sexta-feira, 2 de outubro de 2009

# 122 - 02/10/2009



Muse – uprising
Beck – I´ll be your mirror

Alice In chains – check my brain
JET – K.I.A. (Killed In Action)
The Black Crowes – Appaloosa

Drop Loaded:

Cerva Grátis – Cerveja é bom no bar
Porcas Borboletas – Menos
Porcas Borboletas – a passeio

Sign Of Hate – Order of Death
Impact – Manipulation game

Bloco produzido por Dillner Gustavo Silva:

ZZ Top – La grange
Geordie – Electric Lady
Leaf Hound – Too Many rock and roll times

Eddie – é de fazer chorar (Sessões MTV 2008)
Stela Campos – Eu nunca sei
Catarina Dee Jah – Toca-te dentro

Karne Krua – Lixeiras da cidade
Karne Krua - Dois gumes
RDP – Igreja Universal
RDP – Asas da vingança (Versão “sistemados”)
RDP – V.C.D.M.S.A.
RDP – Obrigado a obedecer
RDP - crianças sem futuro
RDP – Farsa Nacionalista
RDP - porcos sanguinários

Os Mestres estão de volta

Com Zé do Caixão e Lobão, Garagem estreia no Showlivre

Fonte: http://www.tvshowlivre.com.br/garagem/

Amigos, amigas e animais! Todo mundo agradecendo Santo Expedito pela graça alcançada...O programa mais maldito do rádio brasileiro ressurge das trevas: O GARAGEM ESTÁ DE VOLTA!

Logo na estreia os convidados foram o cineasta José Mojica Marins, mundialmente conhecido como Zé do Caixão/Coffin Joe, e o cantor e apresentador Lobão. O primeiro programa também teve homenagens a dois gênios que morreram durante a ausência do Garagem: Lux Interior e Les Paul, além de faixas novas de Flaming Lips, Wilco, Modest Mouse, TV On The Radio, The xx, Gaslight Anthem, Jay Reatard, raridades da caixa nova do Neil Young e raridades do Joy Division.



Como esse milagre foi possível?
O Garagem fez uma parceira com o site especializado em música www.showlivre.com, que estará hospedado no UOL. O programa será gravado no estúdio do Showlivre, toda terça-feira, e será disponibilizado na íntegra na sexta de manhã, em podcast. Mesmo gravado, o Garagem seguirá com a participação dos ouvintes por telefone ou e-mail. Antes de cada programa, vamos enviar para nosso mailing um pedido para quem quiser participar por telefone do “Vivo ou Morto”, para que vocês mandem seus telefones e contatos. E os vencedores da pergunta do dia serão sempre escolhidos no programa seguinte, ou seja, vocês terão a semana inteira para queimar os poucos neurônios que lhes restam, pensando em respostas maravilhosas. Quem quiser participar do programa, pode enviar um e-mail para garagem@showlivre.com ou vivooumorto@showlivre.com.

Com apresentação de André Barcinski e Paulo César Martin, o Garagem será no mesmo esquema consagrado, com alguns quadros novos. Terá convidados especiais. Vai ter a furadeira Ana Maria Broca furando o pior disco da semana. Fábio Nipo-Luso traduzindo letras. Perguntas cabeludas pros ouvintes. BGs do além. Participação dos escravos Cassolato e Geraldo. Vai ter “Vivo ou Morto”. E também os novos quadros: “Dicas Sofisticadas de Nipo-Luso” e o “Pitaco do Caê”. E o principal: o Garagem vai tocar o melhor do rock novo e antigo que você não escuta em rádio alguma.

O QUE É?
O GARAGEM é um programa de rádio apresentado pelos jornalistas André Barcinski e Paulo César Martin. O GARAGEM faz uma mistura inédita no rádio brasileiro de rock alternativo, pop de vanguarda com cultura popular. Ao mesmo tempo em que mostra novidades, o GARAGEM convida personagens especiais da cultura brasileira. Todo programa tem um convidado para uma entrevista reveladora e fora dos padrões. A acidez dos comentários e as perguntas feitas pelos apresentadores garantem o sucesso do programa, que já foi motivo de matérias das revistas Veja SP, Jornal da Tarde, Venice Mag, Dynamite, Bizz, Rock Brigade, do jornal Folha de S.Paulo, do programa Video Show, da TV Globo, dos programas Gordo A-Go-Go, Jornal da MTV, Lado B e Piores Clipes, da MTV Brasil, emissora especializada em música.

HISTÓRICO
O GARAGEM teve início em 1992 com uma breve passagem de seis meses na rádio Gazeta FM, de São Paulo. Em 1999, o programa acertou sua ida para a Brasil 2000 FM (SP) onde ficou até outubro de 2005 como uma das maiores audiências da emissora. Até 2005 o programa contou com o jornalista Álvaro Pereira Júnior (Fantástico, TV Globo) entre seus apresentadores. Entre 2006 e 2007 o GARAGEM foi transmitido ao vivo, com três câmeras, pela TV UOL.

OS CONVIDADOS
Em seus mais de 10 anos de existência, o GARAGEM recebeu figuras importantes como os jornalistas Zeca Camargo (Fantástico, TV Globo), Marcelo Rezende (Repórter Cidadão e ex-TV Globo), Kid Vinil (Brasil 2000), Maurício Kubrusly (Fantástico, TV Globo), Fábio Massari (MTV), os apresentadores Ratinho, Jacinto Figueira Jr. e Silvio Luiz, o cantor Supla, as modelos Joana Prado e Suzana Alves, a cantora Gretchen, os cantores Wando, Jerry Adriani, o ator Jece Valadão, a atriz Aldine Muller, o comediante Markito, o campeão de luta livre Trovão e o escritor Marcelo Rubens Paiva entre muitos outros.

BANDAS ESTRANGEIRAS AO VIVO
O GARAGEM também é ponto de referência para as bandas estrangeiras que vêm excursionar no Brasil. Todas fazem uma parada no programa para apresentações ao vivo. Já tocaram no GARAGEM bandas importantes do cenário internacional como Echo & The Bunnymen, Morcheeba, Mudhoney, Trail of Dead, Yo La Tengo, Man Or Astroman, Buzzcocks, GBH, Superchunk, Luna, Damon & Naomi, Cat Power, Stiff Little Fingers, Vibrators, Backyard Babies, entre outras.

18/09/2009 às 02:10:21

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Nasi e Cantor Boy são os convidados da segunda edição do programa

NO 2º PROGRAMA DA VOLTA DO GARAGEM, OS APRESENTADORES ANDRÉ BARCINSKI E PAULO CÉSAR MARTIN RECEBEM ROQUEIRO NASI E O FOLCLÓRICO CANTOR BOY
- Nasi comenta futebol; revela uma troca de música do acústico do Ira; escuta e “analisa” o CD de hinos de futebol dos times de São Luiz do Paraitinga; e fala do seu novo DVD
- E o Cantor Boy não falou nada que preste! Só ouvindo...

PERGUNTA:

NO EMBALO DESSA “NOVA SAFRA” DE CANTORAS DE MPB, CAETANO VELOSO E ARTO LINDSAY VÃO LANÇAR UMA NOVA DIVA. PERGUNTA: QUAL O NOME ARTÍSTICO DESSA NOVA CANTORA? O PRÊMIO É UM DVD DO THE POLICE “SYNCHRONICITY CONCERT”. E-MAILS PARA garagem@showlivre.com

QUADROS:

PITACOS DO CAÊ
“Caetano” liga pro Garagem e comenta sobre a Copa de 2014 no Brasil

VIVO OU MORTO
Ouvintes Fernanda Magliocco e Felipe Barroso respondem sobre “Roqueiros Internacionais”

LETRAS TRADUZIDAS
Fábio Nipo-Luso tenta traduzir Back In Black, do AC/DC

FURADEIRA
Ana Maria Broca encontra discos de novas cantoras da MPB e o escravo Cassolato quebra CDs com a testa

MÚSICAS:

1. Leonard Cohen - I´m Your Man (live)
2. The Clash - The Card Cheat
3. Cornershop - Mean Mr. Mustard/Polythene Pan (Beatles cover)
4. Metric - Sick Muse
5. Flaming Lips - Borderline (Madonna cover)
6. Johnny Cash - Folsom Prison Blues (live)
7. Dinosaur Jr. - Pieces
8. The Big Pink - Dominos
9. The xx - Crystalised
10. The Fall - Why Are People Gudgeful?
11. Brian Jonestown Massacre - Servo
12. School Of Seven Bells - Chain
13. The Rosebuds - Life Like
14. Minor Threat - Good Guys (Don´t Wear White)
15. Melvin - The Kicking Machine

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

03/10/2009 - "guidable" na Sessão Notívagos - última chamada

Dia 03/10/2009 - às 23:59h - No cinemark do Shopping Jardins -
SESSÃO NOTÍVAGOS - Única exibição do documentário "GUIDABLE - A Verdadeira História do Ratos de Porão" em Aracaju + Apresentação Ao Vivo da banda Karne Krua.
Ingressos à venda na bilheteria do cinema.

Abaixo, uma entrevista com Fernando Rick , um dos diretores do documentário.

Fonte: PROJETO BANDA INDEPENDENTE

Para homenagear a banda, estréia o documentário “Guidable, A Verdadeira História dos Ratos de Porão”, um longa que conta os trinta anos de carreira da mais importante banda punk do Brasil e da América latina. A banda iniciou o hardcore influênciando diversas bandas aqui e no mundo todo. Segundo o site oficial da Black Vomit, o longa estreou dia 04/05/2009 no cine Olido, proxímo a galeria do rock


PBI: De onde surgiu à idéia de realizar este documentário?

RICK: Eu havia feito um clipe para a música Covardia de Plantão, do último play dos caras. O clipe foi censurado pela gravadora, mas aí nasceu a idéia de fazer o doc.

PBI: Qual é a voz do documentário? O que ele retrata?

RICK: O doc conta a trajetória da banda pelas pessoas que são e já passaram pelo Ratos, assim como bandas como Sepultura, Cólera e Inocentes, que tiveram uma ligação com o RDP em seus quase 30 anos de carreira.

PBI: A banda cedeu todos os arquivos para a realização do projeto, houve um "pega leve" por parte dos integrantes ou deram um "foda-se" para as restrições?

RICK: A banda cedeu todo material e não houve problemas com censura do material, ele é bem explícito.

PBI: Como foi a atuação de João Gordo como produtor do longa de sua própria banda?

RICK: O cara cedeu os materiais e bancou o pouco que precisou ser bancado, arrumava contatos, dava umas dicas. Não houve limitações, ele ajudou bastante. Foi essencial pro resultado final.

PBI: Qual foi a opinião da banda após a conclusão de "Guidable - A Verdadeira História do Ratos de Porão".?

RICK: Todo mundo curtiu. Foi unânime.

PBI: Teve alguma dificuldade durante a realização do documentário?

RICK: Só a falta de grana, que sempre é problema pra tudo. O resto, foi de boa.

PBI: Qual a importância dos Ratos de Porão para o rock nacional?

RICK: O RDP foi a primeira banda punk da América doi Sul a gravar um LP completo, são um dos pioneiros do Hardcore mundial e uma das poucas que desde a época continuam na ativa, sem mudanças de estilo, sem modismos e sempre fazendo inúmeros shows no Brasil e exterior. Eles são foda.

PBI: Por se tratar de um projeto independente, o que foi preciso para realizá-lo e quais são as dificuldades que encontraram no caminho?

RICK: Foi preciso muita ajuda e paciência de todo mundo que trampo na realização do doc, pois todo mundo trabalhou de graça, desde produção, captação, até edição, finalização, mixagem de som, etc...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PROGRAMA LOADED # 200



UM DIA TUDO ISSO VAI FAZER SENTIDO!

De: Loaded e-Zine (loaded_e_zine@globo.com)
Enviada: terça-feira, 22 de setembro de 2009 16:47:22
Para: adelvank@hotmail.com


Loaded #200 (Já???)

Loaded completa 200 edições e revisita sua primeira coletânea.
Bandas que estiveram lá. Algumas na labuta, umas criando, outras procriando... Tem até versão para Legião Urbana.

E já que o lance é re-voltar ao passado...chegamos até os cabeludos e flanelentos anos 90.
E agora queremos saber, qual seria a Seattle Brasileira? Hein, hein...???

Prêmio dos mais sensacionais para a melhor resposta.

Ainda tem a já tradicional troca de idéias e quem vem lá é Ney Hugo (Macaco Bong, Fora do Eixo, Espaço Cubo)

Tudo imperdível


um dia tudo isso...:

PELVZ
PALE SUNDAY
CONTINENTAL COMBO
THE WILDBIRDS
INVERNESS
TERMINAL GUADALUPE
LOS PORONGAS
VAMOZ!


sessão descarrego:

LUKE, I AM YOUR FATHER
CARNAL DESIRE
SISTEMA ASIMOV DE SOM
CIRCULAR 01
ROCKNOVA



www.loaded-e-zine.net

ou
Goiânia (GO) - Rádio Universitária AM870

Guarapuava (PR) Rádio Universitária da Unicentro FM 99,7

São Carlos (SP) UFSCAR FM 95,3

www.foradoeixo.org.br

www.rockalive.com.br

www.radiovrock.com

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Farto de rock and roll

por Adelvan Kenobi

Setembro de 2009 está sendo um dos meses mais movimentados do ano no cenário do rock sergipano. A efervescência começou dia 07, feriando nacional, na Rua da Cultura, que recebeu a banda O Murro para a gravação de seu primeiro CD Demo, ao vivo. Já no sábado seguinte, dia 12, aconteceram 2 eventos de peso (literal e metaforicamente falando) na mesma noite: O anunciadíssimo show de lançamento do vídeo-clipe “The drugs and Ricky”, da Snake of Boot, e a segunda vinda do Wry a Aracaju.

A Snake of Boot é uma banda única na cidade. Nunca tivemos, por aqui, nada parecido: um grupo que se propõe a fazer o Hard rock/Metal “glam” a la anos 80 (também chamado de “Hair metal”, “rock de arena” ou “rock farofa”, num tom mais pejorativo). Influências de Poison, Motley Crue e Guns and Roses, dentre outros. Já os vi uma vez, no Gonzaguinha. Fazem razoavelmente bem o que se propõem a fazer. Na ocasião me chamou especialmente a atenção o guitarrista, Danesh, mandando bem nos riffs e solos, escudado pelos competentes vocais de Neil Corabi. As composições são simples e descompromissadas, rock para beber, farrear e fazer sexo – mas na verdade não saberia fazer uma avaliação precisa, já que não sou exatamente um apreciador desse tipo de som. Na época em que os vi ao vivo tinham apenas algumas deficiências que, caso superadas, poderiam fazê-los deslanchar e despontar como um nome de referência além das fronteiras de Sergipe (o que, ao que parece, é o objetivo deles), a saber o baterista, muito fraco, e um segundo vocalista desnecessário. Surgiram meio que do nada, e já com um CD solo – Um CD mesmo, “prensado”, não um CD demo – na bagagem, algo que bandas veteranas com historia na cena local, como a Karne Krua, Scarlet Peace e Plástico Lunar, penaram para fazer. Outras, como o Warlord, nem conseguiram chegar lá. Isto, por si só, já seria o suficiente para chamar a atenção, mas salta aos olhos o fato de que a Snake é provavelmente a banda que mais investe em sua carreira por estas paragens - eles têm um "rock and roll dream" e correm atrás para que ele se torne realidade. A prova disso é a expectativa que criaram em torno do lançamento de seu primeiro videoclipe, anunciado há meses (inclusive em outdoors, algo raríssimo, em se tratando de shows de rock) como o show do ano na cidade. E, de certa forma, foi – não pude conferir (preferi ir no Wry), mas os relatos foram os melhores possíveis. Tudo muito bem produzido, como poucas vezes se vê por aqui. O clipe está disponível no youtube e é bacana – um tanto quanto clicheroso e caricato, mas competente e bem-feito, e totalmente dentro da estética que a banda adotou. O show contou ainda com a participação de três das principais formações do cenário, a Plástico Lunar, o Mamutes e a Máquina Blues. Desejo boa sorte nessa cruzada da snake, pois sua estrada é árdua mas eu admiro quem mete a cara e faz, do jeito que der e da melhor forma possível. Afinal, como já dizia o AC/DC, “It´s a long way to the top if you wanna rock and roll”. A tarefa é ainda mais árdua nestes tempos confusos em que vivemos, pois a revolução das comunicações está mudando radicalmente a forma com que o artista se relaciona com seu público. A Snake, ao que parece, prefere usar as táticas tradicionais, lançando um CD, quando pouca gente compra CD, e um videoclipe, que hoje em dia tem que disputar espaço na selva de imagens do Youtube, pois a própria MTV (que nem existe em sinal aberto em Aracaju, diga-se de passagem) aposta mais em programas de auditório do que no formato que a consagrou naqueles longinquos anos 80 - onde os caras, aliás, parecem ainda viver, e com orgulho. Espero que, caso não atinjam seus objetivos, que se divirtam no processo e possam chegar à conclusão de que valeu a pena, de qualquer modo. Long Live rock !!!!!!

Como mencionei anteriormente, naquela noite de sábado eu fui no Wry, no Capitão Cook. Segunda vez deles em Aracaju – a primeira foi há bastante tempo, ainda nos anos 90, se não me falha a memória, e no extinto Tequila Café. Chegaram a aparecer por aqui há uns 4 anos para um show que não aconteceu (e para o qual não haviam sido avisados do cancelamento). Logo de cara me surpreendi com a quantidade de carros na frente do bar. Bom sinal, mas poderia ser alarme falso – afinal, há o bizarro costume de se aparecer por lá apenas pra ficar bebendo na porta. Fiquei feliz em ver que dentro também estava cheio. Tão cheio, aliás, que praticamente não consegui VER o show das Jezebels, que abriram a noite lançando seu primeiro CD demo. Pelo que pude OUVIR, foi um bom show, como de praxe, já que as meninas sempre mandam bem. Como não gosto de muito aperto fiquei ouvindo a Snooze de fora mesmo. Consta que perdi um dos melhores shows da banda, algo que lamento, mas é a vida, ganha-se umas, perde-se outras, e seguimos em frente. De fora, em todo caso, me chamou a atenção um cover que fizeram para uma de minhas musicas preferidas do Second Come, “I Feel like I don´t know what I´m doing”. Grande som, grande interpretação. Grande Snooze.

O Wry eu fiz um esforço pra ver, além de apenas ouvir, claro – afinal, não é toda noite que temos em solo sergipano uma das mais importantes formações do rock independente nacional. Me postei ao lado do palco, com uma visão privilegiada do estupendo baterista Renato Bizar. E ele não nos decepcionou. Espancou as peles com a costumeira entrega e entusiasmo, numa perfomance bonita de se ver, enriquecida pelos belos slides que eram projetados num telão. Lamentei a ausência dos fotógrafos da Snapic (que estavam acompanhando os Baggios em Salvador), eles poderiam ter registrado o interessante efeito colorido que o movimento das baquetas produzia ao ser iluminado pelos slides. Para minha surpresa, no decorrer da apresentação, o recinto foi se esvaziando, o que me proporcionou a possibilidade de ver mais da metade do show de frente para a banda, praticamente sentido a respiração do vocalista Mario Bross. Foi um show totalmente “british”, “shoegazzer”, viajante e barulhento, regado a dissonâncias e microfonias e guitarras distorcidas emoldurando melodias belas e etéreas. Parece não ter agradado boa parte do publico, mas foi uma festa para a galera “indie” local – galera que, por sinal, fazia questão de demonstrar sua alegria, projetando sombras engraçadas na parede sobre os slides e levantando coros como o que saudava um dos responsáveis pelo fiasco do já citado show que não aconteceu. Mario Bross nos informa que, no entanto, aquela noite de bobeira em Aracaju não havia sido em vão, pois havia dado a ele inspiração para uma de suas melhores músicas, composta durante um mergulho nas águas mornas do mar da praia de Atalaia.

Missão cumprida, pra casa dormir porque no domingo receberia a visita de nosso amigo Leonardo Panço, guitarrista do Jason, que viria à cidade para o lançamento de seu mais novo livro, “Caras dessa idade já não lêem manuais”. Acordo com um telefonema de Fabinho da Snooze avisando que tinha encontrado por acaso com o escritor errante na rodoviária, para a qual havia se dirigido para levar o pessoal da Wry. Um verdadeiro encontro de titãs do rock underground em pleno Terminal. Fui encontrá-los na casa de Fabinho, onde passamos uma tarde agradável na companhia de um DVD do The Cure safra anos 80. De lá nos dirigimos para a Orlinha do Bairro Industrial, onde a Maquina Blues se apresentaria no “Projeto Freguesia”, da prefeitura. Poucos “rockers”, muitas crianças brincando no parquinho na frente do qual foi armado o palco, para a alegria de Julinha, filha de Fabinho e Maira. Um belo visual, um show de blues “só para baixinhos” às margens do Rio Sergipe, ao lado da faraônica ponte que lembra a ponte do Brooklin mas que não leva a Manhattan, e sim à Barra dos Coqueiros.

Demos um tempo por lá e nos dirigimos, eu e Panço, ao local do evento, no Inácio Barbosa. Tratava-se de uma edição do “Cineveggie” especialmente moldada para abrigar o lançamento do livro. Pouca gente, cerca de 20 pessoas. Assistimos num telão o “Botinada” (tava esquecido que era tão divertido), comemos um lanche vegetariano e ouvimos trechos do livro declamados por alguns dos presentes (eu, inclusive). Foi divertido – inclusive o pai de Ivo, baixista da karne, baterista da Renegades e anfitrião do Cineveggie, se empolgou e participou do “happening”. De quebra adquiri o recém-lançado disco da Jezebels, chique que só.

A próxima parada dessa verdadeira maratona cultural foi na quinta-feira, na abertura da exposição do artista plástico Vicente “Coda”, intitulada “O Encanto das Possibilidades”. Aconteceu na Galeria de Arte J. Inácio, dentro da Biblioteca Pública Epiphanio Dorea. Foi um verdadeiro “encontro paleozóico” – apareceram por lá alguns dos fundadores do rock sergipano, como Tony “Almada”, ex-baterista da Karne Krua, Mercinho e Eduardo, da Crove Horrorshow, e Marcelo Gaspar, também ex-Karne Krua. Além de Silvio, claro. Todos foram prestigiar o artista, que participou ativamente de toda aquela movimentação embrionária dos anos 80, tendo sido inclusive um dos fundadores da Karne. Seu trabalho atual está bastante inovador e interessante. Me chamou a atenção o trabalho com fotografias, excelente, tanto em termos de concepção como na realização. Gostei especialmente de algumas reproduções de fotos em telas, como se fossem quadros pintados. Toda a idéia das obras, girando em torno da imagem de pregos, é bastante inspiradora. Isso sem falar na diversidade, já que haviam também pinturas a óleo e uma instalação com vídeo que ocupava toda uma sala. Foi uma bela noite de celebração da arte e das memórias dos bons tempos, regada a vinhos e salgadinhos. De quebra fiquei sabendo, através dos papos dos dinossauros, de coisas que nem sabia que tinham existido, como alguns fanzines e eventos que circularam e aconteceram em épocas remotas, circa 1983/84. Vou precisar reescrever alguns trechos do meu eternamente inacabado “Dossiê do Rock Sergipano” ...

Sábado, 19 de setembro. Mais dois eventos numa mesma noite. Escolhi ir na Cebolada, em Itabaiana, em detrimento do Tributo a Raul Seixas que ocorreria no Capitão Cook. Uma pena, pois pelo aperitivo que Julico, Leo Airplane e Plástico jr. apresentaram na edição # 121 do programa de rock, a noite prometia. A vida é feita de escolhas, no entanto, e desta eu não me arrependi. Foi divertido viajar e passar uma noite regada a rock barulhento e underground na companhia de velhos camaradas. Se apresentaram na Cebolada desta noite, na Associação Atlética de Itabaiana, a Logorreia e a Putrefação Humana, de Aracaju, e uma banda de Lagarto cujo nome não lembro, mas lembro que tocaram covers de clássicos do metal. Não gosto de banda cover, por isso fui dar um role. Mesmo prejudicados pela qualidade precária da aparelhagem, os dois membros presentes da PH mandaram muito bem. Se garantem na energia de sua perfomance e com isso sempre fazem um bom show e foi o que aconteceu, mesmo que desfalcados do guitarrista Salsichão. Cícero Mago, o baterista das duas bandas, PH e Logorreia, é uma verdadeira instituição do noise sergipano e conduziu a noitada com sua batida rápida e vigorosa repleta de viradas e quebradas. Ressaltou a importância de estarem tocando de novo em Itabaiana, já que foi lá que conheceu Ricardo Core, o fundador da PH, e era para lá que se dirigia frequentemente, nos anos 90, para ensaiar.

O show da Logorreia foi mais prejudicado pela péssima qualidade do som, já que é um pouco mais trabalhado e baseado nos riffs de guitarra de Silvio. Começou como uma verdadeira massaroca sonora indistinguível, mas com o decorrer da apresentação, que foi relativamente longa, foi melhorando (ou foi o som que melhorou ou foram meus ouvidos que foram ficando calejados). Mesmo assim deu pra notar que a banda ganhou bastante com a entrada de Nininho no baixo. Continuam fazendo um som “duro” e pesado, mas mais criativo e com um interessante revezamento nos vocais. Os novos sons parecem bons, mas só poderei dar uma opinião definitiva quando conseguir ouvir de forma mais clara.

Vale ressaltar que, apesar das deficiências estruturais e técnicas, o evento transcorreu num clima muito positivo, com uma boa presença de publico e uma impressionante variedade de atrações, como venda de discos, camisetas, exposição de obras de arte e até um estúdio onde Ferdinando riscou o sortudo ganhador de uma tatuagem ao vivo, na hora. Foi divertido.

Pego a estrada de madrugada para acordar às 10 da manhã de domingo e assistir à exibição, no Cinemark, do documentário “Recife Beat”, que não pôde ser exibido na última sessão Notívagos, segundo nos relatou o produtor Roberto Nunes, por conta da incompetência dos Correios (imaginem vocês que as encomendas em Sedex não chegam mais a Aracaju por via aérea, param em Salvador e precisam ser buscadas lá por um caminhão, que estava quebrado na ocasião, o que causou o atraso que inviabilizou sua estréia na data marcada). O filme é ótimo. É praticamente narrado a partir de uma apresentação Ao Vivo, no Festival Rec Beat, do carioca insano Rogério Skylab. Partindo da Historia do festival, que acontece todos os anos no Recife antigo durante o carnaval, dá uma geral na cena local e em alguns dos artistas “de fora” que se apresentaram por lá, com um enfoque especial no Movimento Mangue Beat, contando inclusive com imagens de arquivo de entrevistas com Chico Science. Os principais representantes do movimento aparecem em trechos de shows e depoimentos, alguns comoventes: Fred 04 e o Mundo Livre S/A, Fabinho do Eddie, Lirinha (o cara que dorme todas as noites e acorda todos os dias com Leandra Leal ao seu lado) e seu Cordel do Fogo encantado e Cannibal do Devotos, entre (muitos) outros. Nem todos músicos, diga-se de passagem: temos também a presença de Renato L., jornalista e atualmente Secretário de Cultura do Recife, o prefeito da época, João Paulo, Rogê da soparia, velho arroz de festa da cena recifense, e Guttie, o idealizador do festival. Senti falta apenas da presença de Paulo André e de menções a outros grandes festivais que acontecem por lá, como o PE no Rock, o Coquetel Molotov e o Abril pro rock. Por conta disso pode-se dizer que o documentário é mais um registro do Festival Rec Beat, em si, do que da cena mangue em geral, simplesmente porque não existiria o movimento mangue sem o Abril pro rock, já que foi lá que ele cresceu e apareceu para o mundo.

Descanso um pouco no sofá em frente à modorrenta programação de domingo da TV brasileira para, ao anoitecer, por volta das 18:00h, me dirigir à área externa do Teatro Lourival Baptista e prestigiar mais um evento idealizado por nosso camarada Estranho, o “EU SOU DO ROCK”. Pensei que chegaria pra lá de atrasado, já que estava marcado para as 15:00h, mas perdi apenas a apresentação da primeira banda, a INRISÓRIO. Vi Dark Visions, de Tobias Barreto. Pesado. One Last Sunset. Pesado também. Minhas pálpebras também estavam pesadas, insistiam em querer cair sobre meus olhos e me fazer descansar, mas uma súbita companhia feminina embalada num charmoso corpete me fez ter ânimo para ficar até o fim da apresentação da karne Krua – que foi bem legal, diga-se de passagem. Destaque para alguns sons novos muito bons, como a faixa titulo do esperado (e eternamente adiado) novo disco, “inanição”.

É isso. Chega de rock por um tempo. Próximo final de semana vou desligar todos os telefones e ficar em casa. Dormindo, lendo, assistindo, ouvindo e ...

Deixa pra lá.

Cebolada

CEBOLADA - 19/09/2009, na Boate da Associação Atlética de Itabaiana.

Do Blog do evento

por Fabio "urubluesbass"

Com entusiasmo assistimos mais uma edição do CEBOLADA, no último sábado, 19 de setembro. O público foi razoável em quantidade, com sinais de que vem aumentando a cada evento. Esperamos que retorne com força total, como na época do Casa Grande. Em qualidade, a galera demonstrou muita atitude e energia, participando dos três shows, pongando, cantando, tomando o microfone vez em quando (se por um lado pode atrapalhar a apresentação de uma banda, por outro reforça o velho espírito rock'n'roll e punk), demonstrando que Itabaiana tem força para manter viva uma cena alternativa.

Falando nisso, além das apresentações das bandas Logorréia, Putrefação Humana (ambas de Aracaju) e Mundo Bizarro (Lagarto), o evento foi recheado de positividades, como uma bela exposição de quadros e desenhos, por conta dos artistas Jamson Madureira e Adilson, venda de CD'S, vinis, camisetas e outros souvenirs de cunho punk/rock, distribuição de fanzines, além de sorteio de uma tatoo e uma camiseta do evento.
O que chamou bastante atenção foi a instalação do estúdio de tatoo por Ferdinando tatoo, o qual, após o sorteio, fez a tatoo "in loco" no felizardo ganhador, ali e na hora, atraindo a curiosidade das pessoas, quiçá instigando quem porventura tivesse dúvidas e vontade de cultuar esta arte, ainda um pouco incompreendida nestas paragens.

O evento começou lá pelas dez da noite com a apresentação da banda Mundo Bizarro de lagarto, que tocou petardos de Metal, com muitos covers que agradaram ao público local, principalmente a galera que curte metal e que tanto reclama dos poucos shows do estilo que rolam por aqui. Gostei da banda apesar de preferir bandas eminentemente autorais. Os caras tocam bem conseguindo empolgar a galera desde o princípio do evento. Podemos dizer que todas as três bandas agradaram bastante ao público, tornando esta edição do CEBOLADA muito especial, não havendo muito o que reclamar.

Em segundo lugar tocou a Putrefação Humana, banda que surgiu, se não me falhe a memória, na cidade de Penedo, vindo para Itabaiana nos anos 90 com Cícero Madureira e Ricardo Core, estando ainda na ativa. Para quem não conhecia foi uma surpresa assistir uma banda Punk (sentido geral do termo, porque não sei distinguir as várias denominações tipo grind, punk, HC etc etc. Para mim vale mais o termo original Punk, pois seus elementos encontram-se perfeitamente dentro destas vertentes) cuja formação seja Bateria e Baixo. Foi fantástico ouvir o Baixo super distorcido acompanhado da metralhadora bateria e vocais guturais.
Por último veio a apresentação da banda Logorréia, que surgiu em Aracaju em meados de 1987 quase sempre no formato trio. A Logorréia lançou as Demos "Caos Positivo" e "Cemitério dos Horrores" e se prepara para um novo trabalho que se chamará "A Cor da Morte", com sua nova formação contando com Robério "Nininho" (BX/VZ), Silvio Campos (GT/VZ) e Cícero "Mago" Madureira (BT).
A Logorréia também se destacou no evento pela excelente sonoridade soando muito competente com seus petardos politizados, o que me parece ser sua forte característica, uma vez que entre uma música e outra "Nininho" realiza discursos punk/anarquistas, salpicando na consciência do público a necessidade de uma visão de mundo independente e afastado dos padrões pré-concebidos ditados pela mídia autoritária e manutenida pelo poder político dominante, que muito embora apregoe a liberdade político/econômica, no entanto é subserviente do capital, este que cada vez mais dita regras de comportamento e padrões escravizantes das relações de trabalho e de consumo. Que o som da Logorréia continue retumbando no cenário alternativo (eu acredito nisso) em Sergipe.
A organização do Evento agradece a todos que participaram direta e indiretamente, ao público, à compreensão das bandas pelos parcos recursos disponíveis, pois sabemos que tudo poderia ser melhor se houvesse mais incentivo. A falta de recursos, no entanto, não servirá de desestímulo e outros CEBOLADAS virão por aí.


03/10/2009 - no Cinemark do Shopping Jardins



Dia 03/10/2009 - às 23:59h - No cinemark do Shopping Jardins -
SESSÃO NOTÍVAGOS - Única exibição do documentário "GUIDABLE - A Verdadeira História do Ratos de Porão" em Aracaju + Apresentação Ao Vivo da banda Karne Krua.
Ingressos à venda na bilheteria do cinema.

Fonte: DIVULGAÇÃO

GUIDABLE*, a história sem censura da banda brasileira Ratos de Porão, uma das mais antigas e importantes do cenário hardcore mundial. Quase três décadas de drogas, loucuras e muito barulho, contadas pelas pessoas que fizeram e pelas que ainda fazem parte desta instituição do rock pesado.

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SOBRE A PRODUÇÃO:

O ano era 2006. Marcelo Appezzato já estava consolidado como vocalista da banda paulistana HUTT, uma das maiores do grindcore nacional. Fernando Rick produzia e dirigia, pela sua produtora Black Vomit Filmes, o polêmico videoclipe Covardia de Plantão da banda Ratos de Porão.
Da censura do videoclipe pela gravadora Deck Disc por seu conteúdo violento, e do reconhecimento de mídia, fãs e da própria banda, Rick foi convidado por João Gordo a realizar, no ano seguinte, um documentário sobre a trajetória da banda.
A tarefa, quase impossível para uma produção independente de baixo orçamento, durou cerca de dois anos. E contou com a bagagem audiovisual de Rick e o histórico musical de Marcelo.
Para registrar quase três décadas de carreira a dupla entrevistou, de forma totalmente independente, os precursores do movimento punk no Brasil, como Rédson, Clemente e Fabião; pesquisou centenas de arquivos em foto, áudio e vídeo de shows e apresentações em emissoras de TV, filmes nacionais sobre o assunto, arquivos pessoais raros e inéditos dos integrantes atuais e antigos da banda e de todas as pessoas que, de alguma forma, participaram dessa trajetória, como Andreas Kisser e Iggor Cavalera.
As gravações ocorreram entre janeiro de 2007 e novembro de 2008, nos municípios de São Paulo e Santos. No total, foram dois anos de produção, mais de 200 horas de entrevistas captadas, centenas de fotos digitalizadas e incontáveis horas de edição para que este projeto pudesse se tornar realidade.
“GUIDABLE – A Verdadeira História do Ratos de Porão” não só une e resgata, em 121 minutos de documentário, diversas gerações de uma das bandas de hardcore mais importantes do cenário mundial que ainda se encontra em atividade, como serve de importante registro audiovisual sobre o movimento punk no país.
O documentário marca, ainda, a estréia de Fernando Rick e Marcelo Appezzato na direção de longa-metragem.

*GUIDABLE, termo criado pelos integrantes da banda
para definir confusão mental, bagunça generalizada
ou simplesmente um sei lá. Também pode ser usado
quando não se acha a palavra certa no momento
apropriado. Muitas vezes substitui o foda-se com
eficiência.

CRÉDITOS:

Título Original: GUIDABLE – A Verdadeira História do Ratos de Porão
Título em Inglês: GUIDABLE - The Real History of Ratos de Porão
Ano de Produção: 2008
Produtora: Black Vomit Filmes
Gênero: Documentário
Duração: 121 min
Suporte: DV CAM, colorido
Site oficial: www.blackvomit.com.br/guidable
IMDB: http://images.imdb.de/title/tt1378676/
Direção: Fernando Rick
Co-direção: Marcelo Appezzato
Produção: Fernando Rick, Marcelo Appezzato, João Gordo
Edição: Fernando Rick, Marcelo Appezzato
Fotografia: Rodrigo Terra
Correção de Cor: Bruno Malkaviano
Som Direto: Juliano Zoppi
Câmera: Rodrigo Terra, Fernando Lamb, Marco Fernandes, Moreira
Finalização de Áudio: Eduardo Beraldo, Juliano Zoppi
Pesquisa de Arquivo: Fernando Rick, Marcelo Appezzato
Stills: Marcelo Appezzato
Arte de Poster e Capa: Gabriel Renner

sábado, 19 de setembro de 2009

# 121 - 18/09/2009

Rammstein – Pussy
Megadeth – 1-320
Obituary – List of dead

Bloco produzido por Jô:

Bloodbath – At the beehest of their death
Death – Evil Dead
Sinister – To mega therion
Carcass – Carneous Cacoffony

Drop Loaded :

Ponyboy – Minerva
Rosie and me old folks – new year

Úteros em Fúria – You Just Follow All the rules
Lisergia – Boneco de lata

Raul Seixas – Ouro de tolo

Tributo a Raul Seixas AO VIVO, com Julio Dodges, Plástico jr. e Leo Airplane

Kid Vinil Experience – everywhere with Helicopter
Superguidis – everybody thinks I´m a raincloud when I AM not nothing
Lê Almeida – King and Caroline
Surfadelica – Allright
Continental Combo – Echos Myron
Snooze – Bulldog skin

Chamada AO VIVO para o Festival “Eu sou do rock”
Com Estranho e Adriano (Karne Krua)

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(por Adelvan) Lembro-me bem quando ouvi “ peace sells ... ” do Megadeth pela primeira vez. Foi um choque. Virei fã imediatamente. Já era fã do Metallica e fiquei feliz ao constatar que aquele primeiro e obscuro guitarrista de minha banda favorita, que havia sido expulso por bebedeira antes mesmo da gravação do primeiro disco, “Kill´em´all”, tinha dado a volta por cima e montado uma banda tão original e energética. Parte da originalidade do Megadeth vinha, inclusive, da conhecida voz de “pato rouco” de Dave Mustaine, algo que todos estranhavam no início mas que se incorporou ao estilo do grupo de tal forma que se tornou uma das principais características de seu som (o que me lembra um comentário meu numa resenha de um post anterior onde citei esse mesmo estranhamento inicial seguido de uma incorporação perfeita ao som com relação ao vocal de uma conhecida – e querida – banda local). Pois bem, continuei admirando e acompanhando a carreira deles por um bom tempo até, mais recentemente, me decepcionar completamente com o comportamento de meu antigo ídolo. Me causou especial estranheza e desgosto as atitudes dele com relação à política na época da administração Bush, quando se revelou um direitista empedernido e militante, algo que ele, definitivamente, não era. Mas a pá de cal veio mesmo com sua participação no último filme do Metallica, “some kind of monster”, onde aparece pateticamente (e quase que literalmente) chorando mágoas do passado, se humilhando até, aos pés de Lars Ulrich. Em todo caso, Megadeth tá com disco novo na praça. Nada de muito novo, o velho thrash cheio de solos e riffs ensurdecedores e palavras cuspidas ao microfone pela boca torta e babona do Sr. “injustiçado patriota que ama Deus, sua pátria e sua família". Não é nenhuma obra-prima mas vale uma conferida, em nome dos velhos tempos. - até porque riffs de guitarra não falam besteira nem têm ideologia.

Abaixo, reproduzo a polêmica que tomou conta do mundo do metal na época do lançamento do disco anterior, “united Abominations”.

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A direita do rock
Matéria publicada na edição nº 2024, de 05 de setembro de 2007, da revista Veja.

Dave Mustaine, do Megadeth, compra briga
ao revelar sua faceta conservadora

por Sérgio Martins

No mundo americano do entretenimento, um muro ideológico separa os artistas de música country dos astros do rock. Os primeiros, grosso modo, são conservadores e têm um discurso nacionalista. Os roqueiros, por sua vez, se alinham em peso com os políticos e as políticas liberais (caso não sejam completos alienados, o que também é freqüente). Por isso, cada vez que um artista se desgarra de sua respectiva fileira e pula o muro, o acontecimento é motivo de discussões acaloradas ou mesmo de animosidade explícita – um estado de coisas que só fez se acentuar desde o 11 de Setembro. Em 2003, por exemplo, o popularíssimo trio feminino de country Dixie Chicks foi banido da programação de 262 rádios americanas porque, num show, uma das vocalistas tentou levantar uma vaia contra o presidente George W. Bush e a intervenção no Iraque. Agora, a polêmica se repete – mas no sentido inverso – com a briga entre o Megadeth, grupo que se notabilizou por tocar rock em velocidade acima da permitida, e a Organização das Nações Unidas. United Abominations (Abominações Unidas), novo disco da banda, acusa o órgão de conluio com grupos terroristas e repisa uma suspeita de corrupção envolvendo o filho de Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU.
O outro protagonista da briga é Mark Leon Goldberg, jornalista do blog UN Dispatch – apoiado pela Fundação ONU, mas sem vínculo editorial com a entidade. Goldberg dissecou todas as canções de United Abominations e ironizou – com razão – os ralos dotes intelectuais de Dave Mustaine, vocalista e guitarrista do Megadeth. "O sujeito confunde Hamas com Hezbollah; que dirá de outras questões que coloca no disco", ironizou o jornalista. Mustaine revidou dias depois, dizendo que o álbum poderia até conter informações erradas, mas refletia o que sentia como "um patriota que ama Deus, sua pátria e sua família".
Mustaine já foi um roqueiro que defendia causas liberais. Sua conversão em conservador, porém, não é inédita no showbiz. No começo de carreira, na década de 50, o cantor Elvis Presley era tido como uma ameaça aos bons costumes. Em 1970, enquanto ainda corria a Guerra do Vietnã, ele baixou na Casa Branca para saudar Richard Nixon – ocasião em que foi também alçado ao posto de "embaixador da juventude" dos Estados Unidos e criticou os Beatles e os Rolling Stones, que, segundo ele, incentivavam os jovens a consumir drogas. (Detalhe: quando fez tal declaração, Elvis só funcionava à base de substâncias ilícitas.) Outro caso curioso é o do cantor canadense Neil Young. Nos anos 70, ele protestou contra o governo Nixon e, na canção Ohio, acusou o presidente de ser cúmplice num massacre de estudantes universitários. Na década seguinte, Young surpreendeu ao declarar seu apoio ao também republicano Ronald Reagan. Na ocasião, ele se explicou dizendo que não acreditava na divisão entre liberais e conservadores, mas sim entre bons e maus governos. Young, pelo visto, não estava falando da boca para fora, visto que recentemente advogou o impeachment de George W. Bush. Bem mais raros são exemplos como o de Johnny Ramone, líder do grupo punk The Ramones, que se orgulhava de ter votado em todos os candidatos do Partido Republicano e, certa feita, terminou um discurso de agradecimento com a frase "Deus salve George W. Bush e a América".
Vale frisar que, nos Estados Unidos, mesmo os roqueiros mais à esquerda reservam uma postura pública de solidariedade aos seus soldados – por não serem eles os artífices das guerras, mas suas vítimas potenciais, e também em virtude de uma tradição consolidada na II Guerra, quando todas as celebridades se dedicavam a apoiar ou animar as tropas. Não é por essa linha mais razoável que segue o Megadeth. "Sou um soldado hi-tech. / Tenho infravermelho, tenho GPS, / tenho o bom e velho chumbo.... / Nossas tropas limpam o lixo para a velha e boa América", prega uma das letras de Mustaine no novo álbum. E ele a canta com um fervor de deixar qualquer conservador de carteirinha no chinelo.

Agora uma resposta de um fã publicada no site WIPLASH

Por Bruno Aquino | Em 13/09/07

Venho expor o meu completo desapontamento com a matéria "A Direita do Rock", escrita pelo senhor Sérgio Martins e publicada na edição nº 2024, de 05 de setembro de 2007, da revista Veja. Ao tentar demonstrar as incoerências existentes entre os discursos de certos ídolos do Rock e suas atitudes, o artigo toma como exemplo principal o guitarrista Dave Mustaine, líder da banda norte-americana Megadeth. Mas, ao longo do texto, percebe-se o total desconhecimento do autor sobre o assunto abordado ao tentar interpretar letras de músicas da banda de forma equivocada, colocar declarações de Mustaine fora do seu contexto original e, como se isso já não bastasse, ainda impingir ao Megadeth a autoria de uma música que jamais fez parte de seu repertório, nem foi composta por qualquer de seus integrantes.

Dave Mustaine sempre foi um músico politicamente engajado e usa sua música para divulgar suas opiniões. Ao contrário do que o Sr. Sérgio afirma, ele nunca foi nem é um conservador de direita. Em grande parte de sua obra, ele critica, de forma ácida até, as muitas ações belicosas e infundadas praticadas pelo governo de seu próprio país. Álbuns como "Rust In Peace", "The System Has Failed" e, mas recentemente, "United Abominations", transbordam mensagens que desnudam a total ingerência dos EUA - principalmente - e da ONU nas relações políticas internacionais e a incompetência de ambos em solucionar situações de conflito de forma civilizada.

De forma descontextualizada, foi citada uma frase de Mustaine para dar ao leitor dessa revista a impressão de que ele concorda com as ações do governo americano. Ao se defender de uma crítica feita por um jornalista sobre uma suposta confusão de nomes de grupos terroristas em uma de suas músicas, o guitarrista teria dito que o álbum poderia até conter informações erradas, mas refletia o que sentia como "um patriota que ama Deus, sua pátria e sua família". Ora, amar a Deus, sua pátria e sua família não significa necessariamente ser um Positivista Comteano. Justamente por amar a Deus, sua pátria e sua família é que ele se põe ferrenhamente contra tudo o que seu país representa no cenário político mundial. Um bom exemplo de como não ser um conservador.

Nessa mesma tentavitiva de mostrar um Dave Mustaine que não existe, o autor do artigo em questão deixa claro o seu desleixo, ao pesquisar o tema, citando, numa tradução sofrível, um trecho da música pró-América "Iraq And Roll", de Clint Black, dizendo, errôneamente, ser uma das canções integrantes do último trabalho do Megadeth. Um constrangedor equívoco, haja vista que estamos falando de algo que foi plublicado em um veículo de comunicação de abrangência nacional e que, portanto, pressupõe-se que seus colaboradores pelo menos confirmem a origem e/ou veracidade de seus argumentos antes de os colocarem ao alcance dos leitores.

Quanto à expressão "ralos dotes intelectuais" cunhado pelo Sr. Sérgio ao se referir às idéias políticas do guitarrista americano, devemos nos lembrar que Mustaine não é um sociólogo e nunca pretendeu escrever um tratado sobre a Nova Ordem Mundial. Ele é apenas um músico que tentar conscientizar seus fãs sobre um mundo que está perdendo sua humanidade e que os princípios fundamentais de liberdade, igualdade e fraternidade não são meramente palavras pintadas em uma bandeira revolucionária. Acho que os "ralos dotes intelectuais" podem ter sido um tiro pela culatra.

Entristece-me saber que uma revista do porte da Veja tem, em seu quadro de funcionários, pessoas que escrevem críticas sem conhecimento de causa, permeados por erros bisonhos, primários, e que esconde um ranço preconceituoso sobre o objeto discutido.

Tenho 31 anos, sou servidor público federal concursado, bacharel em Direito e tenho o Rock em todas as suas vertentes como o meu estilo preferido desde 9 e posso dizer, sem pestanejar, que o Rock sempre teve muito mais a dizer do que qualquer outro estilo musical e que, só a discografia do Megadeth põe qualquer esquerdista de carteirinha no chinelo.




sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DOSOL 2009

Divulgação

O Festival Dosol 2009 chega a sua 6ª edição com a maior mostra de artistas nacionais, locais e internacionais de sua história. O evento deste ano acontece em duas etapas: dias 07 e 08 de novembro em Natal/RN, na Rua Chile, Ribeira e de 19 a 22 de novembro na Casa da Ribeira. Como no ano anterior o evento acontece patrocinado pela Oi e Governo Estado do RN, através da Lei Câmara Cascudo. O festival tem apoio da Diginet, Oi Futuro e Praiamar Hotel.

Assim como na edição de 2008, o Festival Dosol acontece ocupando espaços já existentes na Ribeira. Grito Filmes, Centro Cultural Dosol, Armazém Hall e Casa da Ribeira estarão recebendo shows, bandas, imprensa entre outros convidados do evento. “Conseguimos reunir uma gama de artistas ligados à vanguarda e ao rock que poucas vezes se viu em Natal. Tem bandas sem baixista, com dois bateristas, sem bateria e baixo, instrumentais, gritadas, cantadas, uma verdadeira salada que muito nos orgulha. Acho que o público vai conferir o que tem de mais novo e instigante em termos de rock no Brasil nesta edição”, diz Anderson Foca, um dos organizadores do evento.

As atrações internacionais são o grande diferencial da edição de 2009 do Festival Dosol. Já no aquecimento do evento, que vem acontecendo desde Maio, artistas do Japão, México e EUA passaram por Natal. Para os shows do dias 07 e 08 de novembro três artistas de outros países estarão em ação: Danko Jones (Canadá), Pulverhund (Noruega) e uma lenda do punk rock mundial, os escoceses do The Exploited.

O trio canadense Danko Jones é uma das formações roqueiras mais legais da atualidade. A banda coleciona participações nos maiores festivais de música do mundo como Rock Im Park, Rock Am Ring, Wacken Open Air e Reading. O grupo vem em tour brasileira organizada pelo Dosol e também passa por Recife e São Paulo.

The Exploited é uma das formações mais tradicionais do punk rock de todos os tempos. Na atividade desde 1980, a banda é uma referência mundial no estilo e promete atrair fãs de vários estados do Nordeste, já que a apresentação deles é a única agendada na região.

Das 23 bandas potiguares que se apresentarão no Festival Dosol deste ano, o destaque vai para a renovação. Mais da metade dos grupos que estão escalados jamais se apresentaram em festivais independentes. “Uma das metas do Festival Dosol é abrir um diálogo entre a cena potiguar e o resto do mundo. Esses novos artistas que estão na programação vão poder dividir palco com bandas consagradas, tocar na mesma condição que elas e mostrar o seu trabalho com muita segurança. É um grande aprendizado e uma grande satisfação proporcionar este espaço todos os anos”, diz Ana Morena, produtora executiva do festival.

Os ingressos sociais do evento vão custar R$ 30,00 a casadinha para os dois dias, e R$ 20,00 cada dia. Os shows dos dias 19 a 22 na Casa da Ribeira são gratuitos. As vendas antecipadas começam na primeira semana de outubro.

Serviço


O que? Festival Dosol 2009

Onde? Natal/RN


Quando? 07 e 08 de novembro, Rua Chile e 19 à 22 de novembro na Casa da Ribeira


Atrações? Danko Jones (Can), The Exploited, Devotos (PE), Eddie (PE), Confronto (RJ) e mais 38 bandas do Brasil e do mundo

Quanto? R$30,00 casadinha, R$20,00 individual e gratuito na Casa da Ribeira

Informações? www.dosol.com.br ou assessoria@dosol.com.br

Escalação completa do Festival Dosol 2009:

SÁBADO, Dia 07 de novembro
ABERTURA: 15H
15H30 – FLAMING DOGS (RN)
16h – DRIVEOUT (RN)
16h30 – VENICE UNDER WATER (RN)
17h – O MELDA (MG)
17h30 – PLÁSTICO LUNAR (SE)
18h – CASSIM & BARBÁRIA (SC)
18h30 – BUGS (RN)
19h – VENDO 147 (BA)
19h30 – OS BONNIES (RN)
20h – REJECTS (RN)
20h30 – SICK SICK SINNERS (PR)
21h – RETROFOGUETES (BA)
21h30 – THE BAGGIOS (SE)
22h – DANKO JONES (CANADÁ)
23h – NUDA (PE)
23h30 – DUSOUTO (RN)
24h – ORQUESTRA BOCA SECA (RN)
24h30 – EDDIE (PE)

DOMINGO, Dia 08 de Novembro
ABERTURA: 15H
15h30 – DR. CARNAGE (RN)
16h – I.T.E.P. (RN)
16h30 – FLIPERAMA (RN)
17h – NERVOCHAOS (SP)
17h30 – DEADLY FATE (RN)
18h – DISTRO (RN)
18h30 – PULVERHUND (NORUEGA)
19h – COMANDO ETÍLICO (RN)
19h30 – CONFRONTO (RJ)
20h – CALISTOGA (RN)
20h30 – DEVOTOS (PE)
21h30 – MUGO (GO)
22h – THE EXPLOITED (UK)



FESTIVAL DOSOL MÚSICA CONTEMPORÂNEA
CASA DA RIBEIRA – ENTRADA GRATUITA

Quinta, dia 19 de novembro
PROJETO TRINCA (RN)
VISITANTES (SP)
AUTOMATICS (RN)

Sexta, dia 20 de novembro
EU SEREI A HIENA (SP)
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (RN)
A BANDA DE JOSEPH TOURTON (PE)

Sábado, dia 21 de novembro
SEUZÉ (RN)
EXPERIÊNCIA ÁPYUS (RN)
MACAXEIRA JAZZ (RN)

Domingo, dia 22 de novembro
SIMONA TALMA (RN)
L.A.B. (RS)
ONOFFRE (RN)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Karne Krua é do rock

Karne Krua no ‘Eu Sou do Rock’

Do Blog "Spleen e charutos"

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Quando o camarada Estranho, da Boca de Forno Produções, me enviou o release do Festival Eu Sou do Rock, que deverá reunir algumas das bandas mais virulentas da cidade na área externa do Teatro Lourival Baptista, no próximo domingo, tratei logo de botar o olho na programação. A ansiedade possuía justificativa. Talvez fosse a oportunidade necessária para registrar a história da banda mais importante de todo o cenário alternativo de Sergipe. Não me arrisco a dizer se existe justiça no mundo, mas os anjos degenerados do acaso e da distorção sorriram pra mim.

Minha intenção inicial era reunir algumas impressões a respeito da Karne Krua durante um ensaio dos caras, mas o veterano Sílvio, vocalista e fundador da banda, me explicou que eles estão num ritmo bacana de shows, de modo que o repertório já está meio azeitado, dispensando a necessidade de uma nova reunião com os músicos. Isso não nos impediu, contudo, de lorotar um bocado, enquanto o rapaz atendia à molecada que continua procurando informação na Freedom.

Durante a conversa, Sílvio me explicou que o hardcore está na base de tudo o que a Karne Krua faz desde a sua fundação, há mais de vinte anos. Isso nunca representou empecilho, entretanto, para que eles utilizassem a batida vertiginosa do gênero para imprimir uma personalidade a suas composições.

“O alicerce é o hardcore, mas nós sempre incorporamos outros elementos, sem nenhuma limitação. Eu não gosto dessa história de gênero, de se prender a determinados dogmas de maneira religiosa, respeitando determinadas fronteiras. É por isso que nosso público é bem heterogêneo, e aglomera tanto a molecada que está começando a ouvir rock, quanto o quarentão de cabelos brancos que nos acompanha faz tempo”.

Quando Sílvio começou a se interessar por música, nos esmaecidos anos 80 (Itabira é só um retrato na parede, mas como dói!), influenciado pelos irmãos mais velhos e por um ambiente familiar propício, a paisagem de Aracaju era muito diferente, e não convivia pacificamente com a negação dos modelos de comportamento que cultivava. Segundo Sílvio, não era raro o camburão acompanhar um grupo de cabeludos de maneira ostensiva.

“No imaginário da época, roqueiro era tudo drogado, marginal, batia em mulher. Claro que era todo mundo moleque, com dezesseis, dezessete anos, querendo mergulhar no universo dos ídolos, e a droga sempre caminhou de mãos dadas com o rock. Mas tudo depende de como o cara lida com isso. Tem gente que afunda, tem gente que sai nadando, de mansinho…”, defendeu com alguma ironia.

Foi motivado pela curiosidade despertada por esse universo, que Sílvio começou a fazer música. “Depois de ouvir os discos que meus irmãos traziam da loja onde trabalhavam, de conhecer a música sessentista, setentista, eu entendi que tinha que buscar a emoção de fazer música. Era a peça que faltava pra completar o quebra-cabeça. O rock era a nossa grande arma, a gente tinha que montar uma banda”.

Nos tempos da Sem Freio na Língua, banda que lançou as sementes para o surgimento da Karne Krua, o cenário também não era propício para a divulgação da música autoral, mas os caras pretendiam, deliberadamente, fazer história.

“Me lembro de um show em que anunciaram que o cara ia tocar com uma Fender. Foi a grande atração do evento. A guitarra apareceu mais do que a maioria das bandas. Talvez por isso a Karne Krua tenha se destacado”.

Sílvio continua. “Desde o início, quando fundei a banda com Almada, defendemos a bandeira da música autoral. Era uma coisa ideológica, de batalha mesmo. Isso também pode explicar a nossa vitalidade. Quando um menino vem me pedir conselho, tentando entender como a Karne Krua sobrevive há tanto tempo, explico que uma banda tem que estar sempre em atividade, ocupando os espaços, renovando o seu público, procurando novos desafios. O cara precisa acreditar no que está fazendo. O resto é lucro”.

Serviço:

Local: Área externa do Teatro Lourival Baptista
Data: 20 de setembro (domingo)
Hora: 15 horas

PS: A banda também será uma das atrações da Quinta Sessão Notívagos, que será realizada no dia 03 de outubro (sábado para domingo), a partir das 23:59h, no Cinemark do Shopping Jardins. Na ocasião será exibido o aclamado documentário "GUIDABLE: A VERDADEIRA HISTÓRIA DO RATOS DE PORÃO".



O Encanto das possibilidades



O artista plástico Vicente Coda, em comemoração aos seus 15 anos de convivência com as artes plásticas, convida a população sergipana para a sua exposição “O Encanto das Possibilidades”. A exposição terá início no dia 17, às 19h30, e se estenderá até o dia 1º de outubro, na Galeria J. Inácio, situada no hall da Biblioteca Pública Epifânio Dória.

16/09/2009 00:51:23
do Site do Jornal do Dia
J. Inácio abriga ‘O encanto das possibilidades’

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br


Vicente Coda comemora quinze anos de convivência com as artes plásticas e convida o público local para a exposição “O Encanto das Possibilidades”, abrigada pela Galeria J. Inácio, a partir desta quinta-feira. O artista é uma figura bastante conhecida na cena alternativa de Sergipe, razão pela qual foi recebido pelo chapa Adelvan Kenobi durante a última edição do Programa de Rock, veiculado pela Aperipê FM. Depois de resumir sua iniciação no universo anárquico das artes plásticas, em uma conversa que também registrou o seu envolvimento com a música – notadamente o rock – Vicente Coda intimou o ouvinte a prestigiar o evento, sem nenhum rodeio. “Não serei modesto. Esta vai ser a exposição”.
O encanto das possibilidades – está dividido em quatro momentos: Telas inéditas, uma instalação, artesanato e fotografias. Esta última compõe-se de quatro partes: Pesadelo, Sadomaso, Anatomia e Misticismo.
O artista acredita que a arte, pelo seu aspecto inquieto e belo, e pela enorme força criadora que comporta, faz refletir sobre o alargamento de linguagens usadas em seu nome. É na representação artística, que ele encontra o poder para apresentar a sua inquieta criatividade e a liberdade para expressar de variadas formas, inclusive fazendo uso da tecnologia como parâmetro de criação de um trabalho visual.
Diferentes das demais formas até então trabalhadas por ele, a proposta é mesclar o pincel e a cibernética, explorando as tendências que coexistem contemporaneamente, sem preconceitos e sem apego à beleza estética. O diferencial é que, enquanto artista, ele optou por não ser o fotógrafo e sim o fotografado, interpretando diversos personagens, conforme a concepção da obra, para as lentes da fotógrafa Terezinha A. F. Araujo.
Nas telas, o artista produziu algumas abstrações, onde tenta refletir as escolhas e os sentimentos que são a essência do cotidiano do ser humano. As telas figurativas retratam a sensualidade do feminino, focando as mais diversas formas de expressão corporal, articulando um diálogo com o masculino retratado nas fotografias.
A instalação “Vai-idade” é mais um elemento que retrata uma das facetas do comportamento humano que é a vaidade.

+ sobre Vicente Coda:

Ele é carioca, porém, sergipano de coração, pois veio morar em Sergipe com oito anos de idade. Estudou Artes em Salvador. Trabalha também com música, sendo um dos criadores da banda Karne Krua, hoje faz um trabalho mesclado com muita influência do samba rock e experimentalismo. É artista plástico há 15 anos. Em pintura utiliza técnicas em azulejo, acrílica, óleo sobre tela, entre tantas outras.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

DON'T STOP NOW - Um Tributo ao Guided By Voices



do Blog Transfusão Noise


Cativar um certo número de pessoas é uma tarefa possível para qualquer artista. Por outro lado, gerar 100% de empatia e identificação não é para qualquer um. A descoberta de que determinado disco — cuja música por si só já bastaria — não apenas foi gravado em casa, com recursos simples e acessíveis, mas também em clima de prazer e despretensão, traz em si a melhor de todas as mensagens: eu faço e você também pode fazer.

Foi exatamente dessa descoberta que nasceu a Transfusão Noise Records. Para a Transfusão, o Guided By Voices é a referência maior em se tratando de banda de roque. Nada mais justo, então, que uma homenagem. Don´t Stop Now é o primeiro tributo brasileiro à banda, e conta com 31 grupos, de dez estados do país, tocando pérolas do rock independente norte americano como “Motor Away”, “Game of Pricks”, “Teenage FBI” e “Quality of Armor”, entre muitas outras. O disco recebeu a bênção do mestre Robert Pollard, vocalista do GBV.

Segue abaixo a listagem de todas as bandas e alguns breves comentários sobre algumas das faixas que entraram em Don’t Stop Now.

1. Carpete Florido (RJ) - Surgical Focus O riff de “Surgical Focus” embala qualquer festinha de roque decente (e não decente também) — por isso a escolha do Carpete Florido. A gravação, de uma descontração GBVniana, aconteceu entre as sessões de seu 1° compacto, num famoso quarto/estúdio na baixada.
www.myspace.com/carpeteflorido

2. Sabiá Sensível (PE) - June Salutes You!
www.myspace.com/sabiasensivel

3. Churrus (MG) - Fair Touching
www.myspace.com/churrus

4. Grasiela Piasson (RS) - Motor Away
www.myspace.com/grasielapiasson

5. Monodecks (PE) - Weedking
www.myspace.com/monodecks

6. D7 (SP) - Chicken Blows Jailton, guitarrista e vocalista do D-7, tomou "Chicken Blows" para si. Gravando todos os instrumentos em seu quarto, a intenção foi trazer à tona toda a energia contida na canção.
www.myspace.com/d7

7. Fujimo (RJ) - Man Called Aerodynamics “A Man Called Aerodynamics” foi produzida de forma simples. Duas guitarras, baixo, bateria eletrônica e voz foram gravados em um Tascam (k7); sintetizador, piano e backing entraram na pós produção. Na época a lista pecava pela falta de músicas do Under the Bushes Under the Stars, o que motivou a escolha dos cariocas do Fujimo.
www.myspace.com/seasac

8. Bad Rec Project (AL) - A Good Flying Bird O GBV é uma grande influência para o Bad Rec. “‘Good Flying Bird’ sempre foi uma música que me emocionava e me deixava feliz”, diz o vocalista Caíque. Tudo feito em casa, na frente do PC.
www.myspace.com/badrecproject

9. Tape Rec (RJ) – Unleashed! The Large Hearted Boy A gravação de “Unleashed! The Large-Hearted Boy” foi feita a partir de um Tascam (em uma fita já bem velha, infinitamente regravada), num quintal aberto em um sábado nublado. Total clima lo-fi faça você mesmo. É impossível não agitar ouvindo Unleashed!
www.myspace.com/taperecnoise

10. The John Candy (RJ) - The Official Ironmen Rally Song Nas próprias palavras do John Candy: "O amor ao lo-fi spirit: aqui neste tributo. Um bocado de invenção: aqui neste tributo. O amor é amigo da invenção: aqui neste tributo. Guiados por vozes: todos aqui neste tributo. Pois então, aqui neste tributo: uma unofficial ironmen rally song pra nós e pra você." www.myspace.com/thejohncandymusic

11. Sodo (SP) - Kicker of Elves As sessões para esta gravação artesanal aconteceram na sala da casa dos dois integrantes que formavam o Sodo na época, em meros 16 bits de resolução. www.myspace.com/sododuo

12. Kid Vinil Xperience (SP) - Everywhere With Helicopter Sabe os CDs nacionais do GBV que você tem aí na sua estante? Agradeça ao Kid Vinil, que lançou boa parte do catálogo da banda no Brasil quando trabalhava na Trama. No tributo, ele presta sua homenagem com uma de suas faixas prediletas, “Everywhere With Helicopter”. Carlos Nishimiya produziu, além de tocar guitarra e baixo, e JC Goes tocou bateria.
www.myspace.com/kidvinilxperience

13. Telerama (CE) - Game Of Pricks
www.myspace.com/telerama

14. Código Verona (SP) - No Sky Ao elaborar sua versão para “No Sky”, o Código Verona procurou manter a nostalgia que a faixa trazia para a banda, e exemplificar que não é necessária uma super produção para se fazer uma canção sincera.
www.myspace.com/codigoverona

15. Superguidis (RS) - Everybody Thinks I’m a Raincloud When I’m Not Looking A versão caseira do Superguidis para “Everybody Thinks I’m A Raincloud (When I’m Not Looking)” simboliza duas viradas: o GBV em si, maior influência do grupo, e a descoberta do mundo dos home studios, motivada pelo convite para o tributo.
www.myspace.com/superguidis

16. Lê Almeida (RJ) - King And Caroline “King and Caroline” foi uma ótima escolha dentro da proposta de se “roquear” uma canção tão pura (e clássica). As gravações foram feitas no mais tradicional “modo loufai” do Lê: com mic de PC e pouco uso de uma mesa de som. www.myspace.com/lealmeida

17. More Sad Hits (PA) - Office Of Hearts
www.myspace.com/moresadhits

18. Continental Combo (SP) - Echos Myron "Echos Myron" foi trabalhada pelo quarteto paulista Continental Combo dentro de seu típico universo folk-rock/psicodélico. Faixa gravada no estúdio Quadrophenia e produzida pelo vocalista Sandro Garcia. www.myspace.com/continentalcombo

19. Babe Florida (RJ/MG) - They're Not Witches Para um coletivo, escolher uma única música de sua maior influência é bastante difícil. Mas “They’re Not Witches”, um clássico antológico do disco Alien Lanes, foi uma excelente decisão. Nos vocais, Matheus Lopes (Churrus), João Casaes (Fujimo) e Lê Almeida.
www.myspace.com/babeflorida

20. Butter Toffees (MG) - Dusted Com incríveis 4 bits de resolução, a versão do Butter Toffees para “Dusted” consegue a proeza de apresentar a menor qualidade de áudio dentre todas as faixas do tributo. A música foi gravada dentro do banheiro, em um MP3 player. www.myspace.com/thebuttertoffees

21. Inspetores (SP) - Huffman Prairie Flying Field Os paulistanos do Inspetores reinventaram a faixa “Huffman Prairie Flying Field”, com novo ritmo, arranjo, e belas texturas. www.myspace.com/inspetores

22. Modernage (RS) - Teenage FBI A Modernage participa com uma versão gravada no estúdio Vila Elza em Guaíba (RS), com uma versão do clássico Teenage FBI, do álbum Do The Collapse. www.myspace.com/rockmodernage

23. Bílis Negra (DF) - My Valuable Hunting Knife "My Valuable Hunting Knife” é o primeiro registro da Bílis Negra. Foi gravada no final de 2008 no estúdio Mi Casa, Su Casa em Brasília – DF, e tem a participação de Ricardo Cima nos vocais.
www.myspace.com/bilisnegraoficial

24. George Belasco e o Cão Andaluz (CE) - Sad If I Lost It Ironicamente, alguns dias depois de mandarem para a Transfusão sua estranha versão de “Sad If I Lost It” (algo mais ou menos como “triste se você perdeu”), sumiram cerca de 50Gb de informações do computador da banda, incluindo material inédito e as trilhas originais da versão.
www.myspace.com/caoandaluz

25. Jorg and the Cowboy Killers (AL) - Pimple Zoo Em cima do prazo, Jorg and Cowboy Killers gravaram tudo em apenas 2 horas de estúdio. "Pimple Zoo" foi uma escolha natural, pois já era parte do repertório dos shows da banda.
www.myspace.com/jorgandthecowboykillers

26. Han(S)olo (MG) - Smothered In Hugs “Lo-Folk” do sul de Minas Gerais. Nesta gravação Leandro F. toca todos os instrumentos e canta.
www.myspace.com/bandahansolo

27. Surfadelica (SP) - Alright O melhor grupo de surf music instrumental do país, segundo o papa do gênero, Phil Dirt, gravou a quase instrumental "Alright".
www.myspace.com/surfadelica

28. Snooze (SE) - Bulldog Skin Gravação ao vivo em estúdio. A banda de Aracaju pretende lançar um EP só de versões até o final do ano.
www.myspace.com/snoozetherockgroup

29. Cardinall (SP) - Scalding Creek
www.myspace.com/cardinall

30. Tangerines (RS) - The Girls Of Wild Strawberries O cachorro do vizinho só desistiu de participar quando a banda jogou torresmos pra ele. Fora acidentes envolvendo animais, correu tudo em paz na participação do Tangerines.
www.myspace.com/tangerinesrockband

31. Coloração Desbotada (RJ) - Quality Of Armor A idéia de gravar “Quality of Armor” quase morreu antes mesmo da Coloração existir como banda (a partir de outubro de 2008), por causa da dificuldade no inglês. Somente perto da conclusão do tributo a gravação finalmente aconteceu com os vocais de Paulo Casaes (Fujimo).
www.myspace.com/coloracaodesbotada

BAIXE AQUI

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

# 120 - 11/09/2009

(WOODSTOCK 1969) Abbie Hoffman incident
The Who – I Can´t explain – Live at Woodstock
The Jimi Hendrix Experience – Foxey lady - Live at Woodstock
The Jefferson Airplane – Volunteers - Live at Woodstock
Joe Cocker – with a little help from my friends - Live at Woodstock

Drop Loaded:

Vzyadoq Moe – plastex
Los Porongas – retrato calado

Entrevista com Vicente “Coda”

Urublues – Andarilho
Máquina Blues – Andarilho

Bloco produzido por “Deathrow”:

The Mist – Flying saucers in the Sky
MX – Mental Slavery
Comando Nuclear – Comando Nuclear

H.A.R.R.Y. And The Addict – Baba O´Riley (teenage wasteland)
Delinqüentes – Indiocídio
Cidadão Instigado – Deus é uma viagem

Wry – Bad Bad Bad (London Sessions)
Jason – Café da manhã no mosca frita


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

" Baba O'Riley " por H.A.R.R.Y. and the Addict

Do Fiber Online

A dupla formada pelo veterano HansenHarryEBM e por Ricardo Santos (líder do projeto de darkwave The Downward Path) inaugurou no início deste ano uma nova fase para o Harry. Em sua nova encarnação, agora como H.A.R.R.Y. and the Addict, a essência eletrônica que deu vida às clássicas “Genebra”, “Lycanthropia” e “Morbid” foi potencializada e gerou novos clássicos, como “Soaring” e “Book of Witches”.

E por falar em músicas que driblam o processo de envelhecimento normal e ganham ainda mais brilho e frescor com o passar das décadas, Hansen e seu comparsa ressuscitaram a histórica “Baba O´Riley” do The Who, faixa de 1971 que traz em sua introdução a experimentação eletrônica feita com o uso de sistemas modulares (nesse caso o jurássico ARP) para o rock.

A versão feita pelo H.A.R.R.Y. manteve a hipnótica introdução da original e a voz de Hansen, envolvida por reverbs e delays, soa melhor que nunca, agora sobre os arpejos programados por Ricardo e frases de guitarra com a sonoridade sublime de uma “Heroes” do Bowie. Duvida? Então escute e baixe direto da fonte.













sexta-feira, 4 de setembro de 2009

# 119 - 04/09/2009



LINK PARA DOWNLOAD: http://www.4shared.com/file/130955161/b5bf601d/PDROCK__119.html

Killing Chainsaw – Headhunter
Black Future – Dança da chuva
Virna Lisi – Esperar o que ?

Slayer – Hate worldwide
Julliete Lewis – Terra Incógnita
Weezer – If you are wondering if I want to
Os Mutantes – Anagrama

Drop Loaded:

Entrevista com Subburbia
Subburbia – you are here

Bloco "15 Anos de mangue beat":

Mundo Livre S/A - Mangue beat
Chico Science & Nação Zumbi - computadores fazem arte
Mestre Ambrosio - Fuá na casa de Cabral
Devotos do Ódio - punk rock, hardcore, alto Zé do pinho
Eddie - Sonic Mambo
Faces do Subúrbio - Como é triste de olhar

Pastel de Miolos – Ruas

Entrevista com The Jezebels:

The Jezebels - raise control
The Jezebels - Je suis couer
The Jezebels - I wont pay
The Jezebels - so cool
The Jezebels - amiga
The Jezebels - Hang the boss

One Last Sunset - dont live with pain

Entrevista com One Last Sunset
Entrevista com Estranho


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DOWNLOAD AQUI

Pastel De Miolos
"Ciranda" (CD Virtual 2009)
O que é ser punk-rock? A resposta é bem simples: ser punk é ser você. E não o "estar punk" como muito se banalizou. Ser uma banda punk-rock ao longo de quinze anos de estrada, sem perder o prumo e mantendo o padrão sonoro é ser punk-rock! O discurso e a pegada estão lá, como essência de toda uma história e o comprometimento com sua própria verdade, e claro, também com o acompanhamento necessário nas atualizações cotidianas.
O Power Trio baiano Pastel De Miolos (P.D.M.) formado por Alisson Lima (guitarra e voz), Alex Costa (baixo e voz) e Wilson Santana (bateria e backing vocal) costuram bem as páginas da vida de uma história ímpar, no formato primitivo dos três acordes, palavras sinceras e energia tribal. Sem maquiagens. A proto-gênese da arte embutida no ser humano.
Agora em "Ciranda", seu mais recente trabalho, um quase disco-cheio com nove balaços punks saídos de uma oficina bate-estaca, em que prestam homenagens explícitas às suas referências musicais brazucas e gringas como Cólera, Ratos de Porão, Os Replicantes, Garotos Podres, Inocentes, Dead Kennedys, The Ramones, The Clash, entre tantos outros. Sonoridade punk pós-77 e hardcore old school celebram a amizade entre esses baianos do interior. É isso o demonstrado no disco de produção esmerada do magistral Jera Cravo.
Algumas dicas: A faixa "Terra em transe" é um petardo de 46 segundos reportando a uma instantânea roda de pogo que faz lembrar o primitivismo hardcore do Olho Seco ou do ianque 7 Seconds. “Opressão...” é a veia atualizada, um grito desesperado, xilofone, cowbell, paredes de guitarras, baixo matador e bateria pulsante. Já "Eles", caberia muito bem no repertório de um atualizado Garotos Podres ou no esquecido Detrito Federal. A pedrada moderna vem com "Ser Humano" com um riff simples e letra afiada. Ei, acho melhor você escutar o disco e comprovar o quanto mais experiência e estrada tem o P.D.M., melhor fica sua música!
“Ciranda” foi gravado com recursos do “EDITAL de APOIO À PRODUÇÃO DE CONTEÚDO DIGITAL EM MÚSICA (FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA/FUNDO DE CULTURA), é um lançamento da Brechó Discos em parceria com vários com Selos, NetLabels, Blog’s, Sites especializados em música e poderá ser baixado de forma gratuita.
(por Jesuino Oliveira | LadoNorte.Net)
CONTATOS:

pasteldemiolos@gmail.com
brechodiscos@gmail.com
71 8101 1868 / 71 9245 7702 / 71 8770 0908

Para BAIXAR o CD, basta acessar:

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"Caras dessa idade já não lêem manuais"



Leonardo Panço em entrevista ao Mistura Cultural

Segunda, 24 de Agosto de 2009
Texto: Michael Meneses

O músico e escritor Leonardo Panço é uma das personalidades mais bacanas da cena independente nacional e concedeu uma entrevista ao Mistura Cultural onde fala dos seus projetos e sobre a tour promocional que fará por conta do seu mais recente livro e vai percorrer o nordeste em setembro!

Já se vão quase 20 anos desde que minutos antes de um show da Dorsal Atlântica em Ipanema/RJ conheci o entrevistado abaixo. O mesmo atende por Leonardo Fernandes Cardoso, ou simplesmente Leonardo Panço. Na época Panço estava com o músico Mutley (hoje no Gangrena Gasosa) na busca por baixista e vocalista para uma então nova banda, o Soutien Xiita, que junto com uma boa safra de bandas ajudou a fortalecer o rock carioca. Nos anos 90, época em que o escritor esteve à frente de saudosos fanzines como Gnomo da Tanzânia e o Bodega, com este chegando a disputar o prêmio de melhor publicação promovido pela Revista Dynamite.

Ainda nos anos 90 Panço apresentava dois novos projetos. O primeiro foi o selo Tamborete Entertainment, que lançou várias bandas que fizeram a trilha sonora dos anos 90, como Sex Noise, Gangrena Gasosa, Cabeça, Poindexter, Zumbi do Mato, entre tantas outras. O outro projeto foi uma então nova e revolucionaria banda chamada Jason, revolucionaria por ser um dos maiores exemplos neste nosso país do estilo “Do It Your Self” rock de ser, pois num espaço relativamente curto de tempo lançou discos e várias coletâneas pelo mundo. A banda também excursionou pelo Brasil e Europa, coisa que muita banda com muito mais tempo de estrada nunca fez. Aliás, a primeira tour européia do Jason virou seu primeiro livro.

A seriedade com a qual Panço se dedica aos seus trabalhos faz dele uma das pessoas mais respeitadas na cena rock brasileira. É reconhecido por gente que um dia esteve no underground e hoje está no Mainstream, como a baiana Pitty, que teve o disco de sua ex-banda o Inkoma lançado pela Tamborete.

No momento Panço está prestes a fazer uma tour promocional do seu segundo livro ‘Caras Dessa Idade Não Já Não Lêem Manuais’ em solo nordestino, com eventos que serão uma verdadeira fusão cultural tendo música e literatura independente saindo pelo ladrão.

Por fim, a melhor definição para qualificar essa figura rara da cena alternativa me foi apresentada pelo não menos inquieto Adelvan Kenobi durante uma das minhas participações em seu programa de rádio em Aracaju/SE “Leornardo Panço é gente que faz”.

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Você vive o underground há anos, tem um dos selos independentes mais respeitados do Brasil, teve bandas, trabalha como jornalista... Conta um pouco dessa sua experiência?

Leonardo Panço - Um resumão, né. Toco em bandas desde 1988, fiz alguns zines a partir de 91, escrevi aqui e ali, me formei como jornalista em 98, mas só vim a ter emprego fixo na profissão mesmo em 2001 e sigo até agora. Lancei uns 40 discos e dois livros pela Tamborete, fiz uns 400 shows mais ou menos durante esses 20 anos, tenho quatro discos lançados com o Jason no Brasil, três na Europa e mais um com o Soutien Xiita, aqui também. Gravei poucas participações, sendo que a que teve maior repercussão foi no primeiro DVD da Pitty. Tem tantas outras coisas, mas no geral é por aí.

‘Caras dessa idade não já não lêem manuais’ é seu segundo livro, o que lhe motivou a escrever esse livro?

Leonardo Panço - Já queria há algum tempo fazer uma reunião de textos escritos nos últimos, sei lá, 15 anos, uma espécie de caras dessa idade mesmo, mas no final das contas achava que a maior parte dos textos não tinha nível para virar um livro. Daí em 2007 pintou de ir para a Europa, em uma longa história em que ia de tour manager de duas bandas, me demiti do emprego, e as duas bandas desistiram, uma delas faltando 13 dias para a viagem, me vi com a passagem dada por uma das bandas, sem emprego e 500 euros, dinheiro que sem os amigos que tenho lá, daria para viver uma semana em albergue, mas no punk rock, fiquei três meses. Aí achei que era a hora de tentar viver e escrever coisas diferentes, já que era a primeira vez que estava indo sozinho para lá. Daí foi o que fiz, juntei com alguns textos recentes e com pouquíssimos da leva antiga e lá se foi.

Literatura sempre foi algo de envergonhar esse país, por conta do baixo numero de vendas de livros, contudo boa parte dos leitores dos seus livros são ligados em rock e cultura, alternativas até mesmo por muitos serem fãs do Jason... Você percebe alguma diferença nesse público em relação ao mercado literário?

Leonardo Panço - Diria para começar que sei nada sobre o mercado literário, o que é um problema de certo modo, tenho poucos contatos, distribuição, etc. Sigo da maneira que conheço, que sei fazer e que leva 10 vezes mais para vender mil livros, mas é assim que funciona para mim. Meus poucos leitores em sua maioria são do rock, mas o que mais acontece é a mãe ou as esposas das pessoas que compraram lerem e gostarem, então talvez com um maior alcance, quem sabe meu público fosse maior. Realmente não sei.

Seu primeiro livro conta as histórias vividas por você e sua banda o Jason na Europa e nas turnês nacionais. Fale um pouco sobre esse livro e qual conselho você daria a uma banda que queria fazer uma tour seja pelo Brasil ou fora?

Leonardo Panço - Daria nenhum conselho, venderia barato. Primeira coisa que precisa acontecer é saber se os membros todos da banda estão em sintonia, já fiz várias tours em que não estavam e isso é determinante para as coisas darem certas ou erradas. Será que estão todos mesmo dispostos a ficar 80 dias dormindo no chão e tocando 62 shows como a gente fez nesse primeiro livro aí? Será que são todos os caras que querem conhecer o mundo, fazer amigos, ficar longe da namorada, comer mal, beber muito, viajar 20, 30.000 km? Não é todo mundo que tem esse espírito. Se o espírito existir, parte daí, da sintonia. O restante aparece. O livro é isso. Foi escrito e vivido em 80 dias, como eu disse. Tá tudo lá, as coisas boas, as roubadas, muito pouca coisa eu não coloquei, né. Uma briga ali, um detalhe acolá. Mas 99,9% das nossas vidas morando em uma van e em prédios invadidos estão lá.

O que o seu selo musical, o Tamborete, está preparando no momento?

Leonardo Panço - Então, a Tamborete sempre foi para mim mais uma gravadora, porque na verdade nunca entendi muito bem essas nomenclaturas de selo, etiqueta, etc. E quando comecei, coloquei o Entertainment, que significa entretenimento, porque sempre quis lançar livros, principalmente, não só CDs, que é o que consegui fazer nos últimos tempos com meus dois trabalhos. Então por ora creio que os próximos lançamentos são: o disco virtual e depois físico do Pastel de Miolos de Salvador, o segundo disco do Zefirina Bomba (meio 1/3 do Recife, meio 1/3 de João Pessoa, mais 1/3 de João Pessoa, escondido com 1/3 que é meio de SP e meio do Rio) e o primeiro DVD da gravadora, que vai ser o do Verbase (veja o trailer em www.youtube.com/tamboreteent). Fiz uma proposta para lançar o ao vivo do Zumbi do Mato, mas até agora não sei se isso vai acontecer. Daí para frente, espero lançar meu terceiro livro no ano que vem. Tem muitas outras vontades, principalmente agora que a Deck comprou a única fábrica de vinil da América do Sul, mas isso deve levar bastante tempo, já que a prioridade é juntar $$ para o livro novo, que deve sair muitíssimo caro.

Como você vê essa molecada que baixar CD seja de uma banda independente ou não ao invés de comprar o CD e ajudar a essa banda, ou que acha que clicando no Myspace de uma banda, vai estar de fato “dando uma força” a banda e a cena rock como um todo?

Leonardo Panço - Faço tudo isso aí que você disse. Então não me sinto à vontade para criticar ninguém. São os novos tempos, as bandas que dêem seu jeito de melhorar de vida.

E o Panço músico, o que está aprontando? Como anda o Jason?

Leonardo Panço - Não ando aprontando muito não, explico isso um pouco mais abaixo. O Jason segue parado há um ano já e diria que a chance de não voltar é maior a cada dia. A única coisa que me parece viável é uma tourzinha pequena de três ou quatro dias no nordeste, já que o Vital (cantor) disse que iria, o que ele não faz há 9 anos. Vamos ver. No geral, todos perderam um pouco da vontade de algumas coisas, eu enchi o saco de nunca saber quem iria cantar no próximo show e realmente não tenho vontade de voltar para viver as mesmas coisas que já vivi desde os 15 anos. É um pouco tempo demais. Tenho outras prioridades, assim como os outros também, então não sei, os humanos sempre mudam de idéia, mas a princípio é isso. Jason ist tot.

Voltando a Literatura. Quais seus próximos projetos literários? Sei que você trabalha em um livro sobre bandas cariocas dos anos 90...

Leonardo Panço - Esse foi o primeiro livro que eu escrevi, deve ter uns 10 anos já, tanto que o Flock, que está diagramando e em alguns momentos lendo, acha que eu devo dar uma bela olhada, já que não condiz com o que escrevo hoje em dia. Então creio que preciso atualizar algumas coisas, mas é meu próximo lançamento a princípio. Sairia um sobre a tour gringa dos Replicantes, mas creio que para não passar em branco, vai ser lançado apenas em pdf, também já está sendo diagramado. No mais tenho uns 7, 8 textos que podem vir a virar um livro novo um dia, mas um dia muito longe ainda. Na edição do ‘Caras’ cortei quase 50 textos, que eu não gostava mais e algumas pessoas que conheciam alguns que tinham saído em alguns zines, no Globo, sei lá mais onde, reclamaram que alguns deveriam entrar, então de repente jogo no blog, ou algo assim, mas creio que foi o certo mesmo não entrarem no livro.

Você está preste a fazer uma tour de divulgação do seu livro pelo nordeste. Como vai ser?

Leonardo Panço - Vai ser meu grande acontecimento do ano pelo livro, já que viajei o mês de novembro de 2008 inteiro por sete estados e depois fiz apenas coisas em cidades mais próximas. Já falei n vezes como gosto de ir para o nordeste, como sou bem recebido, como as pessoas gostam do Jason, as coisas mais divertidas que fizemos foi por lá, então vai ser bom demais, não tenho qualquer dúvida. E lá vou fazer algumas coisas que nunca fiz antes (uau) e espero que elas me abram algumas portas, principalmente mentalmente, de que é possível fazer isso e aquilo. Então, vou fazer três ou quatro shows com uma banda de João Pessoa chamada Elmo, tocando só Jason, creio que por volta de 20 a 25 músicas. Vou participar do show da Pastel tocando duas do Jason e duas deles e vou me apresentar sozinho pela primeira vez em toda a minha vida fazendo umas quatro ou cinco músicas, cantando e tocando guitarra como Pansonic. Se isso funcionar bem, faço em outras cidades mais tarde com um repertório maior, senão, não. E tem lançamento também mais formal, na Saraiva, tem em Maceió uma jam tocando Jason com amigos locais em um estúdio, tem o que aparece. Sempre na pista.

“Venda o seu manual...”

Leonardo Panço -Ah, se me pagarem 20 lascas, eu vendo. E ainda dou dois CDs 0800.

AGENDA:

Salvador/BA - Livraria Saraiva - 4 Set às 18h
Salvador/BA - Lançamento do livro, jam com banda Pastel de Miolos, e com os artistas do grupo Verbo 21 - 5 Set às 20h
Natal/RN - Centro Cultural Do Sol - Lançamento do livro e tocando Jason com a banda ELMO - 7 Set às 18h
Campina Grande/PB - A confirmar - Lançamento do livro - 9 Set às 20h
João Pessoa/PB - Espaço Mundo - Lançamento do livro e tocando Jason com a banda ELMO - 10 Set 20h
Recife/PE - A confirmar - Lançamento do livro - 11 Set às 20h
Maceió/AL - A confirmar - Lançamento do livro - 12 Set às 20h
Aracaju/SE - Lançamento do livro - 13 Set às 20h

CONTATOS:

MySpace: www.myspace.com/leonardopanco
Fotolog: www.fotolog.com/leonardopanco
You Tube: www.youtube.com/tamboreteent
Twitter: www.twitter.com/leonardopanco
E-mail: leonardoster@gmail.com