terça-feira, 14 de julho de 2009

Snapic

Já há algum tempo uma dupla de fotógrafos, Victor Balde e Arthur Soares, vem fazendo um excelente registro da cena independente em Aracaju - não apenas as bandas locais como também apresentações de alguns artistas e grupos de fora de passagem pela cidade. Como, neste caso mais que em qualquer outro, as imagens valem mais que mil palavras, confira abaixo uma pequena amostra do resultado. Antes, todas as informações e contatos para que você possa também prestigiar e apoiar o trabalho deles.

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VENDA DE FOTOS: Mandar e-mail indicando a foto desejada, tamanho (10x15 / 15x21 / 20x25 / 25x30) e papel escolhido (fosco ou brilhante).


OBS: A depender da quantidade o preço pode cair.

Quer usar alguma foto? Pode usar, porém que não seja com fins lucrativos e que sejam dados os devidos créditos à SNAPIC. Ao utilizarem as fotos, por gentileza (e um mínimo bom senso) mantenham a logomarca inalterada.

Qualquer forma de utilização em meios comerciais sem autorização prévia está proibida, e protegida pelo art. 24 da Lei dos Direitos Autorais.

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PARA CONTRATAR: Trabalhamos com um valor base de R$80,00 que dá direito a um cd contendo 30 fotos editadas, para quaisquer outras quantidades basta entrar em contato.


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A Snapic conta com novas camisas, novas cores, faça seu pedido pelo e-mail ou pelos telefones abaixo.

Contato: contatosnapic@yahoo.com.br
Telefones: (79)8821-4315 / (79)9972-8223

Snapic Fotografias

Victor Balde & Arthur Soares

PORTFOLIO:
http://www.flickr.com/snapic

FOTOLOG:
http://www.fotolog.com/snapic


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sexta-feira, 10 de julho de 2009

# 113 - Especial Dia do rock



Ultraje a rigor – Inútil
Raul Seixas – Al Capone
Os Mutantes – Panis ET circence
Cely Campello – Lacinhos cor de rosa

The Smiths – Bigmouth strikes again
The Cure – Inbetween Days
Echo & The Bunnymen – Seven Seas
Pixies – This monkey´s gone to heaven

The Police – Every Breath you take
U2 – The Unforgettable fire
David Bowie – Ziggy Stardust
The Clash – London Calling

Led Zeppelin – Wholle Lotta Love
Black Sabbath – Iron Man

The Who – My generation
The Jimi Hendrix Experience – Voodoo child (slight return)
The Rolling Stones – gimme shelter
The Beatles – A Day in the life

Elvis Presley – That´s all right
Jerry Lee Lewis – Great Balls of fire
Little Richards – Good golly Miss Molly
Chuck Berry – Sweet little sixteen
Carl Perkins – Blue suede shoes
Buddy Holly and the crickets – Not fade away
Bo Didley – Who do you Love

quinta-feira, 9 de julho de 2009

"Clone Drum" invade Aracaju

Primeira banda brasileira a ter dois bateristas dividindo a mesma bateria lança EP virtual na cidade

(do release do show)

Roqueiros sergipanos, preparem-se! Finalmente, chegou a hora de Aracaju conhecer essa ideia que promete revolucionar a história do rock brasileiro: o clone drum. É que a banda baiana Vendo 147, que trouxe a novidade para o Brasil, apresenta-se no dia 18 de julho, a partir das 22h, no Capitão Cook. O grupo de rock instrumental lança seu primeiro EP virtual na ocasião, que conta também com a apresentação das sergipanas The Baggios e Daysleepers.

Para quem ainda não ouviu falar em clone drum, explicamos. Nessa invenção, importada da Suíça, dois bateristas dividem uma única bateria, tocando no mesmo bumbo. Tudo isso com muito peso e em completa sincronia, como gêmeos, clones. Formam a banda, além dos bateristas clones Dimmy “O Demolidor” e Glauco Neves, os guitarristas Duardo Costa e Pedro Itan e o baixista Caio Parish.

A Vendo 147 já é conhecida no circuito independente de Aracaju, tendo participado do festival Nada Pode Parar o Rock II, realizado em 2006. Naquele show, do qual a banda e o público guardam ótimas recordações, a ideia era ainda embrionária e a formação era outra. O músico Caio Parish, de apenas 19 anos, veio colocar ainda mais peso no baixo, deixando de queixo caído baixistas com anos de estrada. Já Duardo Costa, um velho conhecido da cena independente sergipana por ter integrado as bandas Snooze e Vitais, chegou para incrementar e distorcer o som das guitarras.

O repertório do grupo traz alguns covers do rock mundial, além das músicas do disco, composto pelas faixas Hell, Skate o’matic, Kill Bill e Satangoz. O EP foi lançado simultaneamente pelos selos Portal Do Sol (RN), Netlabel (Ladonorte - Musiclands Recs - PB), Brechó Discos (BA) e Reverb Brasil (MG). O disco já está disponível para download gratuito nos sites dos selos. No final deste mês, o EP será viabilizado pela Big Bross Records também em formato físico.

Quem quiser conhecer melhor o som da banda, basta acessar www.myspace.com/vendo147. No site, é possível conferir ainda a agenda recheada de shows. A Vendo 147 já é presença confirmada em importantes festivais do circuito independente do país, como o Do Sol, que acontece em Natal (RN), o Aumenta que é Rock, em João Pessoa (PB), e o Campeonato Mineiro de Surfe, em Belo Horizonte (MG).

No show do dia 18 participam também as bandas sergipanas The Baggios e Daysleepers, recém-chegadas de uma turnê pelo Nordeste. A The Baggios, que já é considerada uma grande revelação da música sergipana, acaba de ser convidada para o festival Do Sol (RN), depois de impressionar os produtores do evento em evento realizado em Natal. O show da Vendo 147 em Aracaju, primeira cidade, depois de Salvador, que recebe a nova formação da banda, tem o apoio do Programa de Rock, que vai ao ar toda sexta-feira, a partir das 20h, na Rádio Aperipê FM (104,9), com apresentação de Adelvan Kenobi.

| Serviço |

Show: Lançamento do EP da Vendo 147, com The Baggios e Daysleepers
Local: Capitão Cook - Rua F1, 345, Coroa do Meio
Data / horário: 18 de julho (sábado), a partir das 22h
Ingressos: R$ 10
Apoio: Programa de rock (104,9 FM)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Segundo Zombeer Fest

por Adel(venom) kenobi

E eis que, depois de longo período de abstinência por uma lamentável ausência de público ( segundo um dos produtores o show de Blaze Bailey teve apenas minguados 250 pagantes !!!! ), o metal está de volta a Aracaju. Andralls está em turnê pelo nordeste e é banda de guerreiros, topam qualquer negocio (já tocaram aqui em duas ocasiões anteriores, no Caju rock e no Backstage do centro, numa salinha onde 50 almas se transformavam numa multidão). Graças a uma junção de atitudes de boa vontade, da banda em se propor a tocar mesmo em condições desfavoráveis, e dos produtores em fazer o evento, mesmo que também em condições desfavoráveis (leia-se risco de prejuízo), aconteceu o Segundo Zombeer Fest, na praia de Aruana. Um local totalmente inusitado, nunca antes palco de um show de rock. Na verdade foi numa casa de veraneio alugada que já costumava abrigar raves e festas particulares.

A presença de um público de razoável pra bom já prenunciava uma boa noitada. Tradicionais 2 horas (+ ou -) de atraso depois, começa o primeiro show, da Nucleador, atraindo a aglomeração da porta (um terreno baldio) para dentro do recinto. Entro também e me surpreendo com a falta do vocalista. Murilo, o guitarrista, improvisa os vocais (soube depois que o titular do posto precisou viajar e por isso estava ausente). Foi meio estranho, mas deu pra segurar a onda, já que o principal estava lá: os riffs matadores acompanhados da pegada vigorosa e empolgante da cozinha (baixo/bateria) garantindo o crossover sem descanso por aproximadamente 40 minutos de show. Evidentemente que não foi o melhor show da Nucleador, mas foi válido, apesar de outro problema sério que já se prenunciava, a qualidade da aparelhagem de som, precária.

A segunda banda a se apresentar foi a INRISÓRIO, depois de aproximadamente 1 ano parados. A expectativa era grande, pois é uma excelente banda death/grind e seria lamentável para a cena local se encerrasse definitivamente suas atividades. Vieram com novidade, um novo baterista, Alexandre, também Scarlet Peace – e foi uma novidade que acrescentou muito ao som da banda, com uma pegada vigorosa, inventiva e técnica. Fizeram um show competente porém burocrático – e infelizmente este não é um problema novo na banda, essa deficiência já podia ser sentida em apresentações anteriores, especialmente depois da saída de Ericão, ele sim, um frontman de primeira. O vocalista que ficou (eram dois), Sekuelado, cumpre bem seu papel, manda bem nos “screamings”, mas tem uma postura de palco um tanto quanto apática, indiferente, o que não chega a comprometer de todo a perfomance, mas causa uma certa estranheza.

Na sequencia a Karne Krua. Que dizer ? Posso dizer que show de rock underground em Aracaju com a presença da karne Krua já é uma tradição de quase 25 anos. É como quebrar caranguejo na orla – se você gosta de rock e passa um tempo fora, você só se sente de novo em casa quando vê um show da Karne Krua. Nessa já não tão nova e enésima formação, com Ivo no baixo, Adriano na bateria e Alexandre na guitarra, além do único remanescente da formação original, Silvio Campos, no vocal, a banda promove um retorno às suas origens, voltando a fazer o Hard Core vigoroso mas ao mesmo tempo melódico de sempre, com aqueles velhos Hinos do punk rock local que nós tanto amamos e estamos acostumados a entoar. Na platéia uma audiência majoritariamente jovem e participativa, pogando e cantando junto ( pois outra característica saudável da banda é a capacidade de renovar seu público ), ao lado de alguns veteranos da cena. O show transcorre com uma excelente energia sob o comando do “velho guerreiro” “Suburbano” e sua vasta cabeleira grisalha esvoaçante (nem tão velho, nem tão vasta, mas dito assim a frase ficou mais bonita ) intercalando discursos breves porém inflamados entre uma musica e outra. Alguns um tanto quanto desnecessários, a meu ver. Há momentos em que eles parecem insistir em marcar posição, coisa que uma banda com o tempo de estrada e o tipo de som que a Karne Krua faz absolutamente não necessita. Sua música é auto-explicativa e sua persistência e fidelidade a seu publico é auto-afirmativa. Senti isso, especialmente, numa fala de Silvio sobre uma suposta banda, cujo nome ele não especificou, que havia feito algumas declarações contra a politização do rock, afirmando que bandas politizadas soam reacionárias (?), declarações estas que ele usou para mais uma vez afirmar a Karne Krua como uma banda politizada e orgulhosa de suas posições. Achei desnecessário. É evidente que há espaço, na Historia do rock, para bandas politizadas, bem como o há para as que optam por outra abordagem, mais intimista, ou mais voltada a assuntos pessoais, ou a temas fantasiosos de lutas medievais contra dragões mitológicos ou o que venha à cabeça do compositor, porque uma das principais caracteristicas do rock, o que proporcionou a esse gênero toda essa longevidade e diversidade de estilos é justamente o sentimento de liberdade que ele provoca. O rock nasceu como uma música libertária e pulsante e esta é a sua força. O fato de haver essa preocupação da parte dele em responder a esse tipo de afirmação sem sentido soa também, a meu ver, sem sentido.

Por último tivemos o Andralls e o seu “fasthrash”, não sem antes uma longa espera até que fossem feitas todas as tentativas para que a aparelhagem soasse razoável. Não conseguiram muita coisa, mas rolou assim mesmo, com um som de guitarra especialmente sofrível. Foi um bom show, mais em cima da força de vontade da banda e dos organizadores e da sede de rock do publico que qualquer coisa. Aquele espetáculo de sempre, bateria espancada, baixo martelado, vocais cuspidos em cima de uma sucessão incessante de riffs, com toda a competência que só a experiência de uma banda com tanto tempo de estrada e tantos discos no currículo pode ter. Encerrou com louvor mais esta noite de metal, na distante praia de Aruana, com a silhueta dos coqueiros se destacando entre as luzes da cidade ao fundo.

Até o próximo, se Ele quiser.

Clique aqui para saber como foi o primeiro.

Abaixo, uma resenha alternativa ( e bêbada, segundo o próprio ) de autoria de um dos produtores do evento e guitarrista das bandas Nucleador e Inrisório, Murillo Viana:

Tudo foi uma desculpa pra beber cerveja, como sempre. Por conta dos organizadores e do público que não cessaram na bebedeira, pelo menos. Mas por fim, o rock foi o verdadeiro protagonista da Zombeer Fest II. Em sua segunda edição, o evento contou com a participação de quatro bandas, respectivamente: Nucleador, INRIsório, Karne Krua e Andralls.

A Nucleador, banda no estilo thrash/crossover de Aracaju, abriu o show com seu ritmo oitentista e sua pegada cavalgada. Um tanto desfalcado, obviamente, já que seu vocalista, Caio Diniz, não pôde comparecer ao evento por conta de uma viagem inesperada. Enfim, o crossover aconteceu. Com seu guitarrista improvisando no vocal, chamou o público que estava fora da Casa do Rock para dentro da casa – local este que, por sinal, serviu muito bem para um lugar para shows de rock, não tanto por sua localidade, de fato um pouco distante do centro da cidade, mas sim por sua estrutura e por seu "astral", astral esse que só quem esteve lá no dia poderia descrever em palavras... a meu ver, um ambiente perfeito para um show underground. Mas continuando focado no show da Nucleador, infelizmente não há muito que se dizer, já que a ausência de seu vocalista notoriamente desfalcou a banda em 25%, porém, posso afirmar que, por mim e por outras pessoas que estavam no show e que admiram a banda, foi um show rápido e com feeling, feeling esse que é o suficiente para se fazer um show crossover divertido.

Logo depois foi a vez da INRIsório, banda esta também de Aracaju no estilo death/grind que também faço parte (Murillo) e que estava sem fazer show por mais de um ano. O repertório do show foi curto, oito músicas, mas levando em conta que suas músicas têm em média quatro minutos, foi um show relativamente completo. Um fato relevante a salientar foi a estréia de seu novo baterista, Alê, na banda, o que acrescentou sem sombra de dúvidas um peso e uma técnica sem precedentes na INRIsório. Apesar, talvez, da apatia da banda ao palco, também talvez devido a uma concentração técnica exigida em seus riffs, não foi um show, como quase sempre nunca é, animado. Mas com certeza isso não tirou o brilho e a diversão estampada no rosto de seus integrantes. Um show bom de se tocar e muito provavelmente bom de observar.

Em seguida foi a vez da Karne Krua. Putz, o que há de se falar de novo sobre esta banda com mais de vinte anos de existência? O pior (melhor) é que há sempre algo de novo a se falar. Sua formação jovem, com apenas Sílvio de vocalista componente original da banda no vocal e três componentes relativamente novos em relação ao vocalista, este realmente presente a etimologia do nome da banda, dão uma pegada mais krua e sofisticada à banda. Digo isso, pois seu guitarrista, Alexandre, compositor musical atual da maioria das músicas novas da Karne Krua, mostra uma pegada precisa e devotada às origens oitentistas do hardcore e do thrash metal, dando a banda uma pegada técnica e violenta, coisa esta que faltava e muito aos ouvintes deste estilo de som. Seu baterista também não deixou a desejar, executando uma pegada reta e coesa. Sobre seu vocalista, Sílvio, realmente não há muito que dizer, só que ele é uma figura impar no cenário rock de Aracaju e sempre será.

Por fim, Andralls. Banda esta residente de São Paulo e com vários anos de estrada. Fez e faz um thrash metal arrebatador! Com seu vocalista recém batizado na banda, Kleber, e que em minha opinião fez seu papel com competência tanto cantando como tocando guitarra, mostrou um show coeso e intolerante à apatia, coisa esta possível devido a sua experiência de vários anos em palco. O público expressou em moshs e circle pits seu carinho e admiração pela banda. Eu, como organizador, também pude ver e perceber a humildade, competência e devoção dos integrantes do Andralls para com o underground. São pessoas bacanas e envolvidas com a correria e isso me orgulha e muito em fazer show para bandas com esse sentimento.

Gostaria de agradecer a Jell e Diogo por terem ficado no bar, a Tonhão por ajudar na segurança, ao Rafael Findans e a Biel por terem organizado o show comigo. A Débora e Adelvan Kenobi da Rádio Aperipê (NOTA: e do programa de rock, é sempre bom lembrar que o programa de rock é uma produção independente, ou seja, seu produtor – EU, Adelvan – não pertence ao quadro de funcionários da Fundação Aperipê), sempre dando essa força nas divulgações. Ao Sílvio da Karne Krua, ao Alê da INRIsório por ter feito o flyer, a Solon e Petoh da Nucleador pela força que deram também. A Victor Balde e a Mari Ana pelas belas fotos. Enfim, a uma série de pessoas que talvez esteja esquecendo de algumas agora mas que foram todas fundamentais para a realização do evento.

A Zombeer Fest não vai parar e o underground em Aracaju não vai morrer. Independente das dificuldades de estrutura e às vezes falta de público nos shows - o que não aconteceu nesse evento, pois a galera compareceu em peso, sempre haverá pessoas loucas e apaixonadas o suficiente em arriscar seu patrimônio na realização deste tipo de evento, eu por exemplo: crossover, death, hardcore e thrash metal, respectivamente foi o que rolou na Zombeer Fest II e isso é apenas o começo de uma série de shows que rolarão em nossa querida cidade de Aracaju. Até a próxima cervejada. Cheers.









segunda-feira, 6 de julho de 2009

# 112 - 03/07/2009



CADILLAC RECORDS - Crônica do nascimento de uma das mais importantes gravadoras de black music americana, a Chess Records, nos agitados anos de 1950 em Chicago. A historia gira em torno de seu lendário criador, Leonard Chess, e de seu principal astro, Muddy Waters. Através do pioneirismo dos protagonistas, vemos a ascenção e queda desta legendária casa que foi uma das principais disseminadoras do blues para Estados Unidos e o mundo, influenciando diretamente na gênese do rock and roll ao abrigar em seus estúdios as primeiras gravações do "pai do rock", Chuck Berry. Belíssimas interpretações (inclusive musicais) de todo o elenco, encabeçado por Adrien Brody, Jeffrey Wright, Gabrielle Union, Columbus Short, Cedric the Entertainer, Eamonn Walker, Mos Def e Beyoncé Knowles. A riqueza do argumento se alimenta das complexas personalidades de artistas acima da média e que marcaram a historia da musica em todo o mundo, como Little Walter (um musico de grande talento e alma torturada que se escondia por baixo da fachada de um delinqüente arruaceiro), Willie Dixon, Howlin' Wolf (de personalidade forte e grande caráter), Etta James (outra alma atormentada, vitima das circunstâncias de seu nascimento, já que era fruto de miscigenação racial e foi rejeitada pelo pai) e Muddy Waters (o cara – e quem diz isso com todas as letras, como retratado no próprio filme, são os Rolling Stones, que viajaram aos USA em inicio de carreira especialmente para gravar nos estúdios da CHESS e ficaram extremamente emocionados ao dar de cara, na porta da gravadora, com o próprio Muddy, em pessoa). O filme também faz justiça a Chuck Berry, deixando claro que aquele jeito diferente de tocar blues que ficou conhecido posteriormente como rock and roll é sua cria. As dúvidas quanto a essa paternidade surgiram devido ao fato dele ter passado uma temporada na cadeia (por sedução de menor) justamente no auge de sua carreira, o que deu margem ao surgimento de outros ídolos do rock, alguns, como Elvis e Jerry Lee Lewis, de cor branca, algo bem mais palatável para a preconceituosa sociedade americana de então. Não é um filme audacioso em sua forma, muito pelo contrário, é construído num ritmo bastante convencional e conta a historia de forma didática. Mas é extremamente competente na reconstituição da época e foi surpreendentemente feliz na escolha do elenco. Os atores dão um verdadeiro show de interpretação, especialmente Adrien Brody como Leonard Chess, Jeffrey Wright na pele de Muddy Waters, Beyoucé como Etta James e Mos Def incorporando com perfeição o velho Chuck. Altamente recomendável. Uma excelente dica para uma sessão entre amigos no dia 13 de julho próximo, quando se comemora o Dia Internacional do rock. (por Adelvan)



"Grândola, Vila Morena" é uma canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime salazarista por ser associada ao Comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução. Por conta disso ficou associada com o início da Democracia em Portugal. Zeca Afonso estreou a canção em Santiago de Compostela (capital da Galiza) em 10 de Maio de 1972. No dia 29 de Março de 1974, Grândola, Vila Morena foi cantada no encerramento de um espetáculo no Coliseu de Lisboa. Na assistência estavam militares do MFA, que viriam a escolher a canção como uma das senhas para o arranque da Revolução dos Cravos. Curiosamente, para esse espectáculo a censura do regime fascista havia proibido a interpretação de várias outras canções de Zeca, entre as quais "Venham Mais Cinco", "Menina dos Olhos Tristes", "A Morte Saiu à Rua" e "Gastão Era Perfeito". Ainda na década de 70, Nara Leão a lançou no Brasil, em compacto simples. Em 1987 foi regravada pelo grupo de rock brasileiro 365, no seu LP "Mix da Música São Paulo", constando na 7ª faixa com o nome de "Vila Morena". (da Wikipédia)



Drop Loaded:

O Garfo – Alpa tino
Os Flutuantes – quero tentar te esquecer

Etta James – At last
Mos Def – No particular place to go
Jeffrey Wright – I´m your Hoochie coochie man
Raphael Saadiq – let´s take a walk
Eamon Walker – smokestak lightnin

Karne Krua – Dois gumes
Vendo 147 – Satangoz
Autoramas – Grandôla, vila morena
Cachorro Grande – A Alegria voltou
Plastique Noir – Fireworks (unleashed demo)
Plastique Noir – Inconstancy (loser shoegaze version)

Bloco produzido por Hugo Ribeiro:

Emerson, Lake and Palmer – Manticore
Frank Zappa – peaches en regalia
Gentle Giant – on reflection
Hugo Ribeiro – Citmaorch
Steve Vai – There´s something dead in here

Voivod – Global warning
Suffocation – Blood oath
Andralls – Crosses shall burn
Nucleador – space badtrip
Inrisorio – teatro cotidiano
Facada – Ferris saves
Revolta Civil – Igreja Ltda S/A
ROT – Paradigm lost
Purulence – signs of putrefaction

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Invasão Sergipana

Do Blog Invasão Sergipana

Mais do que uma aventura pelo seco sertão brasileiro, uma oportunidade de mostrar a cara, de provar do que é capaz, de dar aquele que pode ser o primeiro passo para uma sólida e longa carreira de sucesso. É com esse sentimento na alma, alguns instrumentos e muita ansiedade na mochila que os meninos da Daysleepers, do The Baggios e da Elisa saem em turnê pelo Nordeste. Ao todo, sete cidades serão percorridas, em cinco estados, durante quase 15 dias de viagem.

Apesar do pouco tempo de estrada das três bandas, cada uma delas guarda em seu currículo importantes experiências. A The Baggios, a mais caduca, uma senhorinha de cinco anos, tem apenas dois integrantes, Júlio Andrade e Gabriel Carvalho. Logo à primeira vista, eles provam que quanto menos, melhor. O duo, que apresenta riffs fortes e bateria idem, traz o soul e o blues nas veias, por onde corre, também e principalmente, muito rock and roll.

Participações em festivais como o Projeto Verão, o Rock Sertão e o Nada pode parar o rock, realizados em Sergipe, o Música pra todos os ouvidos, de Salvador, e o Perro Loco, em Goiânia, são alguns dos memoráveis momentos da dupla, que busca inspiração em fontes como Black Keys, Jimi Hendrix e Led Zeppelin. Os EPs The Baggios e Hard Times, que fizeram o som dos caras caírem no gosto da galera, devem estar presentes no repertório dos shows.

Arthur Matos (vocal, violão e percussão), Rafael Eugênio (teclados, trompete, bandolim e vocal), Fabrício Rossini (guitarra, bandolim e vocal), Ravy Bezerra (bateria, percussão, glockenspiel e vocal) e Wesley Soares (baixo), da Daysleepers, apesar de estarem juntos há menos tempo, também têm muita história pra contar.
Diversos shows na capital sergipana - entre eles a participação no 13º aniversário da Rádio Aperipê, que contou com a presença dos Mutantes -, um EP lançado, o Tempo, e um disco prometido para este ano estão no diário de bordo da banda. A Daysleepers, que soma apenas dois anos de formação, tem forte influência sessentista, seguindo lendas como Beach Boys e The Turtles e bebendo na fonte dos recentes Coldplay e Belle and Sebastian, para citar apenas dois.

A caçula dos três grupos sergipanos é a Elisa, da qual fazem parte Pedro Yuri (vocal, violão e banjo), Saulo Nascimento (teclados, programações e vocais), Matheus Nascimento (baixo e vocais) e Fabinho Espinhaço (bateria). Sem guitarras, mas com elementos de noise compondo uma sonoridade moderna, a banda bebe do indie pop, abusando do experimentalismo e do new-rave.

Jeff Buckley, Radiohead, Guillemots, Mew e Damien Rice indicam alguns dos caminhos trilhados por Elisa, que acaba de lançar seu primeiro EP, intitulado O quarto dos fantasmas. Nos shows, o estilo dançante, as pitadas psicodélicas, a cara blasé típica do indie rock e um quê de agressividade fazem toda a diferença.

Depois de ler e saber um pouco sobre as três bandas, o leitor já viu tudo e pode imaginar o que esperar dos shows? Não, ainda não. Existem algumas pequenas surpresas que o igualmente pequeno estado de Sergipe reserva aos amantes do rock. E os meninos do The Baggios, da Daysleepers e da Elisa vão adorar mostrar quais são. Pelo sim, pelo não, vale a pena pagar pra ver.


Agenda:
02/07 - Recife (PE)
03/07 - João Pessoa (PB)
04/07 - Natal (RN)
05/07 - Maceió (AL)
10/07 - Camaçari (BA)
11/07 - Poções (BA)
12/07 - Lauro de Freitas (BA)

Saiba mais em:
www.myspace.com/baggios
www.myspace.com/daysleepersbr
www.myspace.com/bandaelisabr