dia mora na Republica Tcheca e é extremamente crítico quanto ao posicionamento político de seu país, os Estados Unidos, especialmente na malfadada “era Bush” (não sei o que ele acha de Obama). Chegou inclusive a lançar um disco chamado “Four more years of terror” em 2005, numa clara alusão à reeleição da Besta-Fera do apocalipse.

E o show foi muito bom, com cerca de uma hora de duração. Notaram que a acústica não ajudaria por isso baixaram o volume. É meio estranho ouvir um show de Death Metal num volume baixo, mas é melhor do que ficar com os ouvidos sendo inutilmente agredidos por uma massaroca sonora sem sentido. Seguem uma linha “old school” (não por acaso, já que são pioneiros do estilo, contemporâneos de bandas como Possessed e Morbid Angel), sem muitas firulas técnicas, na verdade se aproximando um pouco do crust, um som cru e pesado, muito pesado. Entre uma pancada sonora e outra Speckmann murmurava coisas incompreensíveis e mandava mais uma porrada no pé do ouvido. E o público respondeu à altura, agitando ao ponto de quase derrubar a torre de iluminação.

Haveria ainda a In The Shadows, banda de Doom Metal que foi formada em Anápolis, Goiás, pelo organizador do evento, conhecido como Júnior, um cara muito gente boa que vim a conhecer melhor uma semana depois, na Rua da Cultura, apresentado por Fellipe CDC, outro guerreiro do underground, no caso, de Brasilia, que estava de férias aqui na terra dos cajueiros dos papagaios. Já era avançado da madrugada e o show demorou a começar, então resolvi me retirar ao recesso de meu lar, mas fiquei feliz ao saber que, apesar do público abaixo do esperado (cerca de 250 pagantes, quando o ideal seriam 350), os produtores não tiveram prejuízo graças, principalmente, à venda de cerveja, que foi disputada a tapas e chegou inclusive a faltar. Na verdade o Junior me confidenciou, naquele já célebre encontro na Rua da Cultura, que teve um lucro de, tchan tchan tchan tchan, adivinhem !!! 60 Reais! E ele, acredite, não demonstrava nenhuma insatisfação com isso, muito pelo contrario, demonstrava orgulho pelo feito que conseguiu, apesar do estresse extremo c ausado, principalmente, pela tragédia com os garotos do After Death. Deixou sua marca na cena local mesmo morando aqui há apenas 10 meses. Isto, meus caros, é atitude de verdade, não aquela palavra vazia que costuma estampar roupas de grife compradas em shoppings. Isto é o combustível que move essa coisa misteriosa e teimosa que é o rock underground.

Texto: Adelvan Kenobi
Fotos: Reinaldo

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

"Bela cena, Aracaju"



É o que diz Adilson Pereira, ex-editor da revista Outracoisa (aquela, do Lobão, que vinha sempre com um Cd encartado) e fanzineiro das antigas. Ele esteve pela primeira vez na terra do Cacique Serigy para cobrir o Verão Sergipe e aproveitou para dar uma geral na cena alternativa local, além de rever e/ou conhecer pela primeira vez pessoalmente velhos amigos de correspondencia. Abaixo, um bate-bola que ele fez para o seu site, o Samba punk, comigo e mais 2 ilustres batalhadores do cenário independente sergipano, Rafael Jr. e Henrique Teles.

A.

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Por Adilson Pereira
Fonte: Samba punk

Há algo de “romântico”, na cena de Aracaju. As pessoas [do mundo da música (independente)] parecem conhecer-se “intimamente”. Não exatamente como numa cidade interiorana-padrão-de-novela, porque neguinho não parece estar na janela a fazer fofoca. As pessoas declaram estar tocando, tentando amadurecer (junto com) o trabalho que surge disso e - o que é melhor - elas estão pensando e discutindo, buscando alternativas. Com o jogo assim, algumas cabeças de Aracaju foram convidadas a falar sobre a cena que vivem: Rafael Jr, baterista de três bandas de Aracaju (Snooze, Ferraro Trio e Maria Scombona). Na Scombona, é colega de outro participante desse pingue-pongue, o Henrique Teles, vocal da banda. Completa o time Adelvan Kenobi, apresentador do “Programa de Rock”, da FM Aperipê (SE).

Como essa cena pode crescer ainda mais?

Rafael Jr: Bandas na garagem e fazendo som sempre existiram em todo canto do mundo (não é diferente por aqui), mas eu sempre acreditei que “cena” abrange não só jovens fazendo música, mas um conjunto de atividades que inclui selos, produtores, mídia especializada, casas de show e festivais… Aqui, sempre faltaram elos nessa corrente: nunca tivemos um selo atuante (nem na época do CD e nem agora, virtualmente), os bons festivais não tiveram continuidade, os produtores profissionais não atuam no mercado independente/autoral, os espaços para shows são escassos, entre outros problemas nessa cadeia. Pra mim, o que falta pra crescer é esta cadeia estar completa! Todas as conquistas partiram de atitudes das próprias bandas, muitas vezes correndo atrás tateando, no feeling, sem muito conhecimento de como as coisas funcionam no meio independente.

Adelvan Kenobi: Tornando-se mais visível, nacionalmente. Com relação à cena independente, especialmente do rock, acho que o caminho é se integrar a esse circuito de festivais que tá rolando por todo o Brasil. E isso, a meu ver, depende quase que exclusivamente da atitude das bandas, de meter as caras e sair fora, porque se se contentar em ficar tocando só por aqui mesmo, todo sábado no Capitão Cook, o desânimo vai bater, inevitavelmente. Algumas bandas estão se mobilizando neste sentido e pelo menos duas, a Plástico Lunar e a The Baggios, têm colhido frutos, sendo escaladas para eventos importantes, como o Festival DoSol, em Natal, as Feiras de Musica de Fortaleza e do Recife, o Festival Psicodália, em SC, e por aí vai. Um passo importante nesse sentido foi uma miniturnê chamada “Invasão Sergipana”, na qual três bandas - Baggios, Daysleepers e Elisa - fizeram pelo Nordeste, ano passado. Outras já têm mais sorte e são apadrinhadas pelo poder público, chegando ao requinte de fazer turnê na Europa, regularmente, mas as que não têm essa “sorte” precisam meter as caras mesmo, não se acomodar. “Pedras que rolam não criam limo.”

Henrique Teles: Pra mim, duas coisas: primeiro, uma melhor utilização da cadeia produtiva local, incluindo aí as mídias para repercussão do que é produzido. Segundo, uma participação mais útil e sutil do Estado no fomento à produção. Assim como a agricultura hoje pensa nos pequenos e médios produtores como grandes parceiros, o Estado não pode imaginar que vai salvar a fome de arte/cultura/entretenimento somente com grandes hortas sazonais. E no varejo? E o resto do ano? No dia-a-dia? Quanta ideia boa de pequenos festivais, pequenos projetos de livre iniciativa estão aí precisando apenas de um empurrãozinho para acontecer!? Música instrumental, forró, chorinho, hardcore e hip-hop se faz todo dia por todos os cantos, não é?

Como o poder público pode ajudar? Com festivais como o Verão Sergipe, por exemplo?

Rafael: Acho que apoiando festivais independentes. O problema é que não chegam projetos decentes dessa natureza aos gabinetes das secretarias. O papel do Estado não é financiar empreitadas individuais, e sim dar suporte macro no desenvolvimento da cadeia produtiva que falei antes. Pensar na coletividade da cena e suas particularidades, o que já é algo bem complexo e exige gente com conhecimento específico. O Verão Sergipe é para as massas, e com bandas consagradas, mas tem o palco menor onde artistas independentes locais, selecionados através de edital público, têm oportunidade de mostrar o trabalho para um público maior. Muito legal.

Adelvan: Festivais como o Verão Sergipe ajudariam muito mais se se preocupassem com uma maior variedade nas atrações locais. De uns tempos pra cá, o que vem acontecendo é que são sempre as mesmas três ou quatro bandas em todos os eventos do Governo, o que dá margem para as velhas acusações de “panelinha”, que nem sempre são infundadas. O Verão Sergipe é a versão estadual de um projeto da prefeitura de Aracaju, o Projeto Verão, que acontece agora em fevereiro e este ano se redimiu e fez uma escalação bem mais diversificada de atrações locais no palco principal. Acho isso muito bom, dá visibilidade às bandas, dá a elas a oportunidade de tocar para um público bem maior que, de outra forma, não as conheceria, já que nem todo mundo tem essa atitude de procurar saber o que anda rolando no circuito alternativo da cidade.

Henrique: Grandes eventos são grandes vitrines. Feliz de quem tem o reconhecimento - ou coiteiro - e é convidado. Este ano tivemos concurso prévio para ver quem faria shows nos palcos menores. Que ideia legal, não é? Um edital, uma comissão julgadora e os critérios criados. Já vejo diferente isto, pois se o Estado se aproximar mais das produções de livre iniciativa (aquelas do varejo!), já poderá definir daí quem vai para a vitrine dos grandes eventos. Outra coisa boa, que há um bom tempo eu já falo: aproveitar a passagem de bons técnicos aqui, e promover oficinas, capacitação técnica, troca de experiências… isto tudo faz parte da atuação do Estado, que é quem usa nosso dinheiro pra pagar cachês tão bons ao artistas e técnicos que vêm aos grandes eventos. Indiretamente, pagamos muito caro por isto.
Outra coisa: o Estado quando incentiva a livre inciativa de produção está ajudando a educar as pessoas a pagarem - diretamente - para assistir a um espetáculo; mesmo que seja baratinho, é bom que seja pago. É bom que as pessoas saibam que direta ou indiretamente estão pagando para ter aquilo, e que vale a pena pagar. Consciência.

De que tamanho é a cena musical independente, em Aracaju? Como é ela em relação ao restante do Nordeste? E em relação ao Brasil?

Rafael: É pequena e ainda tímida, mas nos últimos anos tem tomado corpo. A qualidade dos discos tem melhorado, as bandas têm tocado mais em festivais fora do estado e se preocupado com auto-produção independente. A galera tá preocupada em aprender como é que se faz a parada direitinho, sabe? Mas acho que ainda não fomos, por assim dizer, “descobertos”… Mas jornalistas mais antenados, que não esperam que os outros colegas todos falem primeiro, já nos enxergam, hehehe… O Nordeste nos conhece mais que o restante do país, pela própria proximidade das cidades e por conta de coletivos como a lista de discussão Nordeste Independente.

Adelvan: Cara, o tamanho varia. É como disse numa resposta anterior, o público é muito volúvel. Na primeira metade dos anos 2000, tivemos um crescimento impressionante, muita gente ia aos shows e festivais importantes surgiram e cresceram. Começou com o Rock-SE, em 1998, que deu prejuízo e só teve mais uma edição, no ano seguinte. Nos anos 2000, surgiu o Punka, um festival que começou como uma festa particular e cresceu de forma espantosa, tendo várias edições com atrações de peso nacional, como Autoramas, Jason, Torture Squad, Retrofoguetes, Brincando de Deus, Nitrominds e Los Hermanos. Mas parece que há um muro invisível, um pico, e daí não passa; as coisas crescem, mas não se consolidam, como um Abril Pro Rock ou um Goiânia Noise da vida. Com o metal, acontece a mesma coisa: picos de público seguidos de uma longa ressaca. No momento, estamos numa dessas ressacas, muito embora, mesmo de forma capenga e desestruturada, coisas surpreedentes ainda aconteçam, como o show do Master, banda de death metal histórica norte-americana. E especialmente a Sessão Notívagos, que vem acontecendo regularmente no Cinemark do Shopping Jardins e consiste na exibição de um filme seguida da apresentação de uma banda no saguão do cinema. Já aconteceram noites memoráveis nesta sessão, como as dobradinhas “Lóki”(documentário sobre Arnaldo Baptista) com apresentação da Plástico Lunar e “Guidable” (documentário sobre o Ratos de Porão) com um show da Karne Krua - que é, por sinal, a banda punk/hardcore mais antiga em atividade em todo o nordeste. O rock é teimoso.

Henrique: Descobri nesses anos todos que toda cena é dependente. Depende de dinheiro, depende de paixão, idealismo, know-how… A cena aqui em Aracaju vai surpreender muita gente do eixão quando resolverem contabilizar o que temos realizado. Tem muita gente boa, rapaz; muita gente boa. Precisamos somente formar público para estes talentos, sermos nossos principais consumidores. Não somos melhores que ninguém, nem maiores. Apenas somos mais sergipanos que qualquer outro, né?! The Baggios, Karne Krua, Snooze, Ivan Reis, Patrícia Polayne, Maria Scombona, Naurêa, Plástico Lunar, Thiago Ribeiro, estamos aí pra dar conteúdo a qualquer iniciativa de produção.

É possível um cidadão sobreviver em Aracaju como músico independente? Você atua em várias bandas. Como é possível conciliar tudo isso?

Rafael: Eu vivo só de música, mas acho que sou uma exceção à regra geral (há outras exceções, claro). Dedicar-se a apenas uma banda independente aqui não dá, definitivamente! Acompanho vários artistas, gravo em estúdio, dou aula, alugo bateria, me viro. A vantagem é que sou da Banda do Corpo de Bombeiros, há 7 anos (antes tinha sido da Orquestra Sinfônica, durante 8 anos), então isso dá tranquilidade pra trabalhar com o que gosto e fazendo o tipo de música que me dá prazer.

Adelvan: Sobreviver EXCLUSIVAMENTE com música independente acho impossível. Cronicamente inviável, pra citar um filme sensacional. Não conheço nenhum caso… sei de gente que vive de música, mas se desdobrando em mil, como o incansável Rafael, baterista da Snooze, mas ele não vive de música independente exclusivamente, não, toca até na banda do Corpo de Bombeiros.

Henrique: É possível, sim, mas como em qualquer profissão há um mercado e uma disputa por espaço. Sou o único na Maria Scombona que não vive exclusivamente de música.

No que diz respeito à atividade de músico (ou à sua relação com a música), o que ela significa para você? É trabalho? É hobby? É paixão?

Rafael: É tudo isso junto, vivo música intensamente, 24 horas por dia, há pelo menos 15 anos. A Snooze não me dá retorno financeiro, a banda apenas se paga (não desembolsamos mais pra gravar os discos), mas não abro mão de desenvolver esse trampo. É como uma válvula de escape. Trabalhar com Fabinho é ótimo, ele é tranquilo e um ótimo músico. Na Snooze, temos afinidade e sintonia, já pra outros trabalhos não sei se daria tão certo.

Adelvan: É hobby e é paixão, única e exclusivamente. Só resvalou no trabalho quando assumi a loja que foi fundada ainda nos anos 80 por Silvio da Karne Krua, a Lókaos, que ficou sob minha administração de junho de 1995 a fevereiro de 1997 (a primeira falência a gente nunca esquece). Foi uma experiência bonita e intensa, mas infelizmente não deu certo. Também ajudei a produzir muito show, mas invariavelmente tomava prejuízo. Fazia por amor mesmo, mas ninguém aguenta ficar perdendo dinheiro a vida inteira, né!? Hoje, estou bem relax, faço o que posso sem me preocupar em ser o “salvador da pátria”. “O Programa de Rock” mesmo faço sem nenhum estresse, de forma voluntária, não ganho nada mas também não gasto (praticamente) nada. É divertido de fazer. Se não fosse, não faria, nem a pau. Diversão levada a sério. Descobri que, como disse, o rock é teimoso, e por mais que você ache que se você não fizer nada ninguém mais vai fazer (houve um tempo que eu achava isso, sério), sempre tem algum maluco disposto a meter as caras. Pra ficar bem chique, vou citar uma frase de Nietsche: “Sem música, a vida seria um erro.”

Henrique: A minha atividade de músico é essencial. Sou compositor. Leio minha realidade, e disso faço música. Sem ela, teria que encontrar um outro grande motivo para existir.

Como, na sua opinião, Aracaju dialoga - musicalmente - com o restante do país? Música, para vocês, é produto de exportação? Ou de importação?

Rafael: Música não tem fronteira ou língua, e pra uma banda se expandir, evoluir e criar mercado, tem que sair da sua área. Mas também não acredito muito numa banda que não tem público e respeito localmente e quer conquistar o resto do país… Nêgo fica reclamando de Aracaju ao invés de fazer sua parte para as coisas melhorarem por aqui, sabe, acho isso bobagem porque é difícil desenvolver uma carreira em qualquer lugar. Eu me amarro nessa cidade, amo mesmo, mas também não fecho os olhos para os problemas locais. Só que tento fazer algo pra melhorar a cena em que eu mesmo atuo. É algo meio lógico, né? Só quero condições melhores de trabalho, pô!

Adelvan: Música aqui ainda não é produto de exportação não, mas pode vir a ser. Algumas bandas têm muito potencial para isso, como a Plástico Lunar e a The Baggios, e outras em nichos bem específicos do punk/hardcore e do metal. A Karne Krua mesmo, por sua historia, é bastante conhecida, nacionalmente. Mas acho que Aracaju, lamentavelmente, dialoga pouco com o restante do país. Estamos fora até do circuito Fora do Eixo, veja só. Mas esta situação tende a mudar. Quem viver verá.

Henrique: Importamos muito, mas somos muito diferentes, até mesmo dos outros nordestinos. Portanto, temos perfil para exportação, sim. O desafio diante de tanta importação é manter uma identidade coerente com a história do nosso povo, com uma influência linda, por exemplo, da língua falada no norte de Portugal e na Galícia (Espanha), que deixa nossa fala com tantos traços marcantes, como o otcho, mutcho, primero, cantero, bassoura. Isso é bonito, rapaz! E o produto? (risos) Estamos o tempo inteiro recebendo, e se produzimos algo com isto da nossa maneira, melhor ainda. Eu falo num produto reprocessado, antropociclado (?) mesmo. Vem de fora, cai no nosso moedor e sai de outro jeito. Assim se dá…

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

16/01/2010 - no Capitão cook




O Verão Sergipe, projeto do governo do estado, estava a todo vapor na praia de Atalaia Nova, Barra dos Coqueiros, e sua megaestrutura podia ser vista da Coroa do Meio, onde acontecia mais uma noite de rock no bom e velho refugio dos amantes da musica independente, o Capitão Cook. Lado A/Lado B. Entrei com a Renegades of punk executando “coração de pedra”, faixa que eu havia tocado na noite anterior no programa de rock e que faz parte do split que eles lançaram com o Mahatma Gangue, de Mossoró (RN). Bom show, mas com um publico ainda pequeno e meio frio, circulando pela área externa ou amontoado no bar. De frente para a banda, mesmo, apenas as garotas do Biggs. Para minha surpresa, Adilson Pereira, ex-editor da OUTRACOISA, aquela revista do Lobão que sempre vinha com um Cd encartado e fanzineiro carioca “das antigas”, estava de passagem por Aracaju como convidado do governo do estado para cobrir o Verão Sergipe para seu site Samba Punk. Começamos a trocar correspondência há mais de 15 anos, quando ele ainda publicava o “Porco Espinho”, e foi um prazer poder finalmente conhecê-lo pessoalmente.

A segunda banda a se apresentar foi a Snooze, com uma novidade: a adição de teclados, que dividiu opiniões – alguns detestaram, alegando que suavizou demais o som da banda, outros, como eu, acharam uma experiência interessante, pois deixou os arranjos mais climáticos e elaborados, com novas texturas. Nos trechos mais “viajantes” e improvisados, deu um toque de psicodelia, uma nova cara ao som deles. Creio que foi uma renovação bem-vinda. Não sei se seria o caso de se incorporar o teclado definitivamente ao som da banda, talvez sim, com alguns ajustes para que ele não soe tão onipresente, mas como experiência achei bastante válida e positiva. De qualquer forma foi um grande show, excelente perfomance da banda, que estava inspirada, e contou com a participação do ex-integrante Clínio Jr., atualmente morando no Rio e tocando no Pelvs.

Por fim, o Biggs, trio de punk rock sorocabano capitaneado por Flavia e Mayra, ex-integrantes da Dominatrix, no baixo, guitarra e vocal, e Brown, que já colaborou com grupos seminais como o Pin ups e Wry, na bateria. Fazem um rock and roll visceral e furioso, berrado e tocado com um entusiasmo impressionante. Baquetas foram quebradas, microfones caíram ao chão e o publico foi ao delírio numa apresentação de cerca de uma hora mais do que suficiente para saciar a ânsia dos roqueiros presentes. Missão cumprida.

No mais, é voltar pra casa saciado de corpo e espírito (cortesia da velha passada numa lanchonete para matar a fome), não sem antes assistir ao belo nascer do sol na praia de Atalaia, “mirando as ondas do mar”.

por Adelvan Kenobi

sábado, 23 de janeiro de 2010

# 134 - 22/10/2010




Master – Betrayal
Master – In Control

Free – All right now
Thin Lizzy – Bad Reputation
Blue Cheer – Summertime Blues

Os Mutantes – Desculpe baby
Mopho – O amor é feito de plástico
Plástico Lunar – Fungos

Anéis de vento – Do início ao fim
Entrevista com a banda Anéis de vento

Libertines – Don´t be shy
Pixies – Bone Machine
Sonic Youth – Little trouble girl
The Jesus & Mary Chain – Taste of Cindy (acoustic)
The Smashing Pumpkins – tonight tonight

Lançamento do LP (em vinil) “SOMA”
Sons das bandas:
O Vento Azul do som
Psychedelic Down
Olho por olho
Entrevista com:
Alessandro “Cabelo”
Cícero “Mago”
Marcelo Prata
Marcio Prata

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Morte no mar

A esta altura já é do conhecimento de todos a morte de dois integrantes da banda inglesa After Death no mar da praia de Atalaia, aqui em Aracaju. A noticia se espalhou rapidamente e atingiu inclusive grandes veículos de comunicação, como a primeira página da globo.com e da BBC de Londres, além do Daily Mail e de todos os telejornais da Rede Globo. O Programa de Rock se solidariza com os promotores do evento, amigos e familiares das vítimas e deseja sorte na empreitada de continuar a turnê mesmo depois de um acontecimento tão triste.

Abaixo, o comunicado da produção da tour sobre o ocorrido:

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Apesar do falecimento dos membros Leon Villalba e Timothy Kennelly (corpo ainda não encontrado) do grupo londrino AFTER DEATH em um afogamento em Aracaju, a "Master of Hate Tour 2010" terá continuidade em respeito, principalmente, ao público. Em conversa com os membros do AFTER DEATH eles afirmaram "Estamos todos enlutados e ainda chocados com tudo o que aconteceu, mas temos certezas que eles gostariam que os shows fossem realizados. Façam isso em homenagem a eles!".

Foi criado um blog de divulgação onde, além de notícias oficiais da turnê, os fãs poderão ver fotos e vídeos dos shows. Acessem: http://mastersofhatetour.blogspot.com

O show em Aracaju aconteceu com sucesso na noite de 22 de janeiro e a turnê prossegue neste final de semana com datas em Maceió e Recife, pssando ainda por Natal, Campina Grande, Fortaleza, Picos, Teresina, Imperatriz do Maranhão, Belém do Pará, Palmas, Goiânia, Brasilia, Catanduva, Campinas, São Paulo e Otacilio Costa, em Santa Catarina.




Uma manada "fora de controle"

Rian Santos

riansantos@jornaldodiase.com.br

Fonte: Spleen e Charutos

Parece absurdo, mas ainda há quem acredite no espírito viciado do Rock’n Roll. Aqui mesmo em Aracaju, meia dúzia de malucos, românticos degenerados e extemporâneos, cultivam acordes envenenados como se entregassem suas vidas a uma nova religião. Sob o pretexto de cobrar um trabalho prometido em nossa última entrevista, eu conversei mais uma vez com os caras da Mamutes. Foi a maneira que encontrei de me aproximar da energia mencionada. Por algum motivo obscuro, ela já não pode ser encontrada com facilidade nas ranhuras cada vez mais rasas dos discos.

Jornal do Dia – Ano passado, no distante 2009, vocês prometeram que colocariam um novo trabalho no mercado. Como é que anda esse projeto? Além da ausência de uma guitarra (que, dada a competência de Rick Maia, não é nem tão sentida quanto deveria), quais as principais diferenças desse trabalho em relação à estréia da banda?

Karl de Lyon – Então, meu chapa, nós teremos que adiar o lançamento um pouquinho. Já estamos trabalhando na pré-produção de algumas músicas e ficvamos satisfeitos com os primeiros resultados. Com a pré-produção conseguimos nos entender melhor musicalmente. Nem só da efervescência do palco vive uma banda de rock’n roll. O que queremos é justamente surpreender também dentro do estúdio, e sabemos que chegaremos lá.

Quanto à ausência de guitarra, não é a primeira vez que passamos por isso. Outros guitarristas resolveram partir em novas direções no momento exato da decolada. Como você já deve saber, o Julio Dodge, que gravou as guita em nosso primeiro EP, saiu da banda logo depois da gravação e botou para frente um projeto extraordinário na The Baggios, além da fazer as guita na Plástico Lunar (os caras são menos peludos que a gente). Logo depois veio o Marcio Navas, Ex-Pupilas de Quartzo, que foi o auge para as guitarras da banda. O Navas e o Maia se completavam cosmicamente, mas chegou a hora de seguir a sua nova caminhada e tínhamos que respeitar o ciclo natural das coisas. A gente espera que a nave espacial que levou Navas possa trazer ele de volta, qualquer dia destes, mas sempre direi que a participação deles em nossa trajetória foi grandiosa. Só nos resta a felicidade de ter revelado os melhores guitarrista da city, e saber que temos um guitarrista que vale por mil. Então, partindo deste princípio, estamos no crédito, totalmente seguros do que fazemos.

O instinto é o mesmo desde a nossa estréia. O som que fazemos tende a ficar cada vez melhor. O rock que fazemos é literalmente valvulado: À proporção que vai esquentando, vai ficando mais encorpado, e é aí que o pau quebra.

JD – Às vezes, dadas as condições adversas do mercado local – a ausência de uma indústria e de uma política cultural maltrata os que mais se preocupam com o amadurecimento do meio – parece que montar uma banda é uma empresa para loucos. Apesar disso, a Mamutes vem crescendo a olhos vistos, e pelo que já conversamos, alimenta pretensões bem ousadas. Como foi que vocês se meteram nessa labuta ingrata? Já bateu alguma espécie de descontentamento?

Rick Maia – Hoje em dia, infelizmente, não dá pra ter uma banda e se preocupar somente com a música em si. O profissional atual tem que ser músico, produtor e empreendedor porque existem inúmeras bandas e muitas delas são realmente boas, contudo, organização demais no rock às vezes acaba fazendo com que as bandas percam a “magia” da coisa toda. Atualmente as gravadoras só trabalham com bandas já prontas para o mercado com disco lançado, DVD e alguns anos de estrada. Acredito que quem irá se destacar será aquele que tiver um bom disco, uma boa apresentação ao vivo, conhecer melhor o seu nicho e o que melhor trabalhar bem nos bastidores, enfim, quem conseguir achar um meio termo entre a organização de uma empresa e a anarquia do rock’n roll.

Nós entramos nessa com o simples intuito de se divertir e tocar, porém, desde a primeira apresentação percebemos que poderíamos fazer a diferença porque é muito fácil tocar junto quando as peças realmente se encaixam.

Com relação ao descontentamento, é normal bater sim. Uma banda é como um casamento ou uma família, às vezes está tudo lindo, às vezes ficamos desapontados uns com os outros ou com fatores externos e com as dificuldades de ser um rocker em Sergipe, mas no final sempre seguimos em frente porque ao contrário de alguns roqueiros brasileiros que vão ficando mais “mansos” com os anos, nós da Mamutes vamos ficando mais selvagens. Quanto mais difícil fica, mais aumenta o nosso tesão em mostrar pra todo o mundo a nossa paudurecência.

JD – Outro dia, conversando com um amigo músico, ele fez uma observação interessante. Para ele, ao contrário das influências declaradas da banda, o timbre da Mamutes remete diretamente aos 80’s. A observação faz sentido? Até que ponto isso é importante para a identidade da banda?

Karl de Lyon – Não, a Mamutes não tem nada a ver com os anos 80. Temos total noção da influência que determinadas bandas dos anos 80 possui sobre a gente, mas o som da Mamutes sempre foi elaborado olhando para os anos 70. A identidade da banda está toda no hard rock 70. O resto a gente vai deixar para a turma da Armação Ilimitada, do Evandro Mesquita, e para as bandas que se afinam com este som.

JD – Eu não sei como vocês acompanham a discussão, mas algumas vacas sagradas da música sergipana vêm se mobilizando num levante reacionário, exigindo na cara dura o retorno a um estado de coisas que, aparentemente, não foi capaz de criar uma cadeia produtiva para a música sergipana. Na opinião de vocês, o Estado tem que atuar como um mecenas, como querem alguns, ou é preciso construir uma indústria, capaz de proporcionar ao artista que ele caminhe com as próprias pernas?

Rick Maia – Estou participando do Fórum de Música e fui a quase todas as reuniões até agora. Pelo que posso sentir, existe uma maior organização e respeito entre os músicos hoje em dia e isso, antes de tudo, é fator fundamental para que se possa construir uma cadeia produtiva. No entanto, acho que o poder público deve ter um papel fundamental na construção dessa cadeia, atuando como articulador entre os profissionais da música e os meios de comunicação locais, entidades que ofereçam cursos de capacitação ou linhas de crédito e criando canais de divulgação de fácil acesso para o público local que é o principal combustível para o funcionamento sustentável dessa cadeia.

JD – Pra encerrar, já que o pretexto é o disco novo. Ele tem data de lançamento? Qual o nome da criança? O que agente pode esperar desse novo trabalho e o que a Mamutes espera conquistar em 2010?

Rick Maia – O bebê está programado para ser lançado agora em meados do primeiro semestre e vai se chamar Fora de Controle. O disco vai contar com duas ou três músicas do EP Demo e as demais são faixas ainda não gravadas, totalizando onze músicas.
Ao contrário de 2009, quando a estratégia foi se tornar bem conhecido localmente, este ano investiremos no mercado nacional. Para isso, já estamos agendando as datas para a turnê que terá o mesmo nome do disco. O que podemos adiantar é que provavelmente iremos aproveitar a época dos festejos juninos e em junho e julho faremos apresentações no Sul e Sudeste.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

# 133 - 15/01/2010



BAIXE AQUI

Master – In Control

The Biggs – Bullet proof jacket
The Renegades of punk – Coração de pedra
Flauer – Antes do mistério
Snooze – Words for you

Drop Loaded:

Dinartes – Capital do rock
Dinartes – Minha amiga

Dorsal Atlântica – Império de Satã
Mustang – Amor

Bloco produzido por Carlos Lopes (Mustang):

The Jam – The Modern world
Ottis Redding – Try a little tenderness
The Bellrays – Screwdriver
The Beatles – Pepperland
Baby Woodrose – Dark twin

Pastel de Miolos – Nova utopia

Entrevista com Wilson da Pastel de Miolos

Bloco produzido por Michael Menezes:

Repúdio – pra que entender
Karne Krua – Dois gumes
Nucleador – Municipal Wasted
Plástico Lunar – (...)

Entrevista com Carlos Lopes

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

# 132 - 08/01/2010

U2 - New Year's Day [USA Remix]

L7 – Everglade
Babes In Toyland - Right Now
7 Year Bitch - Crying Shame
Veruca Salt - Volcano Girls
Hole - Celebrity Skin
Nymphs - Imitating Angels

Drop Loaded:
Popstars Acid - killers_dirty_smile
Popstars Acid - killers_keep_shouting

Bugs - Cães de 78
Suite Super Luxo - favas
Gigante Animal - Ah_ta_bom

Biggs -Blood in my hands
Máster – Betrayal

Front 242 – Headhunter
Prodigy – Serial Thrilla
Primal Scream – Swastika eyes

X – Los Angeles
TSOL – Dance with me
The Avengers – We are the one
Agent Orange – Bloodstains
Black Flagg – Wasted

Brujeria – Molestando Niños Muertos
Asesino – padre pedófilo
Meat Shits – Incubator of death
Napalm Death – The kill/prison without walls/Dead PT.1
An Albatross – Get Faster, cry for happy
ABC Diabolo – last intoxication of senses
Anal Cunt – You´ve got no friends
Assuck – Spiritual manipulation

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

MASTER (USA) EM ARACAJU

Fonte: Whiplash

Em breve entrevista ao site Rockonnection, Paul Speckmann, líder do Master, falou sobre a turnê "Masters of Hate Tour 2010", e deu a seguinte declaração:

"Estamos todos ansiosos para tocar no Brasil, troco cartas com os fãs brasileiros desde a época das trocas de fitas k7 e todos sempre pediram por shows no Brasil. Estamos com grandes expectativas, por tudo que ouvimos dos fãs brasileiros. Estamos preparando um set list com músicas dos dois primeiros álbuns e algumas surpresas de todos os outros, algo em torno de 16 músicas, mas não tocaremos nada do próximo álbum".

E Sobre o novo álbum, o músico declara: "O novo álbum 'The Human Machine' está sendo mixado e masterizado. Ele será, sem dúvida, um dos melhores álbuns do MASTER! O álbum será lançado na Europa em março, em nossa Euro Tour desse ano".

Lembrando que a "Masters of Hate Tour 2010" contará com as bandas MASTER, AFTER Death e PREDATOR e terá vários shows pelo Brasil, confiram as datas:

14/01 - São José dos Campos-SP – Hocus Pocus
15/01 - Ipatinga/MG – Garajao Pub Underground
16/01 - Vila Velha-ES – Bojangles Music Bar
17/01 - Salvador-BA - Boomerang
22/01 - Aracaju-SE – Estacionamento Rua Santo Amaro
23/01 - Maceió-AL - Oraculo
24/01 - Recife-PE – Armazem 14
29/01 - Natal-RN – Centro Cultural Do Sol
30/01 - Campina Grande-PB – Clube Ypiranga
31/01 - Fortaleza-CE – Reggae Club
04/02 - Picos-PI -
05/02 - Teresina-PI – Bueiro do Rock
06/02 - Imperatriz-MA – Freitas Park
07/02 - Belém-PA - Lux
12/02 - Palmas-TO – Tendencies Rock Bar
13/02 - Goiania-GO – DCE UFG
14/02 - Brasília-DF – Circulo Operario Cruzeiro Velho
15/02 - Belo Horizonte/MG
16/02 - Catanduva/SP
17/02 - Ribeirão Preto-SP
18/02 - Jaboticabal/SP
19/02 - Campinas-SP – Hammer Rock Bar
20/02 - São Paulo-SP – Clube Guaraci
21/02 - Otacílio Costa-SC – Otacilio Rock Fest





segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Novidades no Loaded E-Zine



Programa Loaded gravado na Saraiva Mega Store + Coletânea Virtual

Fonte: Divulgação

O Loaded e-Zine que comemorou no mês de novembro quatro anos de lealdade ao rock independente, está cheio de novidades para 2010.

A primeira interessa muito aos ouvintes do Programa Loaded, que é transmitido em três emissoras de rádio pelo país e também em cinco portais de internet. Terá início em janeiro a “Sala Especial Loaded”. Uma vez por mês o Programa Loaded será gravado dentro do espaço para eventos da Saraiva Mega Store do Shopping Morumbi em São Paulo, com direito a uma banda convidada tocando para o público com entrada gratuita.

A segunda novidade é o lançando coletânea virtual “Um Dia Tudo Isso Vai Fazer Sentido Vol. 3”. Nevilton(PR), Lê Almeida(RJ), Lestics(SP), Cassim e Barbaria(SC), The Name(SP), The Futchers(BA), Caldo de Piaba(AC), The Baggios(SE), Loomer(RS), Mugo(GO) e Boddah Diciro(TO) representam alguns estados brasileiros no constante mapeamento da música independente. Para baixar: www.loaded-e-zine.net .
Fiquem atentos ao Loaded e-Zine porque muitas outras novidades virão.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

# 131 - 25/12/2009 - EDIÇÃO ESPECIAL DE NATAL



Jeff Scott Sotto and others – We wish you a merry Christmas
Alice Cooper and others – Santa Claus is coming to town
Chuck Billy and others – Silent Night
Lemmy Killmister and others – Run, Rudolph, run
Tim “Ripper”Owens and others – Santa Claus is back in town
Ronnie James Dio and others – God Rest ye merry gentlemen

Korn - Jingle Bells (Death Metal Version)
Chuck Berry - Merry Christmas Baby
Queen - Thank God It´s Christmas
Teenage Fanclub - Christmas Eve
Elvis Presley - If Everyday Was Like Christmas
Fountains of Wayne - I Want an Alien for Christmas
Zakk Wylde - White Christmas

Weezer – The First Noel
Weezer – Oh! Holly Night
Weezer – The greatest man that ever lived

Reverend Horton Heat – Jingle Bells
Reverend Horton Heat – Silver Bells
Reverend Horton Heat – We Three kings
Reverend Horton Heat – Santa Looked a lot like Daddy
Reverend Horton Heat – Winter wonderland

The Brian Setzer Orchestra – Dig that crazy Santa Claus
The Brian Setzer Orchestra – Boogie Woogie Santa Claus
The Brian Setzer Orchestra – Angels we have heard on high
The Brian Setzer Orchestra – Blue Christmas
The Brian Setzer Orchestra – White Christmas

sábado, 19 de dezembro de 2009

# 130 - 18/12/2009



( Wikipédia ) Richard Cheese, também conhecido como Richard Cheese and Lounge Against the Machine é um conjunto musical que realiza covers como números de comédia com músicas consagradas. O nome da banda (Lounge Against the Machine) é uma paródia à banda de rock Rage Against the Machine. Desde 2000, a banda tem realizado shows pelos EUA e Europa, e tem feito inúmeras performances em programas de televisão. Especializaram-se em adaptar canções populares de rock, heavy metal, rap e hip hop no estilo lounge com predominância sonora de piano e voz. O viés cômico de suas versões está em alterações bruscas no ritmo da música original, inclusão de músicas incidentais e expressões subjetivas do vocalista e sátiras a personalidades como Britney Spears e Michael Jackson. Os nomes dos integrantes são pseudônimos, com os novos integrantes mantendo o mesmo pseudônimo dos músicos anteriores, com exceção do baterista Buddy Gouda (Charles Byler), quando saiu da banda em 2004 foi substituído por Brian Fishler que adotou o pseudônimo de Frank Feta. O único membro permanente da banda é o próprio Cheese, que na verdade é o comediante de Los Angeles chamado Mark Jonathan Davis. Os sobrenomes dos pseudônimos dos músicos são tipos de queijos, enquanto o próprio pseudônimo de Richard Cheese possui uma abreviação (Dick Cheese) que é uma referência a uma gíria na língua inglesa que significa sêmen.



( Wikipédia ) Nouvelle Vague é um coletivo musical francês arranjado por Marc Collin e por Olivier Libaux. O nome deles é um jogo de palavras, referindo-se simultaneamente à sua "francesidade", ao movimento artístico do cinema francês Nouvelle Vague, dos anos 60, à fonte de suas canções (todas são covers de músicas punk e new wave dos anos 80) e ao uso do estilo Bossa nova, também dos anos 60. No primeiro álbum, homônimo, o grupo ressuscitou clássicos da New Wave dos anos 80 e as reinterpretou em um estilo Bossa nova picante. As canções receberam um aspecto mais acústico com ritmos flexíveis e agitados executados de forma a coletar uma parada de chanteuses de todo o mundo (seis francesas, uma brasileira e uma nova-iorquina). Os covers incluem canções de Joy Division, Dead Kennedys, The Clash e Depeche Mode. As várias cantoras de Nouvelle Vague apenas executaram canções com as quais não estava familiarizadas anteriormente, com a finalidade de garantir que cada cover tivesse uma qualidade única. O segundo álbum, Bande à Part, inclui versões de "Ever Fallen in Love, do Buzzcocks, "Blue Monday" do New Order, "The Killing Moon" do Echo & the Bunnymen e "Heart of Glass" do Blondie. Muitas das canções do Nouvelle Vague, tais como "In a Manner of Speaking", "Just Can't Get Enough" e "Teenage Kicks", têm sido usadas no drama Sugar Rush, da rede de televisão Channel 4. As versões deles de "Just Can't Get Enough" e "Teenage Kicks" também têm sido usadas em anúncios no Reino Unido. Em 2005, o cover de "I Melt with You", canção da banda Modern English , foi usado como trilha sonora de um filme de humor negro, Mr. and Mrs. Smith. Em 2007, o mesmo cover apareceu no comercial de televisão americano sobre a GMC Acadia. O cover de "Too Drunk to Fuck", da banda Dead Kennedys, pode ser escutado no filme de 2007 Grindhouse. Membros, ex-membros e colaboradores (a maioria artistas franceses), que estão agora famosos, são considerados parte do que se chama de "Renouveau de la chanson française".

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o programa:

BAIXE AQUI

The Brian Setzer Orchestra – Run, Rudolph, run

Richard Cheese – Creep
Cake – Mahna Mahna
Neuvelle Vague – Ever fallen in Love
The Cardigans – The Boys are back in town

Drop Loaded:

Monique Maion – Don´t wait too log
O Sonso – Jorge Maravilha
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MQN – Hard Times
The Backbiters – you are not too late

Vá Pra Porra – Sobreviver

Entrevista com a a banda VPP e com Thiago Porto, produtor do Kaos Fest

Bloco produzido por Maicon Stooge:

Your Ass - The Amazing One Man Band & His Little Trashy Orchestra
Psycho Daisies - The Hentchmen
He's so wigged out - 0 The Shimmys
Backseat Bebe - Black Mekon
Demolition girl - Bily Childish & Holly Goilightly
A Good Tip For A Good Time - Cato Salsa Experience
What Rock N Roll Is All About - The Oblivians

Plástico Lunar – Gargantas do deserto

Entrevistas:

Adolfo Sá e “Bebe Gás”, diretores do clipe de “gargantas do deserto”
Plástico Jr. e Marcos Odara, da Plástico Lunar
Roberto Nunes, produtor da Sessão Notívagos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

UMA NOITE “ FORA DO EIXO “



por Adelvan Kenobi

Na última noite de segunda-feira, dia 14 de dezembro de 2009, a estrutura montada para abrigar a Rua da Cultura entre os Mercados Centrais de Aracaju serviu para uma causa nobre: acolher mais uma etapa da “ Tour Nordeste Fora Do Eixo “, que levou as bandas Macaco Bong (MT), Porcas Borboletas (MG) e Burro Morto (PB) a 7 cidades da região: Fortaleza, João Pessoa, Campina Grande, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador. Uma bela oportunidade para se ver por aqui e ao vivo alguns dos principais nomes da nova cena independente nacional, com a abertura pra lá de especial dos sergipanos da Plástico Lunar.

Cheguei atrasado, como sempre, e preocupado em ter perdido algo. Realmente perdi, o show da Plástico, mas esse eu posso ver depois (aliás verei próximo sábado, no Cinemark, em mais uma Sessão Notívagos). Nenhum dos “ visitantes “ havia ainda se apresentado, para meu alivio – e surpresa, já que passava das 21:00 e o evento estava marcado para começar às 19:00. Burro Morto estava no palco passando o som, e demorou uma eternidade – tempo mais do que suficiente pra que eu desse uma boa circulada pelo local e revesse velhos camaradas que há tempos não encontrava. Quando finalmente começou, mostrou um som instrumental “ viajante “ , psicodélico e cheio de grooves, porém meio repetitivo, o que, para uma banda instrumental, é um senhor ponto negativo. Não chegou a ser ruim, obviamente, são bons músicos e executam suas composições de forma precisa e competente, porém de forma um tanto quanto automática, com pouca comunicação com a platéia, algo que, aliás, foi a tônica de (quase) todos os shows da noite (exceção para a banda seguinte, Porcas Borboletas) e eu credito ao cansaço de uma turnê tão corrida. Essa foi a minha impressão, mas admito que pode ser uma opinião equivocada, já que o som que eles fazem, navegando entre o groove e o afro, o dub e o jazz, não é muito a minha praia.

Mais uma bela demora, e temos Porcas Borboletas. A primeira musica pareceu muito Patife Band, a segunda, Arnaldo Antunes – por aí já fica evidente a fonte na qual os caras bebem: a chamada “ vanguarda paulistana “ do inicio dos anos 80, cheia de acordes dissonantes, ritmos quebrados e poesia concreta. Isso é ruim ? Não necessariamente. Eu gostei – inclusive porque gosto muito da Banda patife e nutro alguma simpatia pelo ex-titã. As letras são bem humoradas e despretensiosas, mais a serviço da melodia do que da poesia. E a perfomance dos caras no palco é bem interessante, um tanto quanto exageradamente teatral, porém formando um bom conjunto com a obra musical executada. Uma banda, enfim, para se prestar atenção e se conhecer melhor – não por acaso têm chamado a atenção por onde passam e conseguido alguns feitos, como tocar junto com Paulo “patife” Barnabé no último Goiânia Noise e emplacar a música-tema do filme “ Nome próprio “ (a que abriu o show), estrelado pela musa Leandra Leal, o que rendeu, inclusive, uma participação dela em seu último disco.

Por fim, Macaco Bong, a mais conhecida e por isso mesmo mais esperada, recepcionada por um bom publico apesar do avançado da madrugada (lembrando que era uma noite de segunda para terça, sem nenhum feriado no dia seguinte). Nunca é demais lembrar que o primeiro ( e por enquanto único ) disco deles, “ Artista igual a pedreiro “, foi eleito o álbum do ano de 2008 pela revista Rolling Stone. “ E daí ? “, deve estar pensando você, leitor “ underground “ ou “ indie “ que está cagando e andando para nossa semimorta crítica musical “ mainstrean “. E daí que isso dá moral a banda para, entre outras coisas, segurar um bom publico mesmo numa madrugada de segunda para terça. Só isso. E quem ficou não se arrependeu. Belíssimo show, com o volume no talo – na verdade o volume do som estava MUITO alto, chegando a incomodar - em certos momentos parecia que a guitarra estava literalmente estuprando nossos ouvidos. E foi MUITA guitarra, uma verdadeira overdose de riffs matadores emoldurados por uma cozinha (baixo e bateria) precisa. Mas uma overdose “sadia”. Foi uma oportunidade única de ver uma banda consagrada nacionalmente mas que faz um som pouco acessível aos ouvidos médios em solo sergipano. Um fechamento com chave de ouro para a noite – que seja a primeira de várias, e que Aracaju entre definitivamente para esse “eixo”.

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Depois de anunciar dois shows, um em Varsóvia, na Polônia, no dia 16 de junho, e outro no dia 19, em Praga, na República Tcheca, a turnê “Big Four”, reunindo Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax fechou também um terceiro show, na Suíça, dia 18 de junho.

“Quem poderia imaginar que mais de 25 anos depois do começo de tudo, as quatro grandes bandas do thrash metal estariam não só na ativa e mais populares que nunca, mas que iriam tocar juntas pela primeiras vez?”, disse o empolgado baterista Lars Ulrich, no mesmo post. Ele teria sido, de acordo com o guitarrista Kerry King, do Slayer, um dos articuladores da turnê que ganhou o nome de “Big Four”.

Nesses cerca de três meses, Lars teve que superar empecilhos históricos como as eternas desavenças entre vários interantes dos quatro grupos. Dave Mustaine, por exemplo, chegou a se posicionar contrário à presença do Megadeth em qualquer evento que reunisse também o Metallica, mas parece que acabou vencido pelos fatos. A expectativa é que agora outras datas sejam confirmadas e que, se bem sucedida, a turnê se alastre e desembarque até no Brasil.

Esta será a primeira vez que os quatro grandes nomes do thrash metal mundial tocarão juntos, um após o outro, no mesmo palco. No passado, isso quase aconteceu em 1991, na Clash Of Titans Tour, que reuniu Megadeth, Slayer, Anthrax e Alice In Chains. Já em 1993, Metallica e Megadeth dividiram o palco no Milton Keynes Bowl, na Inglaterrra.

Fonte: Rock em geral
por Marcos Bragatto





terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Biggs em Aracaju



Sobre *THE BIGGS* : Power Trio de Sorocaba/SP, com mais de 10 anos de estrada, mostra experiência e muito o que dizer e fazer no rock. A banda faz um rock punk pesado e muito competente, daqueles para dançar e sacudir a cabeça ao mesmo tempo, com influências que vão de Stooges á Bikinni Kill, de T-Rex á Babes in Toyland, de MC5 á SonicYouth. Na Estrada desde das ótimas e batalhadoras fitinhas K7 lançadas entre 97 e 2000: "See Stars" (1997) e "Kind-Hearted"(1999), passando pelo primeiro cd "Wishful Thinking"(2001/Gig Records), o single I’ll walk you up!(2002/3) com 4 musicas, entre varias coletaneas, até o mais recente trabalho "The Roll Call"(2007) que mostra a maturidade no que deu a mistura de punk rock/riot girl (influência nos primeiros trabalhos) com "rockão grunge” a la L7. Flávia e Mayra, se conheceram qdo foram integrantes da banda paulistana Dominatrix e Brown e’ figura do underground brasileiro, ja participou de projetos ao lado de bandas historicas como Pin Ups e Wry. Para divulgar o album “The Roll Call”, que foi indicado ao PREMIO DYNAMITE como melhor disco de ROCK ficando em terceiro lugar, a banda engatou uma turnê (2007) passando pelo sul do Brasil ate a Argentina!! Fazendo o que melhor sabem fazer, shows! Arrebatadores! Onde a banda se transforma numa banda gigante com performances memoráveis, um som sizudo e criativo da cozinha de Brown Biggs na batera e Mayra Biggs no baixão distorcido. Completando o POWER TRIO Flávia Biggs no vocal poderoso, energético agregado a riffs inspirados de guitarra, estao tocando fogo nos palcos do Brasil com seu show incendiário!!! Quem assistiu às ótimas apresentações da banda nos festivais Circadelica, Goiania Noise, Araraquara Rock entre outros pôde ter uma palhinha. Espere por uma paulada na orelha com direito a muito entrosamento e improvisos incriveis. O Biggs faz parte das bandas brasileiras com historia de rock no underground independente brasileiro. Lado B Especial (1999), Musikaos na TV Cultura (2001), Radar (2007) e citado no Livro "O que é punk?" de Antonio Bivar, referência punk rock no Brasil!! Com bagagem consistente e planos pra mais.. The BIGGS Rock!

Por Mari Crestani.

Fonte: Divulgação

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Esplosão Plástica Inevitável



por Adolfo Sá
Fonte: Viva La Brasa

“Segue bravamente o seu caminho/ Rumo ao desconhecido/ Enquanto houver brilho no olhar...” O refrão de ‘Gargantas do Deserto’ define bem o momento da Plástico Lunar, banda sergipana psicodélica que caiu na estrada em 2009. Foram 2 turnês por 6 estados – a mais recente delas, Nordeste Fora do Eixo, excursionando c/ Macaco Bong, Burro Morto e Porcas Borboletas, todas bandas de São Paulo e Mato Grosso. Depois de passar por Fortaleza [CE], Natal [RN], João Pessoa [PB], Campina Grande [PB] e Maceió [AL], o circo se monta hoje à noite a partir das 19H na Rua da Cultura, em Aracaju, e segue amanhã p/ a última etapa, em Salvador [BA].

A Plástico existe há mais de 10 anos, tem 2 EPs independentes – Plastic Rock Explosion e Próxima Parada – lançados em 2003 e 2005, e o 1º disco, Coleção de Viagens Espaciais, lançado este ano pela Baratos Afins, gravadora paulista nascida de uma loja de discos que estreou em 1980 c/ nada menos que Singin’ Alone, de Arnaldo Baptista. A parceria entre a Baratos e a Plástico é antiga. Em 2001 o selo lançou a coletânea Brazilian Peebles vol.2 c/ “a nata do rock psicodélico brasileiro do terceiro milênio”, dizia o release. Os sergipanos entraram c/ a canção ‘Meu Jardim’, e roubaram a cena em apresentações em SP e no RJ.

Coleção de Viagens Espaciais é um disco de rock da melhor qualidade, direto e bem-tocado, poético e nervoso, divertido e bem-resolvido, que levou 10 anos sendo gestado. Por que tanto tempo? “A gente não tinha nada na cabeça, só queria saber de tocar bêbado, de encher a cara até de manhã cedo”, disse o baixista Plástico Jr. ao jornalista Rian Santos, do Jornal do Dia, antes do show da banda no Festival DoSol, em Natal. “Se o Coleção [...] tivesse saído antes, a gente provavelmente não ia saber o que fazer com as respostas que conquistamos. Hoje, a gente pode lidar com isso um pouco melhor.”

FORMATO CEREJA

Plástico Lunar é um grupo que impressionou até Jorge Du Peixe, quando abriu p/ a Nação Zumbi há 2 anos, na mesma Rua da Cultura em que tocará hoje. “Muito boa, essa banda!”, disse o vocalista da Nação em cima do palco: “Vocês têm boas bandas aqui. Não conhecia a Plástico, gostei muito...” Produzido pelo tecladista black power Léo Airplane, Coleção de Viagens Espaciais poderia se chamar "Coleção de Hits Lisérgicos".

Trata-se de um disco que nasceu clássico, c/ potencial p/ tocar nas rádios pela facilidade das melodias e da poesia chapada dos caras. A música de abertura brinca c/ andamentos e ironiza as vítimas da moda: “Modernóide!”, grita o refrão. 'Formato Cereja' foi o 1º clip da banda, feito pelo Núcleo de Produções Audiovisuais aqui da cidade, ainda no tempo dos EPs. É um vídeo bem legal, c/ fotografia que remete ao manguebeat sem imitar ninguém, e a música funciona como um cartão de apresentações: “Minha paranóia está em cima da mesa/ Mergulhada em um copo com um formato cereja/ Dissolvendo-se em bolhas loucas e acesas/ Orientando as cores perdidas em minha cabeça”. É um rockão sessentista.

As décadas de 60 e 70 são a principal referência: The Doors, The Who, Kinks, Animals, Yardbirds, Bob Dylan, Roberto Carlos, Mutantes, Raul Seixas, Greatful Dead, Pink Floyd, Deep Purple, T-Rex, Patrulha do Espaço, sem falar Beatles e Stones, “o feijão com arroz”, segundo Jr. O som que sai daí é uma mistura de blues, mod, hard rock e progressivo, c/ forte acento psicodélico. Fazem parte da mesma escola que o Júpiter Maçã, apenas mais novos e mais pesados. “Ligo o carro/ Piso fundo/ Hoje eu quero ir/ Até o fim de tudo”, dizem em ‘Boca Aberta’. Em ‘Sua Casa É o Seu Paletó’, que virou o 2º clip c/ cenas de expressionismo alemão graças ao videomaker Alessandro Cabelo, o peso valvulado entra em cena p/ embalar uma viagem sobrenatural: “Ontem eu vi uma alma/ Sentada/ Em silêncio, solitária/ Na estrada do tempo”.

‘Quarto Azul’ é melancólica, marcada por um pianinho triste: “Ela não consegue dormir/ Ela está sozinha em casa/ Seu medo diminui se a porta está trancada”... As mulheres são uma fonte de inspiração recorrente, o que só soma pontos. Muitas vezes, as relações são discutidas nas letras: “Você quer falar e não quero ouvir/ Você quer falar e eu quero curtir/ Você quer um pouco disso e daquilo/ Você quer o inferno e eu o paraíso”, diz ‘Tudo do Seu Jeito’, uma das melhores, c/ clima de jovem guarda assegurado pelo timbrão de moog que o Léo baixa da internet p/ envenenar sua tecladêra.

COLEÇÃO DE HITS LISÉRGICOS

Se Belchior tinha medo de avião, Daniel Torres, vocalista e principal letrista, também tem lá suas nóias: “Um cara com um estranho chapéu disse que eu iria voar/ A aeromoça nem me falou quando o avião vai pousar/ Próxima parada eu desço/ Distante mas encontro um jeito”... Ele prefere viajar de trem, enquanto p/ Marcos Odara, a viagem é outra: “As folhas já estão tratadas/ Feche a porta e vamos curtir/ Guarde logo a sua parada/ Entoque, é melhor enrustir/ Porque senão, com os gafanhotos/ Não vai sobrar mais folhas aqui”.

Odara é o Keith do rock sergipano – toca bateria igual ao Keith Moon e é tão detonado quanto o Keith Richards. Mas quantos bateras você conhece que cantam enquanto tocam, que nem ele faz em ‘Banquete dos Gafanhotos’, uma das minhas preferidas entre tantas obras-primas deste disco? O tiozão é a encarnação da palavra ‘lenda-viva’. Tocou na Crove Horrorshow nos anos 80/90, dá aulas de História p/ pagar as contas, é casado e pai de uma filha. Sempre na atividade, influenciou os moleques de modo irreversível.

Existe A.O. e D.O. na história da banda – antes e depois de Odara. Foi dele a idéia de mudar o nome original de Plástico Solar p/ Lunar: “Plástico Solar era muito verão, a gente é da noite”, falou a voz da experiência. Voilá! “Antes, o nosso trabalho era muito ingênuo”, define Jr., que demonstra na entrevista reproduzida a seguir mais lucidez que muita gente careta por aí. Ele, que carrega a banda no nome, é o mano caçula do Daniel, e irá segurar os vocais junto c/ Júlio Andrade, guitarrista solo, agora que seu irmão deixou o grupo e mudou pro Rio. “Hoje eu acordo e me vejo/ No esquema, sorrindo/ Fingindo ser o amigo/ Mais fiel”, canta Jack Daniel’s em ‘Cínico Arrependido’, mais uma acústica.

Todos tocam muito, e em várias bandas diferentes: Júnior é baixista da Corações Partidos, Julico tem a The Baggios, Léo Airplane, além dos teclados da Plástico, toca adordeon na Naurea e na Orquestra Sanfônica. E o Daniel, lembro quando foi morar no mesmo condomínio que eu, o Jardim das Palmeiras – a gente nem se conhecia, mas volta e meia dava p/ ouvir um Led Zeppelin ou uns Byrds saindo pela janela do apê recém-alugado. Ele namorava uma guria tipo hippie universitária e eu pensava: “Esse fedelho tem futuro!”

É um grupo de virtuoses sem estrelismo nem xaropagem. E Coleções de Viagens Espaciais, pra mim, é o melhor álbum de rock lançado no Brasil em 2009. Estréia perfeita de uma banda fantástica, repleto de músicas de qualidade e apelo radiofônico. Só num país como o nosso p/ um disco desse passar batido. Enquanto isso, NxZero, Fresno e outras bandas ‘emo’ dominam o mercado.

PRÓXIMA PARADA

“Assistir a um show da Plástico pode ser uma experiência difícil de ser esquecida”, reforça o coro Werden T., vocalista d’Os Verdes, outro da cena sergipana: “Melodias espaciais, arranjos complexos, timbres envenenados, letras filosóficas, climas que te levam pra longe. Tudo isso tocado por jovens que sabem o que fazem (músicos de mãos cheias) e amantes do bom e velho rock’n’roll. É uma verdadeira viagem de volta aos anos 60 (época de ouro do surrealismo musical), com direito a costeletas quilométricas, óculos escuros, terninhos, plumas e paetês. Tudo emoldurado por boa música e melodias carregadas de sentimento.”

Esta semana a juventude roqueira & drogada de Aracaju vai ter muito o que comemorar. Além da passagem da tour Nordeste Fora do Eixo pela cidade hoje à noite, sábado tem mais uma Sessão Notívagos no Shopping Jardins, a partir das 23:59, c/ a exibição de Shine a Light, documentário do Martin Scorsese sobre os Rolling Stones, e a estréia do novo clip da Plástico Lunar, ‘Gargantas do Deserto’, c/ show da banda no saguão do Cinemark fechando a balada em alto estilo. Eles já tocaram lá, quando Lóki, a cinebio do Arnaldo, foi exibida em agosto.

‘Gargantas...’ é a 10ª faixa do disco, e a 1ª a ser transformada em vídeo desde o lançamento. A idéia partiu de Ricardo ‘Bebegás’, um velho conhecido das ruas que me chamou p/ co-dirigir e editar o projeto. Gravamos no estúdio da TV onde eu trabalho numa noite de sexta, em 4 takes. Ricardo criou os efeitos gráficos que servem de pano de fundo p/ a performance dos lunares. Eu mesmo fiz a iluminação, que funcionou melhor do que eu esperava p/ uma 1ª viagem, e contei c/ a ajuda dos cinegrafistas Junior Guedes e Manoel Gonçalves. Passei 2 meses editando o material nas minhas horas vagas, na companhia do lóki do Bebegás.

Mas cada tarde de sábado em frente ao Imac da TV terá valido a pena quando o clip estrear na madrugada de sábado numa tela de cinema, abrindo p/ um filme do Scorsese. “Espanei minha coleção de viagens espaciais/ Livre da inquisição, experimento um pouco mais/ Alcancei outra estação de universos fractais/ Estrelas em formação, poeiras espaciais”...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Aracaju " fora do eixo "

Tour Nordeste Fora do Eixo aponta em Aracaju próximo dia 14

Fonte: Divulgação

Um tour musical pela região nordestina. Será a próxima atração do dia 14 na Rua da Cultura a partir das 19 horas. O Tour Nordeste Fora do Eixo é produzido em Aracaju pela Rede Música Sergipe que traz pela primeira vez à Aracaju as bandas de rock instrumental Macaco Bong e Burro Morto e as bandas que misturam o estilo dos anos 60 e 70, Porcas Borboletas e Plástico Lunar.

A turnê é uma realização da Tour Nordeste Fora do Eixo e dos coletivos Mundo, Popfuzz, Rede Música Sergipe, Natora, Quina Cultural, Lumo, Rede Ceará de Música e Noize.

Iniciando dia 08 de dezembro em Fortaleza, a tour passará ainda por Natal(RN), Recife(PE), João Pessoa(PB), Campina Grande(PB), Maceió(AL), Aracaju(SE) e finalizando dia 15 em Salvador(BA). Além do Burro Morto, integram a tour as bandas Macaco Bong (MT) e Porcas Borboletas (MG).

Esta é uma importante ação político-cultural do Fora do Eixo, que abre esta rota de shows e mostra um caminho livre para que outras bandas possam fazer o circuito Nordeste. O evento marca também a primeira atividade da Rede Música Sergipe.

A Rede Musica Sergipe

A Rede Música Sergipe é uma reunião sergipana de músicos e coletivos e faz parte do Circuito Fora do Eixo - rede de trabalhos concebidos por produtores culturais de todas as regiões brasileiras que se unem a fim de estimular a circulação de bandas e o intercâmbio de tecnologia de produção. Em Aracaju, a Rede Música Sergipe visa mobilizar o cenário de música independente promovendo para a capital sergipana bandas que fazem parte desse circuito.



Macaco Bong

Macaco Bong é um power trio de Cuiabá (MT), nascido em 2004. A banda é um dos programas do Instituto Cultural Espaço Cubo, e baseia-se na desconstrução dos arranjos da música popular em seus formatos convencionais e aliada à linguagem das harmonias tradicionais da música brasileira com jazz/fusion/pop e etc. Já circulou os principais festivais de música do Brasil (além de Argentina e Canadá), e teve seu cd Artista Igual Pedreiro eleito o melhor de 2008 pela revista Rolling Stone Brasil e lançado na Argentina pelo selo Scatter Records.

Em 2009, a primeira edição do ano da Rolling Stone brasileira selecionou o disco da banda como o melhor álbum do ano, à frente de artistas conhecidos como Ney Matogrosso, Lenine, Marcelo D2, Marcelo Camelo, entre outros. A música Amendoim também foi escolhida como a quinta melhor música do ano na mesma revista.

www.myspace.com.br/macacobong



Porcas Borboletas:

O Porcas Borboletas é uma banda com um estilo marcado pela presença de palco performática e irreverente e pelas letras poéticas e bem-humoradas, a banda criou uma sonoridade com assinatura própria. Rock’n’roll sem rótulos, mas com logotipo. Porrada com ternura. Um carinho com os dentes.

O CD Um Carinho com os Dentes é o primeiro lançado pelo Porcas Borboletas, trazendo composições que vêm sendo apresentadas em seus shows ao longo de seus mais de cinco anos de história. Além do marcante traço autoral, o grupo traz uma parceria com o músico e poeta Arnaldo Antunes, uma de suas principais referências. Gravado em São Paulo-SP em 2004, o disco conta com a produção de Alfredo Bello e com participações especiais de Simone Soul, Mauro Motoki (Ludov), Luiz Gayotto, Rubi, Carlos Zhimber e Projeto EmCantar. A gravação do CD foi viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura Municipal de Uberlândia.

www.myspace.com/porcasborboletas



Burro Morto:

O Burro Morto surgiu mutilado, teve seus retalhos re-costurados e agora percorre os caminhos sonoros atento às cores e nuances. Respira groove, enche os pulmões de psicodelia, entorta os compassos e regurgita melodias inusitadas.

A Burro Morto é formada por: Haley (microkorg, escaleta, orgão), Daniel Ennes Jesi (contrabaixo), Ruy José (bateria) e Léo Marinho (guitarra). Recentemente, o Burro Morto teve o projeto de produção do seu primeiro álbum aprovado pelo Pixinguinha, programa cultural da Funarte e Ministério da Cultura, que será executado em 2009.

www.myspace.com/burromorto



Plástico Lunar:

Plástico Lunar? É, isso mesmo. Banda de rock que impressiona por fabricar uma música rica, que já beijou o blues e abraçou o progressivo, oscila entre a psicodelia e a Black music e vem se destacando em Aracaju por produzir um som sem afetação dos ritmos regionalistas, mas sim, antes de qualquer rótulo, é autenticamente uma banda de Rock’n Roll. A Plástico Lunar é formada por Daniel Torres (Vocais e Guitarra), Plástico Jr. (vocais e baixo), Leo Airplane (teclados e voz), Júlio Dodges (Guitarras e voz) e Marcos Odara (bateria e voz). A banda tem 2 Eps, “Plastic Rock Explosion” (2003), “Próxima Parada” (2005) e lançou em 2009 “Coleção de Viagens Espaciais”, seu álbum oficial pela Baratos Afins, selo consagrado por imortalizar pérolas da psicodelia brasileira.



www.myspace.com/plasticolunar


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Elma Santos
Produtora Cultural
Coletivo Ouça!
msn: elmas_santos@hotmail.com
Tel: 79 9994-0519